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Agricultores de Serra Talhada cobram liberação de sementes do IPA

Por Nill Júnior

Agricultores e agricultoras do município de Serra Talhada cobraram na manhã desta segunda-feira (19), a liberação e distribuição das sementes do Programa de Distribuição de Sementes, do Governo do Estado, através do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, para auxílio na safra 2018.

A cobrança aconteceu durante reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Urbano Sustentável realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR. “Nós estivemos com o gerente do IPA, Fernando Nogueira, e ele nos informou que esta semana vai tratar com o governo do estado a possibilidade de distribuição das sementes, mas que não poderia afirmar por enquanto como e quando vai ser essa distribuição”, explica o secretário de Agricultura e Recursos Hídricos, Zé Pereira.

Ainda segundo informações repassadas pelo IPA, as sementes existem, mas não poderiam ser repassadas antes que o governo tivesse a certeza das chuvas na região. “A demora na distribuição das sementes é muito ruim, porque prejudica o início dos plantios nas comunidades rurais do município, porque os agricultores costumam começar a plantar logo que as chuvas chegam, não podem ficar esperando muito tempo pela burocracia do estado”, afirmou o prefeito Luciano Duque.

Ainda segundo o secretário Zé Pereira, o IPA foi questionado sobre a falta de um calendário de distribuição das sementes, mas o órgão estadual reiterou a necessidade da certeza chuvas para iniciar o processo. “Eu questionei um calendário de entrega, porque assim os agricultores não ficariam perdendo tempo esperando, mas, agora que temos certeza que as chuvas estão caindo, não há porque permanecer essa demora na liberação”, concluiu o secretário. Segundo o IPA, até a próxima semana o governo do estado deverá informar a data de entrega das sementes aos agricultores.

Outras Notícias

Justiça de Pernambuco desbloqueia contas da Petrobras

Do Valor RECIFE  –  A Petrobras conseguiu suspender o bloqueio de R$ 126,66 milhões em recursos que foi decretado pela Justiça de Pernambuco, quatro dias atrás. A decisão, em caráter monocrático (sem a ajuda de um colegiado), foi tomada na tarde de ontem (sexta-feira) pelo juiz Hélio Galvão, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª […]

Do Valor

RECIFE  –  A Petrobras conseguiu suspender o bloqueio de R$ 126,66 milhões em recursos que foi decretado pela Justiça de Pernambuco, quatro dias atrás. A decisão, em caráter monocrático (sem a ajuda de um colegiado), foi tomada na tarde de ontem (sexta-feira) pelo juiz Hélio Galvão, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região.

O bloqueio de recursos tinha atendido a um pedido do Sintepav PE, entidade que representa os trabalhadores da construção pesada no Estado. Segundo o Sintepav PE, 4.600 mil trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima contratados pela Alumini (ex-Alusa), fornecedora da Petrobras, estão com salários atrasados.

A Alumini ex-Alusa alega que a Petrobras lhe deve R$ 1,2 bilhão e que por isso não consegue regularizar sua situação com os trabalhadores.

No início da semana, após vários protestos dos trabalhadores da Alumini no Recife e no entorno do Porto de Suape, a juíza Josimar Mendes, da 1 Vara Trabalho de Ipojuca, exigiu que a Petrobras depositasse, em juízo, o valor de R$ 137,53 milhões, que corresponde ao passivo trabalhista da Alumini. A estatal, no entanto, depositou apenas pouco mais de R$ 10 milhões, levando a magistrada a decretar o bloqueio do restante do valor.

Na sentença que determina o desbloqueio, Galvão afirma que a Petrobras é apontada nos autos da reclamação trabalhista como “responsável subsidiária” do passivo, sem levar em consideração que a essa alegação de responsabilidade ainda será discutida. “Sequer houve a audiência inaugural na referida ação trabalhista nem foi considerado que a impetrante [a Petrobras] nada mais é do que a dona da obra, não tendo responsabilidade sobre os débitos trabalhistas dos empregados das empresas contratadas”, afirma o juiz.

O nó judicial que envolve Petrobras, Alumini e trabalhadores da Refinaria também tramita na esfera cível. Essa semana, o consórcio Alusa-CBM (um dos que a Alumini participa na Refinaria) conseguiu romper o contrato com a Petrobras, por meio de uma decisão da 14 Vara Cível do Recife, que impede a estatal de acionar garantias contratuais, cobrar multas e repassar a obra para outra empresa.

