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Santa Cruz da Baixa Verde: Justiça Eleitoral indefere AIJE contra Irlando e Eliete

Por André Luis

A Justiça Eleitoral de Serra Talhada, através do processo de número 0600327-54.2024.6.17.0071, julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pelo Partido Republicano (Dr. Ismael), que faz parte da Coligação Esperança Renovada, cujo intuito era cassar o Registro de Candidatura de Irlando Parabólicas, candidato da Coligação Por Uma Santa Cruz da Baixa Verde Cada Vez Melhor.

A acusação era que o prefeito, candidato à reeleição, teria cometido abuso de poder, além do suposto uso de funcionários para propaganda eleitoral, entre outras acusações.

Segundo a decisão do Juiz Eleitoral Dr. Diógenes Portela Sabia Soares Torres, a AIJE movida pela oposição, não apresentou provas cabíveis que pudessem ser aceitas pela Justiça Eleitoral, conforme exposto na decisão abaixo:

“Com efeito, apesar de descrever na peça de entrada fatos graves e que poderiam gerar negativa repercussão e desequilíbrio no pleito eleitoral, a parte demandante não se desincumbiu do ônus de comprovar, sem dúvidas, as irregularidades que mencionou. Veja-se, também, que parte requerente foi intimada para especificar provas e afirmou que não mais tinha provas a produzir. Ante o exposto, resolvo o mérito da demanda para JULGAR IMPROCEDENTE o pedido formulado na petição inicial. Publique-se. Registre-se. Intime-se”, diz um dos trechos da decisão do juiz. As informações são do Farol de Notícias.

Outras Notícias

Marília Arraes faz giro pelo Sertão pernambucano

A parlamentar cumpriu agenda em Serrita, Salgueiro, Verdejante, Serra Talhada e Santa Cruz da Baixa Verde A deputada federal Marília Arraes realizou uma extensa agenda pelo Sertão pernambucano nos últimos dias.  A parlamentar esteve nos municípios de Serrita, Salgueiro, Verdejante, Serra Talhada e Santa Cruz da Baixa Verde, encontrando lideranças políticas e participando de uma […]

A parlamentar cumpriu agenda em Serrita, Salgueiro, Verdejante, Serra Talhada e Santa Cruz da Baixa Verde

A deputada federal Marília Arraes realizou uma extensa agenda pelo Sertão pernambucano nos últimos dias. 

A parlamentar esteve nos municípios de Serrita, Salgueiro, Verdejante, Serra Talhada e Santa Cruz da Baixa Verde, encontrando lideranças políticas e participando de uma série de atividades em cada uma das cidades. 

Em Serra Talhada, Marília participou da assinatura de uma ordem de serviço que irá pavimentar mais de 100 ruas da cidade sertaneja. 

A deputada esteve ao lado da prefeita Márcia Conrado, do ex-prefeito Luciano Duque, dos vereadores de Serra e do secretariado da cidade. 

“É muito gratificante participar desse momento histórico para Serra, já que é o anúncio do maior projeto de pavimentação da história da cidade.”

Em Santa Cruz da Baixa Verdade, Marília participou de uma solenidade em comemoração ao aniversário da cidade. Recepcionada pelo prefeito Irlando Parabólicas e por dezenas de vereadores e secretários municipais, a parlamentar demonstrou muita satisfação em participar desse dia histórico para o município.

Serrita, Salgueiro e Verdejante

Na última quinta-feira (30), Marília participou de uma série de reuniões políticas nos municípios de Serrita, Salgueiro e Verdejante.

Em Serrita e Salgueiro, a deputada participou de entrevistas nas rádios Serrinha FM, Executiva FM e Salgueiro FM, além de participar de encontros com importantes lideranças políticas da região.

Já em Verdejante, Marília foi recepcionada por uma série de vereadores e secretários do município. “Foram compromissos muito importantes para continuarmos debatendo o futuro de Pernambuco e do nosso país”, afirma.

