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Revolução pernambucana de 1817: pensando os lugares das memórias na história

Por Nill Júnior

Edson Silva*

O historiador Pierre Nora publicou reflexões no período em que se preparavam as comemorações dos 200 anos da Revolução Francesa em 1989, discutindo sobre as relações entre memórias, “lugares da memória”, as comemorações com a “monumentalização” e “patrimonialização” da História. Ou seja, como as leituras de determinadas situações históricas são transformadas em um suposto patrimônio coletivo, são (re)construídas como monumentos!

O historiador negro jamaicano Stuart Hall, que por muitos anos lecionou na Inglaterra, escreveu sobre a construção das identidades coletivas pelos Estados nacionais, que ocorre por meio de narrativas, mitos fundadores, símbolos atendendo aos interesses de fixar a ideia de uma identidade nacional, que nega, omite, despreza os conflitos sociais, as diferenças e as desigualdade socioculturais.

Afirma-se que a Revolução Pernambucana de 1817 foi influenciada pelos ideais iluministas, que fomentaram a Revolução Francesa baseada na “liberdade, igualdade e fraternidade”, como crítica ao poder e as formas de governo da monarquia absolutista.

Registros históricos informam que no período da Revolução Pernambucana de 1817 uma grande seca ocorria em nossa região, provocando muita fome e miséria para os empobrecidos. Afora as condições climáticas desfavoráveis, diminuíra a exportação do açúcar e com isso os lucros dos senhores de engenho, da elite agrária, em uma economia fundada no grande latifúndio, monocultura e a escravidão negra.

Somava-se a situação de “crise socioeconômica”, os descontentamentos com Corte portuguesa que fugindo de Napoleão estava no Rio de Janeiro desde o 1808, pois para manutenção da Corte e os funcionários reais, era cobrados altos impostos por ordem de D. João VI o Rei de Portugal no Brasil.

Na Capitania de Pernambuco insatisfeitos revoltaram-se pregando a independência, proclamaram um regime republicano e elaboraram uma constituição com o apoio de padres, maçons, militares, comerciantes, proprietários de terras e de escravizados, lideranças políticas e o povo pobre principalmente nos centros urbanos.

O movimento teve adesões na Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, todavia as lideranças revolucionárias, apesar de determinarem impostos menores e a extinção de outros, pregarem a igualdade entre os “cidadãos” e o sentimento “patriota”, não afirmaram o fim da escravidão negra e uma reforma agrária destinando terras para o trabalho de centenas de escravizados negros moradores nos engenhos.

As reflexões do historiador francês e do historiador jamaicano, provocam indagações dentre as quais: o que está sendo comemorando? Quem está comemorando? Porque está sendo comemorando? Como está sendo comemorado? Quais os sentidos das comemorações?

Se memórias não são História, e que esta não é imprescindível sem aquelas, qual História, 200 anos depois, estamos vivenciando/construindo sobre a Revolução Pernambucana de 1817?!

As questões suscitadas pelas reflexões de Nora e Hall são pertinentes para também pensarmos as comemorações realizadas e previstas sobre a Revolução Pernambucana de 1817?!

Afinal, o que é a História? A História tem um sentido ou vários significados?!

*Doutor em História Social pela UNICAMP. É professor de História no CENTRO DE EDUCAÇÃO/Col. de Aplicação-UFPE/Campi Recife. Leciona no Programa de Pós-Graduação em História/UFCG (Campina Grande-PB) e no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena na UFPE/Campus Caruaru, destinado a formação de professores/as indígenas

Outras Notícias

Pólio e sarampo: mais de 170 mil ainda devem ser imunizados

Campanha segue até 31 de agosto. Meta é vacinar, no mínimo, 95% do público A Secretaria Estadual de Saúde (SES), por meio do Programa Estadual de Imunização, reforça com os pais ou responsáveis de crianças entre 1 ano e menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias) a importância de vaciná-las contra a […]

Foto: Miva Filho/Divulgação

Campanha segue até 31 de agosto. Meta é vacinar, no mínimo, 95% do público

A Secretaria Estadual de Saúde (SES), por meio do Programa Estadual de Imunização, reforça com os pais ou responsáveis de crianças entre 1 ano e menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias) a importância de vaciná-las contra a poliomielite o sarampo. Até o próximo dia 31 de agosto, o Estado continua em campanha, objetivando imunizar, independente do histórico vacinal, 544.178 meninos e meninas pernambucanos.

