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Alexandre de Moraes defende democracia e regulamentação das redes sociais após ato de Bolsonaro

Por André Luis

Após o recente ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu uma multidão de apoiadores no último domingo (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, reafirmou seu compromisso com a defesa da democracia e ressaltou a importância da regulamentação das redes sociais.

O pronunciamento ocorreu durante um evento na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde Moraes destacou a preocupação com o avanço de discursos extremistas que buscam corroer os pilares democráticos.

“Como corroer a democracia por dentro? Sem discurso tradicional de golpe. ‘Vamos dizer que a democracia está falida, desvirtuada e não representa os anseios populares, e nós, salvadores da pátria, vamos substituí-la'”, alertou o ministro, destacando o modus operandi adotado por extremistas ao redor do mundo.

Moraes salientou que, muitas vezes, esses grupos utilizam a retórica da liberdade como justificativa para suas ações. “Não por outros motivos, a palavra liberdade é a mais utilizada pelos extremistas”, afirmou.

Diante desse cenário, o ministro enfatizou a necessidade de vigilância constante e do fortalecimento das instituições democráticas. Além disso, ressaltou a importância de regulamentar aquilo que se faz necessário, incluindo as redes sociais.

“Nós temos que ficar alertas e fortalecer a democracia e as instituições; e regulamentar o que precisa ser regulamentado”, concluiu Alexandre de Moraes.

O discurso do ministro do STF ecoa em um momento de polarização política e crescente tensão no país, onde manifestações como a ocorrida no último domingo têm gerado debates acalorados sobre os rumos da democracia e os limites da liberdade de expressão nas plataformas digitais.

Outras Notícias

Pedro Campos avalia cenário eleitoral no Pajeú e celebra homenagem a Eduardo Campos como herói da Pátria

O deputado federal Pedro Campos (PSB) participou de uma entrevista, por telefone, nesta quarta-feira (23) no programa Manhã Total da Rádio Pajeú, onde abordou tanto questões eleitorais quanto uma homenagem especial ao seu pai, o ex-governador Eduardo Campos. Durante a conversa, o parlamentar destacou a sanção presidencial que adicionou o nome de Eduardo ao Livro […]

O deputado federal Pedro Campos (PSB) participou de uma entrevista, por telefone, nesta quarta-feira (23) no programa Manhã Total da Rádio Pajeú, onde abordou tanto questões eleitorais quanto uma homenagem especial ao seu pai, o ex-governador Eduardo Campos. Durante a conversa, o parlamentar destacou a sanção presidencial que adicionou o nome de Eduardo ao Livro de Aço, uma honra destinada a heróis e heroínas da Pátria.

Campos expressou profunda gratidão pelo reconhecimento oficial do legado de seu pai, que faleceu em 2014 em um trágico acidente aéreo. Ele lembrou que a proposta de inscrever o nome de Eduardo no Livro de Aço foi idealizada pelo deputado federal Felipe Carreras e contou com a coautoria de toda a bancada socialista na Câmara. “É uma honra ver o nome do meu pai eternizado como um herói da Pátria, para que futuras gerações possam se inspirar em seu exemplo de dedicação ao país”, afirmou Pedro.

Além de relembrar o impacto que Eduardo Campos teve em Pernambuco, Pedro ressaltou ações importantes de sua gestão, como o modelo de educação em tempo integral que se tornou referência nacional e sua atuação como ministro da Ciência e Tecnologia, onde implementou a Lei do Bem e a Lei de Biossegurança.

Avaliação do cenário eleitoral

Na parte política da entrevista, Pedro Campos comentou o cenário eleitoral no Sertão do Pajeú, com especial atenção ao resultado do PSB nas eleições de 2024. Segundo ele, o partido teve um desempenho positivo, com a reeleição ou sucessão em diversas cidades estratégicas da região, como Afogados da Ingazeira, Itapetim, Solidão e Carnaíba. Ele destacou que, no estado de Pernambuco, o PSB foi o partido mais votado, com mais de 1,4 milhão de votos, elegendo 31 prefeitos.

Por outro lado, Campos também reconheceu o crescimento da oposição em algumas cidades, como Iguaracy e São José do Egito, onde o PSB não obteve vitória, mas manteve votações expressivas. “O papel da oposição é natural e importante no processo democrático”, afirmou. Ele destacou que essas lideranças continuarão sendo figuras relevantes na política local.

Crescimento da oposição em Afogados da Ingazeira

Questionado sobre o crescimento da oposição liderada por Danilo Simões em Afogados da Ingazeira, Pedro Campos foi cauteloso. Para ele, a principal resposta a esse cenário é a eficiência na gestão pública. “O prefeito Sandrinho deve focar em fazer uma gestão eficiente e mostrar trabalho. Agora é hora de avançar nas ações, e daqui a quatro anos a população fará sua avaliação”, ponderou.

