Sábado, um grupo de deportados pelo governo Donald Trump, dos Estados Unidos para o Brasil, chegou a Manaus algemado e com os pés acorrentados, conforme mostraram imagens registradas na saída e na chegada do avião.
Oficiais americanos queriam manter os brasileiros deportados algemados e acorrentados até a chegada de outro avião vindo dos Estados Unidos. No entanto, o Ministério da Justiça não autorizou a continuidade do uso das algemas, já que se tratam de cidadãos livres em território brasileiro, sendo uma questão de soberania nacional.
E esse é só o começo das ações adotadas pelo novo governante americano. O mais curioso é que a grande maioria das medidas protecionistas do líder republicano devem afetar grande parte dos interesses econômicos do Brasil.
Trump prometeu que os americanos pagarão menos impostos. E defendeu que os outros países é que deverão bancar a conta, com a criação de tarifas a produtos estrangeiros, sob comando do Departamento de Eficiência governamental, a cargo de Elon Musk. No caso do Brasil, qualquer relação econômica que venha a sugerir queda de braço com os americanos corre sério risco de ceder a novas barreiras tarifárias. Mesmo a matéria prima rigorosamente produzida no país pode sofrer com a nova política de Trump, ultra protecionista.
Vale lembrar que, em pleno governo Bolsonaro, Trump taxou o aço brasileiro, prejudicando esse setor da economia, sob olhar passivo do presidente que mais chalerava Trump que seu próprio desgoverno.
O mais curioso é ver o Bolsonarismo agarrado com Trump, na esperança e devaneio, de que o presidente americano intervenha na soberania nacional. No primeiro mandato, o presidente até participou de algumas negociações buscando impor a vontade americana no mundo, mas respeitando as convenções internacionais e a soberania dos países.
Nesse balaio está também o agronegócio, o tal mercado e setores da economia que colocaram o bonezinho “Make America Great Again”, vestiram a bandeira americana e, assim como Bolsonaro, Nikolas, Gilson Machado e cia, se comportaram como lacaios, babões ante os símbolos do Tio Sam. Foi de dar vergonha.
Outra ironia é que, para parte desses setores trumpistas do empresariado, a salvação virá da China. Um artigo assinado por Kellen Severo para a Joven Pan diz que as tarifas americanas contra a China podem gerar efeitos positivos ao agro do Brasil em cadeias como soja e sorgo, por exemplo. O cenário parece favorável também para carnes e petróleo.
“O Brasil é o maior beneficiado pela disputa comercial entre Estados Unidos e China no mercado de soja. Durante a guerra comercial de 2018, as tarifas chinesas de 25% sobre a soja americana fizeram a participação do Brasil no mercado chinês saltar de 52% para 74%, enquanto os EUA recuaram para apenas 16%. A oportunidade de expansão existe, mas é limitada, pois já estamos em patamares historicamente altos”, diz.
Além da soja, o Brasil tem potencial para expandir as exportações de sorgo num cenário de piora da relação entre EUA e China. O mesmo pode ocorrer em relação à carne. Ou seja, para a tristeza dos setores da economia que torceram por Trump e serão afetados por ele, a salvação poderá vir de novo da China.
Advogado petista confirmou que, se justiça eleitoral deixar será o nome da oposição em Tabira em 2024 Por André Luis Em entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, nesta quinta-feira (03.08), o advogado Flávio Marques confirmou que seu nome está à disposição da oposição para disputar a Prefeitura de Tabira nas eleições […]
Advogado petista confirmou que, se justiça eleitoral deixar será o nome da oposição em Tabira em 2024
Por André Luis
Em entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, nesta quinta-feira (03.08), o advogado Flávio Marques confirmou que seu nome está à disposição da oposição para disputar a Prefeitura de Tabira nas eleições de 2024. Ele afirmou que seu nome está à disposição do partido e que a decisão será tomada de forma coletiva, após discussões internas com outros membros da oposição.
Ao ser questionado sobre sua situação jurídica, Flávio respondeu que enfrentou um processo eleitoral após a última eleição, mas está confiante de que a decisão será revertida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele alega que é mero beneficiário e não teve envolvimento nas irregularidades apontadas na ação que tornou ele e o ex-prefeito, Sebastião Dias inelegíveis.