O consórcio, responsável pela construção de uma unidade de redução de toxicidade do refino na Refinaria, alega que o orçamento inicial da obra era de R$ 652,4 milhões, mas que o valor ficou defasado devido à complexidade do empreendimento e a “circunstâncias imprevisíveis”.

O custo total da unidade, segundo o consórcio, teria aumentado em R$ 400 milhões, mas a Petrobras teria se negado a reajustar aos novos valores.

Oposição tem chapa definida na Câmara de Afogados da Ingazeira

por Anchieta Santos Enquanto a bancada governista não faz acordo, a oposição se entende e define sua chapa para a eleição da Câmara de vereadores de Afogados da Ingazeira. Com informação do Blog Afogados Online, a chapa terá o vereador Vicentinho para presidente, Renon de Ninô como primeiro secretário e Antonieta Guimarães para segunda secretaria. Hoje […]

Renon
Vereador Renon de Ninô

por Anchieta Santos

Enquanto a bancada governista não faz acordo, a oposição se entende e define sua chapa para a eleição da Câmara de vereadores de Afogados da Ingazeira.

Com informação do Blog Afogados Online, a chapa terá o vereador Vicentinho para presidente, Renon de Ninô como primeiro secretário e Antonieta Guimarães para segunda secretaria.

Hoje a Câmara se divide entre oito vereadores governistas e cinco da oposição. A eleição acontece na próxima sexta dia 12.

Dilma fará visita aos Estados Unidos até setembro, diz Mercadante

Do Uol A presidente Dilma Rousseff fará uma visita de Estado aos Estados Unidos até setembro, num gesto para estreitar novamente a relação entre os dois países, que ficou abalada depois das revelações de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA havia espionado as comunicações da presidente e de milhões de brasileiros. O ministro […]

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Do Uol

A presidente Dilma Rousseff fará uma visita de Estado aos Estados Unidos até setembro, num gesto para estreitar novamente a relação entre os dois países, que ficou abalada depois das revelações de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA havia espionado as comunicações da presidente e de milhões de brasileiros.

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, anunciou na quinta-feira que Dilma deve realizar a visita de Estado, que pode acontecer próximo do período em que acontece a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que normalmente ocorre em setembro.

“Será até setembro”, disse ele a jornalistas durante o coquetel de comemoração da posse da presidente no Palácio do Itamaraty. A decisão foi comunicada ao vice-presidente norte-americano, Joe Biden, em uma breve reunião bilateral que ele manteve com Dilma na quinta, dia em que a presidente iniciou seu segundo mandato.

Após as revelações da espionagem norte-americana, Dilma tornou-se um dos poucos líderes na história a cancelar uma visita de Estado a Washington, em outubro de 2013. O escândalo também levou Dilma a descartar a compra de caças F-18, da Boeing, que faziam parte de uma concorrência da Força Aérea Brasileira. O Brasil acabou comprando caças da Suécia por 5,4 bilhões de dólares.

Desde então, diplomatas de ambos os lados têm trabalhado para reduzir as tensões.

Em outubro, após Dilma ser reeleita, o presidente dos EUA, Barack Obama, telefonou para a petista e disse que os dois países deveriam melhorar sua cooperação e fez o convite para retomar as negociações para a vista de Estado.

Juíza vetou declarações públicas de Lula em velório de neto

A autorização concedida na sexta-feira (dia 1º) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ir ao velório do neto foi condicionada ao compromisso assumido por ele de que não daria declarações públicas nem convocaria militantes. O despacho foi publicado pela juíza Carolina Lebbos às 19h17 de sexta (1º), pouco mais de cinco horas depois […]

A autorização concedida na sexta-feira (dia 1º) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ir ao velório do neto foi condicionada ao compromisso assumido por ele de que não daria declarações públicas nem convocaria militantes.

O despacho foi publicado pela juíza Carolina Lebbos às 19h17 de sexta (1º), pouco mais de cinco horas depois do pedido da defesa. O processo estava em sigilo desde que a defesa havia requisitado a saída do ex-presidente, e só pode ser acessado novamente nesta quarta (6).

Na decisão, a juíza cita a anuência do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) para atender ao pedido de Lula.

Em ofício enviado à Justiça Federal, o Superintendente da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores, disse que fez contato com Lula e o advogado, solicitando que o deslocamento fosse autorizado para a manhã de sábado (2), em horário que permitisse a Lula estar presente na capela do cemitério com a família próximo ao horário da cremação “não havendo necessidade de permanecer no local por mais de 1h e 30 min”.