Dom Fernando Saburido é diagnosticado com Covid pela terceira vez

Ele, que recebeu quatro doses de vacinas contra a doença, tem sintomas leves e cancelou compromissos para ficar de quarentena por uma semana. Nove dias após completar 75 anos, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, foi diagnosticado com Covid-19 pela terceira vez desde o início da pandemia. Segundo a Arquidiocese, ele tem […]

Ele, que recebeu quatro doses de vacinas contra a doença, tem sintomas leves e cancelou compromissos para ficar de quarentena por uma semana.

Nove dias após completar 75 anos, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, foi diagnosticado com Covid-19 pela terceira vez desde o início da pandemia. Segundo a Arquidiocese, ele tem sintomas gripais leves e cancelou os compromissos por uma semana, para repousar e evitar o contágio. As informações são do g1/PE.

Dom Fernando Saburido tomou quatro doses de vacinas contra a Covid-19, incluindo o primeiro e segundo reforços. O diagnóstico positivo ocorreu no domingo (19), dia em que o arcebispo decidiu fazer o exame por ter sintomas gripais.

“Faz três dias, aproximadamente, que vinha sentindo moleza no corpo e, em seguida, sintomas de gripe. Essa noite não dormi bem e resolvi fazer hoje o teste de Covid. Infelizmente, o resultado foi positivo, porém com sintomas leves. Precisarei ficar sete dias em quarentena, para evitar contágio”, disse o arcebispo, em mensagem enviada à população.

Dom Fernando Saburido completou 75 anos no dia 10 de junho, quando enviou uma carta ao Papa Francisco pedindo renúncia do cargo que ocupa há quase 13 anos. Segundo o Código de Direito Canônico, os bispos que chegam a essa idade devem solicitar renúncia ao pontífice, que, “ponderando todas as circunstâncias, tomará providências”.

No dia 21 de maio, Dom Fernando Saburido esteve com o papa Francisco no Vaticano, na Itália, em uma audiência com os bispos da Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Sertaniense de coração pedala do Recife ao Moxotó

Do Sertânia News Tiago Robson de Araújo tem 32 anos, é casado e mora no Recife. Uma pessoa comum se não fosse o caminho que escolheu trilhar, a partir desta semana, e a história que começa a escrever, pedalando. Isso mesmo, sobre duas rodas. Tiago reagiu com o coração e está dando a maior prova […]

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Do Sertânia News

Tiago Robson de Araújo tem 32 anos, é casado e mora no Recife. Uma pessoa comum se não fosse o caminho que escolheu trilhar, a partir desta semana, e a história que começa a escrever, pedalando. Isso mesmo, sobre duas rodas.

Tiago reagiu com o coração e está dando a maior prova de amor pela cidade de Sertânia. Motivado por esse sentimento, vai percorrer os mais de 300km que separam a capital pernambucana e o município, que fica no Sertão do Moxotó, pedalando.

Esse amor pela cidade começou há 22 anos, quando passou as férias escolares na fazenda de uma família amiga, em Sertânia. Com apenas 10 anos de idade, Tiago ficou encantado com o que viu. Dez anos mais tarde, neste mesmo local, conheceu Maria Jeane Sousa, sua esposa.

“O meu Deus maravilhoso me deu uma esposa de Sertânia. Isso só veio para consagrar ainda mais esse amor infinito que sinto pela cidade”, confidenciou.

Na manhã desta segunda-feira (17), comprovando todo o seu amor e disposição, Tiago, que tem uma mercearia de comidas sertanejas, no Recife, saiu da capital por volta das 7h da manhã. A previsão de chegada é na próxima quarta (19), lá pelas quatro da tarde. A aventura, para ele, é resultado de uma promessa a pagar.

whatsapp-image-2016-10-18-at-09-49-31-1-362x483“São duas razões, na verdade: uma é a promessa e a outra, a demonstração de amor por essa terra amável com grande potencial e povo acolhedor”, conta.

Além de seus dois bons motivos para investir nessa tarefa, esse sertaniense, de coração, confessa que tem dois sonhos. “Eu tenho muita fé que vou morar na minha Sertânia querida um dia e vou receber o título de cidadão”, revela.

