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Serra: mais de 8 mil moradores estão perdendo desconto na fatura de energia elétrica

Por André Luis

A Neoenergia Pernambuco está em busca dos mais de 8 mil serratalhadenses que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) ou no Benefício de Prestação Continuada (BPC) do Governo Federal e ainda não possuem o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). 

Esses clientes estão perdendo a oportunidade de receber até 100% de desconto no valor da conta de luz, caso sejam quilombolas ou indígenas, limitado a 50 kWh/mês, ou até 65% nos casos de clientes de baixa renda. Ao todo, 1.165.370 pessoas estão inscritas no benefício em Pernambuco. Em Serra Talhada, 12.664 pessoas são beneficiadas.

Para participar da Tarifa Social, o cliente precisa possuir o Número de Inscrição Social (NIS) ou Número do Benefício (BPC/LOAS) atualizados. Caso esteja desatualizado, é preciso se dirigir ao Centro de Referência e Ação Social (CRAS) mais próximo de sua residência para regularizar a situação junto ao CadÚnico do Governo Federal. Quem não possui o NIS ou NB (BPC/LOAS), mas tem uma renda menor do que meio salário-mínimo por pessoa na residência, também pode obter o número no CRAS.

Quando o titular da conta de energia elétrica é o próprio beneficiário e portador do NIS ou NB (BPC/LOAS), a Neoenergia faz a inscrição automaticamente. Porém, quando a titularidade está no CPF de outra pessoa, é necessário que o cliente procure a distribuidora para que receba o benefício. 

As lojas de atendimento presencial podem ser localizadas no site ao acessar aqui. Em Serra Talhada, o atendimento está sendo na Rua Joca Magalhães, N° 480, no Centro. A inscrição é simples, rápida e pode ser feita por meio do WhatsApp da Neoenergia Pernambuco (81 3217-6990), site oficial, pelo telefone 116, lojas de atendimento ou em um dos pontos de atendimento da empresa espalhados por todo o Estado.

Apenas com a numeração em mãos, o cliente pode solicitar o benefício da TSEE à concessionária. Vale ressaltar que não existe limite de prazo para solicitação. O consumidor pode se cadastrar a qualquer tempo para usufruir do benefício, desde que atenda aos pré-requisitos de classificação, apresente a documentação necessária e a concessão do benefício seja validada. Importante ressaltar que o desconto não é cumulativo. Caso duas pessoas possuam o NIS ou o NB, e residam na mesma casa, apenas uma poderá se inscrever na Tarifa Social.

Outras Notícias

Assembleia de posse da Amupe será transmitida ao vivo nesta segunda-feira

Prefeitos e prefeitas votam nesta segunda-feira (01), para eleger a nova diretoria da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) para o biênio 2021-2023. Às 17h, em assembleia extraordinária, os gestores eleitos tomarão posse na presença do governador Paulo Câmara e demais autoridades. Toda a cerimônia será transmitida ao vivo nos canais oficiais da Amupe no Youtube, […]

Prefeitos e prefeitas votam nesta segunda-feira (01), para eleger a nova diretoria da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) para o biênio 2021-2023. Às 17h, em assembleia extraordinária, os gestores eleitos tomarão posse na presença do governador Paulo Câmara e demais autoridades. Toda a cerimônia será transmitida ao vivo nos canais oficiais da Amupe no Youtube, pelo www.youtube.com/amupe e Facebook, @amupeoficial.

A composição da chapa possui representantes de todas as regiões de desenvolvimento de Pernambuco. Com 85% de renovação dos nomes, a chapa agrega também 15 dos 17 partidos políticos que elegeram prefeitos e prefeitas no Estado. A representação feminina obteve um salto positivo, o número de prefeitas na diretoria executiva, conselho fiscal e deliberativo dobrou de 6 para 12.

Durante a solenidade, o governador Paulo Câmara vai anunciar um conjunto de ações de apoio aos municípios. Já confirmaram presença o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE/PE), Dirceu Rodolfo, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Eriberto Medeiros, o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Fernando Cerqueira, o superintendente do Sebrae/PE, Francisco Saboya, o presidente da OAB/PE, Bruno Baptista, entre outras autoridades.