Durante a entrevista, Flávio Marques também abordou alguns problemas enfrentados pela cidade sob a atual gestão da prefeita Nicinha Melo. Ele apontou a falta de obras e projetos de infraestrutura, como o não cumprimento de promessas na área da saúde e assistência social. Segundo Flávio, a falta de diálogo e coordenação dentro da gestão tem sido um dos principais obstáculos para o desenvolvimento do município.
“Com relação à saúde que foi um ponto-chave prometido na campanha que se teria melhorias aqui. Prometeram que a partir de 1º de janeiro teríamos parto sendo realizado no Hospital Municipal e até hoje, mais de 400 crianças já nasceram no Hospital Regional Emília Câmara em Afogados da Ingazeira, porque em Itabira não se teve o primeiro. A gente escuta agora, que até parto normal o município tem encaminhado para a unidade Regional”, destacou.
“Temos uma gestão que prometeu durante a campanha muita coisa e que até agora não cumpriu. Para se ter uma ideia, nós temos uma gestora que já tem aí dois anos e sete meses de mandato e até hoje ela nunca concedeu uma entrevista a uma emissora de rádio aqui no município ou até nos municípios vizinhos, ela nunca foi num programa para dizer a população o que fez, o que tá fazendo, o que não conseguiu fazer. Então é uma gestora que não se comunica. Tabira vive hoje uma situação de caos, administrativamente falando”, Completou Flávio.
Para o advogado, um ponto que merece destaque é que a gestão em Tabira é compartilhada. “Não tem alguém que coordene. Esposa e marido compartilham a gestão. um manda, outro vai lá e desmanda, um faz, outro desfaz e assim a população é quem sofre com esse desacerto dos dois à frente do executivo” afirmou Marques se referindo a interferência de Dinca Brandino, ex-prefeito e marido de Nicinha, na gestão. Muitos acreditam que na verdade quem manda é ele.
Questionado sobre outros possíveis nomes que poderiam encabeçar a chapa da oposição caso sua pré-candidatura não seja viabilizada, Flávio afirmou que essa discussão ainda não foi aberta e que será uma decisão tomada pelo grupo como um todo. Ele destacou que a oposição em Tabira sempre teve o costume de discutir e definir as candidaturas de forma coletiva.
“A gente não tem tratado disso. Agente só tem tido o plano A. Ainda não paramos para debater o plano B, ou o C. Enfim, porque isso vai ser uma construção de todo o grupo. A gente ainda precisa. Então são conversas que a gente ainda não iniciou e também acredito que não iniciaremos enquanto a gente não tiver uma definição desse processo no TSE”, afirmou Flávio.
Flávio Marques destacou a importância de um planejamento adequado e de uma oposição unida para enfrentar os desafios do processo eleitoral. Ele afirmou que o grupo está ciente das responsabilidades e pretende dialogar com a população para definir o melhor caminho para o futuro de Itabira.
Sobre a relação do deputado federal Carlos Veras com a prefeita Nicinha Melo, Flávio comentou que tem havido dificuldades na obtenção de recursos para o município. Ele acredita que a gestão precisa apresentar projetos e demandas de forma mais proativa para que o deputado possa direcionar as emendas de acordo com as necessidades do município.
Íntegra do discurso lido pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, na COP27, nesta quarta-feira, 16 de novembro. “Em primeiro lugar, quero agradecer a oportunidade de estar aqui no Egito, berço da civilização, que desempenhou um papel extraordinário na história da humanidade. Quero também agradecer o convite para participar da vigésima sétima Conferência das […]
Íntegra do discurso lido pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, na COP27, nesta quarta-feira, 16 de novembro.
“Em primeiro lugar, quero agradecer a oportunidade de estar aqui no Egito, berço da civilização, que desempenhou um papel extraordinário na história da humanidade.
Quero também agradecer o convite para participar da vigésima sétima Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Sinto-me especialmente honrado, porque sei que este convite não foi dirigido a mim, mas ao meu país.
Este convite, feito a um presidente recém-eleito antes mesmo de sua posse, é o reconhecimento de que o mundo tem pressa de ver o Brasil participando novamente das discussões sobre o futuro do planeta e de todos os seres que nele habitam.