O documento diz ainda que Lula, o advogado e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, se comprometeram a não divulgar informações sobre o deslocamento, bem como não convocar manifestantes ou militantes para o cemitério.

A PF exigiu, ainda, que fosse possível o controle de acesso à capela onde ocorreu a cerimônia fúnebre, e que fosse mantida livre uma rota de retirada de emergência do ex-presidente e dos policiais que estivessem fazendo sua escolta, para o caso de manifestações ou aglomerações que pudessem causar risco de morte.

Ao concordar com o pedido, a juíza observou ainda ser necessário manter as restrições feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, em decisão que havia liberado Lula para encontrar familiares após a morte de um irmão:

Presença de um advogado constituído;
proibição do uso de celulares e outros meios de comunicação, bem como a presença de imprensa e a realização de declarações públicas.

“Consoante já exposto pelo Supremo Tribunal Federal, tais condições são estritamente necessárias à garantia da segurança dos presentes, do requerente e dos agentes públicos que o acompanharem. Ademais, são plenamente compatíveis com a natureza do ato, bem como com a preservação da individualidade e do resguardo e respeito ao evidente estado de luto da família”, justificou Carolina Lebbos.

Mesmo com eleição anulada, Guilherme Uchoa segue na presidência da Alepe

Do JC On Line Mesmo após o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) divulgar, nesta segunda-feira (11), a anulação da eleição do deputado Guilherme Uchoa (PDT) para a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e do deputado Eriberto Medeiros (PTC) para 4º secretário da casa, os parlamentares não terão que deixar os cargos até […]

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Do JC On Line

Mesmo após o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) divulgar, nesta segunda-feira (11), a anulação da eleição do deputado Guilherme Uchoa (PDT) para a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e do deputado Eriberto Medeiros (PTC) para 4º secretário da casa, os parlamentares não terão que deixar os cargos até que o TJPE aprecie eventuais recursos interpostos por eles.

A decisão foi proferida nesta terça (12) pelo desembargador Leopoldo Raposo, presidente do TJPE, após a Corte Especial do tribunal decidir, por unanimidade, acatar pedido da Procuradoria Geral do Estado e suspender a sentença da juíza Mariza Silva Borges.

O fato de Guilherme Uchoa estar em seu 5º mandato como presidente da Alepe e Eriberto Medeiros no terceiro como 4º secretário foi usado pela Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), autora da ação, para defender que ambos violam a Emenda Constitucional Estadual n° 33/2011, que proibiu o terceiro mandato consecutivo. Os parlamentares, no entanto, entendem que as restrições só têm validade a partir da 18ª legislatura da casa, que começou no dia da eleição, em 1º de fevereiro de 2015.

“(A ação) Defende a impossibilidade das reconduções, porque, a uma, o propósito do princípio republicano é permitir uma alternância dos membros da Mesa Diretora; a duas, porque a Emenda Constitucional Estadual n° 33/2011 vedou o terceiro mandato consecutivo; a três, por ter sido indevidamente aplicada uma regra de transição – prevista tão somente para o segundo biênio da 17ª legislatura (2013-2014) – que atuou no sentido de desconsiderar os mandatos já exercidos pelos segundo e terceiro réus, possibilitando as reconduções ora questionadas”, diz um trecho da ação da OAB-PE.

Ao término da sessão plenária de hoje, Uchoa afirmou que ainda não havia sido informado oficialmente sobre a decisão judicial. “Estou esperando uma notificação para me pronunciar. Não vou me basear no que foi transcrito em um blog e não li nenhuma decisão mandando eu me afastar do cargo”, disparou o pedetista.

O deputado Eriberto Medeiros disse que também não foi notificado, mas que deve recorrer da determinação assim que isso ocorrer. “Temos a convicção que estávamos concorrendo (à eleição) dentro da legalidade. Quando formos notificados identificaremos o instrumento legal para recorrer. Até lá segue tudo igual. Quando se fala em democracia, fala-se na necessidade da alternância de poder, e não na sua obrigatoriedade. Essa foi nossa interpretação”.

Há um ano, a juíza Mariza Silva Borges determinou o cancelamento da eleição que colocou Uchoa no cargo de presidente da Alepe e Medeiros no de 4º secretário, mas os parlamentares recorreram e o presidente do TJPE na época, Frederico Neves, devolveu os cargos a eles.