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Serra registra mais 70 casos e dois óbitos no fim de semana

Por Nill Júnior

Cidade chega a 3.084 e 46 óbitos

A Secretaria de Saúde de Serra Talhada informa que foram registrados 70 novos casos positivos de Covid-19 nas últimas 72h, totalizando 3.084 casos confirmados. São 26 pacientes do sexo masculino e 44 do sexo feminino, com idades entre 4 e 88 anos.

Foram registrados dois óbitos de pacientes idosos no último sábado, dia 22 de agosto.

O primeiro paciente tinha 85 anos, era morador da AABB/Várzea, hipertenso, diabético e tabagista; a segunda paciente tinha 83 anos, era moradora do Alto da Conceição, cardiopata e diabética. Ambos estavam internados no Hospital Governador Eduardo Campos e não resistiram.

O número de casos suspeitos caiu para 73 e o de casos descartados subiu para 11.570. Quanto à evolução dos casos confirmados, são 2.670 pacientes recuperados, 350 em tratamento domiciliar, 18 em leitos de internamento e 46 óbitos. Em relação aos profissionais de saúde são 106 recuperados e 07 em tratamento.

Internamentos – O município tem 20 pacientes internados (casos suspeitos e confirmados), sendo 05 no Hospam e 15 no Hospital Eduardo Campos. Não há pacientes internados nos Leitos de Retaguarda Municipais do Hospital São José.

O boletim diário, portanto, fica com 3.084 casos confirmados, 73 casos suspeitos, 2.670 recuperados, 11.570 descartados e 46 óbitos.

Outras Notícias

Itapetim: prefeitura entrega passagem molhada

A inauguração da passagem molhada do Sítio Gunça, aconteceu nesta sexta-feira (31), na sede da associação comunitária do local. Foi mais uma ação realizada com recursos próprios da Prefeitura Municipal, dentro do planejamento de ações de suporte para o período chuvoso. “Muito feliz em poder realizar mais uma obra de grande importância para a nossa […]

A inauguração da passagem molhada do Sítio Gunça, aconteceu nesta sexta-feira (31), na sede da associação comunitária do local.

Foi mais uma ação realizada com recursos próprios da Prefeitura Municipal, dentro do planejamento de ações de suporte para o período chuvoso.

“Muito feliz em poder realizar mais uma obra de grande importância para a nossa gente. Vamos continuar na luta para trazer cada vez mais melhorias para a nossa cidade”, disse o prefeito Adelmo Moura.

O vice-prefeito Junio Moreira, o ex-prefeito Arquimedes Machado, Reginaldo Inácio, presidente da associação do sítio Gunça, os vereadores e lideranças do governo também estiveram na inauguração.

Logo após a inauguração teve festa com o Forrozão Mandacaru.

Ducado do Sertão faz barulho no PT

Por Renata Monteiro/JC Online À frente da maior cidade governada pelo PT em Pernambuco, o prefeito de Serra Talhada (Sertão), Luciano Duque, tem se mostrado uma figura central nas articulações para o fortalecimento interno do projeto de candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes (PT) ao governo do Estado e popularização do seu nome no […]

Foto: Sabrina Oliveira

Por Renata Monteiro/JC Online

À frente da maior cidade governada pelo PT em Pernambuco, o prefeito de Serra Talhada (Sertão), Luciano Duque, tem se mostrado uma figura central nas articulações para o fortalecimento interno do projeto de candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes (PT) ao governo do Estado e popularização do seu nome no interior. Desde que demonstrou interesse em disputar a eleição majoritária deste ano, a petista encontrou o apoio de movimentos de base, prefeitos e de alguns dirigentes, mas alas da legenda que defendem outras candidaturas ou uma aliança com o PSB do governador Paulo Câmara resistem à empreitada da ex-socialista.

Um dos movimentos da dupla para enfrentar a oposição foi feito no último fim de semana, quando a pré-candidatura de Marília foi lançada oficialmente, em Serra Talhada, numa ideia do próprio Duque. “Sem dúvida a figura do prefeito Luciano Duque foi essencial não só porque Serra Talhada é a maior prefeitura governada pelo PT em Pernambuco hoje, mas pela gestão que ele tem feito uma das mais bem avaliadas do Estado. Tem o peso político, de conteúdo e de construção”, disse a vereadora.

