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Triunfo ensina como preservar a história

Por Nill Júnior

Foto 1: recorte do casario de Triunfo;

Fotos 2 e 3: reforma de prédio para escritório de contabilidade preservando características originais;

Fotos 4 e 5: Arruado Dr. Cordeiro, em ruínas no ano de 2012, foi objeto de acordo de restauração entre os proprietários em uma CPI.

Essa semana que passou foi marcada pelo debate em torno do casario histórico de cidades do Pajeú. Um dos exemplos que merecem destaque indiscutivelmente é Triunfo, a mais bela cidade da região.

Além do melhor IDH da região,  é uma das 20 cidades mais lindas do Brasil segundo pesquisa com mais de 10 mil participantes para a Revista Bula, especializada em turismo. Numa lista que tem ainda Gramado, Pomerode, Teresópolis, Paraty, Bento Gonçalves, Florianópolis, Triunfo, no Pajeú, apareceu na 19ª posição.

Hoje gerida pelo prefeito Luciano Bonfim (AVANTE), a cidade teve como vereador e presidente da Câmara, além de prefeito no ciclo anterior, João Batista (AVANTE).

O blog quis saber como Triunfo tem conseguido preservar o casario histórico.

“Aqui fizemos leis rígidas, até uma CPI quando eu era vereador para apurar responsabilidades acerca da deteriorização de determinados prédios históricos. Houve ajuste de conduta com determinados comerciantes que insistiam em mudar as fachadas e embargamos até judicialmente construções não aprovadas pela FUNDARPE, que nos ajuda tecnicamente na preservação”.

“No início houve resistência, um ou outro descumprimento, mas hoje comemoramos quatro anos sem nenhum prédio histórico vir abaixo ou ter sua fachada modificada. O centro histórico é todo tombada e ainda existem vários edifícios isolados tombados também”, acrescentou.

Ele deu como exemplo um casarão na Avenida José Bezerra em Triunfo sendo restaurado para funcionamento de um escritório de contabilidade com total respeito ao seu formato original, aprovação e fiscalização da FUNDARPE e Prefeitura. “A aprovação dos projetos de reforma passa por uma análise rigorosa, inclusive de técnicos da FUNDARPE”.

Outro, da restauração de todo um conjunto arquitetônico objeto de acordo na CPI da Câmara da qual foi relator em 2012. “Arruado Dr. Cordeiro, em ruínas no ano de 2012 foi objeto de acordo de restauração entre os proprietários e a CPI. Hoje encontra-se totalmente restaurado e abriga museu, escritório comercial e restaurante”. Ele finaliza acrescentando que Triunfo há um tempo cuida de seu patrimônio histórico com leis municipais da década de 80, de iniciativa do ex-vereador Carlos Ferraz, de 2000, com sua autoria e o Plano Diretor da cidade, aprovado em 2005 com regras duras de preservação do centro histórico. Viva Triunfo!

Outras Notícias

Representantes de cidades cobertas pelo 23º BPM participaram de reunião estratégica em Afogados

A convite do comandante do 23º BPM, Tenente Coronel Cláudio Magnes Sobreira Guimarães e da subcomandante, Major Mirelle Cândida de Oliveira, representantes, aconteceu em Afogados da Ingazeira uma reunião com representantes de municípios cobertos pela AIS-20.  A reunião teve como objetivo discutir estratégias e a interlocução dos órgãos de segurança com as prefeituras, visando estabelecer […]

A convite do comandante do 23º BPM, Tenente Coronel Cláudio Magnes Sobreira Guimarães e da subcomandante, Major Mirelle Cândida de Oliveira, representantes, aconteceu em Afogados da Ingazeira uma reunião com representantes de municípios cobertos pela AIS-20. 

A reunião teve como objetivo discutir estratégias e a interlocução dos órgãos de segurança com as prefeituras, visando estabelecer horários de funcionamento nos bares, além da implantação de câmeras de vigilância próximas a esses estabelecimentos. Além disso, foram abordadas ações de articulação com o Conselho Tutelar para coibir a presença irregular de crianças nesses locais.

