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Afogados: filho de Júnior Queiroz realiza sonho e se forma em Medicina

Publicado em Notícias por em 30 de abril de 2020

Moacir Neto recebendo a carteira do CREMEPE e o pai, Júnior, morto em 2012: superação

Filho  do comerciante Júnior Queiroz, falecido em 2012, com o nome do pai e avô, Moacir Queiroz Neto, 23 anos, está se formando hoje em Medicina, pela Universidade Federal de Pernambuco. Ele recebeu a carteira do CREMEPE, ganhando o direito de clinicar.

O pai, Júnior Queiroz, morreu em 25 de maio de 2012 em um hospital particular da cidade de Caruaru, após piorar o quadro clínico devido um acidente automobilístico dois dias antes, quando inaugurava uma pista de Jeep Cross, na Zona Rural de Afogados da Ingazeira. A morte comoveu a cidade e região.

Em 10 de outubro de 2011,  o avô, comerciante Moacir Queiroz,  morreu de infarto aos 68 anos. Moacir trabalhava quando sofreu o mal súbito que lhe tirou a vida.

A mãe, Lucineide Carvalho ,  que atua no ramo varejista de supermercados, teve um papel importante na condução do filho em um momento tão difícil. Em suma, não deixou que o momento fizesse ele desistir do sonho.  Ao contrário,  usou o episódio  como estímulo à superação.

Moacir Queiroz Neto venceu o luto e conseguiu concluir o curso de Medicina.

“Tenho muitas pessoas a agradecer por essa formatura, pois apesar da morte do meu pai, a minha família nunca me desamparou e sempre me apoiou com o sonho de criança de ser médico”, diz, ao agradecer  a avó, Carmem Lúcia, à sua mãe, Lucineide Carvalho, sua irmã e seus tios. “Nunca que me deixaram faltar nada”.

“Finalmente chega o momento tão aguardado da formatura e o sentimento é um misto de felicidade com ansiedade, pois apesar de sentir um alívio de estar me formando, temos que enfrentar todos os desafios que essa pandemia do coronavirus trouxe para o nosso sistema de saúde”, disse.

Falando em Covid, ele reforça o alerta. “Queria fazer um pedido a todos que respeitem as orientações de evitar ao máximo sair de casa e que quando for necessário faça com o uso de máscara e sempre lembrando de lavar as mãos. Lembro também que devemos continuar na defesa do SUS como sistema de saúde universal e gratuito. Não fosse por ele as consequências dessa pandemia seriam muito mais severas”.

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