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Temer avalia testar parlamentarismo em seu governo

Por André Luis

Do Estadão Conteúdo

O presidente Michel Temer está disposto a fazer um teste parlamentarista em seu governo, no último ano do mandato. Temer quer incentivar campanha em favor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para adotar o parlamentarismo no país, a partir de 2019, contendo uma “cláusula de transição” que permita instalar o novo sistema no fim do ano que vem.

A ideia de nomear um primeiro-ministro no segundo semestre de 2018, caso o Congresso aprove uma PEC mudando o regime de governo, tem sido discutida nos bastidores do Palácio do Planalto. Ancorada pela crise política, diante de um cenário marcado pelo desgaste dos grandes partidos e de seus pré-candidatos nas próximas eleições, a estratégia é bem aceita por dirigentes do PMDB, mas encontra resistências no PSDB.

“O parlamentarismo está no nosso programa e, neste momento de crise, nada mais oportuno do que discutir o assunto, mas não achamos que isso seja solução para 2018, quando teremos eleições”, disse o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). “Queremos preparar o caminho para 2022”, completou.

Autor da PEC que institui o sistema parlamentar de governo, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), não vê problema na adoção do novo regime no fim do mandato de Temer, se o modelo passar pelo Congresso, para assegurar uma transição pacífica.

“Eu sou favorável à implantação do parlamentarismo o quanto antes”, afirmou o chanceler. “Nesse presidencialismo com 30 partidos, o País é absolutamente ingovernável. A lei eleitoral premia a fragmentação e, se não forem aprovados a cláusula de barreira e o fim das coligações proporcionais, quem for eleito em 2018, seja quem for, pegará uma situação muito complicada.”

O ministro das Relações Exteriores apresentou a proposta que prevê o parlamentarismo no ano passado, quando ainda exercia o mandato de senador. Para ele, o colega José Serra (PSDB-SP) é a “pessoa talhada” para liderar a discussão no Congresso e ser o relator da PEC. Serra, no entanto, também prega a adoção desse sistema somente a partir da disputa de 2022.

Gabinete

Pelo projeto de Aloysio, o presidente seria eleito por voto direto e teria a função de chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas. Seu mandato seria de quatro anos e caberia a ele nomear o primeiro-ministro, com quem ficaria a chefia do governo.

A Câmara dos Deputados poderia ser dissolvida pelo presidente, “ouvido o Conselho da República”, e o Congresso teria o poder de aprovar “moção de censura” ao governo – equivalente à demissão do gabinete -, medida que só produziria efeito com a posse do novo primeiro-ministro.

Nos últimos dias, com o avanço das movimentações políticas em torno do tema, até mesmo aliados de Temer ficaram curiosos para saber quem seria o seu primeiro-ministro. Apesar da Lava Jato estar no encalço do presidente e de seu núcleo duro, a maior aposta neste sentido recai sobre o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Questionado sobre a viabilidade de instituir o parlamentarismo no Brasil – já rejeitado em plebiscito, em 1993 -, Temer disse que “não seria despropositado” pensar nesse regime para 2018. Dias depois, informado por auxiliares de que a ideia sofria críticas até mesmo em sua base de apoio no Congresso, o presidente foi mais cauteloso. “Se pudesse ser em 2018, seria ótimo, mas quem sabe se prepara para 2022”, ponderou ele.

Temer admitiu que o Planalto quer levar adiante uma “reformulação político-eleitoral”. Argumentou, no entanto, que tudo está sendo feito “de comum acordo” com o Congresso e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No dia 6, por exemplo, Temer jantou com o presidente do TSE e ministro do Supremo Gilmar Mendes, no Palácio do Jaburu, para tratar do assunto.

“Como o presidente convive muito bem com o Congresso, acredito que haverá uma sinergia”, afirmou Gilmar. “Uma crise geralmente contamina a chefia de Estado e de governo. Talvez pozsamos separar as funções e ajustar o modelo da própria governabilidade.”

Pelo cronograma traçado, outra proposta sobre mudança no sistema, avalizada pelo Planalto, será apresentada para debate ainda neste mês. É aí que, dependendo das conversas, se pretende encaixar a “cláusula de transição”.