O planeta que a todo momento nos alerta de que precisamos uns dos outros para sobreviver. Que sozinhos estamos vulneráveis à tragédia climática.
No entanto, ignoramos esses alertas. Gastamos trilhões de dólares em guerras que só trazem destruição e mortes, enquanto 900 milhões de pessoas em todo o mundo não têm o que comer.
Vivemos um momento de crises múltiplas – crescentes tensões geopolíticas, a volta do risco da guerra nuclear, crise de abastecimento de alimentos e energia, erosão da biodiversidade, aumento intolerável das desigualdades.
São tempos difíceis. Mas foi nos tempos difíceis e de crise que a humanidade sempre encontrou forças para enfrentar e superar desafios.
Precisamos de mais confiança e determinação. Precisamos de mais liderança para reverter a escalada do aquecimento.
Os acordos já finalizados têm que sair do papel.
Para isso, é preciso tornar disponíveis recursos para que os países em desenvolvimento, em especial os mais pobres, possam enfrentar as consequências de um problema criado em grande medida pelos países mais ricos, mas que atinge de maneira desproporcional os mais vulneráveis.
Senhores e senhoras
Estou hoje aqui para dizer que o Brasil está pronto para se juntar novamente aos esforços para a construção de um planeta mais saudável. De um mundo mais justo, capaz de acolher com dignidade a totalidade de seus habitantes – e não apenas uma minoria privilegiada.
O Brasil acaba de passar por uma das eleições mais decisivas da sua história. Uma eleição observada com atenção inédita pelos demais países.
Primeiro, porque ela poderia ajudar a conter o avanço da extrema-direita autoritária e antidemocrática e do negacionismo climático no mundo.
E também porque do resultado da eleição no Brasil dependia não apenas a paz e o bem estar do povo brasileiro, mas também a sobrevivência da Amazônia e, portanto, do nosso planeta.
Ao final de uma disputa acirrada, o povo brasileiro fez a sua escolha, e a democracia venceu. Com isso, voltam a vigorar os valores civilizatórios, o respeito aos direitos humanos e o compromisso de enfrentar com determinação a mudança climática.
O Brasil já mostrou ao mundo o caminho para derrotar o desmatamento e o aquecimento global. Entre 2004 e 2012, reduzimos a taxa de devastação da Amazônia em 83%, enquanto o PIB agropecuário cresceu 75%.
Infelizmente, desde 2019, o Brasil enfrenta um governo desastroso em todos os sentidos – no combate ao desemprego e às desigualdades, na luta contra a pobreza e a fome, no descaso com uma pandemia que matou 700 mil brasileiros, no desrespeito aos direitos humanos, na sua política externa que isolou o país do resto do mundo, e também na devastação do meio ambiente.
Não por acaso, a frase que mais tenho ouvido dos líderes de diferentes países é a seguinte:
“O mundo sente saudade do Brasil.”
Quero dizer que o Brasil está de volta.
Está de volta para reatar os laços com o mundo e ajudar novamente a combater a fome no mundo.
Para cooperar outra vez com os países mais pobres, sobretudo da África, com investimentos e transferência de tecnologia.
Para estreitar novamente relações com nossos irmãos latino-americanos e caribenhos, e construir junto com eles um futuro melhor para nossos povos.
Para lutar por um comércio justo entre as nações, e pela paz entre os povos.
Voltamos para ajudar a construir uma ordem mundial pacífica, assentada no diálogo, no multilateralismo e na multipolaridade.
Voltamos para propor uma nova governança global. O mundo de hoje não é o mesmo de 1945. É preciso incluir mais países no Conselho de Segurança da ONU e acabar com o privilégio do veto, hoje restrito a alguns poucos, para a efetiva promoção do equilíbrio e da paz.
No pronunciamento que fiz ao fim da eleição no Brasil, em 30 de outubro, ressaltei a importância de unir o país, que foi dividido ao meio pela propagação em massa de fake news e discursos de ódio.
Naquela ocasião, eu disse que não existem dois Brasis. Quero dizer agora que não existem dois planetas Terra. Somos uma única espécie, chamada Humanidade, e não haverá futuro enquanto continuarmos cavando um poço sem fundo de desigualdades entre ricos e pobres.