Campos ainda mencionou a importância de estar sempre alerta às demandas da população, mas evitou encarar o avanço da oposição como um sinal de alerta imediato, reforçando a necessidade de foco no trabalho cotidiano.

Desafios e mudanças em outras cidades

Além de Afogados, Pedro comentou sobre o resultado eleitoral em cidades como Sertânia e São José do Egito, onde o PSB não conseguiu reeleger seus prefeitos. “Eleições municipais têm um contexto local muito forte, e às vezes há um desejo de mudança que é natural”, disse. Ele lembrou que em ambos os municípios as margens de diferença foram apertadas e que o partido agora atua no campo da oposição, fiscalizando as gestões eleitas.

Ao final da entrevista, Pedro reafirmou seu compromisso com a região, mencionando uma nova ação da Codevasf para calçamento em Afogados da Ingazeira, fruto de emendas parlamentares de seu mandato.

“Não recebi nenhum sinal de Raquel, nem de Lula”, diz Gonzaga Patriota com relação a cargo

O deputado federal e decano da Câmara dos Deputados, Gonzaga Patriota (PSB), afirmou nesta segunda-feira (5), no programa Araripina Urgente, da Rádio Arari FM, que mesmo tendo declarado apoio a Lula desde o início da campanha, e a Raquel Lyra no segundo turno, não está interessado em cargos tanto a nível federal como estadual.  O […]

O deputado federal e decano da Câmara dos Deputados, Gonzaga Patriota (PSB), afirmou nesta segunda-feira (5), no programa Araripina Urgente, da Rádio Arari FM, que mesmo tendo declarado apoio a Lula desde o início da campanha, e a Raquel Lyra no segundo turno, não está interessado em cargos tanto a nível federal como estadual. 

O parlamentar sertanejo não conseguiu se reeleger na última eleição após 10 mandatos consecutivos em Brasília.

“Eu não estou interessado em cargos nem de Raquel, nem de Lula. Tem que dar cargos a outras pessoas. Eu já estou a 40 anos como deputado, vou ficar tomando conta das minhas pequenas empresas, andando pelo Pernambuco todo e fazendo parcerias como eu tenho aí em Araripina com o vereador João Dias, com as Irmãs do Hospital Santa Maria, e em tantos outros municípios. Então vamos continuar trabalhando. Eu não recebi nenhum sinal de Raquel e nem de Lula pra que possa ajudá-los institucionalmente”, disse o parlamentar.

Gonzaga Patriota também destacou que ainda está com muito gás e que nas eleições de 2026 voltará a concorrer novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Título de Cidadão

Gonzaga Patriota receberá nesta terça-feira (6), em Olinda, o título de cidadão olindense, comenda oferecida pelo vereador Jesuíno Araújo. As informações são do Blog do Roberto Araripina.

Opinião: Negócios da indústria nuclear

Por Heitor Scalambrini* O atual governo brasileiro de extrema direita considera construir seis usinas nucleares até 2050, além de concluir a usina de Angra 3. Uma pergunta recorrente é: a quem interessa? Do ponto de visto elétrico a  nucleoeletricidade pouco contribui e pouco contribuirá para a matriz elétrica. Para responder a esta pergunta que não quer calar, […]

Heitor Scalambrini, da Articulação Antinuclear. “Todo o Sertão deve se preocupar”.

Por Heitor Scalambrini*

O atual governo brasileiro de extrema direita considera construir seis usinas nucleares até 2050, além de concluir a usina de Angra 3. Uma pergunta recorrente é: a quem interessa? Do ponto de visto elétrico a  nucleoeletricidade pouco contribui e pouco contribuirá para a matriz elétrica.

Para responder a esta pergunta que não quer calar, a resposta é simples: SIGA O DINHEIRO.

Uma usina nuclear como prevista, tem uma potência instalada de 1.100 MW, e custa a bagatela de US$ 5 bilhões, algo em torno de 20 bilhões de reais. Este valor comumente,  será recheado de aditivos, podendo aumentar até 30% o valor inicial. Imaginem então leitores, 6 usinas, 120 bilhões de reais (150 bilhões com aditivos) e mais 12 bilhões para terminar Angra 3. Então, estes números já dão uma boa dica a quem interessa estas construções.

Obviamente as empresas multinacionais especializadas, como a Areva (francesa), a Rosatom (russa), a Westinghouse (norte americana), Gezhouba (chinesa),  destacadas empresas multinacionais incentivadoras e propagandeadoras do nuclear em todo mundo, interessadas pelo negócio, por razões óbvias.

Não podemos esquecer os militares brasileiros, majoritários nas forças armadas,  e cujo sonho é possui/fabricar a bomba atômica, e outros artefatos bélicos. Também alguns cientistas que se locupletam com recursos financeiros para suas pesquisas periféricas. Além da classe política, que se servem destes grandes empreendimentos para venderem ilusões aos seus eleitores com o “mofado” discurso do desenvolvimento, da geração de emprego e renda, e mais blá, blá, blá. Sem contar que alguns (muitos) recebem dinheiro “por fora” por estas obras.

