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Afogados da Ingazeira confirma cinco novos casos de covid-19

Por André Luis

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que neste domingo (23) foram detectados 5 casos para covid-19 no município. Os 5 casos já estavam em investigação. 

Os casos novos são os de 2 pacientes do sexo masculino (11 e 14 anos) e 3 pacientes do sexo feminino (38, 50 e 65 anos). Os 2 homens são estudantes. Já entre as mulheres: 1 auxiliar de serviços gerais, 1 agricultora e outra e balconista. Não temos novos casos em investigação.

Tivemos também 11 casos descartados após os pacientes apresentarem resultados negativos para covid-19.

Hoje, 1 paciente apresentou cura após avaliação clínica e epidemiológica. Já são 291 (79,9%) recuperados para covid-19 em nosso município. Atualmente, 65 casos estão ativos em Afogados. 

Neste domingo o município continua com a marca de 2.619 pessoas testadas para a covid-19.

A avaliação da semana epidemiológica será divulgada amanhã.

Outras Notícias

Jovem dono de academia morre de Covid-19 aos 29 anos

Em Monteiro na Paraíba, o jovem empresário e personal trainer, João Paulo Bispo, de 29 anos, foi mais uma vítima da Covid-19. As informações são do blog De Olho no Cariri. Com porte atlético e amante da prática esportiva, o jovem contraiu a doença recentemente e há pouco mais de uma semana teve complicações em […]

Em Monteiro na Paraíba, o jovem empresário e personal trainer, João Paulo Bispo, de 29 anos, foi mais uma vítima da Covid-19. As informações são do blog De Olho no Cariri.

Com porte atlético e amante da prática esportiva, o jovem contraiu a doença recentemente e há pouco mais de uma semana teve complicações em seu quadro, sendo transferido para o Hospital Pedro I, em Campina Grande. 

João Paulo é proprietário da Academia Caverna Fitnes, que tem sede em Sertânia-PE e filial em Monteiro-PB. 

Ele é natural do município pernambucano, mas residia atualmente em Monteiro, no Cariri da Paraíba. 

Seu estado de saúde foi se agravando aos poucos e por fim ficou intubado, evoluindo à óbito. Familiares e amigos estão em choque com a prematura morte do jovem empresário.

Sertão do Pajeú passa dos 17 mil casos positivos de Covid-19

Santa Cruz da Baixa Verde registrou mais um óbito pela doença. Por André Luis Nesta segunda-feira (25), até às 07h20, após divulgação dos boletins epidemiológicos do domingo (24), as dezessete cidades do Sertão do Pajeú somam juntas, 17.025 casos positivos da Covid-19.  Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada, 6.301; […]

Santa Cruz da Baixa Verde registrou mais um óbito pela doença.

Por André Luis

Nesta segunda-feira (25), até às 07h20, após divulgação dos boletins epidemiológicos do domingo (24), as dezessete cidades do Sertão do Pajeú somam juntas, 17.025 casos positivos da Covid-19. 

Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada, 6.301; Afogados da Ingazeira, 2.435; Tabira 1.780, São José do Egito, 1.286; Carnaíba,  824; Flores, 609 e  Santa Terezinha, 607 casos.

Triunfo, 552; Itapetim, 499; Brejinho, 327; Iguaracy, 317; Solidão, 312; Calumbi, 290; Tuparetama, 273; Quixaba, 240; Santa Cruz da Baixa Verde, 235 e Ingazeira, 138 casos confirmados.

Óbitos – Com um novo óbito confirmado em Santa Cruz da Baixa Verde, a região conta com 281 mortes por Covid-19. Todas as dezessete cidades da região registraram mortes. São elas: Serra Talhada (88); Afogados da Ingazeira (25); Flores (22); Carnaíba (20); Tabira (19); São José do Egito (19); Triunfo (19); Tuparetama (16); Santa Terezinha (14); Itapetim (11); Iguaracy (11); Brejinho (5); Quixaba (4); Santa Cruz da Baixa Verde (3); Calumbi (2); Solidão (2) e Ingazeira (1).

