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STF suspende norma que permitia doações anônimas a candidatos

Por Nill Júnior
Para Teori, não há justificativa para manutenção das doações ocultas, que retiram transparência do processo eleitoral
Para Teori, não há justificativa para manutenção das doações ocultas, que retiram transparência do processo eleitoral

Agência Brasil – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (12), por unanimidade, suspender a eficácia de dispositivo da Lei Eleitoral (9.504/1997) que permitia doações ocultas a candidatos. A ação foi ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sob a alegação de que a norma viola os princípios da transparência, da moralidade e favorece a corrupção, dificultando o rastreamento das doações eleitorais. A regra vale para as eleições municipais de 2016.

Os ministros decidiram pela suspensão da expressão “sem individualização dos doadores”, incluída no parágrafo 12 do artigo 28 da Lei Eleitoral por meio da Lei Federal 13.165/2015, que instituiu as chamadas “doações ocultas”, aquelas em que não é possível identificar o vínculo entre doadores e candidatos. A decisão tem eficácia desde a sanção da lei.

Em voto pela concessão da liminar, o relator da ADI 5394, ministro Teori Zavascki, afirmou não haver justificativa para manutenção das doações ocultas, que retiram transparência do processo eleitoral e dificultam o controle de contas pela Justiça Eleitoral. Para o ministro, a norma suspensa permite que doadores de campanha ocultem ou dissimulem seus interesses em prejuízo do processo eleitoral.

De acordo com o relator, o dispositivo rejeitado “retira transparência do processo eleitoral, frustra o exercício adequado das funções da Justiça Eleitoral e impede que o eleitor exerça com pleno esclarecimento seus direitos políticos. Esses motivos, além da proximidade do ciclo eleitoral de 2016 são mais que suficientes para caracterizar a situação de prioridade para o STF deferir a cautelar para suspender a norma.”

Segundo Teori Zavascki, ao determinar que as doações a candidatos por intermédio de partidos sejam registradas sem a identificação dos doadores originários, “a norma institui uma metodologia contábil diversionista, estabelecendo uma verdadeira cortina de fumaça sobre as declarações de campanha e positivando um controle de fantasia.”

O ministro destacou que a divulgação das informações, além de beneficiar a democracia ao permitir decisão de voto mais informada, possibilita o aperfeiçoamento das políticas legislativas de combate à corrupção eleitoral, “ajudando a denunciar as fragilidades do modelo e inspirando proposta de correção”.

* Com informações da assessoria de imprensa do STF.

Outras Notícias

TRE cassa Wellington e Rubis. Palavra final será do TSE

Na cidade, oposição comemora soltando fogos. Caminho agora para LW e Rubis é o TSE. Siqueirinha assume Câmara e se não for revertida a decisão. haverá nova eleição O TRE manteve a decisão do juiz eleitoral de Arcoverde, Drauternani Pantaleão, cassando a chapa eleita em novembro em Arcoverde com Wellington da LW prefeito e Israel […]

Na cidade, oposição comemora soltando fogos. Caminho agora para LW e Rubis é o TSE. Siqueirinha assume Câmara e se não for revertida a decisão. haverá nova eleição

O TRE manteve a decisão do juiz eleitoral de Arcoverde, Drauternani Pantaleão, cassando a chapa eleita em novembro em Arcoverde com Wellington da LW prefeito e Israel Rubis vice.

O relator foi o desembargador Rodrigo Cahu Beltrão. A decisão foi seguida pelos demais desembargadores e o placar terminou 7×0 pró cassação.

Beltrão acatou a tese do abuso de poder econômico e político dos réus nas eleições do ano passado. Outros seis desembargadores seguiram o relator e por unanimidade, mantiveram a cassação da chapa.

Seguiram o entendimento do relator os desembargadores Edilson Pereira Nobre, Carlos Frederico Moraes, Ruy Trezena Patu, Carlos Gil Filho, Alberto Barros Freitas e o Presidente Frederico Ricardo de Almeida Neves.

A prefeita Madalena Britto (PSB) também foi punida pelo mesmo placar com a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Na cidade, nomes da oposição, ligados a Zeca Cavalcanti (PTB),  comemoraram soltando fogos. Há muita movimentação nas redes sociais.

