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TCE assina prazo para Prefeitura do Recife corrigir supostas falhas na transparência nos gastos da covid-19

Por André Luis

O conselheiro Carlos Porto, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), enviou ofício ao prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), para que “sejam feitas as correções necessárias para sanear os achados do relatório de monitoramento, no prazo máximo de 15 dias, sob pena de expedição de medida cautelar desta Relatoria”. A expedição do ofício decorreu de requerimento do Ministério Público de Contas (MPCO). 

Foram listadas no relatório várias supostas irregularidades na transparência dos gastos com a covid-19 e também nos hospitais de campanha. 

Segundo o relatório, em todos os hospitais de campanha, houve problemas na transparência dos gastos, pois não estariam sendo publicados documentos previstos como obrigatórios em resolução de 2019 do TCE. 

A falta de transparência, segundo o TCE, foi observada no Hospital da Mulher do Recife, na Unidade Pública de Atendimento Especializado (UPAE) Arruda, na Hospitais Provisórios do Recife (HPR) I, (Aurora), II (Coelhos), e III (Imbiribeira).

Além da falta de divulgação referente às contratações, a equipe de auditoria constatou a “falta de clareza no objeto de várias dispensas emergenciais da Covid-19, como a não publicação na íntegra dos contratos firmados, além disso a prefeitura não está divulgando as quantidades dos objetos contratados ou adquiridos para o enfrentamento da covid-19”.

Segundo o ofício do conselheiro Carlos Porto, o próprio relator, auditores do TCE, o Ministério Público Federal e o MPCO já tinham enviado recomendações à Prefeitura para correção das irregularidades. Ministério Público Federal e MPCO enviaram uma recomendação em 4 de maio. O TCE e o MPCO mandaram outra recomendação conjunta em 15 de maio. Segundo Carlos Porto, as orientações anteriores não foram atendidas pela Prefeitura. 

Além de fixar o prazo de 15 dias, para correção das supostas irregularidades nos gastos da covid-19, Carlos Porto requisitou que em 20 dias seja enviado pela Prefeitura ao TCE um relatório detalhado, comprovando a correção das supostas irregularidades.

Segundo o TCE, foi formalizado um processo de auditoria especial para “apurar e indicar as responsabilidades individuais dos agentes públicos que desobedeceram a legislação, as resoluções, recomendações e alertas citados”. 

Carlos Porto destacou que “o não cumprimento do alerta poderá causar eventuais responsabilizações, pessoais e de forma solidária, inclusive nas contas de governo de 2020”.

Outras Notícias

Em inauguração de sistema de abastecimento, Miguel destaca a retomada das parcerias para trazer obras para Petrolina

O prefeito de Petrolina Miguel Coelho entregou, nesta sexta-feira (13), junto com o superintendente regional da Codevasf, Aurivalter Cordeiro, um novo sistema de abastecimento de água na área ribeirinha da capital do São Francisco. A estrutura foi construída na comunidade da Agrovila Massangano e levará água para 340 famílias petrolinenses. A obra recebeu investimento de cerca R$ 1 milhão e foi […]

Miguel MassanganoO prefeito de Petrolina Miguel Coelho entregou, nesta sexta-feira (13), junto com o superintendente regional da Codevasf, Aurivalter Cordeiro, um novo sistema de abastecimento de água na área ribeirinha da capital do São Francisco. A estrutura foi construída na comunidade da Agrovila Massangano e levará água para 340 famílias petrolinenses. A obra recebeu investimento de cerca R$ 1 milhão e foi viabilizada através de emenda parlamentar do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho.

Durante a entrega, Miguel ressaltou a importância da parceria com a Codevasf para viabilizar novas obras para a região de Petrolina num momento de dificuldade financeira. “Temos apenas 13 dias de governo, assumimos uma Prefeitura que não estava como deveria estar. Isso que estamos inaugurando é fruto de parceria. Espero contar com a ajuda de todos os órgãos, lideranças, pois eu não sou só um prefeito do PSB, mas de toda Petrolina para que possamos fazer nossa cidade voltar a crescer”, destacou o prefeito ao se referir também aos deputados e senadores pernambucanos.

