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Aécio vai em busca do apoio de vice de Marina

Por Nill Júnior

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O candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) reafirmou nesta terça-feira seu compromisso com o fim da reeleição, mas continuou não se posicionando se é a favor de que a mudança entre em vigor já para o próximo presidente eleito. Ele disse que essa é uma discussão que precisa ser feita pelo Congresso Nacional.

O tema tem pautado os primeiros dias do segundo turno da campanha tucano porque ele é um dos compromissos que a então presidenciável Marina Silva exige para apoiá-lo. Marina sempre disse nesta eleição que não se candidataria à reeleição, se eleita.

“Eu sou a favor do mandato de cinco anos sem reeleição para todos os cargos públicos. A questão desse mandato em especial precisa ser discutida no Congresso por uma razão específica: não estamos falando do fim da reeleição para o presidente da República apenas, onde a decisão unilateral do candidato resolveria o problema. Estamos falando do fim da reeleição de governadores e prefeitos. Então precisa haver um entendimento no Congresso Nacional. Mas a tese do fim da reeleição e mandato de cinco anos é uma tese que eu advogo e defendo há muito anos”, afirmou Aécio.

Perguntado se ele abriria mão da recondução no caso de ser eleito, Aécio não se posicionou. “É uma questão a ser discutida. Não morro de amores pela reeleição”.

O candidato voltou a dizer que, apesar de o PSDB ter votado a favor da reeleição para permitir a recondução do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao Palácio do Planalto, a extinção do mecanismo seria uma evolução para a política.

“Eu já tinha muitas dúvidas em relação à reeleição. Foi uma experiência que o Brasil viveu. Nós votamos a favor. Nada impede que você evolua. Acho que a presidente Dilma acabou por desmoralizar a reeleição com essa mistura sem limites entre o público, o privado e o partidário, como assistimos nessa eleição. Se eu já tinha algumas dúvidas sobre as vantagens da reeleição, a presidente Dilma acabou por desmoralizá-la”, declarou tucano.

Outras Notícias

Pedro Campos reforça apoio do PSB aos novos ministros Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha

O líder do PSB na Câmara, deputado Pedro Campos (PE), participou da cerimônia de posse de Gleisi Hoffmann como nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e de Alexandre Padilha, que assumiu o comando do Ministério da Saúde. O presidente Lula deu posse aos novos ministros em cerimônia no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira […]

O líder do PSB na Câmara, deputado Pedro Campos (PE), participou da cerimônia de posse de Gleisi Hoffmann como nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e de Alexandre Padilha, que assumiu o comando do Ministério da Saúde. O presidente Lula deu posse aos novos ministros em cerimônia no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (10). 

Pedro Campos destacou a capacidade dos novos ministros de conduzirem suas respectivas áreas com diálogo e eficiência, enfrentando desafios estratégicos para o governo. “Gleisi e Padilha são lideranças experientes e comprometidas com o Brasil. Tenho certeza de que farão um grande trabalho à frente de suas pastas, com uma articulação firme e eficaz para garantir avanços importantes à população. A bancada do PSB está à disposição para contribuir nesse novo momento e para fortalecer políticas públicas que melhorem a vida dos brasileiros”, afirmou. 

Gleisi Hoffmann, deputada federal pelo PT do Paraná, passa a ser responsável pela articulação do governo com o Congresso Nacional. Ela assume o posto deixado por Alexandre Padilha, que agora substitui Nísia Trindade no Ministério da Saúde. Ele também é deputado licenciado, eleito pelo PT de SP. 

O líder do PSB ressaltou a atuação de Nísia Trindade nos dois primeiros anos do governo Lula. “É preciso parabenizar também a ministra Nísia, que fez um excelente trabalho à frente da Saúde, implementando políticas públicas importantes. Vamos trabalhar junto ao governo, para construir os consensos necessários na Câmara, para que as pautas prioritárias para os brasileiros, sobretudo os que mais precisam, sejam aprovadas”, afirmou.

No Pajeú, crianças autistas recebem estímulos através da música

Sebastião Araújo – Diario de Pernambuco Eles chegam devagar, quietos, acompanhados pelos pais e vão se deparando com os instrumentos musicais dispostos na ampla sala da Escola de Música Maestro Israel Gomes, em Carnaíba, a 417 quilômetros do Recife. Maria Victória Rodrigues de Medeiros, de quatro anos, vai até à bateria, pega as baquetas e começa […]

Sebastião Araújo – Diario de Pernambuco

Eles chegam devagar, quietos, acompanhados pelos pais e vão se deparando com os instrumentos musicais dispostos na ampla sala da Escola de Música Maestro Israel Gomes, em Carnaíba, a 417 quilômetros do Recife. Maria Victória Rodrigues de Medeiros, de quatro anos, vai até à bateria, pega as baquetas e começa a emitir som bem alto. Daqui a pouco, o pequeno Ismael Alves dos Santos, de cinco anos, e Pedro Henrique Clemente da Silva, de sete, também começam a mexer nos instrumentos.

