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Análise do impeachment deve levar em conta Lava Jato, diz Janaína

Por Nill Júnior
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Do G1

A jurista Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira (28) que os senadores devem levar em conta, no julgamento do impedimento, as investigações da operação Lava Jato, que apura desvios de dinheiro da Petrobras. A declaração foi dada durante sessão da comissão especial do impeachment do Senado em dia reservado para acusações contra a presidente.

A comissão analisa as acusações contra o governo Dilma dentro do processo de impeachment. O colegiado votará um relatório recomendando a instauração ou o arquivamento do processo pelo Senado. Caso o parecer seja favorável à abertura do julgamento, a petista será afastada por 180 dias e o vice Michel Temer assumirá a Presidência da República.

“Tem gente gravando vídeo, falando para o povo que não tem nada de Lava Jato na denúncia. As pessoas do povo me mandam e-mail querendo entender. O primeiro pilar da nossa denúncia é a Lava Jato, é o Petrolão. O segundo pilar são as pedaladas. O terceiro pilar são os decretos [de abertura de créditos suplementares sem autorização do Congresso Nacional]”, disse Janaína Paschoal.

“Pois bem, seguindo a obra de Paulo Brossard [ministro aposentado do STF morto em 2015], inclusive fatos alheios à denúncia num processo de impeachment, que é jurídico-político, podem ser levados em consideração pelo Senado Federal na hora do julgamento. A doutrina diz isso, está na minha denúncia, mas eu não estou pedindo vossas excelências que considerem nada além do que está na denúncia, nada além do que está na denúncia, muito embora Paulo Brossard me daria respaldo para tanto”, completou a jurista.

A senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) discordou de Janaína Paschoal quanto à amplitude da denúncia que deve ser analisada pelos senadores. Para Grazziotin, o julgamento deve ser feito em cima apenas do que está no processo enviado pela Câmara dos Deputados: as “pedaladas fiscais” e os seis decretos orçamentários editados sem autorização do Congresso.

“O ofício enviado pela Câmara: o presidente da Câmara comunica a autorização, dada por aquela casa, da instauração do processo por crime de responsabilidade, em virtude da abertura de créditos suplementares e em relação, novamente, ao Plano Safra. Então ela vem aqui, fala de tudo, menos dessas duas questões”, expôs Vanessa Grazziotin.

Em meio às discussões, o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), disse que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não acatou o trecho da denúncia que dizia respeito à Lava Jato “por razão óbvia”. “Foi excluído (…) porque ele não era conveniente nem à Presidente Dilma Rousseff nem, tampouco, ao Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aliados nesse momento no combate à Lava Jato”, afirmou.

Em diversos momentos, senadores governistas questionaram Janaína sobre a sua ligação com o PSDB. No ano passado, ela colaborou com um parecer feito por Miguel Reale Júnior encomendado pelos tucanos. A professora de direito reconheceu que participou do trabalho e que recebeu R$ 45 mil pela empreitada, mas negou ser filiada a qualquer partido e criticou ainda a oposição feita pelo PSDB, que considera “fraca”.

Para se justificar, ela listou uma série de atividades que realizou para órgãos ligados a governos tucanos e também outros sob gestão petista.

Durante depoimento ao colegiado, Janaína Paschoal afirmou que, dentro dos “pilares” da denúncia, tem “crime de sobra” para justificar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Cada um desses pilares tem crime de sobra, tem crime de sobra de responsabilidade e tem crime de sobra comum”, afirmou.

Nem ‘pastora’, nem ‘mãe de santo’: na sequência, a jurista disse que não é “mãe de santo” nem “pastora” se referindo a um discurso que fez em São Paulo e que ganhou repercussão na Internet. Ela contou que foi procurada por jornalistas, inclusive de outros países, que questionaram se ela praticava alguma atividade religiosa. No vídeo, Janaína Paschoal faz um pronunciamento inflamado a favor do impeachment da presidente.