Precisamos de mais empatia uns com os outros. Precisamos construir confiança entre nossos povos. Precisamos nos superar e ir além dos nossos interesses nacionais imediatos, para que sejamos capazes de tecer coletivamente uma nova ordem internacional, que reflita as necessidades do presente e nossas aspirações de futuro.
Estou aqui hoje para reafirmar o inabalável compromisso do Brasil com a construção de um mundo mais justo e solidário.
Senhoras e senhores
A Organização Mundial da Saúde alerta que a crise climática compromete vidas e gera impactos negativos na economia dos países.
Segundo projeções da Organização, entre 2030 e 2050 o aquecimento global poderá causar aproximadamente 250 mil mortes adicionais ao ano – por desnutrição, malária, diarreia e estresse provocado pelo calor excessivo.
O impacto econômico de todo esse processo, apenas no que se refere aos custos de danos diretos à saúde, é estimado pela OMS entre 2 a 4 bilhões de dólares por ano até 2030.
Ninguém está a salvo.
Os Estados Unidos convivem com tornados e tempestades tropicais cada vez mais frequentes e com potencial destrutivo sem precedentes.
Países insulares estão simplesmente ameaçados de desaparecer.
No Brasil, que é uma potência florestal e hídrica, vivemos em 2021 a maior seca em 90 anos, e fomos assolados por enchentes de grandes proporções que impactaram milhões de pessoas.
A Europa enfrenta uma série de fenômenos meteorológicos e climáticos extremos em várias partes do continente – de incêndios devastadores a inundações que causam um número inédito de mortes.
Apesar de ser o continente com a menor taxa de emissão de gases do efeito estufa do planeta, a África também vem sofrendo eventos climáticos extremos.
Enchentes e secas no Chade, Nigéria, Madagascar e parte da Somália.
Elevação do nível dos mares, que num futuro próximo será catastrófica para as dezenas de milhões de egípcios que vivem no Delta do rio Nilo.
Repito: ninguém está a salvo. A emergência climática afeta a todos, embora seus efeitos recaiam com maior intensidade sobre os mais vulneráveis.
A desigualdade entre ricos e pobres manifesta-se até mesmo nos esforços para a redução das mudanças climáticas.
O 1 por cento mais rico da população do planeta vai ultrapassar em 30 vezes o limite das emissões de gás carbônico necessário para evitar que o aumento da temperatura global ultrapasse a meta de 1,5 grau centígrado até 2030.
Este 1 por cento mais rico está a caminho de emitir 70 toneladas de gás carbônico per capita por ano. Enquanto isso, os 50 por cento mais pobres do mundo emitirão, em média, apenas uma tonelada per capita, segundo estudo produzido pela ONG Oxfam e apresentado na COP 26.
Por isso, a luta contra o aquecimento global é indissociável da luta contra a pobreza e por um mundo menos desigual e mais justo.
Senhores e senhoras
Não há segurança climática para o mundo sem uma Amazônia protegida. Não mediremos esforços para zerar o desmatamento e a degradação de nossos biomas até 2030, da mesma forma que mais de 130 países se comprometeram ao assinar a Declaração de Líderes de Glasgow sobre Florestas.
Por esse motivo, quero aproveitar esta Conferência para anunciar que o combate à mudança climática terá o mais alto perfil na estrutura do meu governo.
Vamos priorizar a luta contra o desmatamento em todos os nossos biomas. Nos três primeiros anos do atual governo, o desmatamento na Amazônia teve aumento de 73 por cento.
Somente em 2021, foram desmatados 13 mil quilômetros quadrados.
Essa devastação ficará no passado.
Os crimes ambientais, que cresceram de forma assustadora durante o governo que está chegando ao fim, serão agora combatidos sem trégua.
Vamos fortalecer os órgão de fiscalização e os sistemas de monitoramento, que foram desmantelados nos últimos quatro anos.
Vamos punir com todo o rigor os responsáveis por qualquer atividade ilegal, seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.
Esses crimes afetam sobretudo os povos indígenas.
Por isso, vamos criar o Ministério dos Povos Originários, para que os próprios indígenas apresentem ao governo propostas de políticas que garantam a eles sobrevivência digna, segurança, paz e sustentabilidade.
