Rodrigo Maia: “não fiz com eles o que fizeram com a Dilma”
Por Nill Júnior
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), enviou um recado alto e claro para o núcleo do PMDB e para Michel Temer.
“O meu padrão não é o mesmo daqueles que, em torno do presidente, comandaram o impeachment da presidente Dilma”, afirmou Maia em referência ao embate travado entre o DEM e o PMDB pela disputa de parlamentares dissidentes de outras legendas e sobre uma eventual candidatura sua à Presidência da República.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Maia destacou que os rumores de que poderia disputar o Planalto surgiram nos gabinetes e rodas de cafezinho de membros do PMDB “Não fiz com eles o que eles fizeram com a Dilma. Talvez por isso essas mentiras criadas, para tentar criar um ambiente em que eu era o que não prestava e eles eram os que prestavam”, disse. “Como eles fizeram desse jeito com a Dilma, talvez imaginassem que o padrão fosse esse”, disparou.
Segundo Maia o clima tenso entre as duas legendas deverá se acirrar uma vez que o PMDB teria faltado com o compromisso e tentado filiar deputados de outras legendas que estavam negociando sua ida para o DEM. O DEM, neste caso, poderá promover retaliações votando contra projetos de interesse do governo Temer.
O parlamentar destacou que nas próximas eleições pretende se candidatar à reeleição. “Para ser presidente da Câmara e para ser deputado precisa de voto, mas é uma hipótese forte. Acho que ajudo o Rio mais em Brasília.”
Sobre a votação da segunda denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra Michel Temer, maia, porém, amenizou o tom. “Denúncia não é campanha para assumir Presidência. Esse papel, que alguns gostariam que eu tivesse exercido, não tinha condição de exercer nem na primeira (a primeira denúncia contra o peemedebista acabou arquivada pela Câmara) nem terei na segunda”, disse.
Diante da repercussão do episódio de violência policial praticado contra manifestantes no último sábado (29), no centro do Recife, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, colocou o cargo à disposição no início da tarde desta sexta-feira (4). O governador Paulo Câmara aceitou e nomeou para responder pela SDS o atual secretário executivo, Humberto […]
Diante da repercussão do episódio de violência policial praticado contra manifestantes no último sábado (29), no centro do Recife, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, colocou o cargo à disposição no início da tarde desta sexta-feira (4).
O governador Paulo Câmara aceitou e nomeou para responder pela SDS o atual secretário executivo, Humberto Freire.
Na manhã desta sexta, o governador Paulo Câmara já havia empossado o coronel Roberto Santana como novo comandante da Polícia Militar, em substituição ao coronel Vanildo Maranhão, que também colocou o cargo à disposição no início da semana.
Antônio de Pádua, que estava à frente da Secretaria de Defesa Social desde 1º de julho de 2017 soltou nota essa noite confirmando sua saída e dizendo ter chegado ao fim de um ciclo. Leia:
Os fatos ocorridos no último sábado foram graves e precisam ser investigados de forma ampla e irrestrita. Minha formação profissional e humanística repudia, de forma veemente, a maneira como aquela ação foi executada. Seis dias depois do episódio, com um novo comandante à frente da PM, com todos os procedimentos investigatórios instaurados e após prestar contas à Assembleia Legislativa, à OAB e ao Ministério Público, entreguei meu cargo ao governador Paulo Câmara, com a certeza do dever cumprido e mantendo nosso compromisso com a transparência e o devido processo legal.
Agradeço a toda a equipe da SDS e dos órgãos operativos que compõem a secretaria, aos colegas do governo e, principalmente, ao governador pelo apoio no trabalho desenvolvido ao longo desses quatro anos. Na gestão mais duradoura na trajetória desta secretaria, pude colaborar, sob as diretrizes do Pacto pela Vida, com a expansão e qualificação de unidades e serviços de segurança, a ampliação dos recursos humanos e, principalmente, com a redução da violência em Pernambuco, que chegou em maio ao 5º mês consecutivo de retração dos crimes contra a vida.
Meu ciclo à frente da SDS está completo. Jamais deixei de assumir minhas responsabilidades, enquanto coordenador das forças de segurança, mas também, como gestor e servidor público, tenho a plena consciência de que as instituições são mais importantes que as pessoas. E devem seguir, cada vez mais fortes e sintonizadas com os anseios de todos. Finalizo meus trabalhos neste cargo com a tranquilidade do dever cumprido e com a certeza de que a política pública de segurança do Estado seguirá vitoriosa, sendo uma prioridade da gestão. Mais uma vez, obrigado a todos pela inestimável colaboração que tive.
Na região, Triunfo registrou cerca de 150 milímetros Mais uma noite de chuva na região. Em Triunfo 150 milímetros de chuva fez o açude sangrar com um metro de altura. Ruas ficaram inundadas e calçamentos foram arrancados. Oficialmente o IPA contabilizou 133 milímetros. Em Afogados da Ingazeira foram 14 milímetros. Segundo o IPA, os maiores […]
Chuva torrencial em Brejinho, no Pajeú, esta manhã
Na região, Triunfo registrou cerca de 150 milímetros
Mais uma noite de chuva na região. Em Triunfo 150 milímetros de chuva fez o açude sangrar com um metro de altura. Ruas ficaram inundadas e calçamentos foram arrancados. Oficialmente o IPA contabilizou 133 milímetros.
