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Se o governo quiser, como baixar o preço da energia elétrica?

Por Nill Júnior

Por Heitor Scalambrini*

A reestruturação do setor elétrico brasileiro completará 27 anos em 2022. Teve início em 1995 com a lei no 8987 de 13 de fevereiro, que tratou do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos.

Um dos objetivos desta reforma, como diziam na época, era a criação de um mercado competitivo, através de investimentos privados, que resultaria no aumento da eficiência dos serviços elétricos oferecidos à população, e a diminuição do preço da energia para o consumidor.

Promessa enganosa, mentirosa, pois hoje pagamos, segundo a Agência Internacional de Energia, a terceira maior tarifa de energia elétrica do mundo, e os serviços prestados são de qualidade questionável.

Hoje é evidente uma deterioração dos serviços elétricos prestados por falta de gestão, planejamento, investimentos e de organização. O que tem resultado nos preços das tarifas, pago principalmente pelo consumidor cativo (pequeno e médio consumidor industrial e residencial e serviços públicos), literalmente nas nuvens. O espírito da privatização e do neoliberalismo dos anos de 1990 foi mantido inteiramente, com suas mentirosas e enganosas justificativas de sempre.

Segundo os “especialistas (?)”, transvestidos de lobistas, aqueles mesmos que, ora estão no balcão da iniciativa privada, ora no balcão do setor público; o que impactam nas tarifas para o consumidor são: os impostos, subsídios, cobrança de outorgas em licitações, não autorização e demora de liberação para os empreendimentos energéticos, entre outros pontos. Lembrando também as acusações recorrentes feitas a São Pedro, pela falta de chuvas. Todavia tais posições devem ser refutadas, pois geralmente defendem seus próprios interesses, e de seus “patrões”, agindo como lobistas, e contra o interesse da grande maioria da população. Não vão ao ponto central da questão, obviamente.

E o ponto central são os contratos de concessão realizados na privatização. Tais contratos têm pontos extremamente favoráveis às empresas, ao concessionário, pois transferem à população todos os riscos do negócio, criando uma situação excepcional e de privilégios para as concessionárias que deveriam prestar o serviço com continuidade, qualidade e modicidade tarifária, por sua própria conta e risco.

Mas porque as distribuidoras ganham tanto dinheiro, cobrando tarifas que fogem da realidade econômica do país? Se tem dúvida, nobre leitor, veja os balancetes anuais das empresas. Cito como exemplo o grupo Neoenergia, cujo lucro líquido em 2020 foi de 2,8 bilhões de reais. A Companhia Energética de Pernambuco-Celpe, uma de suas distribuidoras, teve crescimentos de lucro líquido extraordinários. Saltou em 2018, 98,4% em relação a 2017, 62% em relação a 2019, e 20% a mais em 2020.

A resposta a esta enorme transferência de recursos para as empresas está nos contratos draconianos de privatização (contratos de concessão), reconhecidos como “juridicamente perfeitos”, garantindo que não haja a diminuição de lucros das empresas.

A noção de equilíbrio econômico-financeiro, introduzida nos contratos, funciona como mecanismo de proteção ao capital (estrangeiro) investido no setor elétrico, garantindo que tais investimentos sejam sempre muito bem remunerados. Criando no setor elétrico o “capitalismo sem risco”.

Na prática os aumentos nas tarifas das concessionárias, concedidos pela ANEEL, está previsto na lei. As distribuidoras serão ressarcidas desde que ocorra qualquer interferência que afete os preços da energia por elas adquirida. Até interferências divinas são levadas em conta. Assim é o consumidor que sempre paga, via aumento das tarifas, subsidiando a saúde financeira das empresas, e seus ganhos estratosféricos.

Os conhecidos defensores do processo de privatização, se confundem com os mesmos que querem taxar o Sol, instalar novas usinas nucleares, instalar mais e mais termelétricas a combustíveis fósseis, em nome da diversificação da matriz elétrica e da segurança energética. Escondem da população seus reais interesses, que não tem nada a ver com uma política energética sustentável, justa, democrática e de interesse nacional.

