Notícias

Temer é denunciado por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro

Por André Luis
Foto: Sérgio Lima/Poder360

Do Estado de São Paulo

O Ministério Público Federal, no Rio, denunciou criminalmente o ex-presidente da República Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) e outros investigados por supostos desvios milionários nas obras da usina nuclear de Angra 3. Temer e Moreira são alvo da Operação Descontaminação – desdobramento da Lava Jato.

A Procuradoria da República apresentou duas acusações formais contra Michel Temer. Uma por corrupção e lavagem de dinheiro e outra por peculato e lavagem de dinheiro.

As denúncias serão analisadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, que mandou, na semana passada, prender Michel Temer, Moreira Franco e outros oito alvos da Descontaminação.

Se o magistrado aceitar as acusações, o ex-presidente responderá a ações perante a Justiça Federal fluminense.

Temer foi preso no dia 21, quando saía de casa em São Paulo. O ex-presidente passou quatro dias recolhido na Superintendência da Polícia Federal do Rio em uma sala de 46m².

Na segunda, 25, o desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) mandou soltar o emedebista e outros sete alvos da Descontaminação.

Na quinta, 28, Temer tornou-se réu em ação criminal pela primeira vez por decisão do juiz Rodrigo Parente Paiva, da 15ª Vara Federal de Brasília. Neste caso, o ex-presidente é acusado por corrupção por causa da mala de R$ 500 mil.

Em abril de 2017, o então assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures foi filmado em ação controlada da Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil do executivo da J&F, Ricardo Saud. Ele foi um dos alvos da Operação Patmos, deflagrada em maio daquele ano, com base na delação de executivos da holding.

Segundo a denúncia oferecida em 2017 pelo então procurador-geral Rodrigo Janot, e ratificada pelo procurador da República Carlos Henrique Martins Lima, os pagamentos poderiam chegar ao patamar de R$ 38 milhões ao longo de 9 meses.

Com o fim do foro privilegiado de Temer, o processo foi remetido à primeira instância e tramita na 15ª Vara Federal.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo está tentando localizar as defesas dos denunciados e deixou espaço aberto para manifestação.

Outras Notícias

Na Mata Sul, Humberto afirma que país está entregue ao “maior bandido da história”

Em dois atos da Frente Popular de Pernambuco nas cidades de São Benedito do Sul e Jaqueira, na Mata Sul do Estado, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), narrou a centenas de pessoas que participaram dos eventos todas as perdas e retirada de direitos impostas aos brasileiros desde o início da gestão […]

Foto: Hélia Scheppa

Em dois atos da Frente Popular de Pernambuco nas cidades de São Benedito do Sul e Jaqueira, na Mata Sul do Estado, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), narrou a centenas de pessoas que participaram dos eventos todas as perdas e retirada de direitos impostas aos brasileiros desde o início da gestão de Michel Temer como presidente da República. Ao lado do governador Paulo Câmara (PSB) e da candidata a vice, Luciana Santos (PCdoB), Humberto, que disputa a reeleição, afirmou que o Brasil está entregue, desde o golpe contra Dilma Rousseff (PT), ao “maior bandido da história”.

“Enquanto Lula, o maior líder político deste país está preso e lutando para ser candidato, o maior bandido da história e mais detestado presidente da República que já tivemos está sentado no Palácio do Planalto. Isso é uma injustiça contra a qual o povo vai falar nas urnas, dizendo não a Temer e à sua turma, que tem no palanque de Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), seus ex-ministros, os seus maiores representantes”, disparou o senador.

Dezenas de deputados, prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, candidatos e lideranças locais da região estiveram presentes no ato, que começou com um grande evento realizado pelo prefeito Júnior Amorim (PR), em São Benedito do Sul, e terminou com um enorme evento organizado pelo prefeito Marivaldo Andrade (PT), em Jaqueira, cidade em que Humberto realizou uma série de investimentos por meio de emendas parlamentares.

Apresentado por todas as lideranças políticas como “o senador de Lula”, Humberto ressaltou a necessidade de a população se organizar para garantir a vitória do projeto de Lula e a derrota de Temer e seus aliados. “Aqui em Pernambuco, o palanque que representa Temer representa o corte de milhões de beneficiários do Bolsa Família, a destruição do ProUni e do Fies e a consequente possibilidade do filho do pobre de entrar na universidade, representa a demolição do Minha Casa Minha Vida, o esfacelamento do Mais Médicos, a retirada de direitos dos trabalhadores. Nós deste palanque temos orgulho de ser do ‘time de Lula’. Eu espero que o palanque de lá bata no peito pra dizer que é da ‘turma de Temer’”, desafiou Humberto.

