Notícias

“Além da queda…” Justiça no PR bloqueia bens e quebra sigilo de Eduardo Cunha

Por Nill Júnior

titeUol

A Justiça Federal no Paraná decretou nesta terça-feira (14) a indisponibilidade dos bens do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de sua mulher, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, e outras três pessoas.

A decisão, em caráter liminar, também quebra o sigilo fiscal de Eduardo Cunha desde o ano de 2007, além de bloquear bens de empresas ligadas aos cinco alvos da ação. Entre as empresas que tiveram seus bens bloqueados estão a C3 Produções Artísticas e Jornalística Ltda e C3 Atividades de Internet Ltda, ligadas a Cláudia Cordeiro.

A medida foi tomada em resposta a um pedido do MPF (Ministério Público Federal) no Paraná referente a uma ação por improbidade administrativa contra Cunha. Cabe recurso. A decisão da Justiça Federal, dada pelo juiz federal substituto Augusto César Pansini Gonçalves, inclui a indisponibilidade de ativos financeiros e imóveis. Além de Cunha e Cláudia Cordeiro, também tiveram os bens bloqueados o lobista João Augusto Rezende Henriques, o empresário Idalécio de Castro Rodrigues e o ex-diretor da área de internacional da Petrobras Jorge Zelada.

A ação que deu origem à indisponibilidade dos bens de Cunha é a que investiga a compra de direitos de exploração de poços de petróleo no Benin, em 2011, pela Petrobras. Segundo o MPF, para que o negócio fosse concretizado, houve o pagamento de propina de US$ 10 milhões, dos quais US$ 1,5 milhão teriam sido destinados a Eduardo Cunha.

Ainda de acordo com as investigações do MPF, o dinheiro foi recebido em contas no exterior titularizadas por trusts e em nome de empresas offshores supostamente controladas pelo deputado.

Para o juiz, documentos repassados por autoridades suíças indicam a existência de várias contas no exterior movimentadas por Cunha e sua mulher, Cláudia Cruz. “A documentação repassada pelas autoridades suíças demonstra a existência de várias contas e a movimentação de numerário entre elas. Esses documentos também sugerem que tais contas foram abertas e movimentadas pelo Deputado Federal Eduardo Cunha e por sua companheira, Cláudia Cruz”, afirmou o magistrado.

Outro elemento considerado pelo juiz em sua decisão foi o fato de Cunha ter feito transferências de recursos de uma conta do trust Orion SP, mantido na Suíça, para a conta da empresa offshore Netherton Investiments LTD. Segundo o juiz, os recursos das contas mantidas por Cunha e Cláudia Cruz no exterior não foram declarados às autoridades brasileiras. “Ressalte-se que nenhum desses valores foram declarados às autoridades brasileiras competentes (Banco Central, Justiça Eleitoral ou Receita Federal do Brasil)”, diz um trecho do despacho do juiz.

Em outro trecho da decisão, o juiz diz acreditar que Cunha bancou politicamente a permanência de Zelada na direção internacional da Petrobras. “É correto presumir que o parlamentar Eduardo Cunha deu sustentação, no plano político, à nomeação e permanência de Jorge Zelada no cargo de Diretor Internacional da Petrobras”, afirmou.

Por meio de nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o deputado Eduardo Cunha classificou a ação movida pelo MPF como “absurda” e disse que recorrerá da decisão que bloqueou seus bens. “Quanto à ação de hoje do juízo da Vara Cível de Curitiba, de bloqueio de bens, entrarei imediatamente com recurso em instância superior para reverter a decisão”, disse um trecho da nota.

Outras Notícias

O fato e a foto: brinquedos são recuperados na Praça Arruda Câmara

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira enviou fotos e, em nota, informa que concluiu neste sábado a recuperação dos brinquedos do parque infantil da Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara. Gangorras, balanços, escorregos e demais brinquedos foram completamente recuperados para garantir uma maior segurança para as crianças que utilizam os mesmos.

20151030140101 (1)

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira enviou fotos e, em nota, informa que concluiu neste sábado a recuperação dos brinquedos do parque infantil da Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara.