Detalhes do óbito

A Secretaria de Saúde de Santa Cruz da Baixa Verde não divulgou detalhes sobre o óbito informado no boletim epidemiológico deste domingo (24).

Recuperados – A região tem agora no total 16.030, pacientes recuperados da Covid-19. O que corresponde a 94,15% dos casos confirmados.

O canto de Lua Gonzaga em forma de cordel

Por: Magno Martins O mundo musical artístico é muito perverso, permeado por boas surpresas que raramente são objetos de destaque na mídia. Cantadores talentosos nem sempre têm presença no noticiário e nos programas televisivos em que soltam a voz e encantam, muitas vezes nem pelo canto de sabiá, mas pela leveza da letra que amolece […]

Por: Magno Martins

O mundo musical artístico é muito perverso, permeado por boas surpresas que raramente são objetos de destaque na mídia. Cantadores talentosos nem sempre têm presença no noticiário e nos programas televisivos em que soltam a voz e encantam, muitas vezes nem pelo canto de sabiá, mas pela leveza da letra que amolece qualquer coração de pedra.

O mercado dos que sobem ao palco também é feito de convenções, para não fugir a regra de uma sociedade desinformada do que se pode chamar de bom cardápio musical. Dá-se, hoje, muito mais valor  ao forró estilizado e ao duvidoso gosto da sofrência do que ao que de fato suaviza ouvidos e alegra corações entristecidos.

Paulo Matricó, vindo de mala e cuia do vale poético do Pajeú, especialmente sua Tabira, de onde tira da terra seca os motes de inspiração do seu belo repertório, já teve seu momento de glória valorizado entoando Luiz Gonzaga num grande cordel mostrado num especial da TV Globo.

Muito pouco, entretanto, para o espaço dado à sofrência. Ainda pouco conhecido, Paulo Matricó é um dos monstros sagrados da MPB brasileira do bom gosto. Há pouco, conheci em Afogados da Ingazeira uma bela encarnação da sua veia poética transformada em música enquanto o Rio Pajeú banhava a sua alma de inspiração: Apreço ao meu lugar.

“Eu viajei pra muito longe/Atrás de um mundo novo/E me realizar/E quanto mais distante eu fui/Mais perto me encontrei/Aqui do meu lugar.

Se deita na minha lembrança/A correnteza mansa/ Águas do meu riacho/Espelhos nos igarapés/Quando lavava os pés/E a sombra por debaixo.

Progresso, eu sei, é necessário/Mas não há salário/Que pague o que eu tenho/Indústria que tudo refina/Mas só…

Perceberam que profundeza de canto belo? Mas por que poucos conhecem? Porque os novos tempos do mau gosto propagam algo tão nocivo aos ouvidos e ao coração como uma aberrante e intolerável Caneta Azul. Pelo amor de Deus!

Mas se você gosta mesmo do que é bom, sem risco de ser enganado, vá amanhã conferir o espetáculo Cordel Operístico Lua Alegria, no Janeiro de Grandes Espetáculos.

A apresentação será única, no Teatro Apolo, às 21h. Uma interpretação narrada ineditamente por Paulo Matricó na linguagem de cordel, unindo dramaturgia, canto e música, sob o fio condutor de trilha musical pesquisada e produzida sob a influência da tradição popular de Pernambuco.

O espetáculo Cordel Operístico Lua Alegria envolve o roteiro dramatúrgico baseado no livro-cordel de Paulo Matricó, que trata da trajetória de vida de Luiz Gonzaga e sua saga do Nordeste à conquista do Sudeste brasileiro.

Além de sua dimensão física, presença de intérpretes e músicos, o espetáculo faz interação com o universo histórico e artístico das culturas tradicional e contemporânea do Nordeste, por meio da projeção de xilogravuras e imagens virtuais, num diálogo entre narradores intérpretes, trilha musical e o mundo virtual.

Não perca ! O rouxinol de Tabira vai te seduzir.

Serviço:

Cordel Operístico Lua Alegria no Janeiro de Grandes Espetáculos

Quando: 10 de janeiro

Hora: 21 horas

Teatro Apolo  Ingressos: R$ 30, na bilheteria.