Além da diretoria executiva, cerca de 160 gestores e gestoras já confirmaram presença, dentre eles o prefeito do Recife, João Campos, e o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Toda a solenidade será transmitida pelos canais oficiais da Amupe no Youtube, no www.youtube.com/amupe e no Facebook, no @amupeoficial.

Lula diz a Mano Brown: “Temos que fazer a democracia vingar com a garantia de benefícios para o povo”

Em entrevista ao podcast Mano a Mano, presidente destaca a defesa da democracia e a reconstrução do país, e detalha como políticas e programas sociais impactam positivamente a vida das pessoas “Minha obsessão agora, além de tentar fazer com que o pobre deixe de ser pobre e passe a ser um cidadão de classe média, […]

Em entrevista ao podcast Mano a Mano, presidente destaca a defesa da democracia e a reconstrução do país, e detalha como políticas e programas sociais impactam positivamente a vida das pessoas

“Minha obsessão agora, além de tentar fazer com que o pobre deixe de ser pobre e passe a ser um cidadão de classe média, é que ele tenha direito àquilo que é o mínimo necessário para sobreviver, do ponto de vista de alimentação, vestimenta, vestuário, escolaridade. O que nós temos que fazer enquanto governo? Nós precisamos saber que temos que conversar com a sociedade brasileira, levando sempre em conta que queremos governar para as pessoas mais necessitadas. Eu duvido que algum governo dito de esquerda tenha feito mais política de inclusão social do que nós fizemos neste país”.

Este pensamento, dito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada, em entrevista ao rapper e compositor Mano Brown e à jornalista Semayat Oliveira, sintetiza o teor do podcast Mano a Mano, divulgado nesta quinta-feira, 19 de junho, na plataforma Spotify. 

Ao longo de 2h20 de entrevista (concedida no último dia 15), Lula debateu amplamente diversos assuntos, entre eles a importância da defesa da democracia, o trabalho de reconstrução do país realizado desde o início de seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, e sobre como as políticas e programas sociais impactam positivamente a vida das pessoas.

“O povo só vai compreender a democracia se ela garantir os direitos elementares ao povo. Ao povo trabalhador, ao povo mais pobre, ao povo mais necessitado, ao povo da periferia, ao povo do campo. Nesse mundo confuso a gente precisa ter muito cuidado para a gente não dar trombada e ter um retrocesso. Agora, nosso lema é o seguinte: fazer com que a democracia vingue neste país, trazendo benefício para o povo”, ressaltou o presidente.

Acompanhe os pontos principais da entrevista:

RECONSTRUÇÃO – O presidente lembrou que, entre os vários desafios que enfrentou no início de seu terceiro mandato, um dos principais foi o de reconstruir diversas plataformas sociais que haviam sido desestruturadas pelo governo anterior. “Quando chegamos aqui, nós pegamos um país semidestruído”, resumiu. “A gente não tinha mais Ministério do Trabalho, mais Ministério da Igualdade Racial, não tinha Ministério dos Direitos Humanos, não tinha Ministério da Cultura. Tinha sido uma destruição proposital”, contou.

“O presidente não gostava de nenhum ministério que pudesse ser uma alavanca de organização da sociedade. Então, para que cultura? Se cultura politiza a sociedade, se cultura manifesta o conhecimento político de uma sociedade, por que cultura? Nós temos que reconstruir tudo isso. E não é fácil o processo de reconstrução”, lembrou Lula.

ECONOMIA – Lula recordou que economicamente o cenário não era diferente. “Do ponto de vista econômico, esse país também estava destruído. A inflação estava saindo do controle, o salário mínimo não se aumentava, a bolsa escolar não se aumentava, a bolsa de estudo não se aumentava. Ou seja: era uma coisa que atrofia nas políticas sociais deste país. E nós, então, resolvemos adotar o lema ‘União e Reconstrução’ para colocar esse país de pé. E colocamos esse país de pé. Sabe quanto tempo fazia que esse país não crescia acima de 3%? A última vez foi em 2011. Quando eu deixei a Presidência, estava crescendo a 7,5%. Depois, caiu para 3%. Só voltou a crescer acima de 3% agora que eu voltei. Crescemos 3,2% em 2023, crescemos 3,4% em 2024, e vamos continuar crescendo.”

