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Supremo suspende investigação da Lava Jato sobre a Eletronuclear

Por Nill Júnior

Agência Brasil – O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu hoje (2) as investigações da Operação Lava Jato sobre supostos desvios de dinheiro na construção da Usina Nuclear Angra 3.

O ministro decidiu que todos os processos relacionados à 16ª fase da operação, na qual as suspeitas são investigadas, devem ser remetidos ao STF por causa da citação do senador Edison Lobão (PMDB-MA) em depoimentos de delação premiada. Os processos são comandados pelo juiz federal Sergio Moro.

A decisão de Teori Zavascki é decorrente da citação do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que tem foro privilegiado
A decisão de Teori Zavascki é decorrente da citação do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que tem foro privilegiado

A decisão vale até que o ministro analise todo o conteúdo dos processos. Zavascki atendeu pedido de Flávio Barra, executivo da construtora Andrade Gutierrez, preso na Lava Jato.

Segundo os advogados, as investigações não podem seguir com Moro, por haver menção a Lobão, que tem foro privilegiado e só pode ser processado pelo STF, e porque os supostos desvios na usina não estão relacionados com a Petrobras.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), o ex- presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, recebeu cerca de R$ 4,5 milhões para favorecer o consórcio de empresas, entre elas Andrade Gutierrez.

No mês passado, Sergio Moro abriu ação penal contra Othon Luiz e mais 13 investigados na 16ª fase da Operação Lava Jato. Na decisão, Moro destacou que, no caso da Eletronuclear, é obvia a conexão dos crimes com as empreiteiras que atuaram na Petrobras.

A partir do depoimento de delação premiada de Dalton Avancini, executivo da Camargo Correa e réu na Lava Jato, a força-tarefa de investigadores descobriu que os crimes ocorriam a partir do pagamento de propina de executivos da Andrade Gutierrez ao ex-presidente da estatal.

Em depoimento prestado à Polícia Federal antes de ser denunciado, Othon informou que nunca exigiu ou recebeu vantagem financeira, e que não recebeu orientação do governo federal ou de partidos para cobrar doações financeiras de empreiteira.

Outras Notícias

Quadra poliesportiva recuperada é entregue a população de SJE

Depois do Ginásio de Esportes, foi a vez da Praça Esportiva, Wberlânio de Deus, na Vila da Cohab. O espaço recebeu, além de um novo piso, recuperação dos alambrados e nova iluminação, a quadra também ganhou traves novas com redes, facilitando assim o acesso da comunidade aos esportes. A cerimônia de entrega aconteceu na noite […]

Depois do Ginásio de Esportes, foi a vez da Praça Esportiva, Wberlânio de Deus, na Vila da Cohab. O espaço recebeu, além de um novo piso, recuperação dos alambrados e nova iluminação, a quadra também ganhou traves novas com redes, facilitando assim o acesso da comunidade aos esportes.

A cerimônia de entrega aconteceu na noite desse Sábado (02), o prefeito Evandro Valadares, o vice Eclériston Ramos, secretário de Esporte Henrique Marinho e toda equipe de governo, além da família do homenageado, Wberlânio de Deus, estiveram presentes.

Depois dos discursos, o secretário Henrique Marinho declamou uma poesia em memória de Wberlânio e entregou à família, os familiares agradeceram e se colocaram a disposição da população egipciense.

Para marcar o reinicio das atividades do espaço, aconteceu um torneio com 4 equipes das comunidades atendidas pela quadra. O pai do homenageado, o popular Bila taxista deu o ponta pé inicial, com jogos disputadíssimos, no fim venceu o povo, que agora tem um lugar digno para praticar esportes, que certamente contribui para a formação de cidadãos mais conscientes de seus direitos e deveres.

Inconformados com resultado, aliados de João tentam censurar pesquisa Múltipla

Aliados do ex-prefeito e pré-candidato João Campos recorreram à estratégia de, 72 horas depois da divulgação, buscar censurar a divulgação da pesquisa Múltipla. A estratégia foi de criar confusão na cabeça do eleitorado, dada a divulgação de outra pesquisa com praticamente o mesmo resultado, do Datafolha, que deu 48% a 43% pró Raquel. Soltar a […]

Aliados do ex-prefeito e pré-candidato João Campos recorreram à estratégia de, 72 horas depois da divulgação, buscar censurar a divulgação da pesquisa Múltipla.