Mais reservado, José Ednael Laurentino de Moraes, de nove anos, fica sentado num canto do palco, absorto no seu próprio mundo. Por último chega José Ícaro da Silva Tavares, de seis anos, portando uma pequena sanfona. Pacientemente, o professor de bateria e percussão Francisco Pereira de Carvalho, 38, o Sivuca, vai orientando cada um dos alunos autistas que passou a ter desde as últimas férias escolares de julho. “É uma alegria trabalhar com essas crianças. Sinto-me gratificado em poder ajudá-los. A gente percebe o quanto a música é importante para eles”, analisa Francisco Carvalho.

Existem 20 autistas frequentando a rede escolar municipal de ensino de Carnaíba. Desses, cinco estão matriculados no Complexo Educacional Governador Miguel Arraes, uma das escolas de referência do município. O projeto de inserir a música no cotidiano deles surgiu como necessidade de mantê-los com uma atividade nas férias escolares. E deu certo. “A música tem sido fundamental no desenvolvimento de cada um.

Estimula os sentidos, a coordenação motora, a concentração”, avalia Elisângela Rodrigues da Silva, 30, mãe de Maria Victória. A menina é tão apaixonada por bateria que em casa junta latas de leite vazias e fica batendo como se fosse instrumento percussivo. Apesar da pouca idade, Maria Victória descobriu um aplicativo que mostra figuras de instrumentos musicais e fica usando-os o tempo todo. “Ela tem gosto. Enquanto boa parte dos autistas não gosta de barulho, ela sempre gostou”, revela Elisângela Rodrigues. “A música tem ajudado na interação dela com outras crianças e deixou-a mais tranquila”.

Crescimento: os pais dos pequenos autistas que preenchem o tempo com aulas de música são unânimes em atestar o desenvolvimento dos filhos ao tocar um instrumento. “Ele está se desenvolvendo mais, ficou mais falante, se organiza melhor”, conta Josefa Alves de Lima, 29, que se desloca cerca de nove quilômetros do Sítio Poço Grande, onde mora, até o centro de Carnaíba, onde a Escola de Música Maestro Israel Gomes está localizada.

“A música tem sido um bom suporte para eles porque se socializam mais”, diz Josefa Alves, cuja fala é entrecortada pelo som que os autistas emitem com seus instrumentos musicais. É um som forte, vibrante, desconcertante mas que contagia pela maneira como é executado: sem ordem, sem cadência, sem técnica mas com um sentimento profundo de quem quer se fazer sentir.

Veja reportagem completa clicando aqui.

Deputado voltou a negar qualquer aproximação com Waldemar e Sebastião. “Tenho lado”

Em outro momento, Duque diz que apesar disso, tem uma boa relação com a prefeita. ” Tenho uma boa relação com com a prefeita apesar desse distanciamento. Digo e repito que não tenho nenhuma aliança com o grupo de Sebastião e Waldemar. Marília (Arraes) é que sinaliza com esse sentimento e eu digo que  historicamente […]

Em outro momento, Duque diz que apesar disso, tem uma boa relação com a prefeita. ” Tenho uma boa relação com com a prefeita apesar desse distanciamento. Digo e repito que não tenho nenhuma aliança com o grupo de Sebastião e Waldemar. Marília (Arraes) é que sinaliza com esse sentimento e eu digo que  historicamente nós estamos em campos diferentes”.

Luciano é perguntado como tomou conhecimento da conversa de Waldemar Oliveira com Marília Arraes em torno de seu nome. “Vim pra um casamento em Flores e Marília me relatou que queria que houvesse essa aproximação. Eu disse, ‘olha Marília, repito, eu votei em você , não votei em Waldemar nem em Sebastião. E não há aliança com Waldemar’. Não há esse pensamento até porque eu respeito a nossa base política histórica. Não tô falando dos que aderiram, dos que se somaram agora não sei porquê, até porque não precisava essas adesões porque nós tivemos a maior vitória da história de serra Talhada. Te pergunto: o grupo de Sebastião hoje está onde? Doutor Clovinho, Leirson, Rincon, Jaime Inácio, Carlos Evandro, Socorro Brito, o grupo de Inocêncio e Sebastião tá todo na base”, reclama.