Gangorras, balanços, escorregos e demais brinquedos foram completamente recuperados para garantir uma maior segurança para as crianças que utilizam os mesmos.

Dani Portela rebate críticas a curso de medicina da UFPE para assentados da reforma agrária

O debate em torno da criação de um curso de medicina voltado a beneficiários da reforma agrária pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com o Incra, gerou embate na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Deputados da oposição, como Renato Antunes (PL) e Coronel Alberto Feitosa (PL), criticaram a iniciativa. Antunes afirmou que a […]

O debate em torno da criação de um curso de medicina voltado a beneficiários da reforma agrária pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com o Incra, gerou embate na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Deputados da oposição, como Renato Antunes (PL) e Coronel Alberto Feitosa (PL), criticaram a iniciativa.

Antunes afirmou que a proposta tem “DNA ideológico” e foi construída para “criar privilégios a um movimento político-partidário”. Já Feitosa declarou ter acionado o Ministério Público contra a medida, citando documento de entidades médicas que consideram o critério de seleção uma afronta à isonomia e ao acesso universal.

Em resposta, a deputada Dani Portela (PSOL) defendeu a iniciativa. Segundo ela, o projeto não é novidade. “Isso é um projeto que já existe há muito tempo. Não é um convênio novo com a universidade, nem vai ser o primeiro curso. Já existem vários cursos superiores voltados especificamente para essa população”, disse.

Portela também questionou o incômodo dos parlamentares em relação ao curso de medicina, lembrando que outras formações já foram oferecidas a assentados sem gerar repercussão. “Agora, quando mexe com o direito, medicina veterinária e medicina parece incomodar bastante. E acho que incomoda uma parte da elite brasileira que não admite ver pobre na universidade. Imagine um filho de um trabalhador assentado médico”, afirmou.

 

João Campos grava vídeo defendendo dobradinha Pedro Campos e Patriota

O prefeito do Recife, João Campos, gravou um vídeo declarando seu apoio ao ex-prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente licenciado da AMUPE, José Patriota. No vídeo,  ele defende a dobradinha entre Pedro Campos,  seu irmão candidato a Deputado Federal e Patriota. “Ele terá um parceiro estratégico na Assembleia que é meu amigo José Patriota. […]

O prefeito do Recife, João Campos, gravou um vídeo declarando seu apoio ao ex-prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente licenciado da AMUPE, José Patriota.

No vídeo,  ele defende a dobradinha entre Pedro Campos,  seu irmão candidato a Deputado Federal e Patriota. “Ele terá um parceiro estratégico na Assembleia que é meu amigo José Patriota. Tem compromisso com o interior, com a zona rural. Com as causas dos trabalhadores.  Sempre esteve do lado certo das causas políticas.”

Patriota terá seu último ato de campanha em Afogados da Ingazeira no sábado,  dia 24, com concentração às oito da manhã em seu comitê, na Praça Padre Carlos Cottart.

Câmara critica vazamento na Operação Lava Jato

Folha de Pernambuco O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), criticou o vazamento de informações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga esquema de corrupção na Petrobras. Para ele, que saiu em defesa do ex-governador Eduardo Campos (PSB) que, assim como o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), teve o nome citado pelo ex-diretor […]

roberto-pereira-sei-1-2

Folha de Pernambuco

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), criticou o vazamento de informações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga esquema de corrupção na Petrobras. Para ele, que saiu em defesa do ex-governador Eduardo Campos (PSB) que, assim como o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), teve o nome citado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa durante depoimento em delação premiada, esse tipo de atitude não contribui para o debate. O governador participou da instalação da Comissão Organizadora do Bicentenário da Revolução de 1817, no Palácio do Campo das Princesas.

“Esse tipo de vazamento não contribui para o debate. É um vazamento que ocorre há certo tempo. Houve instauração dos procedimentos e nada consta em relação ao ex-governador, então a gente entende que isso não faz bem para a democracia. É importante que haja as investigações nos devidos encaminhamentos, mas dentro dos ritos judiciais necessários”, afirmou Câmara.

