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Amupe realiza workshop em Caruaru sobre segurança na iluminação pública

Por Nill Júnior

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), em parceria com a Neoenergia Pernambuco e o Ministério Público do Trabalho (MPT), realizou nesta terça-feira (7) o Workshop Segurança na Iluminação Pública, em Caruaru.

O encontro reuniu secretários, técnicos e eletricistas de diversos municípios com o objetivo de orientar sobre os cuidados e a proteção dos profissionais que atuam na rede de iluminação pública, além de reforçar a importância da segurança também para a população.

Representando a Amupe, a secretária executiva Gorette Aquino destacou o compromisso da entidade em fortalecer as gestões municipais e promover boas práticas na administração pública. A Neoenergia Pernambuco foi representada por Rômulo Barbosa, supervisor de relacionamento com o poder público, e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) pelo técnico Naldenis Martins, que reforçou a necessidade de profissionalizar os serviços realizados pelas prefeituras.

De acordo com Naldenis Martins, é essencial que as equipes municipais atuem com segurança e dentro das normas técnicas. “Quando trabalhamos com segurança, protegemos também as empresas de telecomunicação e toda a comunidade. Nosso objetivo não é multar, mas ajudar os municípios a se adequarem e se profissionalizarem cada vez mais”, ressaltou.

A Neoenergia Pernambuco, por sua vez, enfatizou que a segurança depende não apenas da capacitação das equipes, mas também da qualidade dos materiais utilizados nas instalações. O uso de cabos e equipamentos adequados, aliado à valorização dos profissionais, foi apontado como fundamental para reduzir riscos e garantir a eficiência do serviço de iluminação pública nos municípios pernambucanos. Com ações como essa, a Amupe reforça seu papel de apoio técnico e institucional às prefeituras, contribuindo para uma gestão mais segura, moderna e eficiente em todo o estado.

Outras Notícias

O Blog e a História: quando Fernando Ferro orientou Carlos Veras a “saber perder”

Em 24 de fevereiro de 2014 – falando ao radialista e blogueiro Júnior Alves, o Deputado Federal Fernando Ferro falou o que muitos já comentam nos bastidores sobre a briga sem fim do PT de Tabira, rachado depois da eleição de Tote Marques, respaldada e tida como legal pela Estadual do partido, mas até hoje […]

Em 24 de fevereiro de 2014 – falando ao radialista e blogueiro Júnior Alves, o Deputado Federal Fernando Ferro falou o que muitos já comentam nos bastidores sobre a briga sem fim do PT de Tabira, rachado depois da eleição de Tote Marques, respaldada e tida como legal pela Estadual do partido, mas até hoje questionada pela ala de Veras, Presidente Estadual da CUT.

Ele comentou quando provocado pelo radialista sobre a insatisfação de Carlos Veras e seu grupo com o resultado das urnas, o estopim do racha e da horrível exposição do que o processo se tornou.

“Tem que se respeitar o resultado. Não tem mais essa história de virar a mesa em eleição não. Vai prevalecer a vontade dos filiados e ele (Carlos Veras) tem que aceitar. Na próxima eleição eles montam uma chapa e se ganhar assumem o Diretório Municipal. Por enquanto ele  vai ter que se contentar porque ninguém é eterno”.

Ex-BBB, Nonato Costa e Raphael Moura hoje na Festa das mães em Tabira

Natural de Arcoverde, Tereza que se destacou como participante do BBB-19 da Rede Globo estará entre as atrações da Festa das Mães hoje em Tabira no Espaço Garden Recepções. As atrações musicais serão os cantores Nonato Costa e Rafael Moura. Será o 1º show de Nonato Costa em Tabira depois do final da dupla. E […]

Natural de Arcoverde, Tereza que se destacou como participante do BBB-19 da Rede Globo estará entre as atrações da Festa das Mães hoje em Tabira no Espaço Garden Recepções.

As atrações musicais serão os cantores Nonato Costa e Rafael Moura. Será o 1º show de Nonato Costa em Tabira depois do final da dupla. E o 1º show de Rafael Moura depois da turnê na Alemanha.

A festa das mães organizada pelo empresário Tácio Cristovão começará ás 22h na Gardem Recepções.

Miguel Coelho defende agricultura familiar e garante apoio aos trabalhadores do campo

O pré-candidato ao governo de Pernambuco, Miguel Coelho, disse, durante agenda na manhã deste domingo (3), que o trabalhador do campo será um parceiro da sua gestão e a agricultura familiar voltará a ser valorizada.  O compromisso do postulante pelo União Brasil foi reafirmado ao participar de uma assembleia geral de agricultores nos acampamentos Universo […]

O pré-candidato ao governo de Pernambuco, Miguel Coelho, disse, durante agenda na manhã deste domingo (3), que o trabalhador do campo será um parceiro da sua gestão e a agricultura familiar voltará a ser valorizada. 