Ele então é confrontado com a declaração de Waldemar Oliveira à Rádio Folha de que a oposição, sem contar com ele e Sebastião Oliveira, tem dez nomes pra disputa. “São colocações desprovidas de base real. Não acredito que tenha dez candidatos. Meu irmão (Duquinho) que sempre foi adversário nosso vai pro radio e lança a candidatura de Roberta Menezes, aí acho que por problema interno, na outra semana se lança candidato a prefeito, depois vai no rádio dizer que em setembro vão lançar uma candidatura. Aí Waldemar vai pro rádio e diz que tem dez candidatos. Ou seja, nem eles estão se entendendo”.

E seguiu: “Eu não tenho nada a ver com a posição da oposição. Meu nome é usado pra muita coisa. E eu fico assistindo. Não vou estar respondendo diuturnamente. Agora, quem me conhece sabe minha posição, sabe que tenho lado, sabe que eu tenho história. Não concordo com a condução politica de Márcia, mas respeito. Agora, não sou obrigado a fazer aquilo que as pessoas acham que devo fazer. Sempre fui ousado, questionador. Aqueles que se acostumam com conforto, acham que a politica é desse jeito, eu não me conformo”.

 

 

Supremo suspende investigação da Lava Jato sobre a Eletronuclear

Agência Brasil – O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu hoje (2) as investigações da Operação Lava Jato sobre supostos desvios de dinheiro na construção da Usina Nuclear Angra 3. O ministro decidiu que todos os processos relacionados à 16ª fase da operação, na qual as suspeitas são investigadas, devem ser remetidos […]

Agência Brasil – O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu hoje (2) as investigações da Operação Lava Jato sobre supostos desvios de dinheiro na construção da Usina Nuclear Angra 3.

O ministro decidiu que todos os processos relacionados à 16ª fase da operação, na qual as suspeitas são investigadas, devem ser remetidos ao STF por causa da citação do senador Edison Lobão (PMDB-MA) em depoimentos de delação premiada. Os processos são comandados pelo juiz federal Sergio Moro.

A decisão de Teori Zavascki é decorrente da citação do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que tem foro privilegiado
A decisão de Teori Zavascki é decorrente da citação do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que tem foro privilegiado

A decisão vale até que o ministro analise todo o conteúdo dos processos. Zavascki atendeu pedido de Flávio Barra, executivo da construtora Andrade Gutierrez, preso na Lava Jato.

Segundo os advogados, as investigações não podem seguir com Moro, por haver menção a Lobão, que tem foro privilegiado e só pode ser processado pelo STF, e porque os supostos desvios na usina não estão relacionados com a Petrobras.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), o ex- presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, recebeu cerca de R$ 4,5 milhões para favorecer o consórcio de empresas, entre elas Andrade Gutierrez.

No mês passado, Sergio Moro abriu ação penal contra Othon Luiz e mais 13 investigados na 16ª fase da Operação Lava Jato. Na decisão, Moro destacou que, no caso da Eletronuclear, é obvia a conexão dos crimes com as empreiteiras que atuaram na Petrobras.

A partir do depoimento de delação premiada de Dalton Avancini, executivo da Camargo Correa e réu na Lava Jato, a força-tarefa de investigadores descobriu que os crimes ocorriam a partir do pagamento de propina de executivos da Andrade Gutierrez ao ex-presidente da estatal.

Em depoimento prestado à Polícia Federal antes de ser denunciado, Othon informou que nunca exigiu ou recebeu vantagem financeira, e que não recebeu orientação do governo federal ou de partidos para cobrar doações financeiras de empreiteira.

Fernando filho vai para o DEM

Ao final da janela partidária, o deputado federal Fernando Filho, ex-ministro de Minas e Energia, se filiou ao DEM. A migração aconteceu na manhã deste sábado (7), no mesmo dia em que a frente de oposição “Pernambuco quer Mudar” realizou seu quarto encontro, em Porto de Galinhas, Ipojuca. Sem ato político para oficializar o gesto, […]

Ao final da janela partidária, o deputado federal Fernando Filho, ex-ministro de Minas e Energia, se filiou ao DEM. A migração aconteceu na manhã deste sábado (7), no mesmo dia em que a frente de oposição “Pernambuco quer Mudar” realizou seu quarto encontro, em Porto de Galinhas, Ipojuca.

Sem ato político para oficializar o gesto, o filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) acertou sua ida com o presidente da Câmara e pré-candidato à Presidência, Rodrigo Maia, e o deputado Mendonça Filho, lideranças do Democratas.

Filiado em Brasília pelas mãos do presidente nacional, Romero Jucá, Fernando Filho deixou o MDB um dia após o vice-governador e presidente do MDB-PE, Raul Henry, ter conseguido uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a resolução da Executiva Nacional que obrigava o diretório de Pernambuco a disputar o governo do Estado.

Também está suspensa, por força de uma medida cautelar, o ato de dissolução do diretório, que deu o comando da sigla ao senador Fernando Bezerra Coelho, forçando a briga partidária a perdurar, mesmo após o término da janela partidária.