O socialista também reafirmou a posição do partido e disse que a legenda defenderá qualquer tipo de manifestação contra o governo Eduardo Campos.

“Esses fatos estão sendo falados há um certo tempo e nada foi provado. A gente continua na mesma convicção. Todo o processo o governo Eduardo sempre conduziu isso de maneira muito lícita. Sempre defendeu investigações desse caso, conscientes da nossa responsabilidade e sabedores de que não temos nada com isso. O PSB já se manifestou e defenderá qualquer tipo de manifestação contra o governo Eduardo”, garantiu.

Durante a solenidade, Paulo Câmara destacou que o bicentenário é uma data que precisa ser lembrada tanto para as gerações do presente como as do futuro. Ele explicou que essa comissão foi constituída para isso.

“Organizar o ano de 2017 em comemoração do bi. Data importante para o despertar o senso de liberdade que o Brasil alcançou anos depois. Precisamos sempre lembrar esses ideias revolucionários”, declarou. Segundo Câmara, do colegiado instalado hoje, sairá o planejamento. “Queremos em 2017 fazer uma série de ações que marcam essa data. Vai ter atos”, continuou.

Grito dos Excluídos no Recife se une a ato contra o presidente Michel Temer

G1 PE A 22ª edição do Grito dos Excluídos, neste 7 de setembro, se uniu ao ato “Fora temer – Recife contra o golpe”, promovido pelo grupo Organização Diretas Já, e reúne milhares de manifestantes nas ruas da área central da cidade. A concentração começou por volta das 9h, na Praça do Derby. Perto das […]

protesto_danilo_tenorio

G1 PE

A 22ª edição do Grito dos Excluídos, neste 7 de setembro, se uniu ao ato “Fora temer – Recife contra o golpe”, promovido pelo grupo Organização Diretas Já, e reúne milhares de manifestantes nas ruas da área central da cidade. A concentração começou por volta das 9h, na Praça do Derby. Perto das 11h, a marcha teve início, tendo como destino final a Praça da Independência.

Vestidos com camisas vermelhas, os manifestantes reivindicaram a saída do atual presidente do Brasil com faixas, cartazes e bandeiras. Entre as mensagens mais comuns, estavam frases como ‘Fora Temer! Nenhum direito a menos!’, ‘Futuro Temeroso’ e ‘Amar sempre, Temer jamais’. Durante a passeata, os participantes do ato também cantaram refrões como ‘Para a vida melhorar, tem que democratizar. Se o povo se unir, Michel Temer vai cair’. Um participante se fantasiou como o ex-presidente Lula e chamou atenção durante a concentração.

Vários manifestantes seguram cartazes e faixas contra o presidente Michel Temer. Um participante se fantasiou como o ex-presidente Lula e chamou atenção de quem passava. Também há na marcha gente envolvida com a bandeira do Brasil. Um enterro simbólico da democracia foi realizado por participantes que vestiam preto, simbolizando o luto.

Após o início da passeata, o trânsito nos dois sentidos das avenidas Agamenon Magalhães e Conde da Boa Vista ficou bloqueado para a caminhada dos manifestantes. Durante o trajeto, participantes do ato levantaram placas com pedidos como ‘Não à homofobia’, ‘Não ao racismo’, ‘Não à privatização’, ‘Pela legalização do aborto’ e ‘Pelo fim do massacre aos povos indígenas’. Cartazes solicitando uma reforma política no Brasil também foram utilizados no protesto.

Durante a passagem da marcha, várias vias da área central da cidade foram fechadas pela manifestação. O percurso inclui as avenidas Agamenon Magalhães, Governador Carlos de Lima Cavalcanti e Conde da Boa Vista. De acordo com a CUT, o protesto reúne 20 mil pessoas. A Polícia Militar não vai divulgar estimativa de público.

No momento final do ato, os manifestantes queimaram um caixão que simbolizava a democracia. Os participantes também dançaram ciranda, promovendo um abraço coletivo na Praça da Independência. Apresentações culturais marcaram a dispersão da manifestação na área central do Recife.