Estes mesmos “vendilhões da Pátria” propagavam (propagam) aos “quatro cantos” que com a privatização das empresas estatais, inclusive da Eletrobrás, haveria redução das tarifas e melhoria dos serviços prestados à população. E que os Estados assim poderiam (poderão) investir mais e mais nas áreas sociais, como educação e saúde, deixando para o capital privado a tarefa de ampliar e melhorar o setor. Quem não se lembra deste discurso tão presente? Quem ainda acredita neste blá, blá, blá?

Então, como únicas alternativas aos consumidores restam duas saídas. Reclamar ao Bispo de Itu, ou como cidadãos conscientes, se insurgir contra mais este descalabro que avilta seus interesses e os interesses nacionais (tudo “legal” e com a conivência dos governos).

Que não reste dúvidas. Foi a maracutaia do famigerado equilíbrio econômico-financeiro, introduzida sob encomenda nos contratos de privatização, é quem garante que as distribuidoras sempre ganhem (muito) às custas do consumidor.

Daí a necessidade de reverter esta situação com a modificação destes contratos draconianos.

A consequência desta desastrada e nefasta política no setor elétrico penaliza perversamente os consumidores que estão pagando uma conta abusiva para altos lucros de poucos, em detrimentos do prejuízo de muitos. Revisão já dos contratos de privatização das distribuidoras de energia elétrica. O resto são churumelas.

*Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Outras Notícias

Incêndios e infestação de pulgas expõem fragilidades na manutenção da UFPE

Uma infestação de pulgas no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e três incêndios registrados em um intervalo de oito dias ampliaram a atenção sobre as condições de manutenção e segurança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. A ocorrência mais recente envolve o CFCH, onde foram identificadas pulgas em espaços entre o […]

Uma infestação de pulgas no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e três incêndios registrados em um intervalo de oito dias ampliaram a atenção sobre as condições de manutenção e segurança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife.

A ocorrência mais recente envolve o CFCH, onde foram identificadas pulgas em espaços entre o térreo e o quarto andar. A direção chegou a anunciar a suspensão das atividades presenciais a partir da próxima segunda-feira (19), mas a universidade informou posteriormente que o funcionamento será retomado na própria segunda, após medidas de controle.

Segundo a UFPE, uma primeira etapa da pulverização foi realizada na quinta-feira (15), e uma segunda aplicação está prevista para segunda-feira, a partir das 8h. A Superintendência de Infraestrutura informou que o procedimento não oferece risco para a circulação de pessoas depois da aplicação.

A universidade também investiga a possível origem da infestação. Entre as hipóteses analisadas estão a entrada de animais silvestres no prédio e a presença de cães e gatos nas áreas próximas. O trabalho envolve a Comissão de Bem-Estar Animal da instituição.

A situação ocorre em meio a questionamentos sobre os serviços de controle de pragas. Segundo apuração do Diario de Pernambuco, a UFPE não possuía, até quinta-feira (15), contrato vigente para prestação regular de serviços de dedetização e desinsetização. Uma nova contratação estava em fase final de tramitação. Em janeiro, a dedetização do CFCH foi custeada com recursos do próprio centro.

O episódio se soma a uma sequência de três incêndios registrados na universidade em oito dias. O primeiro ocorreu em 30 de setembro, em um laboratório do Departamento de Física. No dia 4 de outubro, outro incêndio atingiu o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal.

O caso de maior proporção ocorreu em 7 de outubro, quando as chamas atingiram um prédio que abrigava laboratórios e estruturas de pesquisa nas áreas de fármacos, genética e informática. Não houve vítimas.

O reitor Alfredo Gomes estimou em cerca de R$ 100 milhões as perdas de equipamentos, insumos e materiais provocadas pelo incêndio. Pesquisas e dados científicos acumulados ao longo de anos também foram atingidos.

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio de 7 de outubro. Até o momento, não há confirmação oficial de relação entre as três ocorrências.

Após os incêndios, a UFPE informou que iniciou levantamentos e avaliações das condições de segurança nos ambientes de trabalho. A instituição também disse possuir contrato vigente para manutenção de extintores desde maio deste ano.