Participaram da reunião, entre outros, o advogado Allan, que representou o município de Brejinho; o secretário de Cultura de Itapetim, Ailson Alves, o secretário de gabinete de São José do Egito, Roberto Sampaio; o secretário de Administração de Iguaracy, Marcos Melo; e o vice-prefeito de Afogados da Ingazeira, Daniel Valadares. As informações são do blog do Marcello Patriota.

Mais de 350 animais são devolvidos à Floresta Nacional do Tapajós

Ação foi realizada pelo ZOOFIT/UNAMA em parceria com o Ibama, Instituto Chico Mendes e Corpo de Bombeiros  O Zoológico das Faculdades Integradas do Tapajós (ZOOFIT/UNAMA), junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e 4º Grupamento de Bombeiros Militar  realizaram, nesta quarta-feira […]

ser-educacional-unama-fit-jacares-tambem-foram-devolvidos-a-naturezaAção foi realizada pelo ZOOFIT/UNAMA em parceria com o Ibama, Instituto Chico Mendes e Corpo de Bombeiros 

O Zoológico das Faculdades Integradas do Tapajós (ZOOFIT/UNAMA), junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e 4º Grupamento de Bombeiros Militar  realizaram, nesta quarta-feira (14), a liberação de 351 animais. Eles estavam no processo de reabilitação no zoológico localizado no município de Santarém, Oeste do Estado do Pará e agora voltam para o seu habitat natural, a Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós).

Este tipo de atividade é realizada com os animais aptos a serem devolvidos para a mata nativa depois de passar pelos procedimentos médicos e biológicos. Todo o processo de readaptação dura em torno de três a seis meses, de acordo com o estado clínico.

Durante a ação, foram disponibilizados um caminhão do Corpo de Bombeiros, caminhonetes do Ibama, ICMBio e do ZOOFIT/UNAMA, que carregaram répteis, aves e mamíferos. Entre as espécies soltas estavam 28 Jacarés Tingas; 81 Jabutis Pata Vermelha; 11 Jacarés Coroa; 06 cágados de Barbicha; 100 Tartarugas; 04 Pitiús; 89 Tracajás; 26 Aperema; 01 Onça Jaguatirica; 01 Preguiça Real e 05 Marrecos. A ação da reintrodução na natureza durou cinco horas e meia do zoológico até os ramais no 67km, 72km e 86km da Flona do Tapajós.

“Todos os animais de cativeiro trazidos por órgãos ambientais, precisam passar por um processo de reabilitação. Porém esse procedimento não é tão simples. Soltar um animal aleatoriamente sem preparo adequado ou área previamente definida pode gerar uma adversidade no processo de soltura, haja vista que o animal foi submetido a estresse por presença humana e alimentação domesticada”  ressalta o responsável técnico e biólogo do ZOOFIT/UNAMA.

Para o especialista em anfíbios e répteis, o herpetólogo do curso de Biologia da FIT/UNAMA, Hipócrates Chalkidis, a ação de soltura é extremamente benéfica, porque se trata de animais com estado de saúde atestado por veterinários do zoológico, especialmente nos primeiros cuidados, nas avaliações clínicas. “A soltura não pode ser feita de qualquer forma, há todo um estudo prévio pra saber quais as espécies que residem em determinado local, quais os principais predadores, presas, para que esses animais reintroduzidos tenham a capacidade de se manter no local sem interferência. Não podemos soltar um predador em um local onde não há presas, pois ele vai procurar outros locais para se alimentar. A Floresta Nacional do Tapajós tem um banco de dados com informações sobre fauna e nos permite dizer que lá foi o melhor local para fazer esta liberação”, ressalta.

O Projeto do ZOOFIT/UNAMA trabalha na recuperação de animais desde 1993, a partir da necessidade de abrigar de forma adequada os animais da fauna e flora amazônica que chegavam para estudos no curso de Ciências Biológicas das Faculdades Integradas do Tapajós (ZOOFIT/UNAMA). Inicialmente, o zoológico estava instalado na área da faculdade, mas atualmente ocupa uma área de 147 hectares, cedida em comodato pelo 8º Batalhão de Engenharia e Construção (8ºBEC) e tem em seu ambiente mais de 300 espécies identificadas entre aves, mamíferos e répteis.

