Notícias

Alexandre Pires defende a agroecologia como forma de combate a fome

Por André Luis

Coordenador do Centro Sabiá e pré-candidato a deputado estadual comentou a pesquisa que mostra o avanço da fome no país

Por André Luis

Nesta quarta-feira (8), o coordenador do Centro Sabiá e pré-candidato a deputado estadual Alexandre Pires (Psol), comentou, durante o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, a pesquisa do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN).

Segundo o levantamento em números absolutos, são 14 milhões de pessoas a mais passando fome no país com relação ao inquérito anterior realizado no final de 2020. Atualmente cerca de 33,1 milhões de pessoas não tem o que comer diariamente no Brasil.

Outro dado assustador do levantamento aponta ainda que 125,2 milhões de brasileiros vivem com algum grau de insegurança alimentar, número que corresponde a mais da metade (58,7%) da população do país. 

Para Alexandre, que há 20 anos defende a agroecologia como solução para pensar o desenvolvimento de Pernambuco com sustentabilidade e inclusão socioprodutiva de jovens, mulheres e homens no campo e nas cidades, esse desastre mostra o quanto o Brasil é o país das contradições. Enquanto batemos recorde de exportação de alimentos temos um cenário catastrófico como este.

“Contradições sobretudo dentro desta gestão genocida, e terrível que a gente vive com o governo Bolsonaro. O Brasil, com o PIB trilionário, ou seja com a riqueza que a gente acumula, com um país exportador como a gente tem, com os investimentos governamentais que se faz sobretudo no agronegócio, e a gente vive uma situação dessa de mais da metade da população estar em uma situação de insegurança alimentar? É uma demonstração de incompetência, de que esse projeto que está em vigor no Brasil, é um projeto da morte, ele é um projeto que não interessa para a população brasileira”, destacou Alexandre.

De acordo com a pesquisa, na média, cerca de 15% das famílias brasileiras enfrentam a fome atualmente. Fatores regionais e sociais, no entanto, agravam a situação. Chamaram a atenção o fato da fome ser maior nas áreas rurais, onde atinge 18,6% dos domicílios e ser a realidade na casa de 21,8% de agricultores e pequenos produtores.

Sobre este recorte, Alexandre disse ser lamentável, mas que esta situação é fruto do abandono da zona rural. 

“Muitas políticas tem abandonado a zona rural, esse abandono é o que mostra a permanência da pobreza, da miséria e nesta pesquisa revelando a fome na zona rural. Os agricultores estão praticamente desassistidos de políticas públicas, de geração de renda, de quem compre a produção da agricultura familiar. O Programa de Aquisição de Alimentos, lamentavelmente, tanto pelas prefeituras – na grande maioria, tem as exceções -, como pelos governos dos estados, não tem comprado essa produção da agricultura familiar, que é um programa extremamente importante e de um grau importante também de segurança alimentar, porque quando as escolas, as prefeituras, os governos dos estados compram os alimentos da agricultura familiar, garantem uma alimentação saudável para as crianças e adolescentes nas escolas e consegue financiar a agricultura familiar, fazendo com que esses agricultores possam movimentar a economia gerar renda e continuar produzindo”, afirmou Alexandre. 

E continuou: “então o que a gente tem hoje é o abandono da política nacional de assistência técnica e extensão rural. Hoje, os agricultores estão praticamente desassistidos no trabalho de assistência técnica. Para se ter uma ideia, no estado de Pernambuco, dos 230 mil estabelecimentos da agricultura familiar, a gente tem pouco mais de 6% recebendo assistência técnica. O IPA deveria ter hoje 2.300 técnicos extensionistas e tem somente 180, obviamente que uma parte da responsabilidade é do Governo do Estado mas a grande parte é do Governo Federal que cortou os recursos de investimento na agricultura”, denunciou.

Adiantando o discurso de setores críticos ao “fique em casa”, durante a pandemia, Alexandre foi provocado a apontar a porcentagem de culpa que pandemia tem com o cenário atual de fome que se vive no país. 

“Eu acho que essa culpabilização do fica em casa é uma irresponsabilidade, inclusive de quem faz essa leitura. Ficar em casa foi uma condição fundamental para que a gente tivesse menos mortes durante a pandemia, inclusive, se o governo Bolsonaro tivesse investido no tempo na compra das vacinas, certamente a gente teria muito menos pessoas falecidas. Tivemos quase 700 mil pessoas mortas no Brasil, o que faltou é o Governo Federal olhar para as pessoas mais pobres… aqui acho que é importante a gente lembrar que a pandemia chega no início de 2020, mas antes dela, nós estávamos vivendo uma crise econômica”, lembrou Alexandre.