O compromisso do postulante pelo União Brasil foi reafirmado ao participar de uma assembleia geral de agricultores nos acampamentos Universo e Pantorra, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR). 

O local agrupa 380 famílias de trabalhadores rurais que há 20 anos lutam pela oficialização do assentamento e posse da terra.

O ato teve a participação do senador Fernando Bezerra, do pré-candidato a deputado federal, Delegado Rezende, o deputado estadual Romero Sales Filho e lideranças ligadas ao campo. 

Na conversa com os agricultores, Miguel Coelho recebeu da direção estadual do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) uma proposta de colaboração para o seu plano de governo relacionada à agricultura familiar.

O documento aborda temas distintos para o desenvolvimento do setor, como  investimento em assistência técnica, facilidade na concessão de crédito fundiário, avanço na reforma agrária com a titulação e concessão de posse da terra e políticas de incentivo voltadas à juventude do campo. 

No bate-papo, o ex-prefeito de Petrolina falou ainda sobre ações desenvolvidas na sua gestão na cidade sertaneja, como o fornecimento de carros-pipas para reforçar o abastecimento, a abertura de crédito fundiário para as famílias que vivem no campo, a instalação de mais de mil cisternas e a construção de mais de 12 postos de saúde para atender as famílias da Zona Rural.

Miguel Coelho também ressaltou que vai recuperar o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e o Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco (Iterpe), atualmente sucateados e omissos com os trabalhadores rurais. O pré-candidato disse que vai priorizar a valorização, assistência e parceira com o homem do campo, como ocorreu em sua gestão em Petrolina.

“Nosso objetivo é agrupar o povo pernambucano respeitando as diferenças, governando com liderança. A força da agricultura transforma vidas, lugares, e queremos a oportunidade de fazer a boa política, da transformação, do papo reto, do governo que vai à Zona Rural e ajuda o agricultor, que cuida do homem do campo com amor e carinho”, declarou. 

Miguel destacou ainda que vai aumentar em 50% o número de agricultores atendidos pelo programa Novo Chapéu de Palha e oferecer uma bolsa de R$ 300 para cursos de qualificação técnica e profissional.

Márcia evita comentar questionamento de Duque

Gestora esteve no Vanete Almeida e não fez referência ao Deputado. Ainda falou que local estava abandonado A prefeita de Serra Talhada,  Márcia Conrado,  do PT, não rebateu ou comentou publicamente o questionamento do Deputado Estadual Luciano Duque,  do Solidariedade. Ontem, falando ao radialista Francys Maya,  na Vilabella FM,  Duque reclamou da falta de diálogo […]

Gestora esteve no Vanete Almeida e não fez referência ao Deputado. Ainda falou que local estava abandonado

A prefeita de Serra Talhada,  Márcia Conrado,  do PT, não rebateu ou comentou publicamente o questionamento do Deputado Estadual Luciano Duque,  do Solidariedade.

Ontem, falando ao radialista Francys Maya,  na Vilabella FM,  Duque reclamou da falta de diálogo político da gestora.  “Eu não vejo esse diálogo acontecer em Serra Talhada. Estou muito preocupado e volto a dizer: tô pronto pra dialogar, pra construir, e pra ajudar. agora, Não existe politica sem conversa nem diálogo. Não é com conversa de assessor em WhattsApp que se ganha eleição”.

Márcia visitou e documentou o Residencial Vanete Almeida,  que se arrastava sem entrega às famílias desde a gestão Duque. Uma das alegações do ex-prefeito foi de falta de interlocussão com o governo Bolsonaro.

O”Na próxima semana estaremos retomando as obras para finalização e em breve estaremos entregando moradia para 902 famílias serra-talhadenses”, disse Márcia, acrescentando que foram quatro anos de muita luta. “Trabalhamos incansavelmente para tornar o sonho da casa própria uma realidade”.

E seguiu: “agora, o abandono do residencial vai dar lugar ao trabalho duro e posso afirmar que vamos trabalhar de domingo a domingo para entregar mais dignidade ao meu povo de Serra Talhada”.

Ao final, agradeceu ao deputado federal Fernando Monteiro e à nossa governadora, Raquel Lyra. O marido de Márcia,  Breno Araújo,  acompanhou a visita.  Pelo estado das casas, muitas danificadas pela ação do tempo e vandalismo,  haverá muito trabalho pela frente.