O novo sistema da Agrovila Massangano é composto por flutuante com dois conjuntos motobombas que captam água no Rio São Francisco, além de uma estação de tratamento, um reservatório elevado com capacidade de 50 metros cúbicos e um reservatório apoiado com capacidade de 30 m³, adutora de água bruta e rede de distribuição de água tratada com 4,4 km de tubos. Com a entrega da Codevasf, a Prefeitura ficará responsável pelo suporte técnico junto com a Compesa para garantir o abastecimento das famílias da comunidade.

Primeiro discurso – Durante a entrega, Miguel revelou uma curiosidade sobre o local onde ocorreu o evento. Em 2006, numa quadra ao lado da estação de tratamento inaugurada que o prefeito fez seu primeiro discurso, iniciando a carreira política. “Cerca de dez anos atrás eu fiz nesse mesmo lugar meu primeiro discurso. Agora retorno não como um menino mas como um prefeito para poder entregar água tratada nas casas das pessoas.”

Lei Seca inicia Operação Carnaval

Com ações de fiscalização em todo o Estado durante a folia de Momo, a Operação Lei Seca em Pernambuco (OLS) dá início às 0h desta sexta-feira (09/02) ao esquema especial de Carnaval. O trabalho, que  vai até a quarta-feira de cinzas (14/02), contará com todo o efetivo nas ruas, totalizando 210 profissionais, entre policiais militares, […]

Com ações de fiscalização em todo o Estado durante a folia de Momo, a Operação Lei Seca em Pernambuco (OLS) dá início às 0h desta sexta-feira (09/02) ao esquema especial de Carnaval.

O trabalho, que  vai até a quarta-feira de cinzas (14/02), contará com todo o efetivo nas ruas, totalizando 210 profissionais, entre policiais militares, agentes do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) e técnicos da Secretaria Estadual de Saúde – que coordena as ações da Operação.

Ao todo, serão realizados 85 bloqueios de fiscalização itinerantes, em todos os turnos, com foco nos principais corredores de festas e acesso às praias. Os bloqueios acontecerão na capital, na Região Metropolitana do Recife e no interior pernambucano.

No total, a Operação Lei Seca irá às ruas com 12 blitzes educativas, com a presença de cadeirantes e muletantes vítimas de acidentes de trânsito, e 73 de fiscalização – o que representa um incremento de 15% em relação ao Carnaval do ano passado. Os profissionais envolvidos nos bloqueios irão distribuir peças informativas sobre o risco da mistura entre álcool e direção, camisinhas, cartilhas bilíngües (português – inglês) com orientações sobre a rede de atendimento disponível no SUS no Estado e dicas de saúde, além de folders sobre a febre amarela.

“Nosso objetivo com as ações deste Carnaval é reforçar para toda a sociedade que bebida e álcool não combinam. Com o esquema montado, a Operação Lei Seca terá acesso aos principais corredores de festividades no Grande Recife e interior, além das praias, com ações durante todo o dia. Iremos às ruas para  reduzir o número de acidentados no trânsito pelo consumo de bebida alcoólica, ajudando a salvar vidas- esse é o nosso compromisso com os pernambucanos”, ressalta o coordenador executivo da OLS, Fábio Bagetti.

Balanço dos anos anteriores – A operação Carnaval, em 2017, abordou 11.942 veículos, totalizando 115 infrações por alcoolemia (6 crimes, 71 recusas ao teste do bafômetro e 38 constatações do consumo de bebida alcoólica pelo condutor). No total, 70 veículos foram rebocados e 617 motoristas multados.