Em Afogados da Ingazeira foram 14 milímetros. Segundo o IPA, os maiores índices foram registrados em Santa Cruz da Baixa Verde, com 92 milímetros, Quixaba, com 57,9 milímetros, Carnaíba, com 50 milímetros, Flores, com 29 milímetros e Iguaracy, com 28 milímetros registrados.
Choveu ainda em Tabira (25 milímetros), Serra Talhada (7,5 milímetros), Afogados da Ingazeira (14 milímetros), Itapetim (1 milímetro), Santa Terezinha (12 milímetros), São José do Egito (3 milímetros).
Na zona rural ouvintes do Rádio Vivo informaram a ocorrência de chuva em Rosário, Dois Riachos, com 40 milímetros, Romão, Serrote Verde, Itã, Matinha, Jardim, Monte Alegre, Jabitacá, Travessão, Capim Grosso e Góes, com 32 milímetros.
Neste momento, chove torrencialmente em cidades como Brejinho. São José do Egito e Itapetim, além de outras áreas no Médio e Alto Pajeú. Com isso aumenta a expectativa de que aumente o volume de água na Barragem de Brotas e consequentemente no Rio Pajeú. O fato aumenta a apreensão para comunidades ribeirinhas, às margens do Rio. Em Afogados, O número para tendimento a ocorrências ligadas às chuvas no município é o (87) 9-9629-5758.
João Campos acaba de postar foto com Edinho Silva, presidente do PT e Carlos Lupi, presidente do PDT. O encontro marca o anunciado alinhamento com o partido do presidente Lula e a legenda de Marília Arraes, que disputará o Senado ao lado de Humberto Costa, como sinalizado mais cedo. João Campos para governador, com Carlos […]
João Campos acaba de postar foto com Edinho Silva, presidente do PT e Carlos Lupi, presidente do PDT.
O encontro marca o anunciado alinhamento com o partido do presidente Lula e a legenda de Marília Arraes, que disputará o Senado ao lado de Humberto Costa, como sinalizado mais cedo.
João Campos para governador, com Carlos Costa na vice, Sílvio Costa Filho disputando a reeleição e a chapa do Senado com Humberto Costa e Marília Arraes: essa seria a composição a ser anunciada nesta quinta ao lado do presidente Lula.
“Excelente conversa entre os presidentes Edinho, João Campos e Carlos Lupi na construção de uma estratégia nacional, que compreende a importância dos arranjos estaduais para o fortalecimento do projeto de reeleição do Presidente Lula”, diz João em sua rede social.
Cada vez mais comuns pela facilidade logística e sentimento de que não há na zona rural o mesmo poder de fiscalização da sede, os crimes à residências rurais tem sido cada vez mais ousados. Chamou a atenção a ação registrada na zona rural de Carnaíba, em Roça de dentro. A vítima Romário Leite, 25 anos, casado, agricultor, […]
Ousadia: vítima não tinha mais dinheiro como queriam os criminosos. Teve casa incinerada
Cada vez mais comuns pela facilidade logística e sentimento de que não há na zona rural o mesmo poder de fiscalização da sede, os crimes à residências rurais tem sido cada vez mais ousados.
Chamou a atenção a ação registrada na zona rural de Carnaíba, em Roça de dentro. A vítima Romário Leite, 25 anos, casado, agricultor, saiu para levar seu filho de seis anos de idade para o hospital de Carnaíba.
Ao retornar, deixou filho e veículo na casa de sua mãe e seguiu em direção a sua residência. Quando repousava, dois homens desconhecidos, encapuzados e utilizando luvas, arrombaram a porta da frente de sua residência, apontaram-lhe um revólver e perguntaram pelo seu filho que não estava na casa.
Ainda pegaram uma carteira porta cédulas e levaram R$ 1.100,00. Exigiram ainda mais dinheiro que a vítima afirmou não ter. Os acusados atearam fogo na casa, destruindo vários móveis e parte do telhado. O incêndio só foi apagado graças a ação de populares.
Os acusados usaram numa moto. Possuíam estatura mediana e seguiram sentido a PE-320. O fato de buscar informações sobre o filho da vítima indica que fizeram levantamento prévio para realizar a ação. A Polícia Civil de Carnaíba investiga o caso.
Durante o período, as passagens que mais pesaram foram as internacionais – representam mais de 90% do total Do Diário de Pernambuco A Câmara dos Deputados já pagou até R$ 45,5 mil por um bilhete aéreo de ida e volta para uma viagem oficial neste mandato. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo […]
Durante o período, as passagens que mais pesaram foram as internacionais – representam mais de 90% do total
Do Diário de Pernambuco
A Câmara dos Deputados já pagou até R$ 45,5 mil por um bilhete aéreo de ida e volta para uma viagem oficial neste mandato. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com dados obtidos por meio de Lei de Acesso à Informação, com 1,4 mil viagens oficiais bancadas pela Casa desde 2015, revela que foram desembolsados R$ 7,6 milhões, em valores atualizados.
