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Ampliação na testagem tem determinado aumento de casos em Carnaíba, diz secretária

Por André Luis

Por André Luis

Em entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú a secretária de Saúde de Carnaíba, Alessandra Noé, creditou o aumento dos casos no município à ampliação da testagem.

Segundo ela, o município teve problemas para receber os testes de Swab de Antígeno – que proporciona o resultado rápido das pessoas testadas – que foram comprados de uma empresa de São Paulo, vencedora do processo de licitação.

Alessandra informou que por este motivo os resultados das testagens estavam com demanda reprimida dependendo do Lacen que demora entre 10 e 15 dias para enviar os resultados.

Outro ponto importante, que segundo a secretária tem contribuído para o aumento de casos em Carnaíba, é com relação ao rastreamento de contatos dos casos ativos.

“Temos um equipe de plantão, que além de levar o resultado e as orientações para as pessoas positivadas, faz um trabalho de rastreamento com todos que tiveram contato com aquele paciente. Isto também tem contribuído para o aumento de casos na cidade”, destacou Alessandra Noé.

Assim como em praticamente todos os municípios da região, a indisciplina e falta de responsabilidade das pessoas, também é um problema enfrentado pela gestão carnaibana. Noé, relatou que que a fiscalização tem trabalho para manter pacientes positivados no isolamento residencial. Assim como para que cumpram os protocolos sanitários de prevenção

“Falta as pessoas perceberem que elas tem que fazer a parte delas. Não adianta… os gestores podem fazer de tudo, mas se a população não contribuir, não conseguiremos vencer esse vírus”, alertou a secretária.

Falando sobre o andamento da vacinação no município, Alessandra Noé reclamou do quantitativo de doses que tem chegado para o PNI Municipal. “Eu tenho uma equipe grande de vacinação. Mas as vacinas chegam a conta gotas. Para se ter uma ideia, toda vez que chega vacina, conseguimos aplicar todas no mesmo dia. Teve um dia, na semana passada, que chegou 6 doses de vacina para uma determinada faixa etária”, reclamou.

“Temos condições de vacinar toda a população no menor tempo possível, mas não temos vacinas suficientes. Isso é frustrante”, pontuou.

Segundo a secretária, o município já vacinou ao todo 10.110 pessoas, sendo 7.678 com a 1ª dose e 2.432 com a 2ª.

O município está vacinando pessoas na faixa etária de 40 a 42 anos na zona urbana e de 40 a 43 na zona rural.

Outras Notícias

Padre Luisinho alerta para inutilidade da Barragem da Ingazeira

Inaugurada oficialmente em outubro de 2020, a Barragem da Ingazeira era a esperança de garantia hídrica para cidades importantes da região do Pajeú. Assim como foi Serrinha para Serra Talhada, Brotas para Afogados da Ingazeira e outros reservatórios, a Barragem da Ingazeira era tida como uma esperança para cidades como Ingazeira, Tuparetama, Tabira e entorno. […]

Inaugurada oficialmente em outubro de 2020, a Barragem da Ingazeira era a esperança de garantia hídrica para cidades importantes da região do Pajeú.

Assim como foi Serrinha para Serra Talhada, Brotas para Afogados da Ingazeira e outros reservatórios, a Barragem da Ingazeira era tida como uma esperança para cidades como Ingazeira, Tuparetama, Tabira e entorno. Muito pelo contrário, virou uma grande dor de cabeça.

Em 2014, durante as obras, já havia problemas. A realidade registrada foi de total descaso, com moradores ilhados, água invadindo casas, problemas com implosão de rochas para dar continuidade às obras e perda de lavouras. As chuvas fizeram a água represar e invadir propriedades e estradas. Tudo porque o processo de desapropriação foi mal conduzido. As famílias não foram retiradas antes do início das obras.

