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Tristeza e desencanto: como pensam aqueles que não apoiam nem Lula, nem Bolsonaro

Por André Luis

Do jornal O Globo

Foco dos pré-candidatos à corrida eleitoral de 2026, brasileiros que manifestam resistências hoje tanto ao presidente Lula (PT), quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstram tristeza com as atuais condições de vida e desencanto com opções já postas no tabuleiro político.

Dados da última pesquisa Genial/Quaest, segundo a qual um a cada três eleitores não se vê representado na polarização, e de uma análise qualitativa do projeto Plaza Publica, voltado às preferências de parte dessa população, indicam que os “nem Lula, nem Bolsonaro” oscilam entre o desconhecimento das ações do governo e a rejeição a pautas caras ao bolsonarismo, embora se aproximem de um perfil mais à direita.

Na pesquisa Quaest, 33% dos entrevistados afirmam “não ter posicionamento” quando questionados sobre suas preferências políticas, percentual similar ao dos que se veem mais à esquerda ou mais à direita. O grupo dos “nem, nem” é formado majoritariamente por mulheres e por pessoas com renda intermediária, em geral acima da faixa atendida pelo Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), segundo cruzamento de dados feito pela Quaest a pedido do GLOBO.

Embora o índice de reprovação a Lula neste grupo seja similar à média geral da pesquisa, 40% avaliam o governo como “regular” — diferentemente do quadro mais amplo do eleitorado, no qual preponderam as avaliações negativas. O grupo, no entanto, tem maior tendência a ver a gestão Lula como “igual” à de Bolsonaro e se mostra menos otimista, proporcionalmente, com os rumos da economia.

A visão negativa vai ao encontro das impressões colhidas em uma recente pesquisa qualitativa do projeto Plaza Publica, conduzido por Eduardo Sincofsky, da consultoria de pesquisas Nox, e Paulo Cidade, da Havine. O levantamento, realizado com grupos de eleitores do Rio e de São Paulo no início de abril, teve como filtro inicial eleitores que votaram ou em Lula ou em Bolsonaro nas últimas eleições, mas que hoje também se dizem indecisos para 2026.

Alto custo de vida

Segundo os pesquisadores, os entrevistados têm mostrado descontentamento com o governo desde as rodadas iniciais do estudo, em janeiro. A diferença é que a percepção negativa sobre a própria vida se agravou desde então, com a avaliação de que “está caro para comer, não tem segurança e a qualidade de vida está um lixo”, segundo a descrição de um ex-eleitor de Lula, de 45 anos.

Outro homem, de 26 anos, que votou em Bolsonaro nas duas últimas eleições, diz que “pensa em dar um voto de confiança” a outro nome, por sentir que “acontece sempre a mesma coisa” com opções já testadas. Os resultados não são generalizáveis, por se tratar de uma pesquisa qualitativa, mas ajudam a sinalizar tendências.

— As pessoas estão desencantadas com a política. Eu diria que há uma fadiga emocional e comunicacional com Lula, mas a direita não consegue ter um candidato natural por ora — afirma Sincofsky.

Paulo Cidade acrescenta: — A esquerda tem um líder que não consegue ter um domínio dessa situação. Na direita, existe um eleitorado mais de direita que está buscando um líder.

Os focos da pesquisa foram trabalhadores autônomos e informais, um dos principais segmentos que compõem o grupo de indecisos e que tem atraído a atenção de diferentes alas do espectro político. Ao lançar no ano passado o programa “Acredita”, voltado a beneficiários de programas sociais que desejam se tornar MEIs (microempreendedores individuais), Lula afirmou que o PT precisa “aprender que o mundo mudou” e que “parte da sociedade não quer ter carteira assinada”.

Aliados de Bolsonaro, por sua vez, têm criticado propostas de regulamentação de serviços de aplicativo sob a alegação de que isso extinguiria esses trabalhos.

