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Serra Talhada apresenta programa “Clima em Ação Serra Talhada” e fortalece protagonismo da juventude na ação climática

Por Nill Júnior

Serra Talhada segue avançando na construção de políticas públicas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. Como uma das cidades brasileiras selecionadas para participar do Youth Climate Action Fund (YCAF), iniciativa internacional financiada pela Bloomberg Philanthropies, o município deu início à implantação do programa Clima em Ação Serra Talhada, que apoiará projetos liderados por jovens de 15 a 24 anos.

A primeira apresentação oficial do programa ocorreu na quarta-feira (1º), na Sala Verde Serra Talhada Sustentável, reunindo secretários municipais, servidores públicos, membros da Comissão Municipal de Ação Climática (CoMAC) e representantes da administração municipal. O encontro marcou o início da mobilização institucional para a implementação da iniciativa, fortalecendo a integração entre as secretarias e parceiros envolvidos.

Dando continuidade às ações, nesta sexta-feira (3), o programa foi apresentado à prefeita Márcia Conrado, que conheceu os objetivos, o funcionamento e as próximas etapas de execução do projeto. Durante o encontro, foi reafirmado o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento das políticas públicas de sustentabilidade, inovação e enfrentamento às mudanças climáticas.

O Clima em Ação Serra Talhada tem como objetivo incentivar o protagonismo juvenil, oferecendo apoio financeiro para que jovens desenvolvam e executem projetos capazes de gerar impactos positivos no município. Entre os temas que poderão ser contemplados estão mitigação e adaptação às mudanças climáticas, educação ambiental, economia circular, arborização urbana, proteção da biodiversidade, gestão de resíduos, inovação ambiental e outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Nos próximos dias, será publicado um edital público com todas as regras de participação. Jovens de 15 a 24 anos poderão apresentar propostas e concorrer ao financiamento para transformar boas ideias em ações concretas em benefício da cidade.

A iniciativa integra uma rede internacional de municípios apoiados pelo Youth Climate Action Fund e busca reforçar o posicionamento de Serra Talhada como referência na construção de políticas públicas voltadas à sustentabilidade, à participação social e à ação climática.

Outras Notícias

Por 7 a 4, STF admite prisão logo após condenação em 2ª instância

Por 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em julgamento nesta quarta-feira (17), admitir que um réu condenado na segunda instância da Justiça comece a cumprir pena de prisão, ainda que esteja recorrendo aos tribunais superiores. Assim, bastará a sentença condenatória de um tribunal de Justiça estadual (TJ) ou de um tribunal […]

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Por 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em julgamento nesta quarta-feira (17), admitir que um réu condenado na segunda instância da Justiça comece a cumprir pena de prisão, ainda que esteja recorrendo aos tribunais superiores.

Assim, bastará a sentença condenatória de um tribunal de Justiça estadual (TJ) ou de um tribunal regional federal (TRF) para a execução da pena. Até então, réus podiam recorrer em liberdade ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde 2009, o STF entendia que o condenado poderia continuar livre até que se esgotassem todos os recursos no Judiciário. Naquele ano, a Corte decidiu que a prisão só era definitiva após o chamado “trânsito em julgado” do processo, por respeito ao princípio da presunção de inocência.

O julgamento desta quarta representa uma mudança nesse entendimento. Até então, a pessoa só começava a cumprir pena quando acabassem os recursos. Enquanto isso, só era mantida encarcerada por prisão preventiva (quando o juiz entende que ela poderia fugir, atrapalhar investigação ou continuar comentendo crimes).

Votaram para permitir a prisão após a segunda instância os ministros Teori Zavascki (relator), Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. De forma contrária, votaram Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

Nos votos, os ministros favoráveis à prisão após a segunda instância argumentaram que basta uma decisão colegiada (por um grupo de juízes, como ocorre nos TJs e TRFs) para aferir a culpa de alguém por determinado crime.