Paralisada mais de seis vezes desde o início, a obra foi retomada definitivamente em julho de 2017, com R$ 15 milhões na conta  do DNOCS. O então Ministro da Integração Hélder Barbalho, chegou a fazer a promessa de entrega até 2018. Não cumpriu.

Em março de 2018, moradores de comunidades rurais do entorno como Santana denunciaram que as águas da Barragem isolaram moradores. Em Santana e Lagoa do Barro os estudantes ficaram impossibilitados de frequentar a escola. No mesmo mês, se noticiou que as indenizações a ribeirinhos chegou a apenas 63% das famílias. Em agosto do mesmo ano, se noticiou que as obras estavam 100% concluídas. Em fevereiro de 2019, o blog informou que ela começou a pegar água.

Naquele mês, uma Audiência Pública sobre as dificuldades de moradores no entorno da Barragem da Ingazeira aconteceu na Câmara de Tuparetama, com vereadores da cidade, de São José do Egito e Ingazeira. A mesa ainda foi composta pelo promotor Aurinilton Leão e pelo Padre Luizinho, representando o Grupo Fé e Política.

A grande ausência foi do DNOCs. O Superintendente Marcos Rueda prometeu enviar dois representantes para audiência, mas ao final, nenhum chegou. Entre abril e maio de 2021, ribeirinhos ficaram sem energia elétrica por vários dias. Ainda há várias denúncias de uso de agrotóxicos por quem cultiva tomate, bem, como uso da área para passeios de jet sky e muita farra, levando junto lixo, perturbação de sossego e poluição sonora pra quem vivia em paz.

Em resumo, um mar de problemas de um reservatório sem serventia. A esperança reside no novo governo Lula, no novo comando do DNOCS e na possível articulação para que, enfim, haja controle sobre a barragem, para quem mora no entorno e para quem precisa de fato da água.

Ontem, no comentário do programa Rádio Vivo, o Padre Luis marques Ferreira criticou duramente toda problemática em torno do reservatório.

O Padre Luis Marques Ferreira voltou a criticar a inércia das autoridades com a situação da Barragem.

“Mais uma vez nosso mundo político dá uma prova de incompetência”. Com capacidade para quase 50 milhões de metros cúbicos, hoje com 40% da capacidade, não serve para nada, a não ser invasões às suas margens. O que seria a redenção da região, tornou-se terra de ninguém.

Todas as pessoas que vem de fora, de vários pontos do estado e do Nordeste,  usam e abusam da barragem sem nenhuma preocupação.

Pesca desenfreada, farras de jet-ski emporcalhando a área e perturbação de sossego. “É preciso uma intervenção imediata”. A água não ajuda à produção e moradores das comunidades ribeirinhas sofrem com o descaso. “Precisamos dar um destino à agua para que se melhorem as condições desse povo”, concluiu o sacerdote.

Pernambuco ganha 61 novas escolas em tempo integral

Um decreto publicado na edição deste sábado (4) do Diário Oficial, assinado pela governadora Raquel Lyra, oficializa o aumento do número de unidades escolares ofertando a modalidade de ensino integral no Estado. Serão 61 novas escolas, totalizando 635 espalhadas por todas as regiões. “Transformamos 61 novas escolas do nosso Estado em escolas de tempo integral. […]

Um decreto publicado na edição deste sábado (4) do Diário Oficial, assinado pela governadora Raquel Lyra, oficializa o aumento do número de unidades escolares ofertando a modalidade de ensino integral no Estado. Serão 61 novas escolas, totalizando 635 espalhadas por todas as regiões.

“Transformamos 61 novas escolas do nosso Estado em escolas de tempo integral. Assim, a gente vai garantindo mais qualidade no atendimento aos alunos. Esse é o começo de muito trabalho que vem pela frente para melhorar a nossa educação”, disse a governadora, em vídeo divulgado nas redes sociais.

