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Aglomerações em atos de campanha potencializarão segunda onda de Covid no NE

Por Nill Júnior

A segunda onda da pandemia de Covid-19, que já preocupa Europa e Estados Unidos, pode atingir o Nordeste nos próximos meses.

É o que alerta o Comitê Científico do Consórcio Nordeste. A entidade reforça que o risco é causado pelo relaxamento nos cuidados, campanhas eleitorais e vinda de turistas europeus para o verão nas praias nordestinas.

“Há um risco real de que nos próximos meses tenhamos um fluxo de portadores do Sars-CoV-2, até de cepas diferentes das que aqui prevalecem”, alerta Miguel Nicolelis, neurocientista e um dos coordenadores do comitê.

Para frear a possibilidade, o comitê alerta que sejam implantados em todos os aeroportos da região estandes sanitários com equipes de saúde munidas de folhetos informativos, equipamentos de aferição de temperatura e kits de testagem rápida de passageiros provenientes do exterior. 

O boletim nº 12 do Comitê Científico mostra que a pandemia de Covid-19 já atingiu o seu pico em todos os estados da região Nordeste. A entidade usou modelos de previsão matemática para chegar à conclusão. 

“Isso fez com que, em vários locais, as medidas de isolamento social fossem diminuídas além do necessário, resultando em alta probabilidade de uma possível segunda onda”, constata o ex-ministro da Ciência e Tecnologia e também coordenador do Comitê Científico do Nordeste. 

Cenas de aglomerações em comícios e atos da campanha eleitoral também preocupam o comitê. Em geral, as campanhas criam eventos “onde pessoas desprezam todas as normas sanitárias indicadas pela Organização Mundial de Saúde”, diz o boletim. 

Invariavelmente, nas aglomerações o risco desse tipo de contaminação aumenta consideravelmente, gerando a expectativa de que, no período pós-eleição, possa ocorrer uma segunda onda da epidemia. Infelizmente, a maioria dos candidatos coloca sua eleição como prioridade, desconsiderando a vida de seus eleitores e as suas próprias”, criticam os cientistas. 

Nas aglomerações as pessoas retiram as máscaras com muita frequência, o que potencializa o risco. “Um estudo publicado na revista Science indicou que o vírus pode permanecer no ar por algumas horas, ou seja, tirar a máscara em aglomerações é um grande risco”, alertam os cientistas. 

Outras Notícias

Delmiro Barros animou a abertura do São Pedro de Tuparetama‏

O São Pedro de Tuparetama, no Sertão do Pajeú, foi aberto na noite desta sexta-feira (26).  Um bom público compareceu ao Pátio de Eventos Prefeito João Tunu da Costa. A abertura da festa ficou por conta do cantor paraibano Antenor Cazuza. Na sequencia se apresentou a grande atração da noite, o cantor Delmiro Barros. Encerraram […]

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O São Pedro de Tuparetama, no Sertão do Pajeú, foi aberto na noite desta sexta-feira (26).  Um bom público compareceu ao Pátio de Eventos Prefeito João Tunu da Costa.

A abertura da festa ficou por conta do cantor paraibano Antenor Cazuza. Na sequencia se apresentou a grande atração da noite, o cantor Delmiro Barros. Encerraram a noite Lostiba, Val Patriota, Novo Som Mix e os Griguilins da Serrinha.

Hoje à noite se apresentam a partir das 22h Galego do Pajeú, Bonde das Tandinhas e Forró do Muído. Neste domingo (28), tem corrida de jegues, às 15h30, forró pé de serra a partir das 16h com Luizinho e Expresso Pau de Arara, apresentação de quadrilhas às 20h, e a partir das 22h a festa será animada por Paredão Sertanejo, Yego Bandolero e Alcimar Monteiro.

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O São Pedro 2015 é uma realização da Prefeitura de Tuparetam, com apoio da Empetur, Secretaria de Turismo do Estado de Pernambuco.

Lula recebe Paulo Câmara e Danilo Cabral em São Paulo

Por André Luis Apesar de o PSB ter decidido nesta quarta-feira (9), pela não federação com o PT, o PV e o PCdoB, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), junto com o pré-candidato ao governo, Danilo Cabral (PSB) se reuniram nesta quinta-feira (10) com o ex-presidente Lula (PT), em São Paulo. O encontro foi […]

Por André Luis

Apesar de o PSB ter decidido nesta quarta-feira (9), pela não federação com o PT, o PV e o PCdoB, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), junto com o pré-candidato ao governo, Danilo Cabral (PSB) se reuniram nesta quinta-feira (10) com o ex-presidente Lula (PT), em São Paulo. O encontro foi divulgado nas redes sociais de Paulo e Danilo.

