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Transportes escolares são vistoriados pelo Detran em todo o Estado

Por Nill Júnior

O Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran) deu início no último dia 4, ao processo de vistorias nos veículos responsáveis pelo transporte escolar de crianças e adolescentes em todo o estado. De acordo com a instituição, em Pernambuco, cerca de 1500 veículos estão registrados com habilitação para realizar o serviço, que já completa um ano. O Departamento é o primeiro do País a reservar os sábados para realizar as vistorias dos veículos de transporte escolar. As informações são da Folha PE.

Nas cidades da Região Metropolitana, o órgão reserva os sábados exclusivamente para vistoriar os veículos escolares, das 8h às 16h, na Unidade de Táxi e Coletivos (DUAT) do órgão, localizado na BR 101, bairro da Iputinga (zona Oeste de Recife).

Já no interior, a vistoria de escolares ocorre, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h, em uma das 23 Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) Especiais, a exemplo de Caruaru, Petrolina, Vitória de Santo Antão, Garanhuns, Arcoverde e Afogados da Ingazeira.

Os veículos de Transporte Escolar precisam, no início de cada semestre, efetuar, de forma gratuita, a vistoria junto ao DETRAN-PE para terem permissão de realizar esta atividade. Nas cidades de Recife, Caruaru, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e Petrolina, além da vistoria do DETRAN, o veículo de transporte escolar deve possuir documentação que comprove sua regularização junto à Prefeitura.

As vistorias serão feitas até 01 de fevereiro, sempre aos sábados. “Essa medida leva em conta o fato de a maior parte dos veículos de transporte escolar do Estado estar localizada na RMR”, explicou o Diretor de Atendimento do Detran-PE, Sérgio Lins.

Aprovação

Para ser aprovado na inspeção, o veículo deve estar registrado na categoria de passageiro, apresentar uma faixa horizontal na cor amarela, com quarenta centímetros de largura, à meia altura em toda a extensão das partes laterais e traseira do veículo, com o nome ESCOLAR em preto. No caso de veículo de carroceria pintada na cor amarela, as cores devem ser invertidas. Além do equipamento registrador instantâneo de velocidade (Tacógrafo), o transporte escolar deve possuir todos os requisitos e equipamentos obrigatórios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

Apenas motoristas habilitados na categoria “D” e com idade acima de 21 anos podem dirigir esse tipo de transporte. A licença também só é concedida a condutores que tenham sido aprovados em um curso especializado e que não tenham cometido quaisquer infrações grave ou gravíssima ou que não sejam reincidentes em infrações médias durante os últimos 12 meses. De acordo com o artigo 230 ¬ do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir o veículo sem portar a autorização para condução de escolares é infração grave, gerando multa de R$ 127,69 e a retenção do veículo até a regularização.

Documentação necessária para expedição da autorização ou confirmação:

-Requerimento padrão preenchido, datado e assinado pelo proprietário
-CRV original e cópia
-CRLV do exercício quitado original e cópia;
-Carteira de Identidade e CPF, originais e cópias;
-CNH (categoria D) original e cópia;
-Cópia do CGC com validade (pessoa jurídica);
-Para transporte escolar no Recife, Caruaru, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e Petrolina, apresentar documentação que comprove regularidade junto à Prefeitura.
-Certificado de aprovação no curso de Formação de Condutor de Transporte Escolar ou a referida atualização, se não constar no registro da Habilitação.

Condições do veículo para aprovação:

-Registro como veículo de passageiros;
– Inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança
-Pintura de faixa horizontal na cor amarela, com quarenta centímetros de largura, à meia altura, em toda a extensão das partes laterais e traseiras da carroceria, com dístico ESCOLAR em preto, sendo que, em caso de veículo de carroceria pintada na cor amarela, as cores aqui indicadas devem ser invertidas;
-Equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e de tempo;
-Lanterna de luz branca, fosca ou amarela disposta nas extremidades da parte superior dianteira e lanternas de luz vermelha disposta na extremidade superior da traseira;
-Cintos de segurança em número igual à lotação;
-Outros requisitos e equipamentos obrigatórios estabelecidos pelo CONTRAN.