Luto no rádio e nas nossas vidas: morre o radialista Anchieta Santos

Faleceu às 11h30 da manhã desta sexta-feira (10), no Hospital Regional Emília Câmara o radialista Anchieta Santos, 61 anos. Nas últimas horas, seu quadro teve um agravamento e os médicos informaram à família que era irreversível. Ele estava internado na unidade. Ele foi operado dia 5 de julho no Hospital da Restauração para tratar um […]

Faleceu às 11h30 da manhã desta sexta-feira (10), no Hospital Regional Emília Câmara o radialista Anchieta Santos, 61 anos. Nas últimas horas, seu quadro teve um agravamento e os médicos informaram à família que era irreversível. Ele estava internado na unidade.

Ele foi operado dia 5 de julho no Hospital da Restauração para tratar um tumor no cérebro. O procedimento foi conduzido pela equipe do neurocirurgião Paulo Brayner.

Desde então,  o radialista alternou momentos de melhora e de complicações.  A família pediu privacidade e orações. Foi informado pelo médicos ainda em Recife que o tipo de tumor que acometeu Anchieta era extremamente agressivo e invasivo.

O comunicador apresentou seu último programa dia 18 de junho, com um quadro de fortes dores que duravam alguns dias e não cedia a remédios convencionais. Se despediu dizendo: “um abraço a todos e até amanhã, se houver amanhã”. Não voltou mais.

Anchieta Santos é um dos profissionais mais respeitados da história da Rádio Pajeú.  Iniciando sua vida na radiodifusão na década de 70, é responsável pela formação de muitos profissionais e também pela migração para o rádio notícia, marca da Pajeú até hoje.

Natural de Carnaíba, filho do casal Nair e Valdeci, Começou com um programa da Igreja Católica chamado “O Galileu”, convidado por Osório Rodrigues. Era acompanhado  por Waldecyr Menezes, que percebeu seu talento e o convidou para participar da programação da emissora. “Ficava esperando algum comunicador faltar para assumir”.

Para se ter uma ideia de sua importância, da atual formação da emissora, boa parte foi formada por ele: Aldo Vidal, Nill Júnior, Celso Brandão, Augusto Martins, Michelli Martins, só para dar alguns exemplos, foram formados ou descobertos por ele, fora ou quando já tinham alguma atividade na Rádio Pajeú.

Nos anos 80, especialmente em 1983,  imprimiu sua marca a programas como o Rádio Repórter Pajeú e Grande Jornal Falado. Passou por outras emissoras como A Voz do Sertão, Liberdade de Caruaru, Rádio Jornal Caruaru, Rádio Clube de Pernambuco, Cardeal Arcoverde e recentemente Cidade FM de Tabira. Mas nunca escondeu seu grande amor e identidade com a Rádio Pajeú.

Nos últimos anos, apresentava o programa Rádio Vivo. Na reformulação da grade da emissora, em 2001, Anchieta estava tocando outros projetos. Mas, convidado pela então Gerência de Programação, voltou à sua casa. Amava fazer o Rádio Vivo, um desafio pelo horário, das 5h às 7h da manhã, mas dizia gostar muito por “poder informar primeiro”.

Em entrevista a Fernando Pires em 2007, disse: “até o início dos anos 90 a Pajeú viveu a fase de entretenimento. Não tinha a parte informativa, comandada pelo professor Waldecyr Xavier de Menezes. Foi uma fase da carta, da música, da brincadeira, do entretenimento”.

Disse que a parte da conscientização já existia com Dom Francisco. “Depois de a gente ter passado por rádios em Serra Talhada e Caruaru, a grande escola da época, convidados por Doutor Rogério Oliveira, passamos a fazer dois programas diários de jornalismo, o Grande Jornal das 6h30 ás 7h e o Rádio repórter Pajeú, de 11h30 às 12h”.