Os povos originários e aqueles que residem na região Amazônica devem ser os protagonistas da sua preservação. Os 28 milhões de brasileiros que moram na Amazônia têm que ser os primeiros parceiros, agentes e beneficiários de um modelo de desenvolvimento local sustentável, não de um modelo que ao destruir a floresta gera pouca e efêmera riqueza para poucos, e prejuízo ambiental para muitos.
Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem provocar mais mudança climática. Faremos isso explorando com responsabilidade a extraordinária biodiversidade da Amazônia, para a produção de medicamentos e cosméticos, entre outros.
Vamos provar que é possível promover crescimento econômico e inclusão social tendo a natureza como aliada estratégica, e não mais como inimiga a ser abatida a golpes de tratores e motosserras.
Tenho o prazer de informar que logo após nossa vitória na eleição de 30 de outubro, Alemanha e Noruega anunciaram a intenção de reativar o Fundo Amazônia, para financiar medidas de proteção ambiental na maior floresta tropical do mundo.
O Fundo dispõe hoje de mais de 500 milhões de dólares, que estão congelados desde 2019, devido à falta de compromisso do governo atual com a proteção da Amazônia.
Estamos abertos à cooperação internacional para preservar nossos biomas, seja em forma de investimento ou pesquisa científica.
Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania.
Conjugar desenvolvimento e meio ambiente também é investir nas oportunidades criadas pela transição energética, com investimentos em energia eólica, solar, hidrogênio verde e bicombustíveis. São áreas nas quais o Brasil tem um potencial imenso, em particular no Nordeste brasileiro, que apenas começou a ser explorado.
Cuidar das questões ambientais também é melhorar a qualidade de vida e as oportunidades nos centros urbanos. Fornecer alternativas de meios de transporte com menor impacto ambiental.
Gerar empregos em indústrias menos poluentes na cadeia industrial da reciclagem, que melhora o aproveitamento das matérias primas, e no saneamento básico, que protege a nossa saúde e nossos rios cuidando da água, elemento indispensável para a vida.
A produção agrícola sem equilíbrio ambiental deve ser considerada uma ação do passado. A meta que vamos perseguir é a da produção com equilíbrio, sequestrando carbono, protegendo a nossa imensa biodiversidade, buscando a regeneração do solo em todos os nossos biomas, e o aumento de renda para os agricultores e pecuaristas.
Estou certo de que o agronegócio brasileiro será um aliado estratégico do nosso governo na busca por uma agricultura regenerativa e sustentável, com investimento em ciência, tecnologia e educação no campo, valorizando os conhecimentos dos povos originários e comunidades locais. No Brasil há vários exemplos exitosos de agroflorestas.
Temos 30 milhões de hectares de terras degradadas. Temos conhecimento tecnológico para torná-las agricultáveis. Não precisamos desmatar sequer um metro de floresta para continuarmos a ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo.
Este é um desafio que se impõe a nós brasileiros e aos demais países produtores de alimentos. Por isso estamos propondo uma Aliança Mundial pela Segurança Alimentar, pelo fim da fome e pela redução das desigualdades, com total responsabilidade climática.
Quero aproveitar a ocasião para garantir que o acordo de cooperação entre Brasil, Indonésia e Congo será fortalecido pelo meu governo.
Juntos, nossos três países detêm 52 por cento das florestas tropicais primárias remanescentes no planeta.
Juntos, trabalharemos contra a destruição de nossas florestas, buscando mecanismos de financiamento sustentável, para deter o avanço do aquecimento global.
Quero também propor duas importantes iniciativas, a serem apresentadas formalmente pelo meu governo, que se iniciará no dia primeiro de janeiro de 2023.
A primeira iniciativa é a realização da Cúpula dos Países Membros do Tratado de Cooperação Amazônica.
Para que Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela possam, pela primeira vez, discutir de forma soberana a promoção do desenvolvimento integrado da região, com inclusão social e responsabilidade climática.
A segunda iniciativa é oferecer o Brasil para sediar a COP 30, em 2025. Seremos cada vez mais afirmativos diante do desafio de enfrentar a mudança do clima, alinhados com os compromissos acordados em Paris e orientados pela busca da descarbonização da economia global.
