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“Acredito em ganância”, diz irmã de vítima de crime premeditado

Por André Luis

A máscara do “acidente” caiu. O que em novembro de 2024 foi registrado como uma tragédia no trânsito, revelou-se, após a Operação Driver da Polícia Civil de Pernambuco, um homicídio bárbaro e premeditado. Edvaldo Guedes não foi vítima do acaso, mas de uma emboscada articulada, segundo as investigações, pela própria esposa com o auxílio de três cúmplices.

Em entrevista ao programa A Tarde é Sua, da Rádio Pajeú, nesta segunda-feira (9), Thyta Guedes, irmã da vítima, quebrou o silêncio sobre as motivações que levaram ao crime. Para ela, o interesse financeiro e o controle familiar foram os pilares da crueldade. Thyta relembrou que Edvaldo mencionava, ironicamente, o valor das indenizações que as filhas receberiam em caso de sua morte — um comentário que pode ter selado seu destino nas mãos da ganância.

O conflito também passava pelo preconceito e pela negação de direitos. A investigação aponta que a esposa se opunha ao reconhecimento legal de Fernanda, a filha mais velha de Edvaldo que reside em São Paulo. O crime, portanto, não atenta apenas contra a vida, mas contra a estrutura afetiva e o direito à identidade.

Entre relatos de maus-tratos e o isolamento imposto à vítima, a Polícia Civil segue com as prisões e o aprofundamento do inquérito. O caso Edvaldo Guedes deixa de ser um boletim de trânsito para se tornar um símbolo da urgência por justiça em uma sociedade que ainda lida com a violência doméstica em suas formas mais extremas e calculistas.

Outras Notícias

João Campos rasga elogios a Lula e Alckmin

O prefeito de Recife João Campos (PSB) compartilhou neste sábado (7), em seu perfil do Instagram, uma foto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. “Ao lado dessa dupla que tanto tem feito bem ao Brasil”, escreveu o […]

O prefeito de Recife João Campos (PSB) compartilhou neste sábado (7), em seu perfil do Instagram, uma foto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

“Ao lado dessa dupla que tanto tem feito bem ao Brasil”, escreveu o gestor municipal na legenda da publicação.

Mais cedo, João,  que é Presidente nacional do PSB, falou sobre a sinalização que o presidente Lula fez sobre o vice-presidente Geraldo Alckmin no governo de São Paulo.

Em entrevista ao portal Uol na quinta-feira (7/2), o chefe do Palácio do Planalto afirmou que Alckmin tem um “papel para cumprir em São Paulo”, assim como o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Durante agenda em Salvador (BA), o prefeito afirmou que não se “mexe em time que está ganhando”. Ele ainda disse que Alckmin atuou nas negociações do tarifaço e que a o PSB continuará defendendo o nome dele para vice.

Armando defende valorização da cultura popular

As queixas dos artistas pernambucanos sobre o tratamento dado a eles pelo Governo do Estado se renovam a cada ano. Protestos, declarações em redes sociais e recentemente um manifesto, criado pelo Coletivo Pernambuco, contra o atraso no pagamento dos cachês do Carnaval, chamam a atenção para a necessidade de mudança neste cenário. Para o candidato […]

Foto: Leo Caldas/Divulgação

As queixas dos artistas pernambucanos sobre o tratamento dado a eles pelo Governo do Estado se renovam a cada ano. Protestos, declarações em redes sociais e recentemente um manifesto, criado pelo Coletivo Pernambuco, contra o atraso no pagamento dos cachês do Carnaval, chamam a atenção para a necessidade de mudança neste cenário. Para o candidato a governador da Coligação Pernambuco Vai mudar, Armando Monteiro (PTB), a postura do atual governo revela um “grande desrespeito aos artistas locais e desvalorização da cultura pernambucana”.

O ex-prefeito de Nazaré da Mata, Nado Coutinho, levantou a situação dos artistas locais em encontro com Armando. Ele relata que desde a gestão do ex-governador Eduardo Campos os atrasos nos pagamentos dos cachês já existiam, mas que a situação se agravou nos últimos anos. “É inadmissível que depois de uma apresentação o governo demore oito, nove, dez meses e até um ano para pagar os artistas locais. Isso é falta de respeito. Não é o mesmo tratamento que vemos sendo dado aos artistas que vêm de fora”, reclamou Nado. Ele salienta que os artistas locais, de uma maneira geral, se sacrificam para estar nos palcos e manter a cultura pernambucana viva, diferente de alguns artistas mais famosos que “só sobem no palco se o cachê já estiver na conta.”