“Eu não tenho a iluminação necessária nem para ser pastora nem mãe de santo. O meu trabalho jurídico não seria pior se fosse mãe de santo ou pastora porque o estado é laico, não é estado ateu, é o estado que faz com que todas as religiões convivam bem”, declarou.

Outras Notícias

O blog e a história: as greves da PM em Pernambuco

Dia 12 de julho de 1997. Em assembleia, na quadra do Instituto de Educação de Pernambuco (IEP), no bairro de Santo Amaro, cerca de 5 mil soldados e oficiais da Polícia Militar de Pernambuco escreveram um capítulo inédito na história da corporação. Pela primeira vez no Estado, os PMs decidiram cruzar os braços e o […]

Dia 12 de julho de 1997. Em assembleia, na quadra do Instituto de Educação de Pernambuco (IEP), no bairro de Santo Amaro, cerca de 5 mil soldados e oficiais da Polícia Militar de Pernambuco escreveram um capítulo inédito na história da corporação.

Pela primeira vez no Estado, os PMs decidiram cruzar os braços e o que se viu, nos dias seguintes à paralisação, foram cenas de guerra nas ruas do Recife.

Tanques do Exército nas principais avenidas, marginais à solta, PMs presos, comerciantes fechando as portas das lojas mais cedo. Foram 12 dias de medo e tensão.

Um dos principais cenários desse conflito foi o Palácio do Campo das Princesas. Quatro dias após a assembleia histórica, a paralisação é deflagrada e o Exército cerca o palácio.

Na época, o governador era Miguel Arraes e o secretário da Fazenda e homem forte do governo, o seu neto Eduardo Campos, que, 10 anos depois, (de 2007 até 4 de abril deste ano) iria ocupar a mesma cadeira do avô no comando do Estado.

Entre os muitos fatos que marcaram aquela primeira paralisação, estão a prisão de 15 integrantes da Associação dos Cabos e Soldados e a morte de um soldado do Exército durante assalto a uma agência bancária no Centro do Recife.

O movimento grevista coincidiu com a ascensão de lideranças tanto da Associação dos Cabos e Soldados quanto da Associação dos Oficiais, Subtenentes e Sargentos da Polícia e Bombeiro Militar.

É o momento em que aparecem e ganham visibilidade policiais que, mais tarde, terminariam seguindo carreira política. É o caso do soldado Moisés, que foi eleito deputado estadual, e do então major Alberto Feitosa, que também conquistaria uma vaga na Assembleia Legislativa.

Em 2000, já na gestão do então governador Jarbas Vasconcelos, é deflagrada a segunda greve na história da Polícia Militar de Pernambuco.

Novamente, o Palácio do Campo das Princesas virou palco de tensão entre policiais grevistas e oficiais que não aderiram à paralisação.

Num dos episódios mais tensos, um tiroteio na Praça da República terminou com três oficiais e um soldado feridos.

O clima de pânico e uma onda de boatos deixou a população da Região Metropolitana apavorada.

Em maio de 2014, a capital Recife e várias outras cidades de Pernambuco sofreram uma onda de saques e de violência, uma das consequências da greve da Polícia Militar (PM) e dos bombeiros do Estado.

A tensão causada pela greve coincidiu com o dia da jornada de manifestações contra a Copa do Mundo. Recife era uma das cidades-sede.

Os policiais iniciaram a greve para exigir melhores salários. O governador João Lyra Neto conversou sobre a greve da PM com a presidente Dilma Rousseff e pediu reforço da Força Nacional de Segurança para a presidente.

Foram apenas dois dias de paralisação,  com a greve encerrada dia 15 de maio daquele ano.  Eduardo havia se licenciado para disputar a presidência da República.