Alepe aprova reajuste no piso dos professores em Pernambuco

A atualização no piso dos professores da rede pública estadual foi aprovada em Primeira Discussão, nesta quinta-feira (10), pelo Plenário da Alepe. Conforme o Projeto de Lei Complementar, o aumento será de 12,84% para os valores mínimos de salário, que passarão de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,15 por 200 horas-aula; e de R$ 1.918,36 para […]

A atualização no piso dos professores da rede pública estadual foi aprovada em Primeira Discussão, nesta quinta-feira (10), pelo Plenário da Alepe. Conforme o Projeto de Lei Complementar, o aumento será de 12,84% para os valores mínimos de salário, que passarão de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,15 por 200 horas-aula; e de R$ 1.918,36 para R$ 2.164,67 por 150 horas-aula. A medida será retroativa ao dia 1º de janeiro de 2020, conforme a Lei do Piso Nacional.

O acréscimo aplica-se apenas às faixas salariais da carreira que estavam abaixo do piso de 2020 – as demais seguem com valor inalterado. Em justificativa anexada à matéria, o Governo do Estado afirma que o aumento não poderia contemplar toda a categoria por determinação do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus ( Lei Complementar nº 173), que proíbe, até o fim de 2021, a concessão de qualquer tipo de reajuste ou benefício salarial que não seja fruto de decisão judicial transitada em julgado ou estabelecida em lei anterior. 

A matéria recebeu 29 votos favoráveis e 12 contra. Houve, ainda, uma abstenção. Rejeitaram o PLC 1720 os deputados Alberto Feitosa (PSC), Alessandra Vieira (PSDB), Álvaro Porto (PTB), Antonio Coelho (DEM), Doriel Barros (PT), Dulci Amorim (PT), João Paulo (PCdoB), Juntas (PSOL), Priscila Krause (DEM), Romero Sales Filho (PTB), Teresa Leitão (PT) e Wanderson Florêncio (PSC).

Uma alternativa ao projeto do Governo foi apresentada por Teresa Leitão, que propôs emenda obrigando a carreira dos professores a seguir a proporção definida na Lei Estadual nº 11.559/1998. Isso faria com que o incremento do piso se refletisse em toda a categoria. A modificação, contudo, foi rejeitada por inconstitucionalidade na Comissão de Justiça, entendimento que foi referendado pelo Plenário nesta tarde, com votos contrários da bancada petista.

Durante a discussão da matéria, Teresa Leitão voltou a defender que o restante da categoria fosse contemplado. A posição foi acompanhada pelos deputados Doriel Barros e Dulci Amorim. 

Já o deputado Tony Gel (MDB) reiterou que a LC 173 não dá brecha a qualquer reajuste além do piso. Para o líder do Governo, deputado Isaltino Nascimento (PSB), só é possível, no momento, contemplar os 5 mil professores que ganham abaixo do piso: “Deveríamos levar essa discussão para o Congresso Nacional, que poderia reverter a proibição”.

Em resposta, Teresa Leitão registrou que a LC 173 foi editada em maio, enquanto o novo valor do piso estava definido desde janeiro. Por fim, os deputados João Paulo (PCdoB) e Antonio Fernando (PSC) defenderam que mudanças na carreira dos docentes estaduais para impedir o achatamento de salários devem ser negociadas com a categoria no futuro. 

Justiça suspende propagandas da reforma da Previdência

Veja A Justiça Federal do Distrito Federal determinou nesta quarta-feira que todas as peças de propaganda da reforma da Previdência, cujo mote é “Combate aos Privilégios”, sejam suspensas “nas mais diversas mídias e suportes em que vêm sendo publicadas”, sob pena de multa diária de 50.000 reais. A decisão da juíza federal Rosimayre Gonçalves de […]

Veja

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou nesta quarta-feira que todas as peças de propaganda da reforma da Previdência, cujo mote é “Combate aos Privilégios”, sejam suspensas “nas mais diversas mídias e suportes em que vêm sendo publicadas”, sob pena de multa diária de 50.000 reais.