Segundo os pesquisadores, há nos entrevistados um discurso que se aproxima do “empreendedorismo de subsistência”, em que a busca pelo trabalho autônomo se mistura à insatisfação com o mercado formal e com programas tidos como assistencialistas. “Cansei da cultura de escassez, de que somos pobres e precisamos sempre de ajuda”, afirmou um dos participantes, um homem de 24 anos.

Professora da Universidade de Dublin, a antropóloga Rosana Pinheiro-Machado afirma que o desencanto é algo representativo desse grupo, que também tem se mostrado por fora das proposições de políticas públicas que poderiam atingi-los. Dados da Quaest sugerem, por exemplo, que 53% dos sem posicionamento político não sabiam do envio ao Congresso da proposta de isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil, uma das apostas do governo para atingir esse segmento. É, numericamente, o maior índice entre os grupos divididos por preferência política.

— São grupos que têm muita frustração com a perda de poder de compra. Ao mesmo tempo, há uma grande aspiração, um desejo de ser cidadão, de ter visibilidade. Isso faz com que o Estado e a política sejam vistos com muito descrédito — avalia a antropóloga.

O movimento favorece a adesão a um discurso anti-establishment propagado por nomes próximos da direita, mas que aderem a uma roupagem dissociada do bolsonarismo, diz Esther Solano, socióloga e professora da Unifesp: — Esse grupo não se sente representado pela esquerda e pelo bolsonarismo tradicional, que já está também envelhecido, não só nos personagens, mas nos discursos. Então, aparecem nomes como o do (ex-coach) Pablo Marçal, que representa a lógica empreendedora e consegue seduzir pela possibilidade de vida.

Pauta de costumes

A qualitativa do Plaza Publica identificou menções positivas a Marçal e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); em geral, porém, esses comentários só surgiram quando os participantes foram estimulados a falar sobre figuras políticas.

Na área de costumes, os entrevistados teceram críticas à pauta identitária e ao “politicamente correto”, alvos do bolsonarismo, mas criticaram a postura de Bolsonaro e manifestaram apoio às prisões de envolvidos no 8 de Janeiro. Houve, ainda assim, ressalvas à atuação do Supremo Tribunal Federal neste caso. O cientista político Antonio Lavareda vê o comportamento eleitoral dos “nem, nem” em aberto:

— Esse eleitor lida com uma realidade material que não é boa e um sistema político que não entrega satisfação, o que cola mais no discurso da direita de hoje. Por outro lado, é alguém preocupado com questões imediatas, e que decidirá seu voto na hora H, a depender dos competidores.

Outras Notícias

Praça em Carnaíba homenageará Anchieta Santos

O prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota assinou o decreto 0019/2022, que denomina de Praça Anchieta Santos a praça praça localizada na Vila São Geraldo. Anchieta Santos era natural de Carnaíba. Ele faleceu em 10 de setembro passado em virtude de um câncer no cérebro, foi um dos profissionais mais respeitados da história da Rádio Pajeú.  […]

O prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota assinou o decreto 0019/2022, que denomina de Praça Anchieta Santos a praça praça localizada na Vila São Geraldo.

Anchieta Santos era natural de Carnaíba. Ele faleceu em 10 de setembro passado em virtude de um câncer no cérebro, foi um dos profissionais mais respeitados da história da Rádio Pajeú.  Iniciando sua vida na radiodifusão na década de 70, ficou responsável pela formação de muitos profissionais e também pela migração para o rádio notícia, marca da Pajeú até hoje.

No futebol foi narrador esportivo, tendo também transmitido jogos de futebol do município. Foram várias transmissões de campeonatos locais e de equipes como o Juventude local.

Nos anos 80, especialmente em 1983,  imprimiu sua marca a programas como o Rádio Repórter Pajeú e Grande Jornal Falado. Passou por outras emissoras como A Voz do Sertão, Liberdade de Caruaru, Rádio Jornal Caruaru, Rádio Clube de Pernambuco, Cardeal Arcoverde e recentemente Cidade FM de Tabira. Mas nunca escondeu seu grande amor e identidade com a Rádio Pajeú.