Segundo o governador, os três conversaram sobre políticas públicas, retomada da economia, o cenário político nacional e as eleições deste ano.

Já Danilo, legendou a foto do encontro dizendo que os três estão unidos “numa frente ampla pelo país e por Pernambuco, prontos para cada novo passo desta caminhada movida pela esperança”.

Ainda segundo Danilo, Lula está animado com a sua pré-campanha pela Frente Popular e que revelou que em breve voltará a percorrer o Brasil para conversar com o povo sobre o futuro.

“Junto com o governador Paulo Câmara, tratamos de novas alternativas para seguir avançando com a retomada econômica em Pernambuco e no país, gerando ainda mais emprego, renda e cidadania”, escreveu o pré-candidato completando: “assim como eu, Lula é filho do Agreste de Pernambuco e, tenho certeza, a partir do próximo ano, voltaremos a ter um Presidente do Brasil filho, amigo e parceiro do nosso estado”.

O PSB desistiu de formar uma federação partidária com o PT, mas vai seguir na aliança com a chapa presidencial do ex-presidente Lula em forma de coligação.

Mesmo sem a federação, o PSB vai formar coligação com o PT. O partido socialista deve receber a filiação do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin nos próximos dias.

O PT deve se acomodar na chapa majoritária encabeçada por Danilo Cabral com a vaga para disputar o Senado, provavelmente o deputado Federal Carlos Veras, deve ser o nome escolhido pelo partido. A reunião com o ex-presidente Lula deve ter girado em torno de desenrolar esse nó.

Votação do impeachment começará pela região Norte, diz Cunha

O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mudou seu entendimento sobre a ordem de votação do processo de impeachment, o que gerou bate-boca no plenário. O primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP), leu no início da tarde desta quinta-feira (14/04) a decisão de que a votação se dará alternando estados do Norte com estados do […]

Eduardo-CunhaO Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mudou seu entendimento sobre a ordem de votação do processo de impeachment, o que gerou bate-boca no plenário. O primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP), leu no início da tarde desta quinta-feira (14/04) a decisão de que a votação se dará alternando estados do Norte com estados do Sul e, em seguida, o inverso. Com isso, os estados do Nordeste, onde o governo tem mais votos, continuam a se manifestar somente ao final da votação.

A sequência será a seguinte: RR, RS, SC, AP, PA, PR, MS, AM, RO, GO, DF, AC, TO, MT, SP, MA, CE, RJ, ES, PI, RN, MG, PB, PE, BA, SE e AL. Em cada estado, será seguida a ordem alfabética dos nomes dos deputados.

A decisão gerou bate-boca no plenário. “Essa votação tem que começar dos estados do Norte e seguir até o último estado do Sul. Qualquer coisa diferente desse método é mais uma manobra de Eduardo Cunha. Ele tenta induzir o plenário desta Casa com mais uma manobra”, disse Orlando Silva (PCdoB-SP).

“Está claro o regimento. O PT espalha todo dia que tem 200 votos. Se tem 200 votos, por que está com medo? O regimento é claro. A decisão tomada pelo presidente Eduardo Cunha está correta. Não há dúvida. O resto é esperneio, desespero do Partido dos Trabalhadores”, disse Mendonça Filho (DEM-PE).

Cunha pretendia começar a votação pelos Estados do Sul, cujos deputados são majoritariamente favoráveis ao impeachment. O PT, no entanto, apresentou ontem uma questão de ordem questionando o procedimento.

“Nós exigimos que o regimento seja cumprido, no sentido de que, na mesma votação, o senhor presidente chame um estado do Sul e um estado do Norte, um estado de uma região e um estado de outra região. Porque dessa forma, cumprir-se-a o regimento e respeitar-se-ão de forma isonômica as regiões do Brasil e este plenário”, afirmou a deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao apresentar questão de ordem na quarta-feira (13/04).