Raquel Lyra também comentou a declaração de utilidade pública o terreno do Colégio Americano Batista. Publicado nesta sexta (3), o decreto evita mudança de finalidade do espaço, que continuará sendo complexo escolar, agora ligado à rede pública estadual. “Um local privilegiado e um equipamento que ajudará na transformação da educação em Pernambuco. Vamos em frente, sempre cuidando de gente. É assim que a gente vai transformar Pernambuco”, disse, finalizando o vídeo.

As novas escolas em tempo integral estão espalhadas por todas as regiões do estado. São 20 unidades no Recife e duas em Olinda. Os municípios de Garanhuns, Araripina, Salgueiro, Arcoverde, Macaparana e Catende também terão duas unidades, cada.

Também serão contemplados os municípios de Afogados da Ingazeira, Amaraji, Belém de São Francisco, Belo Jardim, Bezerros, Camaragibe, Caruaru, Carpina, Cupira, Custódia, Flores, Floresta, Gameleira, Goiana, Granito, Itapissuma, Orobó, Mirandiba, Paulista, São Caitano, São José de Coroa Grande, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Cruz do Capibaribe, Panelas, Pesqueira, Timbaúba e Petrolina.

O ano letivo na rede estadual de ensino começou na última quinta-feira (2). Mais de 480 mil estudantes, de 1.056 escolas, voltaram às aulas.

Datafolha em SP: Bruno Covas tem 55% e Guilherme Boulos, 45%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira 24 pela Folha de São Paulo mostra Bruno Covas (PSDB) ainda na liderança do segundo turno em São Paulo, mas com uma vantagem menor em relação a Guilherme Boulos (PSOL). O tucano aparece com 48%, enquanto o candidato do PSOL tem 40%. Em comparação com a última pesquisa, realizada nos […]

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira 24 pela Folha de São Paulo mostra Bruno Covas (PSDB) ainda na liderança do segundo turno em São Paulo, mas com uma vantagem menor em relação a Guilherme Boulos (PSOL).

O tucano aparece com 48%, enquanto o candidato do PSOL tem 40%. Em comparação com a última pesquisa, realizada nos dias 17 e 18 de novembro e divulgada em 19 de novembro, Covas manteve o percentual, e Boulos oscilou positivamente 5 pontos percentuais (35% para 40%).

No levantamento atual, realizado no dia 23 de novembro, foram ouvidos 1.260 eleitores na cidade de São Paulo. O índice de branco/nulo foi de 9%;  não sabe/Não respondeu foi de  3%.

Calculados somente os votos válidos, quando são  excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos, Covas aparece com 55% e Boulos com 45%. Em relação à pesquisa anterior, Covas oscilou negativamente 3 pontos percentuais, e Boulos oscilou positivamente 3 pontos percentuais.

À OEA, Câmara nega violação de direitos humanos de Dilma

Do Blog do Camarotti Em resposta encaminhada no início da noite desta segunda à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), a Câmara dos Deputados negou que tenha havido violação das cláusulas do Pacto de São José da Costa Rica, que é a convenção do continente para o tema. No documento, […]

carta-dilmaDo Blog do Camarotti

Em resposta encaminhada no início da noite desta segunda à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), a Câmara dos Deputados negou que tenha havido violação das cláusulas do Pacto de São José da Costa Rica, que é a convenção do continente para o tema.

No documento, a consultoria legislativa da Câmara argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a analisar várias etapas e questionamentos sobre o trâmite do processo de impeachment e chegou a anular decisões da Câmara, decidindo por um novo rito do processo, o que demonstra a legalidade e normalidade do processo de impeachment no Congresso Naciona.

A resposta foi dada no prazo máximo de sete dias estabelecida pela OEA, depois de acionada por deputados do PT. Eles alegaram que havia violação dos direitos humanos no processo de impeachment.

Os deputados petistas pediam a suspensão do processo contra a presidente afastada Dilma Rousseff pelo não cumprimento do devido processo legal, fato que é contestado pela Câmara. A argumentação original dos petistas é de que mesmo o STF não teria analisado questões levantadas por aliados de Dilma.