“Sou o último produto de Waldecyr Menezes no Rádio”, brincava em homenagem a quem considerava um mestre, assim como o Monsenhor Assis Rocha, o Diretor com o qual ele mais conviveu e  respeitou, a ponto de convidá-lo para retomar um comentário semanal na Rádio Pajeú até este sábado, 11. “É meu amigo e irmão. Tenho uma admiração por ele muito grande”.

Passou da fase da rádio escuta, tendo que ouvir rádios de fora para informar à internet, com a informação em tempo real. “Pelo que eu conheço de rádio, a rádio referência de informação no interior você tem Caruaru, Petrolina e Afogados da Ingazeira com a Rádio Pajeú”, disse em 2007. Elogiava a contribuição do Monsenhor João Acioly, Diretor Administrativo á época.

No mesmo documentário, lembrou de Rogério Oliveira, Fernando Souza, Zé Leite, Ednar Charles, Carlos Pessoa, Dinamérico Lopes, Abílio Barbosa, Miguel Alcântara, Márcia Xavier, Tatiana Genésio, Sônia Ricardo, Geni Rodrigues, Naldinho Rodrigues, Luciete Martins, Adalva Duarte, Roberval Medeiros, Juracy Torres, João Almeida e Marlene Brito.

Era fundador da equipe esportiva Seleção do Povo, que teve nomes como Wanderley Galdino, Elias Mariano, Augusto Martins, José Patriota, Celso Brandão, Nill Júnior, Aldo Vidal e tantos outros nomes. Atuou inicialmente como narrador e atualmente, comentarista esportivo.

Era também conhecido como o “maior palanqueiro do Brasil”, marcado por campanhas históricas de Miguel Arraes a apresentação de eventos de presidenciáveis como Luiz Inácio Lula da Silva. Trabalhou intensamente nas eleições municipais de 2020 em várias cidades, emprestando sua voz potente aos palanques e ao guia eleitoral em cidades de Pernambuco e Paraíba.

Tinha três filhos, Marlon, Rhayssa e Laysa Era casado com Marineide Santos. Tinha ultimamente um amor especial pelos netos que vinham chegando. A morte de Anchieta gera comoção e dor nas redes sociais.

Velório e sepultamento: o velório acontecerá no Cine Teatro São José. Antes, o corpo será levado para Tabira, onde será velado na Cidade FM. Depois será trazido para Afogados. Será montado um esquema de segurança para organizar filas e evitar gerar aglomerações. O sepultamento acontecera na tarde deste sábado (11), 17h. O cemitério será o São Judas Tadeu.

Intercâmbio poético leva estudantes de Afogados a São José do Egito

São José do Egito recebeu alunos da Escola Municipal Levino Cândido do Povoado de Carapuça Afogados da Ingazeira. A visita foi um intercâmbio cultural, onde dezessete alunos e professoras conheceram alguns pontos turísticos do Berço Imortal da Poesia, a Disciplina de Poesia Popular através de alguns alunos do Projeto O Pajeú Cantarolando da Escola Naná […]

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São José do Egito recebeu alunos da Escola Municipal Levino Cândido do Povoado de Carapuça Afogados da Ingazeira.

A visita foi um intercâmbio cultural, onde dezessete alunos e professoras conheceram alguns pontos turísticos do Berço Imortal da Poesia, a Disciplina de Poesia Popular através de alguns alunos do Projeto O Pajeú Cantarolando da Escola Naná Patriota e alguns poetas como o cordelista Felipe Junior que estava no Sebo Cultural.

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No passei turístico os alunos afogadenses estiveram no Beco de Laura, no Memorial da Cultura – Antigo Paço Municipal e na Rua da Baixa Conhecendo o Monumento aos Poetas e o Painel Poético.

Recepcionados na Secretaria de Educação conheceram a Secretária Acidália de Lourdes que falou da Disciplina de Poesia Popular implantada nas escolas municipais de São José do Egito. Alguns alunos da Escola Naná Patriota declamaram poesias e cordéis.

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Ao final, o professor e poeta Alan Miraeste explicou um pouco de como o Projeto O Pajeú Cantarolando foi criado e desenvolvido e deu uma pequena aula de como se entender e fazer poesia.