Notícias

“Terra arrasada” para salvar a própria pele: os Bolsonaro e a traição ao Brasil

Por André Luis

Por André Luis – Repórter do blog

Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (18), o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro deixou escapar, talvez de forma bem enfática, a confissão mais honesta da estratégia da família Bolsonaro diante das investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao ser questionado sobre a operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump contra o Brasil, Eduardo respondeu:

“Se houver o cenário de terra arrasada, pelo menos eu estarei vingado desses ditadores de toga.”

Não é uma frase qualquer. É uma ameaça velada, com tons autoritários, de quem prefere ver o Brasil mergulhado no caos a enfrentar a Justiça. Mais do que isso, é uma demonstração de que, diante da possibilidade de responsabilização, os Bolsonaro estão dispostos a tudo – até a sabotar as instituições e o país – para salvar a própria pele.

Durante anos, o discurso bolsonarista foi sustentado por uma retórica de “amor à pátria”, “defesa da liberdade” e “combate à corrupção”. Mas agora que os olhos da Justiça se voltam para dentro do próprio clã, caem as máscaras. A pátria que tanto juraram defender só serve se estiver ajoelhada aos seus interesses. As instituições que diziam respeitar devem ser destruídas se ousarem cobrar explicações.

A fala de Eduardo Bolsonaro revela não só desespero, mas também desprezo pela estabilidade democrática. Fala-se em “vingança”, não em Justiça. Em “terra arrasada”, não em diálogo. Em “ditadores de toga”, enquanto pedem apoio a um Donald Trump que também responde por crimes graves em seu país. A retórica é a mesma: transformar qualquer tentativa de responsabilização criminal em perseguição política. Um velho truque dos que querem posar de mártires enquanto conspiram nos bastidores para sabotar a democracia.

E há um dado ainda mais revelador: Eduardo admite que, se tudo der errado, pelo menos ele se sentirá “vingado”. Vingado de quem? De que? Do Supremo que cumpriu seu papel constitucional? Da democracia que não reelegeu seu pai? Do povo brasileiro que ousou discordar?

O que está em jogo aqui não é apenas uma disputa política. É o futuro do Estado de Direito. A cada declaração agressiva, a cada tentativa de desacreditar a Justiça, a família Bolsonaro se afasta mais do papel de liderança política e se aproxima do comportamento típico de quem tenta evitar julgamento a qualquer custo – mesmo que isso signifique trair os próprios eleitores, destruir a ordem institucional e jogar o país numa crise ainda mais profunda.

Diante da gravidade das acusações e do avanço das investigações, o que se espera de um verdadeiro patriota é responsabilidade, compromisso com a verdade e respeito à Constituição. Mas os Bolsonaro, em vez disso, dobram a aposta no confronto, incitam seus seguidores e ameaçam arrastar o país para o abismo.

Não é patriotismo. É sobrevivência política travestida de discurso nacionalista. E nesse teatro, quem paga a conta é o Brasil.

Outras Notícias

PP desviou R$ 358 milhões dos cofres da Petrobras, diz procurador-geral

Do Correio Braziliense O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o esquema de corrupção sustentado pelo PP na Petrobras, que tinha como principais operadores o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, desviou R$ 357,9 milhões dos cofres da estatal, entre 2006 e 2014 – 161 atos de corrupção em […]

Rodrigo Janot, procurador-geral da República
Rodrigo Janot, procurador-geral da República

Do Correio Braziliense

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o esquema de corrupção sustentado pelo PP na Petrobras, que tinha como principais operadores o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, desviou R$ 357,9 milhões dos cofres da estatal, entre 2006 e 2014 – 161 atos de corrupção em 34 contratos, 123 aditivos contratuais e quatro transações extrajudiciais. O balanço está descrito na denúncia contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR) oferecida ao Supremo Tribunal Federal. Segundo a acusação formal do Ministério Público, doações oficiais à legenda ocultaram propina

O PP é o primeiro partido a ter seu esquema de corrupção devassado pela força-tarefa da Lava Jato. A investigação em Curitiba concentra seus trabalhos também na atuação do PT e do PMDB no esquema. As três legendas, conforme o Ministério Público Federal, agiam como controladoras de áreas estratégicas da Petrobras, por meio do controle de diretorias, e beneficiárias diretas de desvios.