Devolva o meu São João

Nas redes sociais e aqui no blog, correm trecho os versos de Mariana Teles, poetisa das boas e advogada, filha do imortal Valdir Teles, sob o mote “Devolva meu São João”, uma crítica inteligente à invasão de ritmos não nordestinos no São João. Leia: Não é contra o sertanejo, Maiara nem Maraísa Mas no São […]

Nas redes sociais e aqui no blog, correm trecho os versos de Mariana Teles, poetisa das boas e advogada, filha do imortal Valdir Teles, sob o mote “Devolva meu São João”, uma crítica inteligente à invasão de ritmos não nordestinos no São João. Leia:

Não é contra o sertanejo,

Maiara nem Maraísa

Mas no São João precisa

Tocar “lembrança de um beijo”,

É contra a máfia que eu vejo

Ganhando licitação,

Usurpando a tradição, 

Vendendo a identidade 

Pelo forró de verdade,

“Devolva meu São João”

 

Imaginem Salvador

Pátria do axé brasileiro,

Colocando um violeiro

Num trio do parador,

Léo Santana e um cantador

Dividindo a percussão 

Vila Nova num cordão,

Sem tocar mais Preta Gil

Pelos ritmos do Brasil,

“Devolva meu São João”

 

Cultura é identidade!

É patrimônio de um povo,

E nenhum sucesso novo

Compra originalidade.

Não discuto a qualidade 

Mas discuto a tradição,

Quem quiser ouvir modão,

Ou a Festa da Patroa,

Vá pra terra da garoa.

“Devolva meu São João”

 

Se quiser ouvir Marília 

No mesmo tom da sofrência,

É comprar com antecedência 

Villa Mix de Brasília…

Mas no São João tem família,

Que não desce até o chão 

Vai pra ouvir Assisão,

Forró sem som de “breguismo”

Não dê lucro pra o modismo.

“Devolva meu São João”

 

Pela pátria nordestina!

Pelas nossas tradições!

Vamos romper os cordões 

De camarote em Campina,

São João é na concertina,

Não se divide em cordão 

Para quê segregação 

Numa festa popular?

Ninguém pode separar!

“Devolva meu São João”

 

E as próximas gerações,

O que irão conhecer?

Irão “curtir e beber”

Como ensina esses modões?

Que será das tradições,

Com o som de apelação?!

De Wesley Safadão

Que o forró não promove

É brega noventa e nove…

Só um por cento é São João

Vereador critica imprensa sulista por chamar de “novo Cangaço” ações em SP

O vereador Zé Raimundo (PSD) usou a Tribuna da Câmara de Vereadores de Serra Talhada para repudiar a expressão geralmente usada pela imprensa do Sul e Sudeste para tratar os crime contra bancos com reféns, como ocorreu em Araçatuba: “novo cangaço”. As cidades de Criciúma, Araraquara, Botucatu, Ourinhos, Bauru, Araçatuba e Ponta Grossa sofreram ações […]

O vereador Zé Raimundo (PSD) usou a Tribuna da Câmara de Vereadores de Serra Talhada para repudiar a expressão geralmente usada pela imprensa do Sul e Sudeste para tratar os crime contra bancos com reféns, como ocorreu em Araçatuba: “novo cangaço”.

As cidades de Criciúma, Araraquara, Botucatu, Ourinhos, Bauru, Araçatuba e Ponta Grossa sofreram ações criminosas que estão sendo chamadas de  “novo cangaço”.

As imagens e características são as mesmas: homens fortemente armados, com pistolas e fuzis de guerra, executam assaltos em instituições bancárias em municípios de pequeno e médio porte, fazem a população refém, lançam explosivos em bases da polícia e fogem por rotas alternativas levando elevadas quantias.

“Amanhecemos vendo a atrocidade em São Paulo, na cidade de Araçatuba. Na condição de homem serra-talhadense, de homem sertanejo, não podemos admitir que a imprensa sulista compare ladrões, baderneiros, com cangaceiros, chamando de novo cangaço”.

Segundo ele, o cangaço  liderado por Lampião não é o cangaço rotulado hoje,  formado por marginais. “O cangaço se iniciou na repressão dos grandes fazendeiros e coronéis que dominavam o sertão há mais de cem anos atrás. Lá esses lutavam para defender a honra. Se alguns enveredaram por outro caminho, não vamos trazer a discussão de quem foi herói ou bandido”.

E completou: “Mas não se pode se comparar o cangaço legitimo criado no Sertão de Pernambuco com esses que estão aí para roubar bancos e fazer atrocidades com as pessoas como aí estão”.

O cangaço, dizem historiadores, deve ser entendido como fenômeno social com hora e lugar: o sertão nordestino, da virada do século XIX para o XX até a morte de Lampião, na grota de Angico, em Sergipe, em 1938. Em sua origem, o cangaço dizia respeito a enfrentamentos políticos, não ao crime organizado.