Quando conversou com a nossa reportagem, na noite desta segunda (17), Tiago contou um pouco das primeiras impressões durante o trajeto. “Tenho parado muito, pois sou amador e não costumava pedalar. Cheguei em Caruaru dez horas depois de sair do Recife, lá pelas sete e meia da noite”, afirmou.

O blog torce pelo desfecho dessa história e vamos acompanhar sua chegada à cidade.

Carnaíba: Secretaria de Educação entrega premiação do concurso Professores Inspiradores

A abertura do ano letivo da Rede Municipal de Ensino de Carnaiba aconteceu nesta quarta-feira (01/02) com uma manhã festiva para receber os professores e todo o corpo gestor da Rede Municipal de Ensino. O destaque do evento foi o momento de premiação do concurso Professores Inspiradores 2022, que distribuiu R$ 29 mil para sete […]

A abertura do ano letivo da Rede Municipal de Ensino de Carnaiba aconteceu nesta quarta-feira (01/02) com uma manhã festiva para receber os professores e todo o corpo gestor da Rede Municipal de Ensino.

O destaque do evento foi o momento de premiação do concurso Professores Inspiradores 2022, que distribuiu R$ 29 mil para sete profissionais que alcançaram os 1ºs, 2ºs e 3ºs lugares na Educação Infantil e Ensino Fundamental – Anos Iniciais/Anos Finais.

Com o dinheiro já na conta, a entrega oficial dos “cheques” foi um momento de alegria e descontração para os participantes que puderam ser homenageados pela secretária de Educação Cecília Patriota e demais colegas.

A iniciativa é uma demonstração de como a gestão municipal valoriza os profissionais da Educação, incentivando-os a serem cada vez mais criativos e excelentes no trabalho que realizam, o que, no fim, resulta em maior benefício para o aluno.

“Essa é uma forma que encontramos de incentivar e reconhecer o trabalho de todos que fazem a Educação acontecer no município, queremos agora levar essas práticas ao conhecimento de todos para que sirvam de exemplo e possam ter suas ideias replicadas, afinal só quem ganha é a educação”, ressaltou a secretária Cecília Patriota.

Os professores que tiraram em 1º lugar receberam R$ 5 mil, foram eles: Gilvani Alves Martins (Educação Infantil – Escola Martiniano Martins);  Oscar Gomes dos Santos Júnior (Fundamental I – Escola Joana Freire); e Jesus Alan Ferraz de Lima (Fundamental II – Escola Padre Frederico).

Em segundo lugar, foi pago R$ 4 mil aos professores: Wesley Willames Cirino de Oliveira (Fundamental I – Escola Joana Freire) e Edneide Gomes dos Santos (Fundamental II – Escola Domingos Jacinto).

Já o terceiro lugar foi contemplado com R$ 3 mil e foram as professoras Maria José Sheila Veras (Fundamental I – Complexo Educacional) e Elinayalle Gerliane Marinho dos Santos (Fundamental II – Escola Cônego Luiz).

Para os professores, a iniciativa da Secretaria de Educação é uma forma de reconhecer o trabalho realizado por eles. “Nós temos muitos profissionais dedicados, realizando trabalhos de excelência. O Concurso vem coroar e inspirar outros educadores no desenvolvimento de Projetos”, acredita a professora Edneide Gomes.

A satisfação de ter seus projetos escolhidos vai além do prêmio financeiro: “Uma experiência grandiosa, em meio a inúmeros trabalhos realmente inspiradores, essa conquista é indescritível”, afirmou Weslley Cirino.  Pensamento corroborado pelo professor Jesus Allan: “Tenho muito orgulho em saber que estou contribuindo para educação do município utilizando diversas práticas pedagógicas para facilitar a transmissão e a absorção do conhecimento.”