Apesar das articulações, políticos de vários partidos acham difícil emplacar o parlamentarismo agora. Para ser aprovada, uma PEC precisa de 308 votos na Câmara e 49 no Senado. São duas votações. As informações são do jornal ‘O Estado de S. Paulo”.

Outras Notícias

Prefeitura de Serra Talhada assegura rateio do FUNDEB aos professores

O Governo Municipal anunciou nesta quinta-feira (20) o repasse do rateio do FUNDEB 60% referente ao ano de 2019 no valor de R$ 796.000,00 (setecentos e noventa e seis mil reais) que será dividido entre os docentes do quadro efetivo da Rede Municipal de Ensino. “É uma alegria muito grande para nós poder cumprir com […]

O Governo Municipal anunciou nesta quinta-feira (20) o repasse do rateio do FUNDEB 60% referente ao ano de 2019 no valor de R$ 796.000,00 (setecentos e noventa e seis mil reais) que será dividido entre os docentes do quadro efetivo da Rede Municipal de Ensino.

“É uma alegria muito grande para nós poder cumprir com mais esse compromisso com a classe docente de Serra Talhada. Estamos muito felizes por poder repassar este valor a esses guerreiros que tanto trabalham junto a nós, todos os dias, por uma educação de qualidade e com resultados cada vez mais positivos para o nosso município”, comemorou a secretária de educação Marta Cristina.

O prefeito Luciano Duque destacou o compromisso da gestão municipal. “O nosso governo tem primado pelo planejamento e pela eficientização na utilização dos recursos públicos. O que permite, verdadeiramente, que realizemos ações como essa que estamos anunciando e que é justa para os nossos professores”, disse o prefeito.

Procon Afogados se manifesta por ausência em debate sobre alta dos combustíveis

A Coluna do Domingão noticiou que a advogada e coordenadora do Procon, Giselly Marques, recusou vir à Rádio Pajeú para responder às inúmeras queixas sobre o papel do órgão no combate aos eventuais abusos de postos de combustíveis e comércio na onda da alta dessa semana. Segundo a Coluna, nem a Ascom teve poder para […]

A Coluna do Domingão noticiou que a advogada e coordenadora do Procon, Giselly Marques, recusou vir à Rádio Pajeú para responder às inúmeras queixas sobre o papel do órgão no combate aos eventuais abusos de postos de combustíveis e comércio na onda da alta dessa semana.

Segundo a Coluna, nem a Ascom teve poder para convencê-la. “Se em um momento desse se furta, imagina quando chamada a enfrentar essas empresas”, disse a Coluna.

A advogada afirmou em nota que “não são verdadeiras as afirmativas, eis que não houve recusa em ir à rádio, e sim incompatibilidade de horário devido às audiências agendadas no Procon municipal”. A nota disse que essa informação foi repassada à secretária da rádio bem como à Ascom, capitaneada por Rodrigo Lima, que também apelou para a importância da participação, sem sucesso.

A advogada aproveitou para informar que o consumidor que perceber o aumento indevido nos preços de combustíveis pode comunicar o fato ao Procon, ou à Delegacia de polícia para que se constate o flagrante.

“Cabe ainda esclarecer que outra forma de denunciar é entrar em contato com a Agência Nacional de petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que pode acontecer por meio do Fale Conosco do site da ANP”. Ao final, lamentou a divulgação que segundo ela não condiz com a realidade dos fatos, eis que já esteve participando de debates da Rádio Pajeú quatro vezes.

O que a emissora buscou argumentar é que a população demandou à rádio e à produção do programa Manhã Total a participação do órgão. Que a repercussão de determinados temas tem “timing”, pelo que apelou para a possibilidade de alteração a agenda excepcionalmente, já que audiências de conciliação não sofreriam prejuízo com a presença no debate.

À Ascom, argumentou que poderia haver a participação na primeira meia hora, mas sem sucesso. Também que a ausência causaria questionamentos no momento em que há mais busca pelo papel do órgão nesse momento, independente de participações anteriores. Apesar do insucesso, a produção do programa respeita o direito de ausência e convidou o advogado especialista em Direito do Consumidor Airton Tavares, solicitando desconvidar a coordenadora.