Ainda segundo o ativista, o “fique em casa” foi uma questão de sobrevivência. “O que faltou foi uma atenção do estado, uma ação do governo brasileiro para garantir que as pessoas ficassem casa e não passassem fome”, destacou.

Questionado sobre o que poderia ser feito para mudar a triste realidade da fome no Brasil, Alexandre defendeu que a saída está na agroecologia. 

“Nós entendemos que é preciso que os planos de desenvolvimento dos governos dos estados, das prefeituras e do Governo Federal, olhem para zona rural, e para o potencial que a zona rural tem de produzir. A agroecologia permite que a gente recupere nossas fontes de água, nossas nascentes… os cursos dos nossos rios estão completamente contaminados pela ausência de saneamento, pela ausência de proteção, ou seja, a agricultura de base ecológica, não consegue só produzir alimentos por parte do trabalho, mas ela também consegue gerar renda para a população”, afirmou. 

Sobre a pré-campanha, Alexandre Pires disse que tem sido um processo muito positivo. “A gente tem circulado no estado, tem conversado com as pessoas, tem discutindo quais são as questões e os problemas que elas enfrentam. Há 20 anos eu tô no Centro Sabiá na militância, conhecendo essa nossa realidade do campo e do nosso povo e eu fico ainda assim às vezes com a garganta travada de ver as mesmas situações que a gente viu há 20 anos do nosso povo falando das mesmas dificuldades”, confessou.

“É preciso mudar a cara do Congresso Nacional, mudar a cara da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Temos sido bem recebidos, as pessoas tem manifestado apoio a esse projeto de debate da agroecologia, falta uma política dessa na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Estou muito animado”, pontuou.

Outras Notícias

Vereador diz que compartilhou notícia, mas não comemorou furtos de celulares em Iguaracy

Apesar de admitir  o compartilhamento de postagem no Facebook  tratando de roubos de celulares durante a festa da cidade de Iguaracy, o suplente de vereador Amaury Torres negou responsabilidade com o episódio em nota ao blog. “Eu, Amaury Torres, ex-vereador e atual suplente, filiado ao Podemos, jamais comentei sobre o assunto nas redes sociais, tendo apenas […]

Apesar de admitir  o compartilhamento de postagem no Facebook  tratando de roubos de celulares durante a festa da cidade de Iguaracy, o suplente de vereador Amaury Torres negou responsabilidade com o episódio em nota ao blog.

“Eu, Amaury Torres, ex-vereador e atual suplente, filiado ao Podemos, jamais comentei sobre o assunto nas redes sociais, tendo apenas compartilhado o link da postagem, feita por um blog, com alguns perfis e grupos de WhatsApp. Não há sequer algum registro em formato de texto, áudio ou vídeo, que me apresente aclamando os furtos ocorridos durante a noite de 16 de janeiro, em Iguaracy”.

Ele, apesar de admitir ter compartilhado, diz que é uma notícia falsa. “Ao contrário de inimigo da população, em 2017, enquanto eu ocupava o cargo interino de vereador, apresentei como uma de minhas primeiras medidas, um segundo requerimento à empresa Vivo (o primeiro foi em 2014), solicitando o sinal da operadora no município, quando visitei a Anatel em Brasília por três vezes. Obtive êxito, e atualmente, Iguaracy dispõe do sinal da Vivo”.

Seguiu: “em 2018, como demonstração do apoio popular, os candidatos Augusto César (estadual) e Marília Arraes (federal), apoiados por mim, obtiveram votação expressiva no município, mesmo com pouco tempo de campanha”.

Ele segue: “ eu amo Iguaracy e sempre irei querer que o de melhor aconteça com todos os iguaracienses. Jamais irei comemorar algo negativo para os meus conterrâneos, mas buscarei contribuir para o progresso, independente de ocupar ou não um cargo público. Sou também muito grato pelas votações que consegui nas duas últimas eleições. Além disso, agradeço a muitas pessoas que não fizeram repercutir a notícia falsa, pois conhecem minha real conduta”.