Enfatizo ainda que em 2024 o Brasil vai presidir o G20. Estejam certos de que a agenda climática será uma das nossas prioridades.
Senhoras e senhores
Em 2009, os países presentes à COP 15 em Copenhague comprometeram-se em mobilizar 100 bilhões de dólares por ano, a partir de 2020, para ajudar os países menos desenvolvidos a enfrentarem a mudança climática.
Este compromisso não foi e não está sendo cumprido.
Isso nos leva a reforçar, ainda mais, a necessidade de avançarmos em outro tema desta COP 27: precisamos com urgência de mecanismos financeiros para remediar perdas e danos causados em função da mudança do clima.
Não podemos mais adiar esse debate. Precisamos lidar com a realidade de países que têm a própria integridade física de seus territórios ameaçada, e as condições de sobrevivência de seus habitantes seriamente comprometidas.
É tempo de agir. Não temos tempo a perder. Não podemos mais conviver com essa corrida rumo ao abismo.
Se pudermos resumir em uma única palavra a contribuição do Brasil neste momento, que essa palavra seja aquela que sustentou o povo brasileiro nos tempos mais difíceis: Esperança.
A esperança combinada com uma ação imediata e decisiva, pelo futuro do planeta e da humanidade.
Presidente nacional da sigla, Eurípedes Gomes, virá para o Estado com o intuito de conversar com o ex-deputado Do Blog da Folha Com o objetivo de turbinar seu projeto eleitoral em Pernambuco, o PROS vem reforçando suas hostes para formar uma chapa proporcional para deputado federal forte nas eleições deste ano. A primeira aquisição foi […]
Presidente nacional da sigla, Eurípedes Gomes, virá para o Estado com o intuito de conversar com o ex-deputado
Do Blog da Folha
Com o objetivo de turbinar seu projeto eleitoral em Pernambuco, o PROS vem reforçando suas hostes para formar uma chapa proporcional para deputado federal forte nas eleições deste ano. A primeira aquisição foi o deputado federal João Fernando Coutinho, que assumirá o comando da sigla no Estado oficialmente no próximo sábado. Ele já trabalha para atrair quadros para a legenda, mas a direção nacional aposta em outro nome forte para o projeto: o deputado federal João Paulo. Para isso, o presidente nacional da sigla, Eurípedes Gomes, virá ao Estado para conversar com o petista e tentar convencê-lo a ingressar nas fileiras do PROS.
“João Paulo é um quadro apto a concorrer a qualquer quadro. Fizemos o convite a ele. Sempre há o diálogo entre o PROS e João Paulo. Caso ele aceite, estamos mais que dispostos a recebê-lo”, afirmou Felipe Espírito Santo, presidente da Fundação da Ordem Social, considerado braço-direito do presidente. Ele confirmou a conversa do presidente nacional com João Paulo, nos próximos dias. O pré-candidato ao Senado da sigla, Antônio Souza, ajuda no diálogo a partir da sua proximidade com o petista.
Em contato com a reportagem, João Paulo minimizou o encontro. Segundo ele, a agenda não é para tratar de mudança partidária. Ele disse que terá ainda outras conversas com dirigentes como o ex-prefeito Renildo Calheiros, do PCdoB, mas para tratar de assuntos variados e não a sua filiação.
Neste mês, João Paulo pediu licença do PT, após o aprofundamento de desgastes internos. Em entrevista ao site Roberta Jungmann, logo após o pedido, o ex-prefeito afirmou que “por enquanto, não sai” da legenda. Nos bastidores, há rumores de insatisfação com ataques pessoais sofridos pelo ex-deputado por correligionários, o que expôs as fraturas internas da legenda. O motivo é a divisão entre os que apoiam uma candidatura própria e os que defendem o apoio ao PSB nas próximas eleições estaduais.
Insatisfação
Enquanto o ex-prefeito João Paulo não define seu destino. O PROS trabalha para reforçar seus quadros no Estado. Com a filiação de João Fernando Coutinho, o partido ficou mais próximo da base do governador Paulo Câmara. Antes, Antônio Souza chegou a conversar com a Rede para apoiar a candidatura ao Governo do Estado do ex-prefeito Júlio Lóssio. Contudo, o esforço de Coutinho esbarra na insatisfação de alguns filiados com a falta de abertura de diálogo pelo Palácio das Princesas.