Em regra, os recursos aos tribunais superiores (STJ e STF) não servem para contestar os fatos e provas já analisadas nas instâncias inferiores, mas somente para discutir uma controvérsia jurídica sobre o modo como os juízes e desembargadores decidiram.

A favor
Relator do caso, Teori Zavascki argumentou que a possibilidade de recorrer em liberdade estimula os réus a apresentar uma série de recursos em cada tribunal superior, até mesmo a ponto de obter a prescrição, quando a demora nos julgamentos extingue a pena.

“Os apelos extremos, além de não serem vocacionados à resolução relacionada a fatos e provas, não acarreta uma interrupção do prazo prescricional. Assim, ao invés de constituir um instrumento de garantia da presunção de não culpabilidade do apenado, [os recursos] acabam representando um mecanismo inibidor da efetividade da jurisdição penal”, afirmou.

Seguindo essa linha, Luís Roberto Barroso chamou o atual sistema de “desastre completo”. “O que se está propondo é de tornar o sistema minimanente eficiente e diminuir o grau de impunidade e sobretudo de seletividade do sistema punitivo brasileiro. Porque quem tem condições de manter advogado para interpor um recurso atrás do outro descabido não é os pobres que superlotam as cadeias”.

Contra
Primeira a divergir, Rosa Weber afirmou ter “dificuldade” em mudar a regra até agora aplicada pelo Supremo. “Embora louvando e até compartilhando dessas preocupações todas, do uso abolutamente abusivo e indevido de recursos, eu talvez por falta de reflexão maior, não me sinto hoje à vontade para referenda essa proposta de revisão da jurisprudência”.

Presidente da Corte, Lewandowski também discordou da mudança do entendimento sobre a presunção de inocência e alertou para o aumento do número de presos que virá com a decisão.

“O sistema penitenciário está absolutamente falido, se encontra num estado inconstitucional de coisas. Agora nós vamos facilitar a entrada de pessoas nesse verdadeiro inferno de Dante, que é o sistema prisional”, afirmou.

Reação
Após a decisão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que defendeu a mudança, divulgou nota afirmando tratar-se de um “passo decisivo contra a impunidade no Brasil”.

“Proferida a decisão no tribunal de origem em que as circunstâncias de fato foram acertadas, qualquer recurso para o STJ ou STF, ensejará a discussão somente de questão jurídica”, disse, ainda durante o julgamento.

Em nota, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) saudou a mudança, semelhante a proposta apresentada pela entidade ao Congresso. “Esse é um dos principais pontos da nossa a agenda. A mudança na interpretação da lei emanada pelo plenário da Suprema Corte reforça a adequação e pertinência da nossa proposta”, afirmou em nota o presidente da entidade, Antônio César Bochenek.

Criminalista atuante no STF há 37 anos, o advogado Nélio Machado criticou a decisão. Para ele, ela permite que uma pessoa comece a cumprir pena mesmo se depois um tribunal superior entender que houve erro nas decisões anteriores.

“Quase um terço das decisões são modificadas aqui. Logo, se você executa a pena antes do trânsito em julgado, você tem o risco de perpetrar um enorme erro judiciário irreparável. E o Estado brasileiro não está vocacionado a reparar erros do Judiciário. Não é da nossa praxe, não é da nossa tradição, nunca foi e nunca será”, afirmou ao G1.

A Copa da vergonha

A Copa do Mundo de 2026 nem começou e já está dando o que falar, negativamente! Sem pulso firme, a FIFA segue em papel de coadjuvante aceitando todas as imposições dos Estados Unidos. Do árbitro da Somália, às delegações de Irã, Senegal e Uzbequistão, ataques aos direitos humanos e revistas humilhantes. A seleção iraniana está […]

A Copa do Mundo de 2026 nem começou e já está dando o que falar, negativamente!

Sem pulso firme, a FIFA segue em papel de coadjuvante aceitando todas as imposições dos Estados Unidos.

Do árbitro da Somália, às delegações de Irã, Senegal e Uzbequistão, ataques aos direitos humanos e revistas humilhantes.