Entre as medidas anunciadas estão treinamentos específicos para ambientes de maior risco, a elaboração de uma cartilha de prevenção e emergência e a avaliação da retomada das brigadas de incêndio nos prédios da universidade.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

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Datafolha: 50% veem democracia brasileira com grandes defeitos

Metade dos brasileiros considera que o país vive sob uma democracia com grandes defeitos, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17). Outros 23% apontam pequenos problemas, 16% dizem que o Brasil não é uma democracia e 7% avaliam o regime como pleno. A percepção sobre o funcionamento da democracia apresentou poucas mudanças em relação à […]

Metade dos brasileiros considera que o país vive sob uma democracia com grandes defeitos, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17). Outros 23% apontam pequenos problemas, 16% dizem que o Brasil não é uma democracia e 7% avaliam o regime como pleno.

A percepção sobre o funcionamento da democracia apresentou poucas mudanças em relação à última vez em que o Datafolha fez a mesma pergunta, em março de 2024. Naquele levantamento, 46% apontavam grandes defeitos, 28% identificavam pequenos problemas, 16% afirmavam que o país não era uma democracia e 6% consideravam o regime pleno.

Na comparação, a parcela que vê grandes problemas cresceu quatro pontos percentuais, de 46% para 50%, enquanto o grupo que identifica pequenos defeitos caiu de 28% para 23%. O percentual dos que dizem que o Brasil não é uma democracia permaneceu em 16%.

O instituto também havia feito a pergunta em fevereiro de 2014. Na ocasião, 61% consideravam que a democracia brasileira tinha grandes problemas, 21% apontavam pequenos defeitos, 9% não reconheciam o país como uma democracia e 3% avaliavam o regime como pleno.

O levantamento mostrou diferenças na percepção de acordo com a intenção de voto no segundo turno presidencial. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 23% dizem que o Brasil não é uma democracia e 2% consideram o regime pleno. Entre os que declaram voto em Lula (PT), esses percentuais são de 8% e 12%, respectivamente.

O debate sobre a qualidade da democracia também passou a integrar a campanha presidencial. Após o primeiro turno, Flávio Bolsonaro questionou publicamente se o Brasil vive uma democracia plena e anunciou que pretende propor mudanças constitucionais com o argumento de “redemocratizar” o país.

A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 13 e 14 de outubro, com 2.520 entrevistas presenciais em 153 municípios, entre eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Custodio Coimbra

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Papa Leão XIV deve receber alta do hospital neste sábado (17), diz Vaticano

O Papa Leão XIV deve deixar o Hospital Gemelli, em Roma, neste sábado (17), quatro dias após passar por uma cirurgia no pulmão. Segundo o Vaticano, exames realizados pela manhã confirmaram condições clínicas para a alta. Leão XIV está internado desde terça-feira (13), quando foi submetido a uma cirurgia para retirada de um adenocarcinoma pulmonar, […]

O Papa Leão XIV deve deixar o Hospital Gemelli, em Roma, neste sábado (17), quatro dias após passar por uma cirurgia no pulmão. Segundo o Vaticano, exames realizados pela manhã confirmaram condições clínicas para a alta.

Leão XIV está internado desde terça-feira (13), quando foi submetido a uma cirurgia para retirada de um adenocarcinoma pulmonar, com remoção do lobo inferior do pulmão direito.

De acordo com comunicado divulgado neste sábado, a decisão sobre a alta foi tomada após a análise de exames de sangue, uma radiografia do tórax e a avaliação do quadro clínico do pontífice.

“Considerando os resultados dos exames de sangue e do controle radiológico do tórax realizados esta manhã, bem como a avaliação do quadro clínico, o Santo Padre foi considerado apto a receber alta hospitalar”, informaram os médicos responsáveis.

A previsão é que o Papa deixe o Hospital Gemelli no início da tarde, no horário de Roma, e retorne ao Vaticano.

Nessa sexta-feira (16), ainda durante a internação, Leão XIV celebrou uma missa em uma sala preparada no décimo andar do hospital. Participaram integrantes das equipes médica e de enfermagem que estavam fora de serviço, além de membros da Gendarmaria do Vaticano.