Confira os pontos de atendimento:

1. Para Região Metropolitana do Recife
Unidade de Controle de Táxi e Coletivos (DUAT)
Rua Professor Joaquim Cavalcanti, 859 – Iputinga
Horário de atendimento: 8h às 16h

2. Para o Interior:
Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) Especiais – Goiana, Vitória de Santo Antão, Limoeiro, Carpina, Timbaúba, Caruaru, Garanhuns, Gravatá, Belo Jardim, Arcoverde, Afogados da Ingazeira, Araripina, Ouricuri, Pesqueira, Petrolina, Serra Talhada e Salgueiro.
Horário de atendimento: 8h às 13h

Outras Notícias

Raquel rebate acusação de “gabinete do ódio” e expõe relação anterior entre João Campos e Amizadai

Governadora reagiu às acusações sobre uma suposta rede de ataques digitais e divulgou imagens antigas em que João Campos aparece enviando uma mensagem a Amizadai e à família dele. A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais para contestar as acusações envolvendo a existência de uma suposta estrutura […]

Governadora reagiu às acusações sobre uma suposta rede de ataques digitais e divulgou imagens antigas em que João Campos aparece enviando uma mensagem a Amizadai e à família dele.

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais para contestar as acusações envolvendo a existência de uma suposta estrutura de ataques digitais ligada ao Governo de Pernambuco. Na publicação, ela questiona a relação entre João Campos (PSB) e Amizadai, citado na reportagem exibida pelo Jornal da Record.

“Mentira tem perna curta”, escreveu Raquel na legenda.

No vídeo, a publicação afirma que João tem apresentado Amizadai como responsável por ataques contra ele, mas sustenta que os dois mantinham uma relação anterior. Para embasar a acusação, é exibido um vídeo antigo no qual João envia uma mensagem de felicitações pela chegada da filha de Amizadai e Poliana.

“Mandar um abraço para a Poliana e a Amizadai pela chegada da pequena Giovana. Que Deus possa abençoar com muita luz, com muita saúde a família de vocês”, diz João na gravação recuperada pela publicação.

O material divulgado por Raquel também afirma que uma empresa ligada a Amizadai recebeu recursos da Prefeitura do Recife durante a gestão de João Campos. No vídeo apresentado pela governadora, não são detalhados os contratos, valores ou períodos desses pagamentos.

“Toda essa história surge justamente quando o João cai nas pesquisas. Essa história está muito mal contada. Que amizade é essa, afinal?”, questiona a publicação.

A manifestação ocorre após a reportagem da Record revelar gravações em que Amizadai fala sobre uma rede de perfis na internet e sobre reuniões com integrantes do Governo do Estado para “desidratar” adversários políticos. João Campos afirmou posteriormente que o material reforçava denúncias que vinha fazendo sobre um suposto “gabinete do ódio” e anunciou medidas jurídicas.

Raquel já havia negado qualquer participação na estrutura mencionada pela Record e afirmou que o servidor citado na reportagem foi exonerado do Governo de Pernambuco.

Assista ao vídeo divulgado por Raquel Lyra no Instagram do Blog do Nill Júnior, no perfil @nill_jr.

Vídeo: Reprodução/Instagram

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João Campos chama tática de Raquel Lyra de bolsonarista

SBT News O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista ao SBT News, que a estratégia adotada pela principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), tem características do bolsonarismo e da extrema-direita. O ex-prefeito do Recife também atribuiu parte da queda de sua candidatura nas pesquisas de […]

SBT News

O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista ao SBT News, que a estratégia adotada pela principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), tem características do bolsonarismo e da extrema-direita.