Nesta segunda-feira, foi a vez de o consagrado Petrúcio Amorim cobrar literalmente ao governador, na sua conta no Twitter: “Se o governador Paulo Câmara pagasse o São João da gente antes do final das eleições, ia ser arretado!!!”. No sábado, Armando ouviu a mesma coisa do ativista cultural Carlos Brasil, na feira livre de Bonança: “Artistas como Lia de Itamaracá e Ivanildo Vila Nova não podem ficar anos para receber seus merecidos cachês”, disse Brasil.

A sugestão do ex-prefeito de Nazaré da Mata é que se crie um calendário de pagamento e que realmente se cumpra. Após ouvir o relato de Nado Coutinho, Armando se comprometeu a mudar esse quadro. A valorização da cultura popular e sua difusão em todo o Estado estão contempladas nas diretrizes do seu programa de governo. “Obviamente não é possível valorizar a cultura sem valorizar o artista. É importante que os artistas locais tenham prioridade nas contratações e que o pagamento de seu cachê seja garantido. É preciso tratar com isonomia os nossos artistas e os artistas nacionais”, afirmou.

Dono da Rodrimar relata fala de Temer sobre contrato em Santos: ‘Vou ver o que posso fazer’

G1 No depoimento que prestou nesta quinta-feira (29) em São Paulo à Polícia Federal depois de ter sido preso, o dono da empresa Rodrimar, Antônio Celso Grecco, relatou uma frase que teria ouvido do então vice-presidente Michel Temer sobre a concessão de áreas no porto de Santos: “Vou ver o que posso fazer”. Em depoimento […]

G1

No depoimento que prestou nesta quinta-feira (29) em São Paulo à Polícia Federal depois de ter sido preso, o dono da empresa Rodrimar, Antônio Celso Grecco, relatou uma frase que teria ouvido do então vice-presidente Michel Temer sobre a concessão de áreas no porto de Santos: “Vou ver o que posso fazer”.

Em depoimento anterior à PF, em dezembro do ano passado, Grecco afirmou que não havia discutido questões do setor portuário com Michel Temer. Em janeiro, ao responder questionário formulado pela Polícia Federal, Temer negou que tenha tratado do assunto com Grecco.

A TV Globo consultou a assessoria da Presidência sobre o relato feito por Grecco no depoimento desta quinta-feira e aguardava resposta até a publicação desta reportagem.

Grecco foi preso nesta quinta, durante a Operação Skala, deflagrada pela Polícia Federal após autorização do ministro Luís Roberto Barroso, que atendeu a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O objetivo da operação foi coletar provas para o inquérito que investiga se o presidente Michel Temer editou um decreto a fim de favorecer empresas portuárias, em especial a Rodrimar, em troca de propina. Temer nega. A empresa diz que nunca pagou propina a nenhum agente público. Na operação, foram alvos de prisão temporária dois amigos do presidente, um ex-ministro e empresários.

De acordo com o relatório do depoimento prestado por Grecco nesta quinta à Polícia Federal, o empresário afirmou que tinha interesse no “adensamento” de uma área da Rodrimar no porto de Santos.

O “adensamento” pretendido por Grecco era parte da negociação feita pela Rodrimar com a Eldorado Celulose, do grupo J&F, do empresário Joesley Batista, para a venda de uma área no porto de Santos, mas havia sido negado pelo governo – o que poderia levar à rescisão do contrato. Joesley e o executivo Ricardo Saud, do grupo J&F, disseram em depoimentos à PF que Grecco se dispôs a atuar no governo federal para conseguir a aprovação do negócio.

“O declarante [Grecco] tinha como projeto realizar o processo de adensamento com a área vendida para a JBS (RISHIS) junto aos órgãos públicos, mas jamais disse para Joesley ou Saud que iria conseguir isso com o presidente Temer; que a resposta do presidente foi simplesmente “vou ver o que posso fazer”, mas até a presente data nada foi feito em relação ao adensamento.”

Em depoimento anterior, em dezembro do ano passado, Grecco disse à Polícia Federal que só tinha se reunido com Temer três vezes, e que em nenhuma havia tratado de questões envolvendo as concessões portuárias da empresa.

Segundo afirmou na ocasião, uma das oportunidades em que encontrou Temer foi na Vice-Presidência, em uma reunião originalmente marcada para tratar do assunto. Ele disse ter sido apresentado a Temer pelo ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, o chamado “homem da mala”, atualmente em prisão domiciliar.

“Foi apresentado por Rocha Loures para o Senhor Michel Temer e, entretanto, não conversaram sobre as questões do setor, tendo tratado apenas de amenidades naquela oportunidade.”