“Os valores ilícitos destinavam-se não apenas aos diretores da Petrobras, mas também aos partidos políticos e aos parlamentares responsáveis pela indicação e manutenção daqueles nos cargos”, disse Janot na denúncia contra Meurer que ainda será analisada pelo Supremo.

A propina era repassada aos políticos “de maneira periódica e ordinária, e também de forma episódica e extraordinária, sobretudo em épocas de eleições ou de escolhas das lideranças.” “Em épocas de campanhas eleitorais eram realizadas doações ‘oficiais’, devidamente declaradas, pelas construtoras ou empresas coligadas, diretamente para os políticos ou para o diretório nacional ou estadual do partido respectivo”, afirmou Janot. “Em verdade, (as doações) consistiam em propinas pagas e disfarçadas do seu real propósito.”

A linha acusatória da Procuradoria é a mesma da força-tarefa da Lava Jato, que vai, neste ano, acionar na Justiça, via ação cível pública, os partidos por desvios na Petrobras. Até agora, só pessoas físicas foram imputadas.

Além das doações oficiais como forma de ocultar propina, a Procuradoria diz que ao menos outras três formas eram usadas: entregas em dinheiro em espécie levadas por “mulas” que escondiam as notas no corpo, transferências eletrônicas ou pagamentos de propriedades e remessas para contas no exterior.

Peça-chave. O doleiro Alberto Youssef foi a peça-chave nessa sistemática de desvios e corrupção do PP na Petrobras, disse Janot. Ao menos R$ 62 milhões desse montante pago pelas empreiteiras ficaram ocultos em contas de empresas de fachada e de firmas que forneciam notas frias para a “lavanderia de dinheiro” do doleiro, responsável por administrar um verdadeiro “caixa de propinas do PP”.

 

Dêva Pessoa lança pré-candidatura para voltar à Prefeitura de Tuparetama

O ex-prefeito Dêva Pessoa lançou ontem, segunda-feira (24) sua pré-candidatura para voltar à Prefeitura de Tuparetama. O pré-candidato também lançou uma plataforma digital para construção do plano de governo. “Cada tuparetamense terá a oportunidade de contribuir para o avanço da nossa cidade”, frisou. Dêva foi eleito prefeito em 2012 e em 2016 concorreu à reeleição, […]

O ex-prefeito Dêva Pessoa lançou ontem, segunda-feira (24) sua pré-candidatura para voltar à Prefeitura de Tuparetama.

O pré-candidato também lançou uma plataforma digital para construção do plano de governo.

“Cada tuparetamense terá a oportunidade de contribuir para o avanço da nossa cidade”, frisou.

Dêva foi eleito prefeito em 2012 e em 2016 concorreu à reeleição, no entanto foi derrotado por Sávio Torres, que será mais uma vez seu adversário.

Arcoverde: Centro de Inclusão abre inscrições para o Curso de Costura Industrial

A Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Arcoverde, através do Centro de Inclusão, abre na segunda-feira, dia 18 de setembro, as inscrições para o curso de Costureiro Industrial. A iniciativa é uma parceria com o Governo do Estado, através do Programa Novos Talentos, Senai e Prefeitura de Arcoverde. O curso tem uma carga horária […]

A Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Arcoverde, através do Centro de Inclusão, abre na segunda-feira, dia 18 de setembro, as inscrições para o curso de Costureiro Industrial. A iniciativa é uma parceria com o Governo do Estado, através do Programa Novos Talentos, Senai e Prefeitura de Arcoverde. O curso tem uma carga horária de 200 horas, requer escolaridade de ensino fundamental completo e idade mínima de 16 anos.