O ex-prefeito do Recife também atribuiu parte da queda de sua candidatura nas pesquisas de intenção de voto a uma série de ataques que, segundo ele, são coordenados há mais de um ano e meio contra sua imagem nas redes sociais.

João Campos disse ainda que “toda a direita pernambucana e o bolsonarismo” estão reunidos no palanque de Raquel Lyra. A declaração ocorre em meio à disputa pela liderança nas pesquisas eleitorais: levantamentos recentes apontaram uma inversão no cenário, com a governadora passando à frente do candidato do PSB.

Durante a entrevista, Campos voltou a acusar o governo estadual de manter uma estrutura de ataques contra adversários políticos, que teria utilizado recursos públicos. A Frente Popular de Pernambuco anunciou nesta quinta medidas judiciais e administrativas para apurar as denúncias relacionadas à suposta existência de um “gabinete do ódio” dentro da estrutura do governo.

A campanha de Raquel Lyra contesta as acusações. Em nota, afirmou que o PSB estaria recorrendo a “velhas práticas” e substituindo o debate de propostas por acusações sem provas.

Segundo a campanha, as ações anunciadas por Campos seriam baseadas em uma denúncia sem comprovação. A defesa de Raquel afirma ainda que foi a própria governadora quem determinou a exoneração imediata do servidor citado nas denúncias e a apuração dos fatos.

A campanha declarou que pretende recorrer à Justiça contra o que considera “mentiras” e afirmou que a governadora seguirá concentrada em apresentar resultados e trabalhar pela população de Pernambuco.

Campos fala em ataques coordenados

João Campos afirmou que os ataques contra ele começaram depois de sua reeleição para a Prefeitura do Recife, quando obteve quase 80% dos votos. Segundo o candidato, a ofensiva teria sido estruturada para promover sua “desidratação política”.

“Há mais de um ano e meio, eu venho sendo vítima recorrente de ataques criminosos por uma rede de ódio que comete calúnia, difamação e que supostamente é financiada por recursos públicos”, afirmou.

O candidato citou uma reportagem que, segundo ele, revelou a atuação de um servidor federal cedido ao governo de Pernambuco. Campos afirmou que o servidor teria relatado participação na coordenação de ataques contra ele e reuniões com integrantes do governo estadual.

Para o candidato, a situação precisa ser investigada pela Justiça Eleitoral, pela Controladoria-Geral da União (CGU), pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pelo Ministério Público e pelos órgãos de controle estaduais.

Campos também rejeitou a possibilidade de que as medidas tenham como objetivo retirar Raquel Lyra da disputa eleitoral. Segundo ele, a intenção é garantir investigação e responsabilização de eventuais envolvidos.

“A gente não tá aqui para perseguir absolutamente ninguém. Agora, a gente não tá aqui para sofrer e ser vítima de violência”, disse.

Campos afirmou que o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, a partir desta sexta-feira (28), será uma oportunidade para apresentar ao eleitorado suas propostas e resultados obtidos durante a gestão do Recife.

Direita no palanque de Raquel

Ao ser questionado sobre a estratégia para recuperar eleitores identificados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que atualmente optam por Raquel Lyra, Campos voltou a explorar a divisão política entre os dois palanques.

O candidato afirmou que sua aliança com Lula representa não apenas uma parceria eleitoral, mas uma convergência de pautas e projetos.

“Eu tenho muito orgulho do time que está comigo, do presidente que eu apoio, do partido que eu presido”, disse.

Em seguida, afirmou que a direita pernambucana está concentrada na candidatura adversária.

“Toda a direita pernambucana e o bolsonarismo tá reunido no palanque da nossa adversária”, declarou.

Campos disse que, de um lado, está o “campo democrático progressista” e, do outro, a direita e o bolsonarismo. Para ele, os ataques dos quais afirma ser vítima também teriam características de movimentos de extrema direita.

“Isso é exatamente o que você vê em regimes autoritários”, afirmou.