O senador destacou os avanços da gestão do governador Paulo Câmara, especialmente na questão da eficiência do investimento público, na qual Pernambuco foi apontado, segundo recente estudo, como quarto melhor Estado do país e o melhor das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Nossa educação é uma das melhores do país, nossa taxa de mortalidade infantil é a menor da história. Paulo soube ser um bom governador em tempos difíceis. E merece ser reeleito”, explicou.

Entidades do setor canavieiro repudiam incitação ao crime de invasão

Feplana e Unida defendem Estado de Direito – pilar das instituições dos países democráticos – e repudiam a ação do governo federal na última sexta (1º), onde irresponsavelmente abrigou pessoas no Palácio do Planalto, residência do chefe de Estado, para incitarem a violência e defenderem o fim dos pilares da sociedade Embora o agronegócio nacional seja […]

Feplana e Unida defendem Estado de Direito – pilar das instituições dos países democráticos – e repudiam a ação do governo federal na última sexta (1º), onde irresponsavelmente abrigou pessoas no Palácio do Planalto, residência do chefe de Estado, para incitarem a violência e defenderem o fim dos pilares da sociedade

Embora o agronegócio nacional seja o único setor produtivo capaz de manter  ainda a balança comercial brasileira favorável, a presidente Dilma Rousseff  dar espaço a organizações sociais rurais no Palácio do Planalto, a exemplo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) na última semana, para incitar a violência e o crime de invasão às  propriedades rurais no país. As entidades do setor canavieiro, encabeçadas pela Federação dos Plantadores e Cana do Brasil (Feplana) e pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) repudiam a declaração da Contag, com guarida na sede do Governo Federal, visando atemorizar a sociedade que clama por justiça, mostrando desrespeito à lei e à ordem.

“A Feplana e a Unida defendem o Estado Democrático de Direitos, e como tal, o governo deve zelar pela Constituição Federal, e não permitir a propagação de práticas que promovem o ataque à nossa Lei maior, ao direito de propriedade e à livre iniciativa, ações que demonstram total descaso pela democracia, ampliando o sentimento de impunidade e insegurança”, pontua Alexandre Andrade Lima, presidente da Feplana e da Unida. O dirigente não consegue conceber e repudia radicalmente como isso pode acontecer dentro do Palácio do Planalto, sobretudo agora diante desse momento histórico onde a presidente mais fala da necessidade da manutenção da ordem democrática no Brasil.

A revolta da Feplana e da Unida é maior, bem como de outras entidades ligadas ao agronegócio e toda à sociedade, diante da aparente postura condescendente do governo federal, com aplausos, diante do fato da Contag ter incitado o crime de invasão, de dentro da sede administrativa da República. “Este foi um anúncio de um ato de terrorismo e selvageria, que atropela as leis vigentes e objetiva coagir a sociedade brasileira com ameaça criminosa. Portanto, não deve contar com o apoio do órgão institucional, com destaque à Presidência da República”, diz Lima.

Processo contra Dilma – Diante da postura antidemocrática  e criminosa da Contag ao incitar o crime de invasão, contrariando as leis vigentes, com aparente postura condescendente do governo federal, a Feplana e a Unida defendem que um processo legal de apuração do crime de responsabilidade seja atribuído à chefe do poder executivo, a presidente Dilma Rousseff. “Confiamos em nossas instituições, a exemplo do Poder Legislativo e do Judiciário, nas leis vigentes e na força das pessoas de bem, que trabalham honestamente, construindo o País, como vem fazendo o setor do agronegócio, garantindo, com bastante esforço, a balança comercial do país favorável, diante da maior crise econômica do Brasil, fala Lima.

Obras hídricas avançam no Pajeú

Obras hídricas importantes na região continuam tendo sequência, conforme levantamento de Marcelo Patriota ao blog. A Barragem de Cachoeirinha em Ingazeira ainda não teve nenhuma paralisação importante nos trabalhos. Segundo Lidia Menezes, se considerada a obra como todo, desde o projeto inicial passando pelas indenizações, chegando para a fase da obra hoje, podemos dizer que […]

Barragem da Ingazeira
Barragem da Ingazeira

Obras hídricas importantes na região continuam tendo sequência, conforme levantamento de Marcelo Patriota ao blog. A Barragem de Cachoeirinha em Ingazeira ainda não teve nenhuma paralisação importante nos trabalhos.

Segundo Lidia Menezes, se considerada a obra como todo, desde o projeto inicial passando pelas indenizações, chegando para a fase da obra hoje, podemos dizer que a barragem está com 75% concluída. A previsão de sua inauguração é para final de 2016  ou início de 2017.
Segundo o Engenheiro Responsável Jeovásio Almeida,a obra orçada em R$ 34 milhões. Recebe cerca de R$ 2 milhões mensalmente.