Negócios do vento: nova fronteira de desmatamento do semiárido

Por Heitor Scalambrini Costa O Brasil é o segundo país com a maior cobertura vegetal do mundo (o primeiro é a Rússia), e está entre os cinco países que mais emitem gases de efeito estufa. O desmatamento está reduzindo de forma significativa a cobertura vegetal em todos os biomas do território nacional, o que acentua […]

Por Heitor Scalambrini Costa

O Brasil é o segundo país com a maior cobertura vegetal do mundo (o primeiro é a Rússia), e está entre os cinco países que mais emitem gases de efeito estufa. O desmatamento está reduzindo de forma significativa a cobertura vegetal em todos os biomas do território nacional, o que acentua o risco de eventos climáticos extremos. Estima-se em torno de 20 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa desmatada por ano, em consequência de derrubadas e incêndios, na grande maioria ilegais. O que torna o desmatamento no país a principal causa das emissões de gases de efeito estufa.

O desmatamento ocorre principalmente na agropecuária. Contudo, a construção de estradas, hidrelétricas, mineração, produção de energia, e o processo intensivo de urbanização, têm contribuído significativamente para a redução das matas. Esse processo acarreta vários fatores negativos ao meio ambiente (e as pessoas, certamente), entre eles se destacam: emissão de gás carbônico na atmosfera, alterações climáticas, perda da biodiversidade, empobrecimento do solo, erosão, desertificação, entre outros.

O que tem chamado atenção nos últimos 10 anos, é o aumento da contribuição ao desmatamento, pelos “negócios do vento” (e se inicia também nesta trágica trajetória, as mega usinas solares fotovoltaicas).  Grandes complexos eólicos têm se instalado no Nordeste, em áreas do interior (mas também em áreas litorâneas), onde predomina a vegetação do tipo caatinga, único bioma 100% brasileiro, ocupando cerca de 10% do território nacional e 70% da região Nordeste. 

Conforme cálculos do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), a Caatinga teve sua vegetação reduzida pela metade devido ao desmatamento. São aproximadamente 500 mil hectares devastados por ano, principalmente para produzir energia, criação de animais, entre outras atividades. E agora, os complexos eólicos, com a instalação desenfreada, sem regulamentação, e com a conivência de órgãos públicos que deveriam cuidar deste bioma.

Hoje, através de estudos técnicos-científicos, é possível identificar inúmeros impactos causados pela modalidade de produzir energia elétrica em larga escala, através do conceito de produção “centralizada”, cujos beneficiários são aqueles que literalmente exploram este bem natural, os ventos. Na concepção capitalista prevalece o lucro em primeiro lugar, sem a preocupação com a preservação e proteção da natureza, deixando como herança os malefícios provocados, não só para as populações locais, mas para todo o planeta.

O que chama a atenção é o discurso e ações contraditórias e ambíguas dos governos estaduais nordestinos em relação à emergência climática em curso (a responsabilidade do atual desgoverno federal nem se fala, já que é anti-ambiental, ecocida). Ao mesmo tempo que discursam em prol da descarbonização, promovendo a expansão das fontes renováveis em seus territórios, estes governos se curvam às exigências dos grandes empreendimentos. Flexibilizam a legislação ambiental, omitem na fiscalização, permitindo assim que os complexos eólicos sacrifiquem áreas de preservação, as serras, os brejos de altitude, os fundos e fechos de pasto, territórios onde vivem as populações originárias (índios, quilombolas), e a própria agricultura familiar com a neo-expropriação (http://cersa.org.br/destaque/negocios-do-vento-arrendamento-ou-expropriacao-de-terra/) de terras para a instalação dos equipamentos desta atividade econômica, excludente, concentradora de renda e predatória. 

A contribuição ao desmatamento da Caatinga pelos “negócios do vento”, com um modelo de negócio sem compromisso com a vida das pessoas e com a natureza, deve ser motivo de uma ampla discussão na sociedade. 

O enfrentamento da crise climática exige mais fontes renováveis de energia (sol, vento, água, biomassa) para uma matriz energética sustentável, justa e inclusiva. Mas a opção adotada, levando em conta mega projetos eólicos, é contrário ao que a ciência propaga, sobre a gravíssima situação que se encontra o planeta Terra, devido às escolhas humanas erradas, em relação à produção e consumo.

A insanidade dos tomadores de decisão na área de energia tem que ser combatida e contida, com informação, transparência e participação, com a democratização no processo de escolhas das políticas energéticas. E não pela ação dos lobistas que “capturam” os órgãos públicos para seus fins, sem se importar com a população e a natureza. 

Aconselho o livro “Cárcere dos ventos” https://www.salveasserras.org/o-carcere-dos-ventos-destruicao-das-serras-pelos-complexos-eolicos/ 

Heitor Slambrini é professor associado da Universidade Federal de Pernambuco (aposentado)