Lula em Pernambuco

João Campos também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá participar da campanha em Pernambuco. Segundo ele, a presença do presidente está sendo organizada pela direção nacional da campanha de acordo com a estratégia eleitoral.

O candidato afirmou que Lula tem papel importante na formação da Frente Popular de Pernambuco e na consolidação dos apoios partidários à sua candidatura.

Campos aposta ainda no vínculo político com o presidente para atrair eleitores lulistas que, segundo as pesquisas, atualmente estão divididos entre ele e Raquel Lyra.

Durante a entrevista, Campos se esquivou de responder se sonha em disputar a Presidência da República e afirmou que seu objetivo imediato é governar Pernambuco.

Ele também declarou acreditar na reeleição de Lula em 2026 e projetou uma eventual participação na construção da sucessão presidencial em 2030.

“Eu tenho o sonho de poder governar Pernambuco e de poder fazer o melhor mandato que alguém pode fazer no Estado”, afirmou.

O candidato disse ainda que, caso seja eleito, pretende governar Pernambuco ao mesmo tempo em que Lula comandaria o país em um eventual quarto mandato.

Na Globo, Lula critica atuação da imprensa na Lava Jato. “PowerPoint mentiroso”

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, voltou a criticar a cobertura da imprensa sobre os processos que levaram à sua prisão e afirmou, em sabatina no Jornal Nacional, que não esqueceu um “PowerPoint mentiroso” contra ele. O petista se referiu a uma apresentação feita pelo promotor Deltan Dallagnol durante as investigações da Lava Jato, […]

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, voltou a criticar a cobertura da imprensa sobre os processos que levaram à sua prisão e afirmou, em sabatina no Jornal Nacional, que não esqueceu um “PowerPoint mentiroso” contra ele.

O petista se referiu a uma apresentação feita pelo promotor Deltan Dallagnol durante as investigações da Lava Jato, mas o jornalista assumiu que se tratava de outro “PowerPoint” –o que associava o ex-metalúrgico ao caso Master, responsável por uma grave crise nos bastidores da GloboNews.

O candidato à reeleição elevou o tom contra a imprensa brasileira, dizendo que lhe deviam desculpas pela cobertura sobre o seu julgamento na Lava Jato e a sua prisão. Ele também mencionou o ex-juiz Sérgio Moro.

“A imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu uma mentira e nunca reconheceu que contou uma mentira”, iniciou ele, que provocou uma reação de Renata Vasconcellos. “O Jornalismo da Globo cumpriu a sua obrigação de noticiar os fatos”, respondeu a jornalista.

“A imprensa sabe que produziu um monstro mentiroso como Moro e Dallagnol”, disse ele, relembrando ainda o episódio em que o promotor fez uma apresentação o colocando como centro do escândalo da Lava Jato. “Eu não esqueço do powerpoint mentiroso contra mim”, disse ele.

Tralli, então, fez menção a outro episódio. “Em relação a essa questão do powerpoint, nós seguimos nossos princípios editoriais e fizemos a devida retratação. Peço que a gente siga com a entrevista”, confundiu-se o âncora, em referência ao episódio ocorrido durante o Estúdio i.

A GloboNews viveu bastidores tensos na época. A exibição da arte que associava o banqueiro Daniel Vorcaro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT, no Estúdio i em março de 2026, instaurou o terror nos corredores do canal de notícias da Globo.

No telão foi projetada uma imagem chamada Conexões de Daniel Vorcaro, com uma estrutura similar ao PowerPoint de Deltan Dallagnol que tentava ligar Lula a Lava Jato.

O conteúdo foi rechaçado nas redes sociais até por ex-jornalistas da Globo, como a repórter Neide Duarte. Reclamou-se, principalmente, da ausência das conexões do ex-dono do Banco Master com nomes da direita, como o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central.

Três dias depois, Andréia Sadi leu um texto em que a GloboNews pedia desculpas pelo material apresentado. A apresentadora do Estúdio i justificou que o material estava “errado e incompleto”, mas não deu mais detalhes.