Operação Lei Seca – Os acidentes e mortes no trânsito são encarados como questão de saúde pública e considerados como uma epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Pernambuco, por ano, são gastos cerca de R$ 1 bilhão com os acidentados de moto, quantitativo utilizado na saúde, previdência e outras áreas. No setor de saúde, esse tipo de paciente tem impacto na lotação dos leitos de enfermarias e de UTIs, nas cirurgias eletivas, que precisam ser canceladas para que haja os atendimentos de urgência; e na reabilitação.

Por conta disso, em 2011, o Governo de Pernambuco implantou a Operação Lei Seca no Estado, sob coordenação da Secretaria Estadual de Saúde. O programa traz a educação e a orientação aos condutores como eixo principal.

Câmara de Serra Talhada repudia fala de Jair Ferraz

Nota de Repúdio Lamentavelmente o senhor Jair Ferraz, mais uma vez, se utiliza de um veículo de comunicação de massa para denegrir e deturpar a imagem e o papel dos vereadores de Serra Talhada. Na tarde desta quarta-feira (10/07), em participação no programa radiofônico da Líder FM, empresa já conhecida pela parcialidade tendenciosa à oposição, […]

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Nota de Repúdio

Lamentavelmente o senhor Jair Ferraz, mais uma vez, se utiliza de um veículo de comunicação de massa para denegrir e deturpar a imagem e o papel dos vereadores de Serra Talhada.

Na tarde desta quarta-feira (10/07), em participação no programa radiofônico da Líder FM, empresa já conhecida pela parcialidade tendenciosa à oposição, o senhor Jair Ferraz ultrapassou todos os limites da falta de respeito com os senhoras e senhores vereadores e com o prefeito ao chamá-los de “vagabundos”.

Diante da infeliz colocação do senhor Jair Ferraz, afirmamos que tal termo não se aplica aos parlamentares desta casa que, pouco mais de dois anos de legislatura, realizaram 197 sessões, aprovaram 571 indicações, 160 requerimentos, 180 moções, que aprovaram 325 projetos de lei, além da criação de comissões, entre tantas outras atribuições que lhes cabem.

Reiteramos que o termo “vagabundos” não se aplica a quem está trabalhando pelo povo de Serra Talhada, construindo uma história de conquistas e mais dignidade em todos os setores. Contudo, se o que está sendo feito pelos serra-talhadenses não está dentro do que é desejado pelo senhor Jair Ferraz, que cultiva sentimentos negativos em relação ao município, seus parlamentares e munícipes, infelizmente, não poderá ser levado em consideração, já que a maioria da população está sendo beneficiada pelo trabalho desenvolvido nesta legislatura.

O resultado do excelente trabalho realizado pela gestão municipal são os 87% de aprovação dos serra-talhadenses ao mandato, sendo os vereadores os maiores aliados para esta conquista, por serem elos entre a gestão e a população. Reforçamos a importância de buscarmos o melhor para nossa gente, sempre guiados pelo amor de Deus.

Câmara de Vereadores de Serra Talhada

Documentário contará história de “Mulheres da Emergência” da seca de 83

Um documentário produzido por Uilma Queiroz, José Rogério e equipe, com recursos do Funcultura, vai contar a história da emblemática foto tirada em novembro de 1983 de mulheres grávidas que participaram  das frentes de emergência. O registro é símbolo da luta das mulheres por maior participação política e social. Pouco antes da foto, as mulheres […]

Foto mostra em primeiro plano mulheres grávidas da frente de emergência de 1983. Quase 35 anos depois, projeto quer descobrir o futuro das mulheres e dos filhos.

Um documentário produzido por Uilma Queiroz, José Rogério e equipe, com recursos do Funcultura, vai contar a história da emblemática foto tirada em novembro de 1983 de mulheres grávidas que participaram  das frentes de emergência. O registro é símbolo da luta das mulheres por maior participação política e social. Pouco antes da foto, as mulheres eram proibidas de participarem das frentes de trabalho sobre alegação de que “eram apenas esposas dos trabalhadores”.