A decisão da juíza federal Rosimayre Gonçalves de Carvalho, da 14ª Vara Federal do Distrito Federal, é liminar e atendeu a um pedido da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) e da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco).

Na propaganda, o governo afirma que “tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo” e que “com a reforma, servidores públicos ou não terão regras equivalentes”. Anfip e Fenafisco argumentaram à Justiça que a campanha não é “informativa”, que servidores públicos foram “usados indevidamente” na propaganda e alvos “de uso político como mote para a aprovação de uma reforma cruel e draconiana”.

A juíza federal Rosemayre Carvalho concordou com a reclamação e classificou a campanha como “genuína propaganda de opção política governamental que objetiva conduzir a população à aceitação da reforma da previdência, tal como idealizada pelo Executivo”. “Para tanto, lançou-se mão de recurso publicitário com mensagem que, aparentemente, refoge aos vetores definidos constitucionalmente, notadamente por usar como recurso de convencimento a desqualificação de parte dos cidadãos brasileiros, unicamente por integrarem a categoria de servidores públicos”, afirma a magistrada.

Ainda conforme a magistrada, a campanha “leva a população brasileira a acreditar que o motivo do déficit previdenciário é decorrência exclusiva do regime jurídico do funcionalismo público”.

Após a decisão liminar, o presidente da Anfip, Floriano Sá Neto, classificou a propaganda oficial como “difamatória contra os servidores públicos” e a reforma da Previdência como “ilegítima”. “Começa a ser feita justiça. A Justiça Federal de Brasília deu a primeira sentença a nível de Brasil e estaremos acompanhando para que ela seja cumprida”, declarou Sá Neto, por meio de vídeo.

Ineficiência energética: após Ingazeira e Iguaracy, apagão atinge bairros de Tuparetama 

Na Coluna do Domingão, do blog, neste domingo (25), uma voz de indignação ecoa entre os moradores de Tuparetama. Após enfrentarem mais de 24 horas de cortes quase ininterruptos no fornecimento de energia, a revolta se instaura não apenas nas ruas da cidade, mas também nos lares afetados pela negligência da NEOENERGIA. A situação, que […]

Na Coluna do Domingão, do blog, neste domingo (25), uma voz de indignação ecoa entre os moradores de Tuparetama. Após enfrentarem mais de 24 horas de cortes quase ininterruptos no fornecimento de energia, a revolta se instaura não apenas nas ruas da cidade, mas também nos lares afetados pela negligência da NEOENERGIA. A situação, que já havia afligido Ingazeira e Iguaracy anteriormente, atinge um novo ápice de descontentamento.

Nos relatos que chegam, a falta de energia foi sentida de maneira severa no Bairro Vila Bom Jesus, onde a rotina foi drasticamente interrompida. A ineficiência e a demora em resolver o problema deixaram marcas profundas, traduzidas em prejuízos materiais e transtornos cotidianos para os moradores afetados.

Agora, mais do que nunca, emerge uma questão crucial: a privatização da Compesa. Em meio a falhas recorrentes no fornecimento de energia, cresce o coro daqueles que defendem uma mudança radical no modelo de gestão dos serviços públicos. Contudo, diante do cenário caótico enfrentado pela população, surgem questionamentos sobre a capacidade das empresas privadas de oferecerem uma solução efetiva e de qualidade.

A situação não se restringe apenas a Tuparetama. Bairros em São José do Egito também iniciaram a relatar problemas no fornecimento de energia, evidenciando uma crise que se estende para além dos limites municipais.

Enquanto as famílias afetadas contabilizam os danos e os transtornos causados pela falta de energia, o debate sobre a privatização da Compesa ganha ainda mais relevância. Resta saber se essa medida seria de fato a solução para os problemas enfrentados pela população ou se é necessário um esforço conjunto entre poder público e empresas concessionárias para garantir um serviço digno e eficiente para todos.