Diretórios de todo o Estado foram convocados para o ato em Serra Talhada e cerca de 80 compareceram ao Ginásio Poliesportivo Egídio Torres. Segundo a organização do evento, 3 mil pessoas participaram. “Havia muita gente lá, mas o mais importante é a representatividade. Havia mais de 80 diretórios presentes (…). Após sair daqui, Marília ainda rodou toda a região de Itaparica, depois a companheira já estava no Araripe, andou parte do Sertão Central e tem tido muita força, muita coragem nesse trabalho de aproximação, de escuta com o povo”, avaliou Duque.

Questionado sobre a falta de apoio à Marília de quadros importantes do PT pernambucano, como o ex-prefeito João Paulo e o senador Humberto Costa, Duque diz que compreende o primeiro, que defende a pré-candidatura do deputado federal Odacy Amorim ao Palácio do Campo das Princesas, mas questiona o segundo, que tem relacionado decisões locais a questões nacionais da agremiação, não descartando uma aliança com o PSB.

“Há um desejo do grupo do governador Paulo Câmara no sentido de construir uma aliança entre o PT e o PSB em Pernambuco. No cenário nacional, entretanto, o PSB está dividido. Em nenhum momento eles sinalizaram que estariam coesos apoiando a candidatura de Lula. Então como nós vamos discutir aliança como Humberto coloca? Dizendo que os interesses nacionais estão acima dos interesses locais? Eu creio que esse discurso apequena a discussão e fere a autonomia de todo um conjunto de forças que desejam que o PT seja protagonista desse processo político”, disparou o gestor municipal. Procuradas pela reportagem, as assessorias de imprensa do PSB e de Humberto Costa disseram que não comentariam as declarações.

Assinaturas

Em mais um gesto no sentido de dar corpo ao projeto de candidatura da petista, Duque adianta que eles dois, e seus apoiadores, continuarão a percorrer o Estado recolhendo assinaturas de membros dos diretórios municipais em apoio à vereadora. A intenção do grupo, segundo Duque, é, até março, promover um ato no Recife para pressionar a legenda a lançar candidatura própria e cobrar do presidente da sigla, Bruno Ribeiro, a convocação de eleições internas para definir quem, de fato, representará a sigla no pleito deste ano.

Sobre a movimentação do prefeito, após classificá-lo como uma liderança “muito estimada e respeitada”, Ribeiro afirmou que na próxima semana haverá uma executiva para ajustar o calendário partidário nacional ao local e que questões como eleições internas serão abordadas no encontro. Segundo a programação da Executiva Nacional, as inscrição de pré-candidatos a governador ocorrerão entre 26 de março e 6 de abril. As prévias devem ser realizadas entre os dias 5 e 20 de maio.

Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura abre inscrições em fevereiro

A Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco/Secult-PE e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco/Fundarpe, por intermédio da sua Gerência de Políticas Culturais/GPC tornou público a realização de licitação, na modalidade Concurso para o IX Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura  As inscrições estarão abertas de 1º de fevereiro à 17 de março […]

A Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco/Secult-PE e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco/Fundarpe, por intermédio da sua Gerência de Políticas Culturais/GPC tornou público a realização de licitação, na modalidade Concurso para o IX Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura 

As inscrições estarão abertas de 1º de fevereiro à 17 de março às 17:00.

O Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura, em sua 9ª edição, tem como objetivo reconhecer, valorizar, incentivar e difundir a literatura de Pernambuco, através da premiação de até quatro obras literárias dos gêneros poesia, contos ou romance, preferencialmente uma de cada macrorregião do Estado: Agreste, Região Metropolitana, Sertão e Zona da Mata. Acesse aqui o regulamento.