Danilo Cabral questiona ministro sobre portaria que muda financiamento do SUS

Após a publicação de portaria (nº 2.979) que altera os critérios de distribuição dos recursos federais destinados ao financiamento da atenção primária em saúde, o Ministério da Saúde deverá responder a questionamentos do deputado federal Danilo Cabral (PSB). O parlamentar protocolou um requerimento, solicitando informações sobre as mudanças promovidas pela pasta. Segundo ele, o texto […]

Foto: Chico Ferreira

Após a publicação de portaria (nº 2.979) que altera os critérios de distribuição dos recursos federais destinados ao financiamento da atenção primária em saúde, o Ministério da Saúde deverá responder a questionamentos do deputado federal Danilo Cabral (PSB). O parlamentar protocolou um requerimento, solicitando informações sobre as mudanças promovidas pela pasta. Segundo ele, o texto esvazia o caráter universal e solidário do Sistema Único de Saúde (SUS), dificulta as condições de financiamento e descaracteriza a Estratégia de Saúde da Família.

O deputado questiona, por exemplo, o porquê o conteúdo da portaria não foi submetido ao Conselho Nacional da Saúde, como determina a legislação. Também pede detalhamento sobre a ata da reunião da Comissão Intergestores Tripartite na qual a portaria foi analisada. “Há indagações dos Conselhos do Rio de Janeiro e de São Paulo a respeito da reunião e da forma como o conteúdo teria sido apresentado aos conselheiros. Queremos ter certeza de que o texto foi aprovado em deliberação clara e transparente”, justifica Danilo Cabral.

Além disso, o parlamentar pede informações sobre o alicerce jurídico utilizado pelo Ministério da Saúde para pôr a portaria em vigência a partir de 1º de janeiro, mesmo diante do não preenchimento de requisitos legais.

Danilo Cabral também é autor de Projeto de Decreto Legislativo (PDL) com objetivo de sustar os efeitos da portaria. “Até que tenhamos a certeza de que a portaria não prejudicará os fundamentos basilares do SUS, além dos esclarecimentos, queremos evitar que o funcionamento da Atenção Primária sofra descontinuidade”, afirma.

Para o deputado, a portaria do Ministério da Saúde é mais um ataque do governo às políticas sociais. “O Poder Executivo estabeleceu o teto dos gastos, pretende eliminar o piso constitucional da saúde para a União, estados e municípios e, agora, muda os critérios de financiamento. Mais uma vez, o governo tira um direito do cidadão brasileiro”, diz Danilo Cabral.

O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, tem 30 dias para responder formalmente às indagações do requerimento de informação. Caso contrário, responde por crime de responsabilidade.

Biblioteca Pública de Tuparetama retoma projeto de contação de histórias para incentivo à leitura

A Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Tuparetama, retomou as atividades do projeto de contação de histórias, que surgiu há alguns anos com o título A Hora do Conto, porém em 2013 foi reformulado e passou a chamar-se A Hora da História, ampliando os gêneros textuais. O projeto é voltado para crianças de cinco a dez […]

Contação de Histórias 4

A Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Tuparetama, retomou as atividades do projeto de contação de histórias, que surgiu há alguns anos com o título A Hora do Conto, porém em 2013 foi reformulado e passou a chamar-se A Hora da História, ampliando os gêneros textuais.

O projeto é voltado para crianças de cinco a dez anos, e tem como objetivo desenvolver o gosto pela leitura, a valorização dos livros, desenvolver a expressão verbal, a criatividade, o vínculo dos alunos com a biblioteca e estimular a imaginação.

A atividade conta com o auxílio de uma facilitadora e será realizada inicialmente uma vez por semana, às terças-feiras, a partir das 15h, porém há a possibilidade de flexibilização desse dia, como explica o coordenador da biblioteca, Wellington Batista de Andrade.

“Decidimos fazer a contação à tarde por ser uma atividade de contraturno para os alunos que estudam de manhã, mas nada impede que esse dia seja flexibilizado. Estamos pensando ainda em realizar as atividades em outro dia no período da manhã, para atender quem estuda à tarde”, explicou.

Ainda segundo ele, é fundamental que os pais apoiem seus filhos nessa fase da aprendizagem. “Fica o convite para os pais trazerem seus filhos, pois o projeto além de ser uma opção de lazer, é um reforço para a fase em que as crianças estão aprendendo a ler, isso reforça as atividades da escola e desperta o prazer pela leitura”, concluiu.

A biblioteca Monteiro Lobato funciona atualmente na sede provisória da Casa da Cultura, que fica na Praça da Igreja Matriz. A nova sede da Casa da Cultura está sendo construída na Rua Monsenhor Rabelo, 09, Centro.