Ao fim, diz que “a divulgação de informações falsas e sem fundamento, põe em cheque a confiança dos meios de imprensa locais, e me obriga a desmentir com a verdade esses tipos de mensagens divulgadas sem nenhuma responsabilidade ou preocupação em realizar um trabalho jornalístico sério. Assim, lamento a distorção de realidade e me solidarizo com as pessoas que tiveram o celular ou qualquer outro bem furtado durante a Festa de Janeiro”.

Lula aumenta vantagem sobre Flávio, diz Quaest

A pesquisa Quaest para presidência da República, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra o presidente Lula (PT) ampliando a vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) nos cenários de 1º e 2º turnos. O levantamento é o primeiro encomendado pela Genial Investimentos após a divulgação dos áudios revelando a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, […]

A pesquisa Quaest para presidência da República, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra o presidente Lula (PT) ampliando a vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) nos cenários de 1º e 2º turnos. O levantamento é o primeiro encomendado pela Genial Investimentos após a divulgação dos áudios revelando a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, além das novas ameaças de tarifas norte-americanas aos produtos brasileiros.

No 1º Turno, Lula (PT) pontua 39%, enquanto que Flávio Bolsonaro (PL) tem 29%. Em seguida, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) estão numericamente empatados, com 3%; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo) tem, respectivamente, 2%. Já Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) tem 1%. Cabo Daciono (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram. Os indecisos são 10%, e somam 9% os votos brancos/nulos/não vai votar.

Já no 2º turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o petista também amplia a vantagem contra o senador Carioca. Lula tem 44% contra 38% de Flávio Bolsonaro, distante seis pontos percentuais, superando a margem de erro. No mês passado, a distância era de apenas um ponto percentual, de 42% a 41%, dentro da margem de erro. Lula também venceria nos cenários contra Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), por 45% a 35%; e Renan Santos (Missão), por 45% a 31%.

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho, por meio de entrevistas presenciais, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob o número BR-07661/2026.

Pacto Pela Educação é premiado no Ranking de Competitividade dos Estados 2017

Ranking revelou os estados brasileiros que estão conseguindo melhorar os serviços públicos, mesmo em condições adversas. Pernambuco foi premiado na categoria Boas Práticas A política pública do Pacto Pela Educação venceu na categoria Boas Práticas, no Ranking de Competitividade dos Estados 2017. O anúncio foi realizado nesta quarta-feira (20), em São Paulo. Em sua sexta […]

Ranking revelou os estados brasileiros que estão conseguindo melhorar os serviços públicos, mesmo em condições adversas. Pernambuco foi premiado na categoria Boas Práticas

A política pública do Pacto Pela Educação venceu na categoria Boas Práticas, no Ranking de Competitividade dos Estados 2017. O anúncio foi realizado nesta quarta-feira (20), em São Paulo. Em sua sexta edição, o Ranking apresenta a análise e capacidade competitiva de todos os estados brasileiros + DF, em 66 indicadores, agrupados em 10 pilares. Além da iniciativa de Pernambuco, os estados de Rondônia, com o Plano de Desenvolvimento Estadual Sustentável, e o Rio Grande do Sul, com o programa Sala do Investidor, também venceram na mesma categoria.

Acompanhado do governo do Estado, Paulo Câmara, o secretário estadual de Educação, Fred Amancio, comemorou mais essa conquista da educação estadual e ressaltou a importância do trabalho de gestão. “A estrutura de gestão por resultados e o conjunto de resultados alcançados pelo Estado nos últimos anos foram decisivos para esse grande reconhecimento. Agradeço a Severino e equipe pelo trabalho desenvolvido na apresentação de nosso projeto”, em referência ao secretário executivo de Planejamento e Coordenação da Secretaria.

Itens como infraestrutura, educação, inovação, potencial de mercado, segurança pública, solidez fiscal, sustentabilidade social, sustentabilidade ambiental compõem o quadro do Ranking. Além do lançamento dos dados, também foram anunciados os vencedores do Prêmio Excelência em Competitividade nas categorias Destaque Crescimento e Destaque Internacional.

Pacto pela Educação

O Pacto Pela Educação é uma política estadual que objetiva a melhoria da qualidade da educação, para todos e com equidade, abrangendo todas as escolas do ensino fundamental anos finais (6° ao 9° ano) e o ensino médio através do acompanhamento dos seus resultados por meio de indicadores. Os principais indicadores utilizados para o acompanhamento dos resultados do PPE são o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e o IDEPE (Índice de desenvolvimento da Educação de Pernambuco). Também são acompanhados pelo PPE indicadores como taxa de aprovação, taxa de abandono, frequência de estudantes e professores, participação das famílias, entre outros.