O vídeo do programa foi alterado no Globoplay. Agora, contém o aviso de que “foi modificado em sua versão web para correção de erro”. Por volta de 1 hora de programa, há um corte brusco no material.

“Quem é Osmarzinho?”: jingle de 2016 reaparece, viraliza e vira caso de Justiça

Música criada durante a eleição municipal de Cocal dos Alves voltou a circular como meme nacional; em 2016, conteúdo provocou reação pública da campanha e disputa na Justiça Eleitoral “Quem é? Quem é?”. Se você passou pelas redes sociais nos últimos dias, há uma boa chance de o algoritmo já ter apresentado Osmarzinho. Um jingle […]

Música criada durante a eleição municipal de Cocal dos Alves voltou a circular como meme nacional; em 2016, conteúdo provocou reação pública da campanha e disputa na Justiça Eleitoral

“Quem é? Quem é?”. Se você passou pelas redes sociais nos últimos dias, há uma boa chance de o algoritmo já ter apresentado Osmarzinho. Um jingle eleitoral criado há dez anos contra o então candidato à Prefeitura de Cocal dos Alves, no Piauí, voltou a circular e transformou uma disputa municipal de 2016 em um dos memes políticos de 2026.

Osmarzinho é Osmar de Sousa Vieira, de 57 anos, comerciante e ex-prefeito de Cocal dos Alves, município com pouco mais de 6 mil habitantes. Ele governou a cidade entre 2017 e 2024, após vencer duas eleições consecutivas.

Foi justamente durante a primeira campanha, em 2016, que adversários criaram o jingle que agora ganhou alcance nacional. Em ritmo acelerado de forró e axé, a música utiliza perguntas e respostas para apresentar uma série de acusações contra Osmarzinho e integrantes de sua família.

Dez anos depois, o contexto eleitoral original praticamente desapareceu das publicações. O áudio passou a acompanhar memes e vídeos nas redes sociais, despertando a curiosidade de milhares de usuários sobre quem seria o personagem citado repetidamente na música.

E não, o jingle não foi criado por inteligência artificial. A música realmente circulou pelas ruas de Cocal dos Alves durante a campanha eleitoral de 2016.

Na época, porém, a recepção foi bem diferente do tom de humor que domina as redes hoje. Uma pessoa que integrou a campanha de Osmarzinho relatou posteriormente que o episódio foi considerado “muito traumático” pelo grupo político.

Segundo esse relato, a música era reproduzida em carros de som pelas localidades do município, levando a campanha de Osmarzinho a organizar uma resposta pública. Veículos também passaram a circular pelas ruas com mensagens afirmando que as acusações eram falsas e caluniosas.

A disputa chegou à Justiça Eleitoral. Em um dos episódios relatados, um motorista responsável por reproduzir a resposta da campanha teria passado com o volume muito baixo. A situação foi levada ao Judiciário, e houve determinação para que o carro voltasse a circular com o áudio em volume adequado.

Ou seja, o que em 2026 virou meme e piada nacional, em 2016 foi tratado como arma de campanha e provocou reação direta dos atingidos.

Jingle não impediu vitória nas urnas

Apesar da ofensiva dos adversários, Osmarzinho venceu aquela eleição. Ele recebeu 51,73% dos votos válidos, contra 48,27% de Ivan (PDT), uma diferença de apenas 151 votos.

Quatro anos depois, Osmar conquistou a reeleição e permaneceu à frente da prefeitura até dezembro de 2024.

O ex-prefeito não disputa as eleições de 2026, mas sua família continua presente na política. O sobrinho Wodson Vieira (PT) venceu a eleição municipal de 2024, com 70,10% dos votos válidos, e atualmente administra Cocal dos Alves.

O irmão de Osmarzinho, Rubens Vieira (PT), é deputado estadual e disputa a reeleição neste ano.