“Propina em Bíblia” e lobby de pastores: entenda o esquema investigado pela PF

Ex-ministro Milton Ribeiro e pastores que tinham acesso livre ao MEC foram presos nesta quarta-feira A Operação da Polícia Federal que prendeu o ex-ministro Milton Ribeiro nesta quarta-feira investiga suspeitas relacionadas à atuação de pastores dentro do Ministério da Educação (MEC). Desde a posse de Ribeiro, em junho de 2020, os religiosos Gilmar Santos e […]

Ex-ministro Milton Ribeiro e pastores que tinham acesso livre ao MEC foram presos nesta quarta-feira

A Operação da Polícia Federal que prendeu o ex-ministro Milton Ribeiro nesta quarta-feira investiga suspeitas relacionadas à atuação de pastores dentro do Ministério da Educação (MEC). Desde a posse de Ribeiro, em junho de 2020, os religiosos Gilmar Santos e Arilton Moura levaram dezenas de prefeitos para reuniões e, segundo acusações, cobravam valores entre R$ 15 mil a R$ 40 mil e até mesmo a compra de Bíblias para facilitar o repasse de verbas públicas para esses municípios. A reportagem é da Agência O Globo.

O escândalo atingiu um dos ministérios mais importantes da Esplanada, com um orçamento de R$ 159 bilhões apenas neste ano. Mas também chegou ao Palácio do Planalto: em uma conversa gravada, o ministro da Educação afirma que a prioridade dada a atender os pedidos de Gilmar e Arilton seria um pedido especial do presidente Jair Bolsonaro. Em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais na época em que o escândalo foi divulgado, Bolsonaro chegou a defender Ribeiro: “Eu boto a minha cara no fogo pelo Milton”.

Quatro dias depois da declaração, no entanto, Milton deixou o governo em meio a pressão da bancada evangélica, que temia prejuízos eleitorais com o episódio, e da abertura de investigações pela Polícia Federal e pelo Ministério Público sobre o caso.

Confira abaixo os principais desdobramentos do escândalos:

Gabinete paralelo

A atuação dos pastores começou a ser revelada em reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” no dia 18 de março que mostrou a influência dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, da Assembleia de Deus Ministério Cristo para Todos, sobre a liberação de verba do MEC. Os religiosos participaram de 22 agendas na pasta, geralmente acompanhados de dezenas de prefeitos. Muitos municípios que participavam das reuniões conseguiram liberação de verbas semanas depois.

O áudio

A gravação de uma reunião com a presença do ministro Milton Ribeiro e do pastor Gilmar Santos é revelada pelo jornal “Folha de S. Paulo” no dia 21 de março. No áudio, Ribeiro diz que prefeitos acompanhados pelos pastores eram priorizados a pedido do presidente Jair Bolsonaro. “”Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do Gilmar”, disse Ribeiro.

O ministro se defende

No mesmo dia, o ministro Milton Ribeiro divulga comunicado se defendendo das acusações. Na nota, diz que Bolsonaro não pediu atendimento preferencial, mas que solicitou que recebesse “todos que nos procurassem”. Segundo ele, a alocação de recursos ocorre de acordo com o Orçamento e critérios técnicos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE). “Não há nenhuma possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado”.

A propina

No dia seguinte, surge a primeira denúncia de propina. O prefeito de Luis Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB) disse ao jornal “O Estado de S. Paulo” que o pastor Arilton Moura teria cobrado, de forma antecipada, R$ 15 mil em troca de sua influência no MEC a favor da prefeitura. Além disso, o religioso também teria pedido 1 kg de ouro após a liberação dos recursos.

A influência na Esplanada

Um levantamento feito pelo GLOBO nas agendas das principais autoridades do governo federal revela que a influência de Gilmar Santos precedeu a chegada de Milton Ribeiro ao Ministério da Educação: desde o início do mandato, o pastor esteve ao menos quatro vezes com o presidente Bolsonaro, três delas no Palácio do Planalto. Além disso, também se reuniu com outros três ministros.

Propina em bíblias

O GLOBO revelou no dia 23 de março que a aquisição de Bíblias era uma das formas de pagamento de vantagens indevidas aos dois pastores. O prefeito de Bonfinópolis (GO), Kelton Pinheiro contou que Arilton Moura pediu R$ 15 mil e também comprasse Bíblias para ajudar na “construção da Igreja”. O mesmo enredo é narrado pelo prefeito de Boa Esperança do Sul, São Paulo, José Manoel de Souza. Ele revelou uma solicitação feita pelo pastor lobista de R$ 40 mil em propina para “ajudar a igreja”.

Ministro revela denúncia anônima

O ministro Milton Ribeiro diz que, em agosto de 2021, recebeu uma denúncia anônima sobre a dupla de pastores e que, imediatamente, encaminhou as informações à Controladoria-Geral da União. No mesmo dia, a CGU confirmou que finalizou o procedimento em março: na ocasião, identificou indícios de crimes cometidos por terceiros, mas não por servidores públicos. As informações foram repassadas para a Polícia Federal.