Médicos da linha de frente vivem esgotamento e dizem que só consciência coletiva pode ajudá-los

A história da oftalmologista Débora Sant’Ana Siqueira representa bem o que os profissionais de saúde têm passado na pandemia no Brasil Folhapress Pouco mais de um mês após o início da pandemia de Covid-19, a médica Débora Sant’Ana Siqueira, 33, fechou seu consultório de oftalmologia para cuidar das pessoas com a doença. Ela, agora, divide […]

A história da oftalmologista Débora Sant’Ana Siqueira representa bem o que os profissionais de saúde têm passado na pandemia no Brasil

Folhapress

Pouco mais de um mês após o início da pandemia de Covid-19, a médica Débora Sant’Ana Siqueira, 33, fechou seu consultório de oftalmologia para cuidar das pessoas com a doença.

Ela, agora, divide seu tempo entre dois hospitais de campanha –anexos ao Hospital Municipal de São Caetano (ABC) e Hospital da Cantareira (zona norte) –, o Hospital Municipal do Tatuapé (zona leste) e duas AMAs (Assitência Médica Ambulatorial) na zona sul da capital paulista.

Há cinco dias, Siqueira surpreendeu seus mais de 33 mil seguidores no Instagram com um relato que é frequente. Naquele dia, longe de finalizar a sua jornada – estava no plantão havia 24 horas e a caminho de mais 12 horas no mesmo lugar –, ela reclamava de dores de cabeça e pelo corpo, cansaço extremo e disse que estava fragilizada. Chegou a chorar enquanto pedia a colaboração da população.

“Nesta manhã eu estava saindo de um plantão de 24 horas aguardando alguém vir me render e esse alguém nunca existiu. Nossos hospitais, nossos postos, nossas UTIs estão sobrecarregadas. Sabe o que eu fico pensando? Hoje está um dia lindo. Eu poderia estar na praia, num parque correndo, na minha casa. Esse plantão aqui não existia nos meus planos, mas tudo bem, eu não posso abandonar o plantão pela metade nem sem médico. Eu não pude escolher.”

“Mas você pode escolher não fazer aquele churrasco com pessoas que não estão convivendo na mesma casa, você pode escolher adiar aquela viagem com os amigos, você pode escolher não sair com os amigos”, desabafou.

Alimentação nas horas certas e descanso são questões de sorte. Às vezes, a médica só tem 12 horas para descansar, e dorme e se alimenta mal.

Médicos da linha de frente do combate à Covid-19 vivem uma segunda pandemia em paralelo, caracterizada pelo esgotamento físico, mental e emocional.

“Nesse momento, não há respiro para os médicos, uma vez que a demanda é muito grande no país. Médicos e profissionais de saúde estão muito cansados porque o enfrentamento diário é cansativo e o número de mortes é impactante. Não é uma doença fácil de se lidar. Muitos médicos e profissionais de saúde estão desistindo de trabalhar com Covid-19, pedindo afastamento ou indo para outras áreas, e não querem mais trabalhar em CTI [Centro de Terapia Intensivo]”, afirma Alberto Chebabo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Segundo a pesquisa nacional “Os Médicos e a Pandemia de Covid-19”, feita pela AMB (Associação Médica Brasileira) e divulgada em fevereiro deste ano, 42,5% dos médicos relataram que nas unidades em que atuam há sobrecarga de trabalho e os profissionais apresentaram mudanças bruscas de humor (25%), exaustão física ou emocional (39,5%), estresse (45,2%), dificuldade de concentração (19,8%) e ansiedade (46,6%).

Metade deles, de acordo com o estudo, não vê na população a adesão às medidas de combate ao coronavírus, 45% destacam a falta de uso de máscaras, 13,3%, a falta de distanciamento físico e 10,6%, a presença em aglomerações, reuniões, festas e confraternizações em bares e restaurantes.

“É preciso mostrar que nós, os profissionais, estamos cansados para servir como alerta para as pessoas. Sentimos uma dor na alma que vem para o nosso corpo. As pessoas precisam se conscientizar, ter a noção de que a doença é letal e entender a gravidade”, diz Siqueira.

Nas longas jornadas de trabalho, esses profissionais vivem as superlotações nas UTIs, a carência de leitos e o temor da falta de respiradores, medicamentos e insumos.