 

O Blog e a História: quem os prefeitos do Pajeú apoiaram em 2022 e as voltas que a política dá

Uma curiosidade sobre as eleições de 2022 foi amplamente documentada pelo blog, principalmente no segundo turno das eleições. Quando Raquel foi com Marília ao segundo turno do pleito,  a maioria dos prefeitos do Pajeú era ligada ao PSB. O partido orientou o voto em Marília Arraes,  mas os resquícios de um primeiro turno turbulento entre […]

Uma curiosidade sobre as eleições de 2022 foi amplamente documentada pelo blog, principalmente no segundo turno das eleições.

Quando Raquel foi com Marília ao segundo turno do pleito,  a maioria dos prefeitos do Pajeú era ligada ao PSB. O partido orientou o voto em Marília Arraes,  mas os resquícios de um primeiro turno turbulento entre ela e a candidatura de Danilo Cabral e o pragmatismo,  já que Raquel liderou todas as pesquisas do segundo turno, jogaram muitos prefeitos no apoio à então tucano, fortalecendo e ajudando a fazê-la governadora.

Já em 3 de outubro, a primeira liderança a declarar voto em Raquel foi o então prefeito de Carnaíba,  Anchieta Patriota. Mas não ficou só. Outros socialistas apoiaram a então tucana. Em Afogados,  houve a histórica divisão entre Sandrinho Palmeira,  que apoiou Raquel,  e José Patriota,  que ficou com Marília.

Também estavam no PSB e apoiaram a atual governadora Djalma Alves (Solidão), Zeinha Torres (Iguaracy), Luciano Torres (Ingazeira), Evandro Valadares (São José do Egito) Marconi Santana (Flores). Segundo somaram a nomes como Márcia Conrado (PT-Serra Talhada), Gilson Bento (Brejinho e Republicanos) e Nicinha Melo (MDB de Tabira).

Adelmo Moura apoiou Marília de pronto,  pois Anderson Torres apoiou Raquel no dois turnos. Uma curiosidade,  hoje muito cobrado por estar com Raquel,  Flávio Marques apoiou Marília Arraes naquela eleição.

Depois da eleição,  em 23 de novembro de 2022, o blog noticiou: Prefeitos que apoiaram Raquel no Pajeú alinham pautas para futuro governo.

Dizia o texto: prefeitos do Pajeú que apoiaram Raquel Lyra na região do Pajeú se reuniram em Serra Talhada para discutir uma agenda conjunta e apresentar à gestora eleita de forma sincronizada.

Além da anfitriã Márcia Conrado, participaram Marconi Santana, prefeito de Flores; Luciano Torres, prefeito de Ingazeira; Zeinha Torres, prefeito de Iguaracy; Sandrinho Palmeira, prefeito de Afogados da Ingazeira; Anchieta Patriota, prefeito de Carnaíba; e Djalma Alves, prefeito de Solidão.

Do grupo de apoio, apenas a prefeita de Tabira, Nicinha Melo não compareceu. Não se sabe se foi convidada.

“Uma manhã de muita conversa sobre as prioridades dos municípios nos próximos anos que serão alinhadas com a governadora eleita Raquel Lyra”, destacou a prefeita Marcia.

A ideia nasceu da necessidade de evitar atropelos, com um se adiantando ao outro, e fazer uma agenda conjunta, com pleitos políticos e administrativos unificados pelo grupo.

O afastamento

Com o tempo,  parte dos prefeitos,  como Anchieta Patriota, Luciano Torres e Sandrinho Palmeira se afastou da governadora pelo alinhamento histórico com o PSB e também reclamando falta de apoio. Em novembro de 2025, Anchieta Patriota reclamou ingratidão: “a governadora foi cruel com a gente”.