E agora? A chapa agora pode tentar os chamados embargos de declaração no próprio TRE Uma outra possibilidade é a análise de recurso especial no TSE. Enquanto tramita o recurso assume o presidente da Câmara, Siqueirinha. Caso a decisão não seja revertida,  é convocada uma nova eleição.

Sertão do Pajeú notifica apenas 18 novos casos de Covid em 72h

Casos ativos na região caem para 62 De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta segunda-feira (21), foram notificados 18 novos casos de Covid-19, 34 recuperados e nenhum novo óbito na região nas últimas 72 horas.  Sete das dezessete cidades do Pajeú confirmaram novos casos. […]

Casos ativos na região caem para 62

De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta segunda-feira (21), foram notificados 18 novos casos de Covid-19, 34 recuperados e nenhum novo óbito na região nas últimas 72 horas. 

Sete das dezessete cidades do Pajeú confirmaram novos casos. Foram 4 em Afogados da Ingazeira, 1 em Brejinho, 2 em Carnaíba, 2 em Iguararacy, 7 em Serra Talhada e 1 em Tuparetama.

Oito cidades não registraram novos casos da doença, são elas: Calumbi, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira e Triunfo.

Já Flores e Itapetim não divulgaram boletim epidemiológico.

Agora o Sertão do Pajeú conta com 51.064 casos confirmados, 50.290 recuperados (98,48%), 712 óbitos e 62 casos ativos da doença.

Duque admite que pode deixar disputa em Serra Talhada e apoiar oposição

Deputado enfrenta a líder do partido Solidariedade, Marília Arraes, para viabilizar seu nome O deputado estadual Luciano Duque (SD) declarou que pode desistir de disputar a Prefeitura de Serra Talhada e apoiar um candidato de oposição à prefeita Márcia Conrado (PT), caso não tenha apoio para concorrer ao pleito municipal. Ele enfrenta uma disputa com […]

Deputado enfrenta a líder do partido Solidariedade, Marília Arraes, para viabilizar seu nome

O deputado estadual Luciano Duque (SD) declarou que pode desistir de disputar a Prefeitura de Serra Talhada e apoiar um candidato de oposição à prefeita Márcia Conrado (PT), caso não tenha apoio para concorrer ao pleito municipal. Ele enfrenta uma disputa com a vice-presidente nacional do Solidariedade, Marília Arraes, para viabilizar sua candidatura na cidade.

“Se de fato me for negado (a legenda) eu vou me reinventar, nós vamos lançar um candidato, e eu vou fazer campanha da mesma forma, como eu vou fazer para diversos companheiros de outros partidos, agora, que fique registrado que eu sempre fui um homem de diálogo, eu não tinha dificuldade em aceitar essa decisão de Marília. Agora, ficar postergando essa decisão para esperar até o dia da convenção é que eu não iria aceitar, por isso que antecipei”, declarou Duque.

Duque lançou sua pré-candidatura na última sexta-feira (24) sem o aval do partido, que pode declarar apoio a atual gestora da cidade Márcia Conrado (PT). Em entrevista à Rádio Folha FM 96.7, ele desmentiu as acusações feitas por Marília de que não teria procurado o partido e afirmou que o propósito da negativa da legenda é interditar o debate na cidade, para beneficiar acordos feitos por Marília com a prefeita Márcia Conrado e com o ex-deputado Sebastião Oliveira (Avante). 

“Seria muito mais coerente de Marília, já que ela não me queria no partido, que ela me desse a carta de alforria, como o PSB deu a Jarbinhas, mas o propósito é de fato interditar o debate, é a não participação minha no processo político. Eu estou sendo vítima do mesmo processo que ela acusou o PT de fazer com ela, ela quis ser ser candidata e o PT não deixou, parece que ela quer repetir a mesma história comigo”, disparou o deputado. As informações são da Folha de Pernambuco.

Governo Lula rejeitou exigência dos EUA sobre participação de “dissidentes políticos” nas eleições

Condição fazia parte de uma lista de 21 pontos apresentada pelo governo Trump durante negociações sobre o tarifaço imposto ao Brasil em 2025. O governo brasileiro rejeitou uma proposta dos Estados Unidos que incluía entre as condições para a negociação do tarifaço uma garantia relacionada à participação de pessoas classificadas por Washington como “dissidentes políticos” […]

Condição fazia parte de uma lista de 21 pontos apresentada pelo governo Trump durante negociações sobre o tarifaço imposto ao Brasil em 2025.