Diante disso, na resposta encaminhada à OEA, a Câmara faz uma longa explanação do modelo de impeachment adotado no Brasil; apresenta também um histórico de todos os fatos, ressaltando inclusive que o STF estabeleceu um novo rito para o processo; e ainda rebate todas as questões levantadas pelos deputados do PT.

Também responde questões técnicas feitas pela própria OEA em relação a pontos do processo de impeachment.

CoronaVac é segura e ajuda a frear pandemia, dizem especialistas

Eficácia geral da vacina foi de 50,38%, segundo anúncio de pesquisadores do Instituto Butantan. O número mínimo recomendado pela OMS e pela Anvisa é de 50%. Por Mariana Garcia, Thaís Matos e Lara Pinheiro, G1 A vacina CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil, segundo informou o Instituto Butantan, que desenvolve […]

Eficácia geral da vacina foi de 50,38%, segundo anúncio de pesquisadores do Instituto Butantan. O número mínimo recomendado pela OMS e pela Anvisa é de 50%.

Por Mariana Garcia, Thaís Matos e Lara Pinheiro, G1

A vacina CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil, segundo informou o Instituto Butantan, que desenvolve a vacina contra a Covid-19 em parceria com o laboratório chinês Sinovac, em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (12).

O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O Butantan também afirmou que a vacina não apresentou reações alérgicas.

Para especialistas, apesar desse número estar abaixo do índice divulgado na semana passada sobre casos leves (leia mais abaixo), a vacina é boa e vai ajudar a frear a pandemia do coronavírus no Brasil sobretudo pelos seguintes motivos: é compatível com a nossa capacidade de produção local; pode ser armazenada em temperaturas normais de refrigeração, de 2ºC a 8ºC; tem eficácia geral dentro do esperado; foi testada de forma adequada e dentro do padrão de maior rigor de testes clínicos e não teve casos graves nos vacinados que tiveram a Covid-19.

“A gente nunca falou desde o início ‘eu quero uma vacina perfeita’. A gente falou ‘eu quero uma vacina para sair dessa situação pandêmica’. E isso a CoronaVac permite fazer”, avaliou a microbiologista Natália Pasternak, que participou da coletiva de imprensa do governo de São Paulo para anunciar os dados.

“[A CoronaVac] não vai pôr fim à pandemia instantaneamente. Vai ser o começo do fim. Não significa que não vai poder ver outras vacinas, melhores. É uma vacina possível para o Brasil, adequada para o Brasil, compatível com a nossa capacidade de produção local”, continuou.

A CoronaVac pode ser armazenada em temperaturas normais de refrigeração, de 2ºC a 8ºC, que são as utilizadas na rede de refrigeração do país.

A cientista lembrou que é necessário que muitas pessoas tomem a vacina, qualquer que seja, para que ela funcione na contenção da pandemia. “Uma vacina só é tão boa quanto a sua cobertura vacinal. A efetividade dessa vacina no mundo real vai depender da vacinação”, disse Pasternak.

A pesquisadora Mellanie Fontes-Dutra, idealizadora da Rede Análise Covid-19 e pós-doutoranda em bioquímica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ressalta a necessidade de uma boa campanha de vacinação para acabar com a pandemia.

“É a nossa vacina. Ela vai nos ajudar, vai salvar vidas e, junto de outras vacinas, campanhas de vacinação, medidas de enfrentamento e adesão da sociedade, iniciaremos nossa saída da pandemia”, avaliou.

“É uma vacina boa, que foi testada de forma adequada e do padrão de maior rigor de testes clínicos, num estudo com protocolo pré-publicado”, acrescentou.

O imunologista e pesquisador da USP Gustavo Cabral disse que a eficácia geral era a esperada, já que a tecnologia utilizada é a mesma da vacina da gripe, cuja eficácia fica em torno de 40% a 60%.