Sertânia edita decreto para cortar gastos e controlar despesas

A Prefeitura de Sertânia publicou, na segunda-feira (22), o Decreto nº 052/2025, que estabelece medidas de contenção de despesas na administração municipal. O texto, assinado pela prefeita Pollyanna Abreu (PSD), terá validade de dois meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. De acordo com a norma, os órgãos da administração direta e indireta deverão […]

A Prefeitura de Sertânia publicou, na segunda-feira (22), o Decreto nº 052/2025, que estabelece medidas de contenção de despesas na administração municipal. O texto, assinado pela prefeita Pollyanna Abreu (PSD), terá validade de dois meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

De acordo com a norma, os órgãos da administração direta e indireta deverão reduzir em pelo menos 20% as despesas com pessoal. Estão suspensos reajustes salariais, aumentos diferenciados e novas contratações, salvo em situações emergenciais, substituições ou vínculos financiados com recursos externos.

O decreto também restringe o uso de veículos oficiais fora do horário de expediente e em fins de semana, exceto em casos autorizados ou de urgência na saúde. Além disso, prevê controle no consumo de energia, água e combustíveis, suspensão de horas-máquina e limitação de compras ao estritamente necessário. Cursos, capacitações e viagens de servidores pagos com recursos municipais também ficam vedados, a menos que sejam gratuitos ou previamente contratados.

Segundo o texto, despesas feitas em desacordo com as novas regras serão consideradas irregulares e atribuídas pessoalmente aos gestores responsáveis. A prefeitura justifica as medidas como necessárias para manter o equilíbrio das contas públicas, mas o impacto na oferta de serviços à população ainda gera dúvidas entre moradores.

Na PRF, secretário tabirense pleiteia capacitação para agentes de trânsito

O Secretário Municipal de Administração de Tabira, Flávio Marques, acompanhado do Diretor de Trânsito Cristóvão Augusto, esteve reunido com o Superintendente adjunto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ricardo Diniz, na sede da PRF, em Recife. Marques conversou acerca da necessidade celebração de parcerias entre a Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Municipal de Tabira.  “É […]

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O Secretário Municipal de Administração de Tabira, Flávio Marques, acompanhado do Diretor de Trânsito Cristóvão Augusto, esteve reunido com o Superintendente adjunto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ricardo Diniz, na sede da PRF, em Recife. Marques conversou acerca da necessidade celebração de parcerias entre a Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Municipal de Tabira.

 “É fundamental que a PRF atenda o nosso pleito de enviar instrutores para capacitar nossos agentes”, destacou o Secretário.

Na ocasião, o Superintendente adjunto da PRF, Ricardo Diniz, ouviu  os pleitos levados e mostrou-se favorável à proposta da parceria. “Gostaríamos de parabenizar pela iniciativa de busca junto a esta 11ª Superintendência de Polícia Rodoviária Federal, capacitação e ações de instruções relacionadas à esfera de fiscalização de trânsito”, revelou.

Lula decide apoiar Marília Arraes em Pernambuco

Marília já havia explorado a imagem de Lula no primeiro turno, mas petista e o partido apoiaram Danilo Cabral (PSB), que ficou em quarto lugar O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva subirá no palanque da candidata do Solidariedade, Marília Arraes, que disputa o segundo turno da eleição para o governo de Pernambuco com Raquel […]

Marília já havia explorado a imagem de Lula no primeiro turno, mas petista e o partido apoiaram Danilo Cabral (PSB), que ficou em quarto lugar

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva subirá no palanque da candidata do Solidariedade, Marília Arraes, que disputa o segundo turno da eleição para o governo de Pernambuco com Raquel Lyra (PSDB). O martelo foi batido nesta quinta-feira (6). 

No primeiro turno, Marília já havia explorado a imagem de Lula, mas o candidato a presidente e o PT apoiaram Danilo Cabral (PSB), que ficou em quarto lugar.

O presidenciável do PT chegou a ser procurado por João Lyra, ex-governador de Pernambuco e pai de Raquel. Havia a possibilidade de Lula não subir no palanque de Marília, mas para isso Raquel deveria declarar apoio ao petista, o que a candidata do PSDB não se mostrou disposta a fazer.

Marília Arraes deixou o PT este ano para poder concorrer ao governo estadual, já que o partido havia decidido manter a aliança com o PSB no estado.

A expectativa é que Lula vá a Pernambuco para atos de campanha e grave para o programa eleitoral da candidata do Solidariedade. O petista teve 65,27% dos votos no primeiro turno no estado. As informações são do O Globo.