EMPREGO – O presidente ressaltou os avanços históricos obtidos na geração de emprego, o que reforça o momento de crescimento econômico. 

(No final de maio, os dados da PNAD Contínua Mensal, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstraram que a taxa de desemprego no trimestre de fevereiro a abril de 2025 fechou em 6,6%, a menor de toda a série histórica para o período, medida desde 2012. Em abril deste ano, o Brasil gerou 257.528 vagas com carteira assinada. O resultado representa o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica do Novo Caged, iniciada em 2020. Com o resultado, o país superou pela primeira vez na história o marco de 48 milhões de vínculos com carteira assinada no país.) 

“É esse país que eu quero. O que as pessoas pensam é o seguinte: cabe a mim devolver ao povo aquilo que é a confiança que o povo depositou em mim. E eu tenho que devolver aquilo com a mensagem política correta e com os benefícios e as aspirações que o povo quer. É preciso o povo ter dinheiro para poder comprar as coisas, senão as coisas não funcionam.”

SEGURANÇA PÚBLICA – Questionado sobre a questão da segurança pública, Lula lembrou que é preciso que as pessoas entendam que embora a sociedade imagine que a sensação da insegurança está relacionada diretamente às ações do Governo Federal, o Poder Executivo está restrito a campos de atuação rigorosos que o impede de atuar nos estados e município diretamente. Para promover uma maior integração, ele explicou que o Planalto propôs uma PEC, que precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

“O Governo Federal tem menos incidência na segurança pública. Porque a Constituição de 1988 deu o comando da segurança pública para os estados. Quem cuida da polícia estadual é o governo (estadual), quem cuida da Polícia Militar, quem cuida da Polícia Civil é o governo (estadual). O que o Governo Federal cuida? Ele cuida das Forças Armadas, cuida da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal”, explicou Lula.

“O que nós estamos fazendo para que o Governo Federal tenha uma incidência forte na segurança pública, sem interferir na autonomia dos estados? Nós fizemos uma PEC, mandamos uma emenda constitucional definindo o papel do Governo Federal na questão da segurança pública. Nós queremos participar mais ativamente com a Polícia Federal, nós queremos participar mais ativamente com a Polícia Rodoviária Federal, nós queremos participar mais ativamente com a Força Nacional de Segurança Nacional para que a gente possa interceder no combate à violência, mas que a gente possa interceder para evitar, antecipar a existência da violência”, prosseguiu Lula. 

“Nós temos que fiscalizar as nossas fronteiras com muito mais força, por isso estamos mandando um comando da Polícia Federal em Manaus, para que a gente possa cuidar da nossa fronteira, para que a gente possa cuidar da luta contra o garimpo, da luta contra o desmatamento. Mas é preciso aprovar essa PEC. Nós queremos ajudar. É da nossa responsabilidade fazer com que o Governo Federal participe da segurança pública junto com os governadores. Eu espero que esse ano a PEC seja aprovada, para que a gente possa definir o papel do governo no enfrentamento à violência no território brasileiro”.

PÉ-DE-MEIA E ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL – Ao falar sobre a juventude brasileira, Lula destacou a importância de um dos principais programas desta gestão, o Pé-de-Meia, criado para frear a evasão escolar no ensino médio. O programa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes nessa etapa de ensino. O presidente, inclusive, fez uma ligação entre a importância dos estudos e a redução da violência no país, ressaltando que o Governo Federal também trabalha em outra frente: a escola em tempo integral.