Durante a celebração, o Papa agradeceu aos profissionais de saúde pelo trabalho desenvolvido no atendimento aos pacientes e pelos cuidados recebidos durante sua internação. O Vaticano também divulgou imagens da missa celebrada no hospital.

Os exames realizados nessa sexta já haviam indicado melhora constante do estado geral de saúde. O Vaticano informou ainda que Leão XIV seguia com sessões de fisioterapia respiratória e conseguia realizar as atividades cotidianas com autonomia.

Neste domingo (18), o pontífice deverá fazer sua primeira aparição pública após a cirurgia. A previsão é que conduza a oração do Angelus da janela do apartamento pontifício, no Vaticano.

Fonte: g1
Foto: Vaticano

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Janones convoca apoiadores de Lula a publicar fotos de verde e amarelo nas redes

O deputado André Janones (Rede) convocou neste sábado (17) integrantes do canal “Exército do Lula” a publicar fotos vestindo verde e amarelo e fazendo o “L” com a mão. A mobilização foi organizada para as redes sociais durante o segundo turno da eleição presidencial. A convocação foi feita pelo deputado, que administra o canal “Exército […]

O deputado André Janones (Rede) convocou neste sábado (17) integrantes do canal “Exército do Lula” a publicar fotos vestindo verde e amarelo e fazendo o “L” com a mão. A mobilização foi organizada para as redes sociais durante o segundo turno da eleição presidencial.

A convocação foi feita pelo deputado, que administra o canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A ação começou às 9h deste sábado.

Em vídeo divulgado aos apoiadores, Janones afirmou que o objetivo era retomar o uso das cores verde e amarela pela esquerda, em referência à associação desses símbolos com apoiadores do bolsonarismo nos últimos anos.

A mobilização também chegou ao X. Segundo o Diário de Pernambuco, apoiadores de Lula levaram aos assuntos do momento as hashtags #OVerdeAmareloENosso, #BrasilInteiro e #RetomamosNossasCores.

O movimento ocorre na reta final do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Iguaracy discute obras de abastecimento para Irajaí e Picos com Governo de Pernambuco

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, se reuniu com representantes do Governo de Pernambuco para tratar de ações de abastecimento de água no município. Entre as pautas estão uma obra estimada em R$ 1,12 milhão para Irajaí e demandas do povoado de Picos e de comunidades rurais. A reunião aconteceu nessa quinta-feira (15), na Secretaria […]

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, se reuniu com representantes do Governo de Pernambuco para tratar de ações de abastecimento de água no município. Entre as pautas estão uma obra estimada em R$ 1,12 milhão para Irajaí e demandas do povoado de Picos e de comunidades rurais.

A reunião aconteceu nessa quinta-feira (15), na Secretaria de Recursos Hídricos e de Saneamento de Pernambuco. Pedro Alves esteve acompanhado do deputado estadual Luciano Duque e foi recebido pelo secretário executivo Artur Paiva Coutinho.

Segundo as informações apresentadas no encontro, o projeto de abastecimento de Irajaí está concluído, tem investimento estimado em R$ 1,12 milhão e já conta com ordem de serviço emitida.

De acordo com Artur Coutinho, o início da obra depende agora da chegada da tubulação necessária para a execução do serviço.

O povoado de Picos também entrou na pauta da reunião. A assessoria municipal informou que foram discutidas ações para melhorar a qualidade da água na localidade, mas não detalhou quais intervenções serão executadas nem apresentou prazo.

As necessidades de comunidades rurais também foram abordadas. Entre as alternativas discutidas estão a implantação de dessalinizadores e a substituição de equipamentos antigos.

Em junho, Artur Coutinho esteve em Irajaí para uma vistoria técnica destinada a avaliar alternativas para o abastecimento da localidade. Entre as possibilidades analisadas estava a implantação de uma Estação de Tratamento de Água.

Pedro Alves também defende que seja estudada a possibilidade de levar água da Adutora do São Francisco para o distrito.

Durante a reunião, o prefeito citou a participação de Luciano Duque nas articulações e o diálogo com o Governo do Estado e com o secretário José Almir Cirilo.

Segundo a assessoria, Duque afirmou que as demandas do município já foram encaminhadas aos setores responsáveis.

Foto: Divulgação

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