Os alunos aprenderão a operar máquinas de costura industrial, com o propósito de fabricar roupas, conforme as normas e procedimentos técnicos, realizar a modelagem, o corte e a costura, seguindo a tabela de medidas e as características estipuladas para cada peça de vestuário. A formação também mostra como lidar com os principais equipamentos utilizados pelas indústrias de confecção.

Para se inscrever, é necessário apresentar xerox de RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de escolaridade. São duas turmas, sendo uma no turno da manhã e outra no turno da tarde. Outras informações através do telefone (87) 3822-4557.

Sem alarde, dissidentes discutem deixar o PT e fundar um novo partido

Da Coluna Painel – Natuza Nery Políticos do PT, muitos deles com mandato, deflagraram no fim do ano passado sondagens para a criação de um novo partido. Nos últimos meses, as discussões envolveram cerca de 25 parlamentares, todos eles insatisfeitos com os rumos da legenda nesses tempos de crise. Movimentos sociais também foram acionados para […]

316477-970x600-1

Da Coluna Painel – Natuza Nery

Políticos do PT, muitos deles com mandato, deflagraram no fim do ano passado sondagens para a criação de um novo partido. Nos últimos meses, as discussões envolveram cerca de 25 parlamentares, todos eles insatisfeitos com os rumos da legenda nesses tempos de crise. Movimentos sociais também foram acionados para discutir, de forma reservada, a proposta. Dissidentes afirmam que a ideia é retomar as conversas após as eleições municipais deste ano.

Dirigentes do PT têm conhecimento da operação, mas colocam panos quentes. “Isso ficou forte na época do Eduardo Cunha [quanto o governo ainda defendia o diálogo com ele], mas já diminuiu”, disse um petista graúdo.

O ex-governador Tarso Genro (RS), que esteve em algumas das reuniões para tratar do tema, afirma ser “natural” debater o assunto em um período “de grave crise partidária”, mas diz que agora não é o momento para discutir a proposta. “Sem reestruturar o sistema político, partidos presentes e futuros terão os mesmos problemas”, defendeu Genro.

Recife: Patusco comanda Baile Carnavalesco do Clube dos Oficiais

A diretoria social do Clube dos Oficiais confirmou os detalhes da 12ª edição do “Baile Vermelho e Azul”. Uma das novidades deste ano será a alteração da data da festa e a outra é que o baile ganhou um cunho social com arrecadação de alimentos não perecíveis para mulheres que estão em situação de vulnerabilidade. […]

A diretoria social do Clube dos Oficiais confirmou os detalhes da 12ª edição do “Baile Vermelho e Azul”. Uma das novidades deste ano será a alteração da data da festa e a outra é que o baile ganhou um cunho social com arrecadação de alimentos não perecíveis para mulheres que estão em situação de vulnerabilidade.

O festejo, que tradicionalmente ocorre antes das folias de Momo, foi transferido e ocorrerá após a quarta-feira de cinzas esticando a festividade.

A data escolhida foi o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e o agito será comandado pelo Patusco, Orquestra 100% Mulher e a Orquestra de frevo da Policia Militar de Pernambuco. A festa terá início às 21hs e promete muito frevo e samba para ninguém ficar parado.

Os ingressos do primeiro lote custam R$ 100,00 + 1 kg de alimento não perecível (mesa para não sócio), R$ 80,00 + 1 kg de alimento não perecível (mesa para Sócio), R$ 25,00 + 1 kg de alimento não perecível (ingresso individual para não sócio) e R$ 20,00 + 1 kg de alimento não perecível (ingresso individual para sócio).

O Clube dos Oficiais fica localizado na Rua João de Barros, nº 357, no Bairro da Boa Vista. Maiores informações pelo fona: (81) 3423-5792.