Acusações do jingle não devem ser tratadas como fatos

A música faz diferentes acusações contra Osmarzinho e familiares, envolvendo desde supostos desvios de recursos públicos até episódios da vida pessoal.

A viralização, porém, exige uma distinção importante: as afirmações feitas no jingle nasceram como material de uma disputa eleitoral e não podem ser tratadas como fatos comprovados apenas porque aparecem na letra.

Um dos episódios mencionados envolve um atropelamento ocorrido quando Osmarzinho era jovem, que resultou na morte de uma criança. Segundo informações publicadas sobre o caso, tratou-se de um episódio fortuito, com prestação de socorro.

Separadamente, existe uma investigação mais recente relacionada à gestão do ex-prefeito. O Ministério Público Federal instaurou, em novembro de 2025, um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades em informações sobre matrículas da rede municipal inseridas em sistemas do Inep e do Ministério da Educação referentes a 2023.

A apuração investiga se o número de estudantes matriculados em tempo integral teria sido artificialmente elevado, o que poderia ter impacto nos repasses do Fundeb ao município.

A existência do inquérito não significa comprovação de irregularidade e também não confirma as acusações feitas no jingle de 2016.

Viralização foi parar na Justiça

O que começou como uma música de campanha municipal e reapareceu como meme nacional acabou chegando novamente ao Judiciário.

A juíza Elvanice Pereira de Sousa Frota Gomes, da 4ª Vara Cível da Comarca de Teresina, determinou que publicações indicadas por Osmarzinho no processo sejam retiradas do Facebook, Instagram e TikTok.

A decisão alcança a Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, e a ByteDance Brasil, responsável pelo TikTok. As empresas também devem impedir a reutilização do áudio nas publicações abrangidas pela determinação.

Foi estabelecido prazo de 24 horas após a intimação para cumprimento, com multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

Uma década depois de não conseguir impedir Osmarzinho de chegar à prefeitura, o jingle encontrou um segundo turno que ninguém previa: o das redes sociais. Desta vez, porém, a disputa saiu dos carros de som de uma cidade de 6 mil habitantes e chegou ao feed do país inteiro.

Fontes: G1 Piauí, Congresso em Foco e Hugo Gloss

Imagem: Reprodução

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Marília mantém liderança isolada na disputa pelo Senado, aponta nova pesquisa Múltipla

Pedetista aparece seis pontos à frente do segundo colocado e mantém primeira posição registrada pelo instituto em agosto Marília Arraes (PDT) segue na liderança da disputa pelo Senado em Pernambuco. Pesquisa do Instituto Múltipla divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Portal Ricardo Antunes mostra a pedetista na primeira colocação, com 18% das intenções de voto, seis […]

Pedetista aparece seis pontos à frente do segundo colocado e mantém primeira posição registrada pelo instituto em agosto

Marília Arraes (PDT) segue na liderança da disputa pelo Senado em Pernambuco. Pesquisa do Instituto Múltipla divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Portal Ricardo Antunes mostra a pedetista na primeira colocação, com 18% das intenções de voto, seis pontos à frente do senador Humberto Costa (PT), que aparece com 12%. Eduardo da Fonte (PP) e Mendonça Filho (PL) vêm bem atrás, com 7% cada.

No novo levantamento, além de manter a liderança, Marília registra 50% mais intenções de voto que o segundo colocado e aparece com mais que o dobro das intenções de Eduardo da Fonte e Mendonça Filho, que dividem a terceira posição.

O resultado confirma a posição de Marília à frente da corrida pelas duas vagas ao Senado já apontada pelo Múltipla no levantamento divulgado em 12 de agosto. Na ocasião, ela também ocupava isoladamente o primeiro lugar, com 27%, seguida por Humberto, com 19%, Mendonça, com 15%, e Eduardo da Fonte, com 14%.

O Múltipla ouviu 900 eleitores pernambucanos entre os dias 22 e 24 de agosto. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-01370/2026.