Durante o período, as passagens que mais pesaram foram as internacionais – representam mais de 90% do total. Em novembro, reportagem do Estado mostrou que houve um aumento de 41% nas viagens internacionais dos parlamentares neste mandato, em comparação com o anterior.
As passagens de missões oficiais são compradas e pagas pela Casa diferentemente das passagens a que os deputados têm direito mensalmente para voltar a seus Estados – essas, que não foram contabilizadas no levantamento, são os deputados que compram, e o dinheiro sai da cota parlamentar. Os cinco casos de passagens mais caras analisados pelo jornal foram de classe executiva – o que pode ser tanto direito previsto no regimento da Casa pelo cargo ou condição do deputado ou devido a um “upgrade” de classe com verbas da cota parlamentar.
Questionada se haveria um máximo de passagens que deputados poderiam solicitar ou um teto para o valor pago, a Câmara não respondeu e afirmou que informações adicionais devem ser pedidas “por meio de Lei de Acesso à Informação”.
Uma comitiva de oito deputados foi à China no ano passado, em uma viagem oficial que durou dez dias. O deputado Damião Feliciano (PDT-PB) teve os bilhetes mais custosos do grupo e de todo o ano passado, no valor de R$ 36,6 mil. No ranking total do mandato, ele fica atrás de oito deputados.
Os cinco bilhetes mais caros pagos nos últimos três anos foram de missões em 2015. Os dois primeiros são de uma viagem de quatro dias dos deputados baianos Claudio Cajado (DEM) e Antonio Imbassahy (PSDB), em dezembro de 2015, para o Casaquistão e a Georgia. As viagens custaram, respectivamente, R$ 45,5 mil e R$ 45,3 mil, em valores atualizados.
Por serem procurador legislativo e líder do partido à época, respectivamente, eles tiveram direito a classe executiva. Além deles, segundo regimento interno, têm esse direito ocupantes de outros cargos, como membros titulares da Mesa Diretora e presidentes de Comissões Permanentes.
“Nenhum de nós tem interesse de comprar passagem mais cara”, disse Cajado. Membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o deputado afirmou que, nessa viagem, um dos focos era participar da Expo-2017, feira mundial de energia sustentável, para a qual o País foi convidado na ocasião, mas isso acabou não acontecendo por conta da crise. “Acabou faltando recursos”, segundo Cajado.
Por meio de nota, Imbassahy disse que “foram cumpridos todos os requisitos estabelecidos pela Câmara para participação em missões oficiais” e que o objetivo da viagem era “estreitar” relações com os países.
Antecedência
O regulamento interno da Casa determina que o pedido de concessão das passagens seja “formalizado com devida antecedência da realização da viagem, com vistas à reserva das passagens e à obtenção de preços mais vantajosos”. O texto não estipula, contudo, de quanto tempo seria “devida antecedência”.
“Eu não controlo o preço da passagem. Às vezes, demora para sair (a autorização da Câmara) e elas ficam mais caras”, afirmou Cajado. O deputado do DEM também foi o que mais fez a Casa desembolsar recursos nos três anos de mandato para viagens: R$ 280 mil.
Quem também diz não ter o controle do preço da passagem é o deputado José Rocha (PR-BA). Com o terceiro bilhete mais caro do período, R$ 43,1 mil, ele disse ao Estado: “Eu vou saber de preço? Viajei, mas não fui eu quem comprou”. Rocha foi um dos onze parlamentares da delegação especial a Hanói, no Vietnã, para a 132.ª Assembleia da União Interparlamentar.
Com outros três deputados, Felipe Bornier (PROS-RJ) passou uma semana na Rússia em missão oficial. À época segundo-secretário da Casa, foi para ele que a Câmara pagou a quarta passagem mais cara deste mandato: R$ 42,8 mil. “Essa viagem que a gente fez, inclusive, conseguiu retornar a importação de carne do Brasil (pela Rússia). A gente fez uma viagem que teve um resultado e paga essa passagem tranquilamente em relação a isso”, afirmou o parlamentar. Bornier disse ainda que foi um dos deputados que menos viajaram e que não tem acesso aos preços da passagem, porque quem compra é a Casa.
O deputado paranaense Alex Canziani (PTB) foi aos Estados Unidos em 2015 para um evento da Fundação Lemann, com outros tantos brasileiros, de estudiosos e até ministros, para discutir o País. Como à época era secretário da Mesa, teve direito a uma passagem na classe executiva, de R$ 37,9 mil. Canziani ressalta que “existem missões e missões”. A dele, no caso, faz parte daquelas que dão “a oportunidade de um parlamentar conhecer determinada experiências, pessoas de temas que trata na Câmara”. “Viagens podem abrir horizontes”, concluiu. O deputado Damião Feliciano não respondeu aos questionamentos da reportagem.
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