Célia questiona LW por não receber Sindicato

A vereadora Célia Galindo usou suas redes sociais na tarde de hoje para denunciar o que classificou “uma atitude considerada ditatorial por parte do prefeito Wellington Maciel em relação ao Sindicato dos Servidores municipais de Arcoverde, o Sintema”. A queixa é de que, por meio de um recado através de um assessor, mandou avisar que […]

A vereadora Célia Galindo usou suas redes sociais na tarde de hoje para denunciar o que classificou “uma atitude considerada ditatorial por parte do prefeito Wellington Maciel em relação ao Sindicato dos Servidores municipais de Arcoverde, o Sintema”.

A queixa é de que, por meio de um recado através de um assessor, mandou avisar que não recebe os funcionários da DIRT.

“Com nove mandatos e 34 anos de política já passei por todos os tipos de prefeitos e prefeitas, mas nunca via nada igual como esse que se postou na cadeira de prefeito de nossa cidade que manda seus serviçais enviar recados ao sindicato dos servidores, sem ter a mínima coragem de fazer um ofício formal. Ele, que vive brincando de prefeito dentro do parque de domingo, ainda manda avisar que não tem diálogo. Absurdo”, disse a vereadora.

Na nota divulgada pelo Sintema, eles afirmam que receberam o “recado” (ligação telefônica informal e não oficial) de que administração não receberá a categoria e não está disposta a dialogar. “Este ato ditatorial será objeto de nossa próxima assembleia e essa conduta dispensada à categoria também estará em pauta”.

Célia salienta ainda que Wellington fecha as portas ao diálogo exatamente com os servidores que são responsáveis pela arrecadação municipal que podem ajudar a superar as dificuldades que o prefeito tanto prega.

“Arcoverde sempre foi democrática, de fato e de direito, e não de discurso em tribunas. É esse o exemplo que o prefeito, o pior de nossa história diga-se de passagem, dar ao povo de Arcoverde. Fala em crise, mas bate as portas na cara dos que podem ajudar o município a arrecadar mais recursos”, criticou.

Secretaria de Saúde emite nota sobre rescisão de Easy Life e Liber

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclareceu em nota que vem negociando diretamente com as empresas sobre a regularização dos repasses. “No entanto, já está absorvendo os profissionais demitidos da empresa Líber para que não haja descontinuidade no serviço e na assistência à população”. A SES diz ainda que não medirá esforços para que esses servidores sejam […]

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclareceu em nota que vem negociando diretamente com as empresas sobre a regularização dos repasses.

“No entanto, já está absorvendo os profissionais demitidos da empresa Líber para que não haja descontinuidade no serviço e na assistência à população”.

A SES diz ainda que não medirá esforços para que esses servidores sejam utilizados pela nova empresa que será contratada.

A nota foi resposta à denúncia contra a  Easy Life, empresa de transporte de pacientes com atuação no Hospital Regional de Afogados da Ingazeira e outras unidades como o Hospam, que depois de demitir cinco motoristas enviou um representante à Unidade para dizer que os dois meses de salário atrasados não serão pagos, nem direitos trabalhistas.

Liber: Funcionários da empresa Liber também reclamaram que não tem previsão de recebimento de sua rescisão.

Em mais um episódio, família cobra justiça para caso de homem morto a pedradas em Tabira

Segundo familiares, acusado saiu pela porta da frente da Delegacia por falta de um mandado Tabira está se tornando a cidade dos crimes sem resposta ou punição. Em contato com a Fanpage do blog, a irmã de Paulo Parnaíba do Nascimento, Lourdinha Nascimento  diz que a família está indignada com o fato de que o acusado […]

Corpo foi encontrado em 20 de janeiro. Família diz que acusado continua solto

Segundo familiares, acusado saiu pela porta da frente da Delegacia por falta de um mandado

Tabira está se tornando a cidade dos crimes sem resposta ou punição. Em contato com a Fanpage do blog, a irmã de Paulo Parnaíba do Nascimento, Lourdinha Nascimento  diz que a família está indignada com o fato de que o acusado pelo crime continua solto.