Ele considera importante reforçar que o Brasil não teve casos graves nos vacinados que tiveram a Covid-19. “Isso é muito bom. Não ter casos graves, pra mim, é maravilhoso”.

“Também não tivemos nenhuma reação adversa grave. Para nós, cientistas, isso traz uma confiança muito boa. É uma vacina boa, que não tem efeito adverso, que não gerou efeito grave, que não levou a hospitalização”, completou Cabral.

Para o epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a eficácia alta para casos graves e mortes é particularmente importante.

“Na prática, me parece, pelo gráfico, que essa eficácia global de 50,4% é menos relevante do que a eficácia altíssima que tem pra casos graves e mortes. Porque, na prática, o que a gente quer é evitar internação e óbito. Antes de ler todo o resultado, eu não criticaria e descartaria a vacina pelo fato desse número”, disse.

Hallal explicou que, pensando em imunidade coletiva, o índice pode ser considerado baixo. Mas utilizar uma vacina com eficácia de 50% é “infinitamente melhor” do que não usar nada. “Sem dúvidas, a vacina é capaz de reduzir a circulação do vírus”, completou.

O professor ressalta que suas considerações são preliminares e ainda aguarda a publicação completa dos resultados para aprofundamento da análise.

Eficácia em casos leves

Na semana passada, o instituto – que é vinculado ao governo de São Paulo – anunciou que de cada cem voluntários vacinados com a CoronaVac que contraíram o vírus, 22 tiveram apenas sintomas leves, sem a necessidade de internação hospitalar (índice apresentado como de 78% de eficácia para casos leves).

Segundo o governo, houve 7 casos graves no grupo que não foi vacinado e nenhum no que foi. Esses números, entretanto, não têm significância estatística, explicou o diretor de pesquisa do instituto, Ricardo Palacios, na coletiva desta terça (12).

Isso significa dizer que esses resultados, por enquanto, podem ter ocorrido por acaso – sem ter, necessariamente, a ver ou não com a vacina. Quando os estudos terminarem, pode ser que haja novos números com significância estatística.

“O que a gente tem que começar a interpretar é a tendência. Há uma tendência da vacina de diminuir a intensidade clínica da doença”, explicou Palacios.

“Eu acho que nenhuma das pessoas que trabalha na área biomédica ousaria fazer uma afirmação absoluta. Sempre pode ter um caso ou outro que escapa por diferentes causas. Isso é importante entender. É um dado que sempre temos que ver com cautela”, pontuou.

Na opinião da infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio RIbas, em São Paulo, “o número mais importante continua sendo os 78%, porque ele consegue ter um impacto muito grande na carga da doença no nosso país e na sobrecarga do trabalho dos profissionais de saúde. Num primeiro momento não ficaremos livre desse vírus, não é o momento de relaxar, mas é o momento que vemos, de fato, uma luz no fim do túnel. A melhor vacina é a que estará disponível para a nossa população”.

Testes com profissionais de saúde

A CoronaVac foi testada com profissionais de saúde. Palacios explicou que os ensaios foram feitos assim porque essa população tem a maior exposição ao vírus – muito maior que a das outras pessoas no geral.

“[O teste] não é a vida real exatamente. É um teste artificial, no qual selecionamos dentro das populações possíveis, selecionamos aquela população que a vacina poderia ser testada com a barra mais alta”, afirmou Palacios.

“A gente quer comparar os diferentes estudos, mas é o mesmo que comparar uma pessoa que faz uma corrida de 1km em um trecho plano e uma pessoa que faz uma corrida de 1 km em um trecho íngreme e cheio de obstáculos. Fizemos deliberadamente para colocar o teste mais difícil para essa vacina, porque se a vacina resistir a esse teste, iria se comportar infinitamente melhor em níveis comunitários”, completou o diretor de pesquisa do instituto.