Mas e a população? O que pensa destas propostas escalafobéticas resultantes de uma politica energética sem transparência, incompetente, irresponsável, que celebra o entreguismo do patrimônio público, por exemplo, com a proposta da privatização da Eletrobras, e das reservas de petróleo com leilões do pré-sal, favorecendo as empresas estrangeiras em detrimento da Petrobras.

Os “especialistas” governamentais e não governamentais, os “lobbies” como o da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), amparados pela mídia corporativa, e pseudo jornalistas, ajudam a propagar as “boas novas”, as benesses que a energia nuclear  trará a nação. Só que as tais vantagens (sabemos bem quais) não refletirão na melhoria da vida das pessoas. Ao contrário, o custo da energia elétrica ao consumidor final aumentará, os riscos de acidentes severos com a liberação de materiais radioativos para a atmosfera crescerá proporcionalmente ao número de usinas construídas, além de deixar para as gerações futuras os rejeitos destes reatores, o conhecido lixo atômico.

É muita má fé não reconhecer que o Brasil tem um conjunto muito grande de opções energéticas renováveis adequadas as exigências atuais. Como também não reconhecer os efeitos sistêmicos entre as fontes hidráulicas, as eólicas, a solar, e as termoelétricas a biomassa, como melhores opções para a diversidade e complementaridade de nossa matriz elétrica.

Resistir contra a implantação de usinas nucleares é defender a vida no planeta Terra.

Não ao nuclear, não aos meros interesses econômicos. Sim para a vida, e para o futuro do planeta Terra.

*Heitor Scalambrini é Professor aposentado Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física, Unicamp/SP, mestrado em Ciências e Tecnologia Nuclear DEN/UFPE e doutorado em Energética-CEA/Université de Marseilhe-França.

Iguaracy realiza conferência para debater políticas públicas voltadas às pessoas com autismo

A Prefeitura de Iguaracy promove nesta terça-feira (14), às 18h, na Câmara de Vereadores, uma conferência dedicada ao fortalecimento das políticas públicas de inclusão para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O evento reunirá profissionais da saúde e educação, autoridades, representantes da sociedade civil, familiares e demais interessados na pauta da inclusão. A iniciativa […]

A Prefeitura de Iguaracy promove nesta terça-feira (14), às 18h, na Câmara de Vereadores, uma conferência dedicada ao fortalecimento das políticas públicas de inclusão para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O evento reunirá profissionais da saúde e educação, autoridades, representantes da sociedade civil, familiares e demais interessados na pauta da inclusão.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Governo Municipal, a AMPAI (Associação de Mães, Pais e Amigos das Pessoas com TEA de Iguaracy) e o Poder Legislativo local. Entre os temas que serão debatidos estão o direito das pessoas com TEA, a importância do diagnóstico precoce e a ampliação do acesso a tratamentos com equipes multidisciplinares.

O prefeito Dr. Pedro Alves destacou a relevância da conferência como instrumento para consolidar uma cidade mais acessível e inclusiva. “Nosso compromisso é criar um ambiente de mais respeito e suporte às pessoas com TEA, fortalecendo políticas que promovam a autonomia, o acesso à educação, à saúde e o pleno exercício de seus direitos”, afirmou.

Lula anuncia criação de 100 novos Institutos Federais

Por André Luis O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, anunciou neste domingo (17), em uma série de postagens no X (antigo Twitter), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai criar 100 novos Institutos Federais até 2026. A medida, que representa um aumento de 15% no número […]

Por André Luis

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, anunciou neste domingo (17), em uma série de postagens no X (antigo Twitter), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai criar 100 novos Institutos Federais até 2026. A medida, que representa um aumento de 15% no número de unidades da rede.

Os Institutos Federais oferecem ensino médio, técnico e superior, e são conhecidos pela excelência de seus cursos. Atualmente, o Brasil conta com 680 institutos federais, dos quais 422 foram construídos em governos do PT. Nos últimos 4 anos, foram inauguradas apenas 16 novas unidades.

“Investimento em educação é a marca e o compromisso do presidente Lula com o povo brasileiro”, afirmou Pimenta. “É por meio dela que nos transformamos e transformamos o mundo”, completou.

A criação dos novos institutos federais deve beneficiar milhares de jovens de todo o país, oferecendo a eles oportunidades de acesso à educação de qualidade. A medida também deve contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país, ao ampliar a oferta de mão de obra qualificada.

A criação dos novos institutos federais deve ser um dos principais eixos da política de educação do governo Lula. A medida está alinhada com o compromisso do presidente de investir na educação para promover o desenvolvimento social e econômico do país.