13051655_839840939472370_8496381045718179796_n
Adutora do Pajeú

 Já a Adutora do Pajeú terminou a etapa entre Afogados e Riacho do Meio. O Ramal entre São José do Egito e Itapetim está bastante adiantada. No trecho entre Afogados e São José do Egito, tem-se uma perspectiva de aproximadamente 7 meses.

Em contato com o Blog um dos diretores da MRM disse que pretende avançar cerca de 3,6 quilômetros por mês no sentido Ambó-Itapetim. A Tubulação já está há cerca de 2 quilômetros do Campo do Ambó. A obra tem tido sequência aos sábados, domingos e feriados.

Ministro assegura liberação de recursos para Adutora do Agreste

O governador Paulo Câmara recebeu hoje (27.09) a garantia do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, de que vai liberar cerca R$ 11 milhões, na próxima semana, para as obras da Adutora do Agreste. Paulo e Helder também trataram das ações de reconstrução dos municípios pernambucanos afetadas pelas fortes chuvas do últimos meses de maio e […]

O governador Paulo Câmara recebeu hoje (27.09) a garantia do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, de que vai liberar cerca R$ 11 milhões, na próxima semana, para as obras da Adutora do Agreste.

Paulo e Helder também trataram das ações de reconstrução dos municípios pernambucanos afetadas pelas fortes chuvas do últimos meses de maio e junho.

O Ministério da Integração Nacional aguarda a aprovação de projeto de lei do Congresso Nacional que permitirá o repasse de mais R$ 58 milhões para as obras da Adutora do Agreste. A proposta parlamentar tem previsão de ser votada na próxima semana.

“Nossa expectativa, cumpridos esses repasses, é que a Adutora do Agreste possa ser inaugurada até o final deste ano. Essa é a principal obra do Estado, pois permitirá que a transposição do Rio São Francisco beneficie a região com maior deficit hídrico, que é o Agreste. Vamos beneficiar milhões de pernambucanos”, registrou o governador Paulo Câmara.

A reunião desta quarta-feira contou com as presenças dos secretários Márcio Stefanni (Planejamento e Gestão) e Nilton Mota (Agricultura e Reforma Agrária), do deputado federal Fernando Monteiro, do presidente da Compesa, Roberto Tavares, do secretário nacional de Infraestrutura Hídrica, Antônio de Pádua, e do diretor do Departamento Estratégico do Ministério da Integração Nacional, Diogo Peres.

Paulo Câmara nega ter sido consultado sobre nota de governadores, mas não vê base para impeachment. Leia nota:

“Gostaria de registrar, para esclarecimento, o meu entendimento a respeito do momento político que vive o Brasil. Não houve tempo, de minha parte, de conversar sobre esta nota que está circulando como sendo a posição dos Governadores do Nordeste. A nota divulgada, a qual respeito, não teve minha participação. E, por isso, gostaria de externar […]

cam

“Gostaria de registrar, para esclarecimento, o meu entendimento a respeito do momento político que vive o Brasil. Não houve tempo, de minha parte, de conversar sobre esta nota que está circulando como sendo a posição dos Governadores do Nordeste. A nota divulgada, a qual respeito, não teve minha participação. E, por isso, gostaria de externar minha posição.

Entendo que não existe, até aqui, as condições para o impedimento da presidente da República. Mas há agora um fato consumado: foi aberto o processo de impeachment, para o qual, no meu entender, o presidente Eduardo Cunha tem sua legitimidade comprometida na condução da Câmara dos Deputados. Ele precisa deixar a presidência da Casa.

Diante do fato consumado, espero que possamos superar esse impasse político. O que a população quer ver são ações em favor da coletividade, tais como a nossa luta para conter o avanço do mosquito aedes aegypti; o combate ao desemprego, que sobe em velocidade; o esforço para tomar medidas certas para controlar a inflação; e nossa atuação para recolocar o Brasil nos trilhos para que o País volte a crescer e a gerar emprego e renda.

É necessária uma união nacional para a superação dos atuais obstáculos. Temos que trabalhar duro para que em 2016 esta crise política seja ultrapassada e que os problemas econômicos sejam efetivamente enfrentados. Isso só será possível com estabilidade política para resgatar a confiança e a credibilidade na nossa economia.

Esse processo também é uma oportunidade para o Governo, de fato, quem sabe,  rearrumar a sua base no Congresso Nacional e aprovar as medidas necessárias para ajustar a economia. É preciso dar um basta na política pequena, de troca de favores para qualquer tomada de posição.

Nosso partido não votou nem na presidente da República e nem no presidente da Câmara dos Deputados. Trilhamos nosso próprio caminho. Essa postura continuará, defendendo as instituições e o respeito à Constituição do País.”

Paulo Câmara

Governador do Estado de Pernambuco