Um dirigente da sigla de menor patente, em reserva, afirma que o partido está disposto a apoiar a Frente Popular, mas a sigla precisa ter reciprocidade do aliado.
Atualmente, a sigla conversa com os partidos da chapinha formada por PP, PCdoB, Solidariedade e PDT para a coligação federal. O grupo avalia que é possível fazer, pelo menos, 7 parlamentares federais no próximo pleito.
Outra chapa está sendo montada para deputado estadual. Nas conversas, estão, pelo menos, seis deputados de mandato que procuraram os dirigentes da legenda.
No próximo sábado, o PROS fará a posse da sua nova direção em Pernambuco. João Fernando Coutinho assumirá o comando da legenda.
Por Anchieta Santos Diante da reclamação de moradores de áreas isoladas pelas últimas chuvas nas proximidades da barragem de Ingazeira, o Coordenador estadual do DNOCS Marcos Rueda enviou nota à produção dos programas Rádio Vivo e Cidade Alerta comunicando que uma reunião foi realizada na última segunda-feira dia 16 de abril para tratar do assunto. Na […]
Diante da reclamação de moradores de áreas isoladas pelas últimas chuvas nas proximidades da barragem de Ingazeira, o Coordenador estadual do DNOCS Marcos Rueda enviou nota à produção dos programas Rádio Vivo e Cidade Alerta comunicando que uma reunião foi realizada na última segunda-feira dia 16 de abril para tratar do assunto.
Na oportunidade ficou determinado pela Coordenadoria o imediato levantamento da real situação, identificando as localidades com problemas de acesso, estradas bloqueadas e de comprovados isolamentos da população local, para que sejam adotadas providencias necessárias para a solução dos problemas, minimizando maiores transtornos para a população.
Informa Rueda que a Barragem de Ingazeira encontra-se em plena execução, tendo, em março de 2018 atingido um percentual de 82% de suas obras concluídas. Ao termino das obras, a barragem beneficiará aproximadamente 36 mil habitantes, atendendo diretamente aos municípios de Ingazeira, Tuparetama, São Jose do Egito e Tabira.
A reunião que tratou das notícias veiculadas sobre o isolamento das famílias aconteceu na segunda-feira na sede do DNOCS em Recife com participações da Coordenação Estadual do DNOCS em PE, membros da Comissão de Fiscalização e Comissão de Desapropriação do DNOCS, representante da Geothechnique Consultoria e Engenharia LTDA, empresa responsável pela Supervisão e Acompanhamento das Obras da Barragem da Ingazeira.
O município de Serra Talhada atingiu 100% da meta de vacinação do grupo prioritário contra o vírus influenza. Nesta quarta-feira (05), a Secretaria Municipal de Saúde divulgou o resultado da campanha, sendo 19.302 doses aplicadas, o que corresponde a 100,08% de cobertura vacinal. No grupo prioritário, que é definido pelo Ministério da Saúde, estão crianças […]
O município de Serra Talhada atingiu 100% da meta de vacinação do grupo prioritário contra o vírus influenza.
Nesta quarta-feira (05), a Secretaria Municipal de Saúde divulgou o resultado da campanha, sendo 19.302 doses aplicadas, o que corresponde a 100,08% de cobertura vacinal.
No grupo prioritário, que é definido pelo Ministério da Saúde, estão crianças a partir de seis meses e menores de cinco anos de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), idosos acima de 60 anos, profissionais da saúde, profissionais da educação que estejam atuando, população privada de liberdade e portadores de doenças crônicas.
“Assim como no ano passado, Serra Talhada conseguiu vacinar 100% do grupo prioritário da campanha, um resultado que é fruto do trabalho intensivo de prevenção realizado pela equipe de saúde do município, que esteve engajada durante toda campanha, orientando as pessoas acerca da importância da vacinação como arma contra a gripe, para que nosso município fique livre da doença, e esse esforço valeu a pena”, comemorou Karla Medeiros, coordenadora municipal do Programa Nacional de Imunização – PNI.
Doses disponíveis
A Secretaria de Saúde informa à população que ainda há doses disponíveis no Centro Municipal de Saúde e postos de saúde para quem desejar se vacinar.
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