Uma parte se filiou à legenda da governadora e mudou de palanque,  como Zeinha Torres e Marconi Santana. Márcia Conrado seguiu no PT e passou a apoiar João Campos. São as voltas que a política dá.

Joaquim Levy fora ou mantido na pasta? Assunto da tarde…

O site da revista Veja afirma que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, preparou uma carta de demissão e deve apresentar o pedido ainda nesta sexta-feira (16) à presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo a publicação, aliados do auxiliar e ministros da petista contam, no entanto, com a possibilidade de que a gestora peça para ele […]

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O site da revista Veja afirma que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, preparou uma carta de demissão e deve apresentar o pedido ainda nesta sexta-feira (16) à presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo a publicação, aliados do auxiliar e ministros da petista contam, no entanto, com a possibilidade de que a gestora peça para ele permanecer no cargo e conduzir uma transição para um novo ministro, uma vez que ainda não há um nome definido para assumir o posto.

O estopim para a decisão teria sido a insistência do ex-presidente Lula (PT) em “fritá-lo” e a falta de empenho do Governo Federal em aprovar a CPMF, imposto que é considerado vital para o ajuste das contas de 2016.

Segundo a publicação, o tom da carta de Levy é cordial e neutro, mas que pessoas próximas não descartam a possibilidade de, após a conversar com Dilma, o ministro da Fazenda permanecer no posto mais um pouco.

Já segundo o Brasil 247, a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda negou informação divulgada pela coluna Radar, da jornalista Vera Magalhães, de que o ministro Joaquim Levy teria preparado uma carta de demissão para entregar à presidente Dilma Rousseff em reunião nesta sexta-feira 16.

Segundo apuração do jornal Valor Econômico, o ministro não tem intenção de deixar o cargo, embora as críticas persistentes do PT e do ex-presidente Lula estivessem incomodando Levy.

Diante da notícia sobre a permanência do ministro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acelerou ganhos nesta tarde. Pela manhã, o mercado reagia à informação de que Levy deixaria o cargo, diante de críticas e da dificuldade de colocar o ajuste fiscal em prática.

Itapetim: Aline Karina se reúne com o SEBRAE para discutir geração de emprego e renda 

A prefeita de Itapetim, Aline Karina, recebeu nesta segunda-feira (13), Rossana Webster, gerente do SEBRAE, e Leila Monte, analista da instituição, em uma reunião que contou com a presença da Diretora de Juventude e Empreendedorismo, Maria Rayssa. O encontro discutiu iniciativas para o município, envolvendo a geração de emprego, renda e oportunidades para os itapetinenses, […]

A prefeita de Itapetim, Aline Karina, recebeu nesta segunda-feira (13), Rossana Webster, gerente do SEBRAE, e Leila Monte, analista da instituição, em uma reunião que contou com a presença da Diretora de Juventude e Empreendedorismo, Maria Rayssa.

O encontro discutiu iniciativas para o município, envolvendo a geração de emprego, renda e oportunidades para os itapetinenses, especialmente para os jovens.

Entre as pautas abordadas está a ampliação dos cursos do Programa Qualifica Itapetim, o fortalecimento das associações de produtores de leite e dos apicultores, a instalação de fábricas de confecção na cidade, além da realização da Feira de Empreendedorismo e da Exposição de Caprinos e Ovinos.

Anúncio de obras

Além das parcerias com o SEBRAE, a prefeita Aline anunciou, na última semana, o início de obras de infraestrutura e saúde: a construção da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria Limeira, o calçamento da rua lateral à UBS do Distrito de São Vicente e o calçamento da Rua Zulmira Cordeiro, no Distrito de Piedade do Ouro.

“Continuamos firmes no compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento do nosso município, trazendo oportunidades e melhorando ainda mais a qualidade de vida da nossa população”, ressaltou a prefeita.