Um movimento com faixas e cartazes cobrou participação das mulheres na frente, também registrado em imagens. “Mulher também é gente”, diz um deles. Reunir essas histórias é o desafio do documentário, chamado “O Benvirá”, referência à entidade que articulou a luta das mulheres no Pajeú, onde estava guardada a foto. Também foi lembrada a luta do movimento sindical e de figuras como o Bispo Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho.

As filmagens já começaram e deverão seguir até agosto. No programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, ao ouvirem Uilma e Rogério falando do projeto, muitas mulheres identificaram familiares ou pessoas conhecidas que poderiam estar na foto ou estivera, nas frentes de emergência.

Tito Barbosa, Michelli Martins, Bruna Tavares, este blogueiro, Uilma Queiroz, José Rogério, Cláudio Gomes e Ângelo Zuos.

Comoveu o relato de Maria de Lourdes, da comunidade de Alto Vermelho. “Perdi uma criança quando trabalhava em um barreiro. A gente tinha que trabalhar mesmo grávida porque era o jeito”, falou comovida.

Se você identificar alguma das treze mulheres da foto de 1983, pode ligar para (87) 9-9631-1689 e 3838-2886.

Quatro ministros votam no STF a favor da restrição do foro privilegiado

G1 Quatro dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram a favor de limitar somente para atos ligados ao cargo o chamado foro privilegiado, direito que parlamentares e ministros têm de serem investigados e processados criminalmente apenas na Corte. O julgamento, porém, foi interrompido nesta quinta-feira (1º) pelo ministro Alexandre de Moraes, que pediu […]

G1

Quatro dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram a favor de limitar somente para atos ligados ao cargo o chamado foro privilegiado, direito que parlamentares e ministros têm de serem investigados e processados criminalmente apenas na Corte.

O julgamento, porém, foi interrompido nesta quinta-feira (1º) pelo ministro Alexandre de Moraes, que pediu mais tempo para analisar o assunto. Não há data para a continuidade do julgamento e uma decisão final do STF que venha a mudar a atual regra.

Até a interrupção, já haviam votado pela restrição do foro os ministros Luís Roberto Barroso (relator do caso), Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Cármen Lúcia. A alteração da regra depende de ao menos seis votos dentre os 11 ministros.

Ainda faltam votar, além de Moraes, os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

Atualmente, qualquer ocupante de cargo de ministro no governo ou mandato parlamentar só pode ser investigado ou processado criminalmente no STF, por atos que tenha praticado em qualquer tempo, mesmo se não relacionados ao cargo.

A proposta em discussão no STF limita o foro somente para os casos em que os fatos investigados estejam diretamente relacionados ao exercício do cargo ocupado pela autoridade e que tenha ocorrido durante o mandato.

Relator da proposta, o ministro Luís Roberto Barroso disse que, com essa nova regra, mais de 90% dos processos e inquéritos sobre políticos atualmente em trâmite no STF seriam enviados a instâncias inferiores.

Relator do processo, Luís Roberto Barroso, que votou nesta quarta, voltou a defender nesta quinta o limite ao foro. Para ele, a mudança não deve ocorrer por uma suposta ineficiência do STF, mas por uma questão de princípio.

“Se alguém tem proteção do foro por prerrogativas fora das situações em que esteja desempenhando função pública, aí passa a ser um privilégio pessoal”, disse o ministro.

Depois, disse que, se o foro privilegiado não fizesse diferença na vida dos investigados, não haveria disputa por cargos no governo para obter o direito.

“Se não fizesse diferença, se não assegurasse impunidade, não haveria disputa por cargos. Manter a jurisdição no Supremo é benção, a meu ver com acerto, porque supõe-se que vai haver mais celeridade na primeira instância. Não há argumento capaz de desfazer realidade óbvia que, por lei, medida provisória, se quer assegurar foro no Supremo e há de haver alguma razão para isso”, afirmou.