A estratégia foi de criar confusão na cabeça do eleitorado, dada a divulgação de outra pesquisa com praticamente o mesmo resultado, do Datafolha, que deu 48% a 43% pró Raquel. Soltar a informação de que uma pesquisa teria sido “suspensa” alimenta a militância e cria desinformação.

CARD TENTA CONFUNDIR COM DATAFOLHA

Prova disso é que o card distribuído pelos socialistas apenas informa “Justiça suspende pesquisa com Raquel na frente”, sem citar o instituto, para dar a impressão de que seria a pesquisa do instituto Datafolha, que saiu hoje.

LIMINAR NÃO JULGA MÉRITO

O que houve foi uma decisão a pedido do MDB estadual, aliado serviçal do PSB, que quer proibir a divulgação da pesquisa 72 horas depois de um resultado já conhecido, alegando questões de ordem técnica e formal. Liminar é uma medida jurídica para garantir o direito em caso de dolo, que se derruba no mérito, principalmente ao se comprovar o que já é de domínio público: a lisura do Instituto, inclusive celebrado por sua credibilidade por muitos socialistas em seus municípios, quando lideram levantamentos.

Nas pesquisas anteriores, com o socialista liderando, não houve manifestação ou questionamento. A virada gerou a ação. Tanto para o blog quanto para o Múltipla, apesar de achar que a civilização avançou, não há novidades nesse sentido. Ambos confiam no trabalho que realizam e que vai continuar.

O Datafolha, aliás, mostrou a mesma tendência hoje. A se conferir os próximos levantamentos.

Alcolumbre teria recebido R$ 155 milhões de Vorcaro, diz revista

A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, inclui informações de repasses feitos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (11/6), Vorcaro teria repassado US$ 30 milhões ao senador (R$ 155 milhões na cotação atual). O valor teria […]

A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, inclui informações de repasses feitos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (11/6), Vorcaro teria repassado US$ 30 milhões ao senador (R$ 155 milhões na cotação atual).

O valor teria sido depositado em uma conta secreta no exterior e, posteriormente, transferido a Alcolumbre como contrapartida pelo apoio do parlamentar a uma demanda de interesse do Banco Master. A operação, ainda segundo a proposta de delação, teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Até o momento, Alcolumbre não se manifestou sobre o caso.

As informações constavam na segunda proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro, rejeitada pela Polícia Federal nessa quarta-feira (10/6), conforme noticiou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha.

Na avaliação da PF, a nova proposta apresentada pela defesa de Vorcaro continuou sem trazer fatos inéditos ou elementos considerados relevantes para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.

A segunda proposta apresentada por Vorcaro também menciona supostos pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia.

Rueda nega irregularidades e afirma não ter relação pessoal com Vorcaro, embora reconheça que seu escritório de advocacia prestou serviços ao Banco Master.

Já o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), citado no contexto das operações do programa Credcesta na Bahia, também nega proximidade com o empresário.

Ele afirma ter se encontrado com Vorcaro apenas uma vez, em agenda institucional, e defende a apuração dos fatos.

Em nota, Fórum de Mulheres do Pajeú questiona Prefeitura de Afogados

O Fórum de Mulheres do Pajeú enviou ao blog uma nota de repúdio questionando a Prefeitura de Afogados da Ingazeira. Segundo a nota, a Prefeitura usou imagens do ato promovido pelo Movimento de Mulheres na última quarta-feira, dia 8 de março, dando a entender que a ação era governamental. Confira a nota: NOTA DE REPÚDIO O […]

O Fórum de Mulheres do Pajeú enviou ao blog uma nota de repúdio questionando a Prefeitura de Afogados da Ingazeira. Segundo a nota, a Prefeitura usou imagens do ato promovido pelo Movimento de Mulheres na última quarta-feira, dia 8 de março, dando a entender que a ação era governamental. Confira a nota:

NOTA DE REPÚDIO

O Fórum de Mulheres do Pajeú vem através desta nota esclarecer que o ato promovido no último dia 08 de março em Afogados da Ingazeira, na Praça Arruda Câmara, foi promovido pelo Fórum de Mulheres do Pajeú, e não pela Prefeitura de Afogados da Ingazeira. Nossa ação fez parte da Para Brasileira de Mulheres contra a perda de nosso direitos.