A seleção iraniana está com permissão de ir jogar nos Estados Unidos e voltar imediatamente ao México, percorrendo milhares de quilômetros.

É a Copa da vergonha, com a FIFA humilhada diante do governo Trump.

Marília explora e critica neutralidade de Raquel

A campanha de Marília Arraes trata o ato desda sexta com o ex-presidente e candidato Lula como o “evento da virada”. Isso pela comoção e envolvimento da base lulista em torno de sua candidatura,  o reencontro com adversários recentes em torno do seu palanque e a fala de Lula em defesa de seu projeto. A […]

A campanha de Marília Arraes trata o ato desda sexta com o ex-presidente e candidato Lula como o “evento da virada”.

Isso pela comoção e envolvimento da base lulista em torno de sua candidatura,  o reencontro com adversários recentes em torno do seu palanque e a fala de Lula em defesa de seu projeto.

A todo momento, no ato ou nas redes sociais,  a campanha de Marília criticou a neutralidade anunciada da candidata do PSDB, Raquel Lyra.  “A dupla que não é neutra, que tem lado, vai mudar Pernambuco e o Brasil”.

“Vamos derrotar o fascismo a fome, o atraso, a subserviência do nosso país perante os outros países do mundo.  É isso que a gente quer aqui pra Pernambuco.  Por isso que não cabe desqualificar ninguém, não cabe ódio,  não cabe divisão,  disse Marília,  observada por João Campos.

“É de uma irresponsabilidade sem tamanho dizer que tanto faz.  É de uma irresponsabilidade histórica com o Brasil, com o povo principalmente pobre, porque acima de tudo Bolsonaro é anti pobre. Estamos unindo Pernambuco,  isolando o ódio, as forças de atraso e conservadoras que estão tentando dizer que tanto faz qualquer país, qualquer presidente. Aqui a gente diz não.  O nosso povo tem lado”, acrescentou.

Caso Jandyson: Carlos Marques e Edson Henrique confrontam versões

A audiência de instrução que apura supostas irregularidades na campanha eleitoral de 2024 em Afogados da Ingazeira movimentou o debate público nesta terça-feira (9). Durante entrevista ao programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, os advogados Carlos Marques, procurador do município e representante da Frente Popular, e Edson Henrique, ex-candidato a vice-prefeito pela União pelo Povo […]

A audiência de instrução que apura supostas irregularidades na campanha eleitoral de 2024 em Afogados da Ingazeira movimentou o debate público nesta terça-feira (9). Durante entrevista ao programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, os advogados Carlos Marques, procurador do município e representante da Frente Popular, e Edson Henrique, ex-candidato a vice-prefeito pela União pelo Povo e atual gerente de Articulação Regional da Casa Civil, apresentaram versões antagônicas sobre o caso e sobre o impacto da investigação no processo eleitoral.

A ação, movida pela coligação União pelo Povo, envolve a apreensão de notas fiscais, tíquetes de combustível e R$ 35 mil em espécie encontrados com o então secretário municipal de Finanças, Jandyson Henrique, na véspera da eleição. O material também foi alvo de relatório da Polícia Federal, que indiciou o ex-gestor por corrupção eleitoral, caixa dois e captação ilícita de sufrágio.

Frente Popular minimiza gravidade e acusa adversários de “criar tempestade”

No estúdio da emissora, o advogado Carlos Marques demonstrou confiança no desfecho favorável à chapa do prefeito Sandrinho Palmeira (PSB) e do vice Daniel Valadares (MDB). Ele argumentou que a prestação de contas da coligação foi aprovada pela Justiça Eleitoral e que a oposição sequer apresentou impugnação no período legal.

Marques afirmou ainda que a apreensão não caracteriza prisão, como divulgou parte da oposição, e contestou pontos do relatório da Polícia Federal. Segundo ele, a PF teria somado despesas referentes a dois cartões de abastecimento distintos — da administração geral e do Fundo Municipal de Saúde — e considerado gastos fora do período investigado.