“Eu quero que a molecada saiba o que é o programa Pé-de-Meia. Eu quero que a meninada saiba o que é a escola de tempo integral. O Pé-de-Meia é um programa educacional que livra a meninada de 14, 15, 16 anos da violência. Ela vai ficar na escola, não vai ficar na rua. A escola de tempo integral é um jeito fantástico de você tirar a meninada da rua e dar tranquilidade aos pais, que vão poder trabalhar sabendo que a molecada está dentro de uma escola, aprendendo humanas, exatas, aprendendo cultura, aprendendo o que quiser. Ao mesmo tempo, nós temos um programa de alfabetização da sociedade brasileira até o segundo ano de escolaridade. Porque o Brasil tem praticamente 68 milhões de pessoas que não conseguiram terminar o ensino fundamental ou que só têm o fundamental.”

DIÁLOGO COM A JUVENTUDE – Ainda se referindo à juventude, Lula fez uma análise sobre o momento do mundo atual e destacou que seu governo está se adequando a esta nova realidade e que trabalha numa forma mais eficiente de comunicação com os mais jovens. “Como falar com a juventude? A juventude precisa ter sempre uma linguagem renovada a cada momento histórico. E nós temos a questão das redes digitais, que mudou o comportamento do ser humano. Mudou radicalmente. Alguns chamam de rede social, eu chamo de rede digital, porque de social tem pouca coisa e de ódio tem muita coisa”, pontuou o presidente.

 “Hoje, cada um é dono de si. Cada um é o seu repórter, cada um é a sua notícia. Ninguém quer mais saber da notícia do outro, ele quer dar a sua notícia. E as pessoas estão vivendo um momento muito grande que eu chamo de dependência digital. As pessoas não conseguem mais largar o celular. As pessoas ficam vendo coisas interessantes e muitas coisas que não são interessantes. Então, as pessoas mudam de comportamento. As pessoas estão se individualizando. Então, é um linguajar novo. Nós estamos trabalhando nisso”, explicou Lula.

Quebra de confiança leva advogado a deixar defesa de Mauro Cid

O advogado Bernardo Fenelon, especialista em acordos de delação premiada, deixou nesta semana a defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Mauro Barbosa Cid. A decisão do advogado foi antecipada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, e também foi informada ao blog. Segundo o blog apurou, a cisão foi motivada por uma […]

O advogado Bernardo Fenelon, especialista em acordos de delação premiada, deixou nesta semana a defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Mauro Barbosa Cid.

A decisão do advogado foi antecipada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, e também foi informada ao blog.

Segundo o blog apurou, a cisão foi motivada por uma “quebra de confiança” na relação entre Mauro Cid e a defesa.

Até o início da semana, Bernardo Fenelon ainda respondia pelos avanços judiciais das investigações envolvendo Mauro Cid.

Quando “O Globo” e a GloboNews revelaram documentos que mostravam o militar tentando vender um Rolex dado a Bolsonaro pelo rei da Arábia Saudita, por exemplo, o advogado afirmou ao g1 que não poderia responder sobre o caso porque a defesa ainda não tinha tido acesso ao material.

Até a manhã deste domingo (13), ainda não estava definido o nome do novo advogado do ex-auxiliar de Bolsonaro. Com isso, Mauro Cid ainda não tinha divulgado nenhuma nota oficial sobre as revelações dos últimos dias.

Bernardo Fenelon é o segundo advogado a deixar a defesa de Mauro Cid desde o início do ano. Até maio, o militar era defendido por Rodrigo Roca, próximo à família Bolsonaro.

Lobista preso na Lava Jato e ligado a Dirceu deixa a cadeia em Curitiba

Do G1 O lobista Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, preso durante a 17ª fase da Operação Lava Jato, foi solto na manhã nesta segunda-feira (2), por volta das 8h. A informação foi confirmada pela Polícia Federal (PF). No dia 20 de setembro, a Justiça Federal do Paraná homologou um acordo de colaboração com Moura. […]

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Do G1

O lobista Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, preso durante a 17ª fase da Operação Lava Jato, foi solto na manhã nesta segunda-feira (2), por volta das 8h. A informação foi confirmada pela Polícia Federal (PF).

No dia 20 de setembro, a Justiça Federal do Paraná homologou um acordo de colaboração com Moura. Ao ser delator, ele aceitou repassar informações sobre o esquema de propina na Petrobras em troca de redução de pena, caso seja condenado.