De acordo com dados da plataforma SP Covid-19 Info Tracker, criada por pesquisadores da USP e da Unesp com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para acompanhar a evolução da pandemia no estado de São Paulo, em 1º de março de 2021, as UTIs do estado tinham 7.281 internados com Covid-19. No dia 31, já eram 12.961, uma aumento de 78% dentro do mesmo mês.

O médico Mario Peribañez Gonzalez, 50, coordena uma equipe com cerca de 45 médicos no Instituto Emílio Ribas, no Pacaembu (zona oeste). Em fevereiro de 2020, foi à Índia para um retiro de meditação e, dias após retornar ao Brasil, começou a atuar no enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Ele pratica a meditação diariamente, o que o auxilia a lidar com os dissabores causados pela pandemia. No Emílio Ribas, muitos profissionais ficaram doentes, houve médicos que precisaram de intubação e uma médica morreu.

“O pior de tudo é completar um ano de pandemia com um aumento de casos pior do que foi nos primeiros momentos, principalmente por falta de adesão às medidas sanitárias. É muito desgastante ver os doutores de redes sociais divulgando informações erradas e tratamentos comprovadamente ineficazes”, afirma Gonzalez.

“Somos nós que estamos lá vendo as pessoas morrerem. Cada vez que há um aumento exponencial de casos, o estresse aumenta muito, porque é preciso lidar com a escassez. Pela total ausência de adesão das pessoas, temos que lidar com situações em que enxergamos a possibilidade de faltar itens essenciais para a manutenção da vida. Participar disso é altamente estressante para qualquer ser humano. A gente vive com medo de uma cena temida, que é o dia de não ter respirador para todos, com mais gente do que pontos de oxigênio, com falta de itens essenciais para manter as pessoas intubadas sedadas.”

“Ninguém quer ser herói nessas circunstâncias. É desumano. Por isso, me choca não ter o respaldo da sociedade, que é ficar em casa. Eu sei que todo mundo precisa ganhar dinheiro, mas que tal não morrer primeiro? Que tal não matar? Se você transmite, contribui para que mortes aconteçam. Esse negacionismo leva as pessoas a uma desassociação da realidade. As poucas vezes que pedi para alguém colocar uma máscara quase apanhei na rua”, relata.

Para César Eduardo Fernandes, presidente da AMB, a única alternativa para acabar com o esgotamento dos médicos é diminuir o número de internações de casos graves.

“Para isso, precisamos diminuir a transmissibilidade do vírus, que podemos fazer com a vacina e as medidas já divulgadas e conhecidas por todos e outras até mais intensas e severas, como a restrição de circulação e o lockdown”, afirma.

“Num cenário inóspito e adverso como esse, os médicos estão trabalhando excessivamente, vivenciando uma situação desoladora e difícil com o insucesso por conta da gravidade da doença. São situações que mesmo para os muito treinados, como os intensivistas, que convivem diariamente com a morte, são extremamente penosas”, diz.

Fernandes explica que o acúmulo da fadiga progressiva com a deterioração emocional decorrente do trabalho leva à exaustão física e emocional de caráter profissional, conhecida como síndrome de burnout.

“Um médico nessas condições perde o que de mais nobre ele tem, que é sua capacidade de avaliação, de julgamento, de arbitrar a melhor conduta para o paciente, o tempo adequado para que essa conduta seja tomada, seu espírito crítico.”

Victor Dourado, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo, também afirma que o controle da pandemia aliviaria a tensão sobre o sistema de saúde e dos profissionais, mas argumenta que faltam políticas públicas para o combate à doença, como ampliar a vacinação e controlar melhor o isolamento. “É preciso diminuir a pandemia para diminuir a sobrecarga dos médicos e a exaustão”, diz Dourado.

“O trauma da pandemia vai marcar, mas não viveremos uma falta generalizada de médicos no futuro. Precisaremos pensar sobre a forma de organizar o sistema pela falta de financiamento e estrutura do SUS, porque poderemos continuar com o problema de desassistência, como é o caso das cirurgias eletivas, que foram canceladas”, ressalta Dourado.