“Criaram uma tempestade que no final deve virar uma marolinha, como já aconteceu no caso da pasta vermelha”, disse, citando episódio jurídico da primeira campanha do ex-prefeito José Patriota. O procurador reforçou que, no seu entendimento, não há qualquer conduta atribuída ao prefeito ou ao vice que justifique cassação. “O que não está nos autos não existe”, afirmou.

União pelo Povo diz que caso é o maior escândalo eleitoral da história da cidade

Por telefone, Edson Henrique adotou tom oposto. Ele classificou o episódio como “o maior escândalo eleitoral de Afogados da Ingazeira” e ressaltou que o acervo de provas não foi produzido pela coligação adversária, mas apreendido pela Polícia Militar e analisado pela Polícia Federal.

Segundo ele, há “materialidade incontornável”, com notas, talões e ordens de abastecimento que somariam cerca de R$ 407 mil, valor muito acima dos R$ 68 mil declarados na prestação de contas. Para Edson, a investigação aponta descompasso evidente entre o que foi apreendido e o que foi declarado.

“Quem tem capacidade técnica de confrontar dados é a PF, não partidos políticos. Se a PF está equivocada, então não precisaria existir”, ironizou.

Henrique também negou que a coligação tenha a intenção de politizar o caso. “Não fomos nós que criamos nada. Quem se envolveu foi o secretário. O mal por si só se destrói”, afirmou.

O que acontece na audiência

Ambos os advogados explicaram a dinâmica da audiência desta terça, que não envolve julgamento, mas a oitiva de testemunhas. A coligação União pelo Povo indicou seis pessoas; a Frente Popular, quatro. Após essa fase, o juiz eleitoral poderá determinar alegações finais orais ou escritas. A sentença pode sair no mesmo dia, mas, segundo os advogados, é improvável devido à complexidade do caso.

Carlos Marques destacou que eventual cassação só teria efeito após esgotados todos os recursos — o que pode levar o processo até o Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. “O mandato só é interrompido com trânsito em julgado”, reiterou.

Edson, por sua vez, disse que a coligação aguarda a decisão com serenidade: “É vida que segue. Quem não tem nada a esconder não teme a investigação”.

Expectativa e tensão

A audiência ocorre em meio a forte mobilização política na cidade, com grupos das duas coligações acompanhando cada etapa do processo. A decisão do juiz eleitoral, quando proferida, terá impacto direto sobre a composição do Executivo municipal e pode redefinir o cenário político local.

Enquanto isso, Frente Popular e União pelo Povo ensaiam uma disputa narrativa que deve seguir até o desfecho final da ação, seja qual for o resultado.

PoderData: diferença entre Lula e Bolsonaro cai para 5 pontos

Uma pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira 13 mostra que Lula (PT) segue na liderança da corrida rumo à Presidência da República, com 40% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece Jair Bolsonaro (PL), com 35%. A diferença de cinco pontos percentuais é a menor registrada pelo instituto neste ano. Em 15 dias, o ex-capitão […]

Uma pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira 13 mostra que Lula (PT) segue na liderança da corrida rumo à Presidência da República, com 40% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece Jair Bolsonaro (PL), com 35%.

A diferença de cinco pontos percentuais é a menor registrada pelo instituto neste ano. Em 15 dias, o ex-capitão subiu três pontos, enquanto o petista oscilou um ponto para baixo.

Segundo o PoderData, a saída de Sergio Moro favoreceu Bolsonaro, enquanto os nomes da terceira via seguem distantes do segundo turno. O terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT), soma apenas 5% das intenções de voto, tecnicamente empatado com João Doria (PSDB) e André Janones (Avante), que têm 3% cada, e com Simone Tebet (MDB), com 2%.

Na rodada anterior, publicada em 30 de março, Moro marcou 6% das intenções de voto.

Segundo turno: na projeção do mais provável embate de segundo turno, Lula aparece na liderança, com 47%, ante 38% de Bolsonaro. Há 15 dias, o petista tinha 50%, contra 38% de Bolsonaro. Em fevereiro, a vantagem de Lula era de 54% a 37%.