Fernando Moura estava detido desde 3 de agosto. Ele já é réu perante a Justiça e responde por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O delator estava preso na carceragem da PF, em Curitiba.

O acordo de delação previa três meses de regime fechado e, depois, de 12 a 18 meses em regime semiaberto diferenciado, devendo permanecer em casa das 20h às 6h, além de prestar serviços à comunidade.

Procurado pelo G1, o advogado Pedro Iokoi, resposável pela defesa de Moura, informou que o delator já estava a caminho de casa, em Vinhedo (SP). “Nosso posicionamento é que agora ele vai cumprir as demais determinações do acordo de colaboração e participará de todos os atos processuais determinados”, afirmou.

De acordo com o Ministério Público Federal, ele representava o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na Petrobras. Moura também é acusado de receber parte da propina paga pelas empreiteiras por contratos na petrolífera.

Os procuradores ainda afirmam que o nome de Renato Duque para ocupar o cargo de diretor de Serviços da estatal teria sido sugerido por Fernando Moura a Dirceu. O ex-diretor responde a processos na Justiça Federal por ser acusado de receber dinheiro de propina.

Renato Duque e Dirceu estão presos no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana da capital paranaense, acusados de terem sidos beneficiados com o esquema de corrupção, fraudes e desvio de dinheiro na Petrobras. Duque, inclusive, já foi condenado a 20 anos 8 meses de prisão.

Coluna do domingão

PSB também tem briga por hegemonia no Pajeú Não é apenas no plano nacional que o PSB disputa espaço entre os seus principais nomes, como vimos na escolha dos líderes da Câmara e do Senado. No Pajeú, palco histórico do partido fundado por Miguel Arraes, nomes do Alto, Médio e Baixo buscam protagonizar as atenções […]

PSB também tem briga por hegemonia no Pajeú

Não é apenas no plano nacional que o PSB disputa espaço entre os seus principais nomes, como vimos na escolha dos líderes da Câmara e do Senado. No Pajeú, palco histórico do partido fundado por Miguel Arraes, nomes do Alto, Médio e Baixo buscam protagonizar as atenções e ter hegemonia no palco socialista.

A ação do governo do Estado alimentada por Eduardo Campos de dar funções principalmente na Casa Civil a ex-prefeitos, turbinou alguns nomes. Outros nos bastidores conclamam a liderança regional pela história no partido e por já ter disputado ou exercito mandatos em nome da região.

No Médio Pajeú, estão nomes como José Patriota, Luciano Torres e Anchieta Patriota, de Afogados, Ingazeira e Carnaíba. O primeiro se prepara para presidir novamente a AMUPE e governa talvez naquele que seja o mandato mais parecido com o estilo criado por Eduardo. Ensaiou uma candidatura legislativa, mas está em stand by depois que perdeu terrenos para outros nomes do PSB na própria região.

O segundo preside a entidade e ganhou protagonismo gerindo Ingazeira. Anchieta Patriota também presidiu a Associação de Prefeitos, foi candidato a Deputado Estadual bem votado na região, não o suficiente para ganhar um mandato, e é um dos nomes históricos do partido. Pelo PSB, já foi candidato a vice governador a pedido de Arraes, na chapa encabeçada por Dilton da Conti.

No Alto, Adelmo Moura, também com história no PSB é outro que invoca sua condição de líder regional. Prefeito ingressando em mais um mandato em Itapetim, esteve na Casa Civil onde teve missão como desatador de nós de algumas questões no interior, parte delas na região. Na mesma região, Evandro Valadares ao seu estilo invoca o espaço que entende ser de direito, como quando tentou presidir o Cimpajeú.

Há ainda o caso de Ângelo Ferreira, colado, no Moxotó, mas com forte inserção no Pajeú, onde alicerçou seus mandatos de Deputado, tendo ainda ocupado a Secretaria Estadual de Agricultura. Correndo por fora, Marconi Santana, agora gerindo o Cimpajeú e já contabilizando ações importantes. A ausência de nomes de peso se dá em Serra Talhada, onde o PSB não tem o mesmo protagonismo das outras cidades e Ronaldo Melo não decola.