O governo brasileiro rejeitou uma proposta dos Estados Unidos que incluía entre as condições para a negociação do tarifaço uma garantia relacionada à participação de pessoas classificadas por Washington como “dissidentes políticos” nas eleições presidenciais de 2026. A exigência foi apresentada pelo governo de Donald Trump em outubro do ano passado.

O texto entregue à delegação brasileira previa que o país se comprometesse com eleições consideradas livres e justas e não detivesse, prendesse ou limitasse de forma arbitrária a participação desses chamados “dissidentes políticos” no processo eleitoral.

A proposta não mencionava nominalmente Jair Bolsonaro. Integrantes do governo brasileiro, porém, interpretaram a formulação como uma referência à situação do ex-presidente, condenado pelo STF por tentativa de golpe e fora da disputa eleitoral. Essa relação foi uma interpretação dos interlocutores brasileiros, e não estava expressa no documento norte-americano.

A exigência fazia parte de uma lista com 21 pontos encaminhada durante uma missão brasileira a Washington, em 16 de outubro de 2025. Na ocasião, a delegação, liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, buscava negociar as tarifas adicionais de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Segundo a apuração, Vieira considerou os termos inaceitáveis e determinou que a minuta não fosse utilizada como base para as reuniões oficiais. O chanceler posteriormente se reuniu com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e participou de outro encontro que contou com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Além do ponto relacionado às eleições, a proposta dos Estados Unidos incluía exigências sobre liberdade de expressão, plataformas digitais, cumprimento de sanções financeiras americanas, minerais críticos, investimentos, aviação, meio ambiente, soja e aço.

Entre as condições político-institucionais, Washington também buscava garantias para empresas americanas de tecnologia diante de decisões envolvendo conteúdo publicado nas redes sociais e pretendia evitar que instituições financeiras brasileiras fossem penalizadas no país pelo cumprimento de sanções determinadas pelos Estados Unidos.

A lista apresentada em 2025 era uma proposta de negociação e não chegou a se tornar um acordo firmado entre os dois países.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Clodoaldo Magalhães apoia André Valença para Presidência da UVP

O deputado estadual e Primeiro Secretário da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Clodoaldo Magalhães (PSB), firmou, nesta segunda (18), apoio à candidatura do vereador André Valença – atual presidente da Câmara de Vereadores de São Bento do Una e 1º Secretário da União dos Vereadores do Brasil, seccional Pernambuco (UVB-PE) – para disputar a eleição da […]

O deputado estadual e Primeiro Secretário da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Clodoaldo Magalhães (PSB), firmou, nesta segunda (18), apoio à candidatura do vereador André Valença – atual presidente da Câmara de Vereadores de São Bento do Una e 1º Secretário da União dos Vereadores do Brasil, seccional Pernambuco (UVB-PE) – para disputar a eleição da União dos Vereadores de Pernambuco para o biênio (2019-2020), marcada para o próximo dia 30 de março.

O deputado recebeu os membros da Diretoria da UVB-PE, comandada pelo Dr. Edmilson Henaulth, na Primeira Secretaria da Alepe, onde debateram, dentre outros pontos, a atuação dessas entidades, representativas do Poder Legislativo Municipal no Brasil e em Pernambuco, e a necessidade de resgate dos ideais da instituição no Estado.

A UVP tem 40 anos de existência e busca o fortalecimento do Poder Legislativo Municipal, de forma transparente e democrática. A entidade trabalha na valorização do político mais próximo da população, que é o vereador do município, participando de movimentos locais e nacionais e oferecendo serviços, como capacitações, assessoria jurídica, seminários para troca de experiências entre os legisladores municipais, entre outras iniciativas.

Por sua vez, com 55 anos de atuação no Brasil, a UVB reúne membros dos poderes legislativos municipais, a fim de valorizar a importância destes, de forma transparente e atenta à ética na política. A entidade atua promovendo debates, encontros e seminários para levar conhecimento e qualificação aos integrantes do legislativo municipal brasileiro, permitindo a integração e a troca de experiências entre legisladores e servidores dos parlamentos municipais.