Ficamos profundamente constrangidas diante da atitude da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, que fotografou nossa ação em defesa das mulheres e divulgou as imagens para sites e blogs dando a entender que era uma ação da Secretaria Municipal de Ação Social através do programa Bolsa Família. Em nenhum momento, a prefeitura teve a preocupação e o bom senso de informar que a ação fotografada pertencia ao Movimento de Mulheres. Esse tipo de atitude serve para invisibilizar o protagonismo das mulheres, contribuindo para a desigualdade de gênero em nossa sociedade.

O Fórum de Mulheres do Pajeú é um movimento independente da sociedade civil que realiza suas ações em prol da defesa dos direitos das mulheres na região do Pajeú há mais de 10 anos. Reconhecemos a importância de mantermos parcerias com os órgãos públicos, inclusive a Prefeitura de Afogados da Ingazeira tem sido parceira na realização de algumas ações do movimento através da Coordenadoria da Mulher (assim como outros municípios), mas isso não justifica a atitude da prefeitura de apropriar-se de nosso trabalho para se autopromover, reforçando assim a invisibilidade sofrida pelas mulheres ao longo da história, e que a nosso ver se configura como uma violência.

Enquanto movimento, não autorizamos o uso de imagens do Movimento de Mulheres para promover ação de governo, seja ele A ou B, sem sequer citar o trabalho que o Movimento estava realizando e sem a devida autorização das pessoas envolvidas. Nesse sentido, exigimos a retirada imediata das imagens das ações do Fórum de Mulheres veiculadas nas diferentes mídias, associando-as às ações da Prefeitura de Afogados da Ingazeira.

Desde já, agradecemos a divulgação imediata dessa NOTA DE REPÚDIO para o devido esclarecimento às várias mídias comprometidas com a luta das mulheres na região do Pajeú.

Afogados da Ingazeira, 10 de Março de 2017. Coordenação do Fórum de Mulheres do Pajeú.

 

‘Tudo aponta para uma crise’, diz Bolsonaro ao citar ações do Judiciário sobre governo

Mensagem publicada cita medidas de Supremo, TSE, TCU e da PF nos últimos dias. Folha de São Paulo Mensagem publicada pelo presidente Jair Bolsonaro neste sábado (30) em redes sociais afirma que “tudo aponta para uma crise” ao listar uma análise do noticiário da imprensa sobre os movimentos do Judiciário e do TCU (Tribunal de […]

Mensagem publicada cita medidas de Supremo, TSE, TCU e da PF nos últimos dias.

Folha de São Paulo

Mensagem publicada pelo presidente Jair Bolsonaro neste sábado (30) em redes sociais afirma que “tudo aponta para uma crise” ao listar uma análise do noticiário da imprensa sobre os movimentos do Judiciário e do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre seu governo.

“Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados”, diz a mensagem postada pelo presidente.

A primeira informação elencada trata da decisão do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), de enviar na noite desta sexta-feira (29) ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um pedido de investigação sobre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por “incitação à subversão da ordem política ou social previsto na Lei de Segurança Nacional”.

A medida é uma praxe, uma vez que o tribunal, ao receber uma notícia-crime, deve reportá-la às autoridades de investigação. Nesta semana, o deputado criticou decisões recentes dos ministros, Celso de Mello e Alexandre de Moraes. Em live na noite de quarta-feira (27) ao lado de alvos da ação do Supremo contra fake news, Eduardo defendeu reagir energeticamente contra a corte.

A postagem de Bolsonaro cita ainda o pedido da Polícia Federal ao ministro Celso de Mello de mais 30 dias para concluir o inquérito que apura se Bolsonaro interferiu na corporação. O pedido foi feito pela delegada Christine Machado, que conduz as investigações.

A PF afirmou que um dos próximos passos do inquérito sobre interferências na PF será tomar o depoimento do presidente.

O presidente destaca ainda movimentações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionada ao inquérito das fake news, que tramita no Supremo, da atuação do TCU sobre o chamado “gabinete ódio”, instalado no Planalto e investigado pelo STF, e a manifestação de procuradores da República a favor da formação de uma lista tríplice para a chefia da Procuradoria-Geral da República —o atual chefe da PGR, Augusto Aras, não participou da lista.

A mensagem postada pelo presidente cita ainda a notícia de que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ficou em silêncio em depoimento à PF nesta sexta-feira (29) para esclarecer afirmação feita em reunião ministerial de que, por ele, botaria “esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF”.