O pastor se defende

Em nota publicada nas suas redes sociais, o pastor Gilmar Santos negou qualquer influência sobre as verbas do Ministério da Educação ou sobre o ministro Milton Ribeiro. O religioso classificou as acusações de inverdades e destaca que atua há 31 anos como missionário. Já Arilton Moura não retornou os contatos da reportagem e permanece em silêncio.

Novos negócios

Dados levantados pelo Globo na Junta Comercial de Goiás revelam uma expansão patrimonial do pastor Gilmar Santos. O religioso, que tinha apenas uma empresa registrada no estado abriu duas companhias no mesmo dia, 8 de março, há pouco mais de duas semanas. Os documentos revelaram um grande investimento feito por Gilmar: somadas, as empresas contaram com um investimento inicial de R$ 450 mil em uma faculdade e em uma editora.

Demissão

Pressionado por evangélicos, o ministro da Educação Milton Ribeiro entregou ao presidente Jair Bolsonaro uma carta pedindo sua exoneração no dia 28 de março. No documento, ele afirma que jamais realizou ato de gestão em sua pasta “que não fosse pautado pela correção, pela probidade e pelo compromisso com o erário”. Ribeiro afirmou, no entanto, que tomou a decisão para que “não paire nenhuma incerteza sobre a minha conduta e a do Governo Federal”.

A demissão foi decidida após a Polícia Federal abrir um inquérito para apurar as suspeitas de que houve favorecimento na distribuição de verbas do ministério. A investigação foi pedida pela Procuradoria Geral da República, que viu indícios dos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa.

Conecta: aliados de Raquel comemoram crescimento; de João, liderança com apoio de Lula

A nova pesquisa Conecta em Pernambuco foi explorada de maneiras diferentes pelos palanques de João Campos e Raquel Lyra. Aliados da governadora destacaram a evolução de Raquel, que perdia de 57% a 21% em abril de 2025, reduziu para 52% a 31% em agosto, cenário estável em outubro,  reduziu para 45,4% a 38,4% em dezembro […]

A nova pesquisa Conecta em Pernambuco foi explorada de maneiras diferentes pelos palanques de João Campos e Raquel Lyra.

Aliados da governadora destacaram a evolução de Raquel, que perdia de 57% a 21% em abril de 2025, reduziu para 52% a 31% em agosto, cenário estável em outubro,  reduziu para 45,4% a 38,4% em dezembro e agora aparece com 42,4% contra 40,4% do socialista.

“Em pouco mais de um ano, João Campos perdeu 16 pontos nas intenções de voto. No mesmo período, Raquel Lyra cresceu 21 pontos, saiu de 21% para 42,4% e assumiu a liderança no cenário pesquisado”, dizem em nota.

Já o grupo de João Campos explorou que, com apoio de Lula, João Campos abre 10 pontos sobre Raquel.

“Pesquisa do Instituto Conecta divulgada nesta terça-feira (14) mostra que, com apoio de Lula (PT), o pré-candidato a governador João Campos (PSB) tem vantagem de pelo menos dez pontos sobre Raquel Lyra (PSD) na corrida eleitoral deste ano. Em um cenário em que a governadora é associada ao presidenciável Ronaldo Caiado, de seu partido, o ex-prefeito do Recife aparece com 45,1%, e ela, com 35,8%”, destacam.

Ainda afirmam que quando Raquel é relacionada a Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, partido recentemente acolhido com cargos no Governo de Pernambuco, o cenário eleitoral é ainda mais desfavorável à governadora. Nesse caso, João Campos abre 13 pontos de diferença, chegando a 47,5% das intenções de voto, contra 34,1% dela. No primeiro cenário, brancos e nulos foram 10,6%, e não souberam ou não responderam, 8,5%. Já no segundo cenário, 10,5% disseram que votariam nulo ou em branco, e 7,9% não souberam ou não responderam.

O levantamento foi feito entre os dias 8 e 11 de julho e contou com 2,1 mil entrevistas em 53 municípios pernambucanos. A margem de erro é de 2,14 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número 04263/2026.