Não se engane, eles todos tem algo em comum: nos bastidores vivem uma batalha para liderar a legenda na região. E não considere as fotos na mídia. Em alguns casos, do pescoço pra baixo é tudo canela...

O desafio de Zé Negão a Emídio

Ele fez o desafio com cinco testemunhas oculares na Rádio Pajeú. Zé Negão disse que, caso Emídio Vasconcelos seja candidato a Deputado Estadual ou Federal,  comerá um quilo de sal a cada voto que o petista tiver acima de cinquenta. Presenciaram o desafio Raimundo Lima, Daniel Valadares, este blogueiro, mais o staff do Debate das Dez da Rádio Pajeú. Detalhe: Zé Negão é hipertenso…

Difícil de achar, quase impossível de ver

Não é por ser um gente boa, com liderança histórica na política iguaraciense, que o Gerente Regional do Ipa, Moacir Rodrigues não mereça uma reprimenda pela ausência física do órgão localizado em Afogados da Ingazeira. Pior que parece que o vírus vai contaminando parte da equipe. Até para atualizar números da chuva às vezes há dificuldade de achar um funcionário de plantão.

Troféu Heleno da Inocop vai para…

O vereador Aldo Santana de Tabira. O prêmio é um reconhecimento aos legisladores que seguem o exemplo do discurso histórico de Heleno, que quando vereador de Caruaru ficou famoso ao dizer que um amigo que homenageara “foi dormir e acordou morto”.  Esta semana que findou, Aldo perguntou se uma pessoa que havia morrido continuava recebendo o Bolsa Família. “Não né? Morreu”, retrucou o colega Djalma das Almofadas…

A diferença entre criador e criatura

O vice-prefeito Alessandro Palmeira, que assumiu interinamente a agenda depois que o titular Patriota foi cirurgiado, tem similaridades, mas algumas diferenças do titular da pasta. Sandrinho tem bom trato. Patriota, também, mas a depender das circunstâncias não guarda pancada. Na imprensa, Sandrinho diz mais sim que o titular, que gosta de evidenciar mais as dificuldades que os facilitadores, como na pauta do trânsito. Só uma observação. Ninguém exige que sejam iguais criador e criatura.

 Vai bem

Os primeiros passos de Marconi Santana no Cimpajeú são anos luz melhores que os dados pelo antecessor Deva Pessoa. Já cumpriu agenda para buscar investimentos regionais em secretarias do estado e em Brasília. Está se empenhando em destravar um calo regional, do SAMU, o que poucos colegas fizeram. Que siga assim…

O bichinho do … mordeu lideranças de Tabira

Esta semana, o comunicador Anchieta Santos perguntou ao ex-prefeito Dinca Brandino como definir quem, mesmo obrigado pela justiça, não paga. Era uma referência à ação por danos morais que moveu e ganhou contra Dinca, que já avisou só pagar quando a justiça fizer a execução. Na mesma semana, uma ordem do Diretor da Cidade FM, Paulo Manu , circulava nos corredores da emissora: a gestão Sebastião Dias só voltaria a ter espaço na programação quando zerasse um débito que se arrasta há meses com a rádio.

Blogueiro assume prefeitura interinamente

Até o pedreiro estranhou quem sentara na cadeira.

Com a ausência de Alessandro Palmeira, em encontro da REDE, e de Patriota, cirurgiado, esse blogueiro deflagrou um golpe municipal e assumiu a prefeitura interinamente.

Foi na visita para conhecer a reforma do prédio, aqui noticiada.

O convite foi de Silvano Brito e Elias Silva, que não esperavam gesto de tamanha rebeldia. Como a única ordem direta não foi atendida por eles, bem treinados que estão, assinei a carta de renúncia e dei no pé…

Frase da semana:

“Não adianta prédios bonitos sem professor bem remunerado. A gente pode dar mais para esses servidores”.

De Sinézio Rodrigues, vereador do PT, em mensagem direta para o companheiro Luciano Duque sobre PL votado segunda, em gesto de independência que faz bem para a política.