Paulo foi morto entre os dias 20 e 21 de janeiro. Ele estava voltando de Tabira para o sitio Várzea. Doente mental,  foi morto cruelmente a pedradas no sítio Riacho de Fora. “Antes de completar oito dias do crime o assassino se apresentou com um advogado ao delegado Thiago Souza. Em seguida foi liberado. O delegado afirmou que o juiz estava de férias e não havia mandato de prisão pra ele”. Uma última informação, entretanto, indica que o mandado finalmente havia saído e o status do acusado já é de foragido. A informação não é oficial.

Lourdinha e demais familiares estão, além de enlutados, indignados com a demora em ver justiça. “O crime parece ter acontecido com um cachorro sem importância. Estamos aqui ainda esperando a competência da polícia em prender o assassino. Ainda confiamos nesses profissionais, mas não sabemos até quando”, disse.

O caso gerou debate nas redes sociais. E revela um questionamento sobre os últimos crimes em Tabira e que encaminhamento está sendo dado pela Polícia Civil e Judiciário.

Em 8 de fevereiro, Ecinaldo Silva, 32 anos, casado, comerciante, foi alvejado com quatro disparos de arma de fogo. Ninguém foi preso e a autoria não foi identificada.

Dia 21 de janeiro,  o corpo de Paulo Parnaíba do Nascimento, 44 anos, foi encontrado sem vida,  morto a pedradas. Ninguém ainda foi preso.

Em 18 de janeiro, o poeta e advogado tabirense Dudu Morais, 29 anos, matou a tiros o próprio tio Clênio Evandro Cordeiro, de 42, após um desentendimento. Dudu se apresentou à Delegacia dia 26 de janeiro mas, sem um mandado de prisão em aberto, saiu pela porta da frente.

Em 17  de dezembro, Edsoneide Nunes não resistiu aos ferimentos após atingida pelo carro guiado por Osman Lima, 58 anos,  agente penitenciário, morador do centro. Ele estava em uma Hillux e bateu na moto Titan preta, placa KHM 2313, que vinha em sentido contrário, guiada por Jefferson Silva, 23 anos, que ficou internado no Hospital da Restauração, após fratura no fêmur. Um vídeo mostrou Osman bebendo antes do episódio. Até agora não se sabe se ele foi  indiciado por homicídio doloso, culposo ou acidente de trânsito.

Durante a manhã, a Rádio Pajeú tentou ouvir o Delegado Thiago Souza, sem êxito. Também encaminhou mensagem para o TJPE solicitando informações sobre a presença de Juiz Titular para Tabira ou despachos por parte do  substituto para os pedidos de prisão temporária ou preventiva.

Tabira registra segundo homicídio em 48 horas

Em Tabira, o segundo homicídio foi registrado em  Tabira em 48 horas. Um jovem de 21 anos foi assassinado próximo a comunidade de Arara, na estrada que liga Barreiros II ao povoado. O corpo se encontrava de bruços, com duas perfurações na nuca e uma na região do glúteo, causadas por arma de fogo. Os  […]

homicidio3Em Tabira, o segundo homicídio foi registrado em  Tabira em 48 horas. Um jovem de 21 anos foi assassinado próximo a comunidade de Arara, na estrada que liga Barreiros II ao povoado.

O corpo se encontrava de bruços, com duas perfurações na nuca e uma na região do glúteo, causadas por arma de fogo. Os  pés da vítima se encontravam amarrados. A equipe isolou o local até a chegada da polícia Civil, que conduziu o corpo até o hospital local, sendo transferido para o IML de Caruaru-PE.

No domingo, um agricultor de 48 anos foi assassinado a tiros na cidade. Ele era ex-presidiário, de acordo com a Polícia Militar.

Segundo a polícia, o homem estava com a companheira dele quando dois suspeitos não identificados chegaram em uma motocicleta. Ele pediu para a mulher correr e em seguida foi atingido por cerca de cinco disparos no tórax e nas costas.

Ainda não há informações sobre os suspeitos de cometer o crime. A Polícia Civil vai investigar o caso.