Em 2016, o Programa recebeu do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o prêmio “Gestion para Resultados Del Desarrollo”, na categoria “Melhor Gestão para Resultados”, tendo concorrido com outras 35 iniciativas da América Latina e Caribe.

Prefeitura entrega mais uma Unidade Básica de Saúde em Tabira

Neste sábado (16) a comunidade da Ilha do Rato, município de Tabira, receberá a sua Unidade Básica de Saúde reformada  e ampliada. A captação dos recursos aconteceu através de projeto elaborado pela Secretaria Municipal de saúde  enviado ao Governo Federal e conta também com contrapartida do município. A  obra foi realizada pela  V&A Construtora. Várias […]

1.2Neste sábado (16) a comunidade da Ilha do Rato, município de Tabira, receberá a sua Unidade Básica de Saúde reformada  e ampliada.

A captação dos recursos aconteceu através de projeto elaborado pela Secretaria Municipal de saúde  enviado ao Governo Federal e conta também com contrapartida do município. A  obra foi realizada pela  V&A Construtora.

Várias comunidades  são assistidas pela UBS:  Conceição, Cachoeira, Humaitá, Baixio,  Nova Espanha, Ilha do Rato Bezerro,  Fazenda Nova, entre outras. A equipe constitui-se de  médico,  enfermeira,  odontóloga,  técnica de enfermagem, técnica de saúde bucal, auxiliar de serviços gerais e os  ACS (Agentes Comunitários de Saúde) da área de abrangência.

Na gestão anterior a UBS foi interditada pelo Conselho Municipal de Saúde por sua estrutura não oferecer  segurança nem condições  de atendimento conforme as normas  estabelecidas pela  OMS e APEVISA.

Além da reforma e ampliação novos equipamentos foram adquiridos para melhorar a assistência a saúde da população e oferecer maiores  condições de trabalho para equipe da UBS, diz a Prefeitura em nota.

Encontro da Escola de Fé e Política em Triunfo é marcado por debates e pela ausência de prefeitos

A Escola de Fé e Política Dom Francisco, da Diocese de Afogados da Ingazeira, realiza neste fim de semana, em Triunfo, um encontro de ex-alunos e ex-alunas para avaliar ações e planejar novas iniciativas. O evento, sediado no Centro Diocesano Stella Maris, é coordenado pelo padre Luís Marques, articulador da escola, e conta com a […]

A Escola de Fé e Política Dom Francisco, da Diocese de Afogados da Ingazeira, realiza neste fim de semana, em Triunfo, um encontro de ex-alunos e ex-alunas para avaliar ações e planejar novas iniciativas. O evento, sediado no Centro Diocesano Stella Maris, é coordenado pelo padre Luís Marques, articulador da escola, e conta com a presença do bispo diocesano, Dom Limacêdo Antônio.

A programação começou nesta sexta-feira (8), com debates sobre ações ambientais inspiradas na Campanha da Fraternidade e reflexões sobre a trajetória histórica e social da Escola. O professor Roberto Marinho, da UFRN, ministrará palestra sobre “O Nordeste Brasileiro no Século XXI”. O encontro segue até sábado (9), buscando fortalecer o trabalho coletivo e propor ações nas paróquias.

Na abertura, Pe. Luís Marques destacou a importância da mobilização popular:

“Sinto falta de uma maior mobilização popular. Vivemos um tempo desafiador, marcado por conflitos e divisões que parecem se repetir ao longo da nossa história. Qual é o nosso papel, como cristãos e cidadãos, na construção de uma sociedade mais justa e fraterna?”

O evento também presta homenagem a Socorro Martins, que faleceu em um acidente após retornar de uma conferência em Afogados da Ingazeira. Ela foi peça-chave na organização deste encontro.

Apesar da relevância da pauta e do convite aberto, nenhuma liderança política do Executivo municipal compareceu. Nenhum prefeito esteve presente e, entre os vice-prefeitos, apenas Daniel participou. Os demais enviaram apenas representantes, o que gerou críticas sobre o desinteresse ou falta de articulação para prestigiar o momento