De acordo com os dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SIPNI), até a manhã desta quinta-feira (23.08), em Pernambuco, 373.304 crianças foram vacinadas contra a poliomielite, representando 68,6% do público total. Em relação à tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, foram 371.232 (68,2%).

“Conseguimos uma boa adesão do público durante o Dia D, no último sábado, mas ainda precisamos chegar até as mais de 170 mil crianças que ainda não foram imunizadas. Estamos abastecidos das vacinas e reforçando com os municípios a necessidade de continuar a mobilização para proteger esses pequenos pernambucanos contra doenças que podem deixar graves sequelas e até mesmo matar”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Ana Catarina de Melo. A coordenadora lembra que é importante comparecer ao posto de saúde munido da caderneta de vacinação.

Dados epidemiológicos – Até o momento, Pernambuco notificou 132 casos suspeitos de sarampo. Desses 73 já foram descartados e 2 confirmados. Os demais estão em investigação. Em relação à poliomielite, o Estado não confirma casos desde 1988.

Campanha de Vacinação – Pernambuco

Poliomielite

Vacinados em PE: 373.304 (68,6%)

Público total: 544.178 (170.874 ainda precisam ser vacinados)

Municípios que atingiram meta: São José da Coroa Grande (100,28%), Terezinha (98,62%), Abreu e Lima (97,24%), Araçoiaba (96,68%) e Jatobá (95,76%)

Municípios com as menores coberturas vacinais: Glória do Goitá (16,23%), São Bento do Una (29,41%), Triunfo (34,09%), Machados (36,13%) e Inajá (37,09%)

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

Vacinados em PE: 371.232 (68,2%)

Público total: 544.178 (172.946 ainda precisam ser vacinados)

Municípios que atingiram meta: São José da Coroa Grande (100,28%), Terezinha (99,31%), Abreu e Lima (97,68%) e Jatobá (95,76%)

Municípios com as menores coberturas vacinais: Glória do Goitá (17,73%), São Bento do Una (29,36%), Triunfo (34,09%), Inajá (35,94%) e Machados (36,13%)

** Os dados foram extraídos do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SIPNI) na manhã desta quinta-feira (23.08).

Bolsonaro vem à divisa entre Sertânia e Arcoverde sexta para inaugurar Ramal do Agreste

No local, na área territorial do primeiro município, ele abre as comportas do Ramal do Agreste Uma fonte governista da Prefeitura de Sertânia confirmou ao blogueiro Júnior Finfa que o Presidente Jair Bolsonaro estará no município na próxima sexta-feira (19). O horário não foi informado. Bolsonaro abre oficialmente as comportas do Ramal do Agreste.  Integrado ao […]

No local, na área territorial do primeiro município, ele abre as comportas do Ramal do Agreste

Uma fonte governista da Prefeitura de Sertânia confirmou ao blogueiro Júnior Finfa que o Presidente Jair Bolsonaro estará no município na próxima sexta-feira (19). O horário não foi informado.

Bolsonaro abre oficialmente as comportas do Ramal do Agreste.  Integrado ao Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco, o sistema adutor Ramal do Agreste irá beneficiar uma população de mais de 2,2 milhões de habitantes de 71 cidades de Pernambuco, garantindo melhor oferta hídrica e promovendo o desenvolvimento do Agreste Pernambucano.

O Ramal do Agreste é uma obra do Governo Federal, executada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e conta com investimentos na ordem de R$ 1,6 bilhão. O empreendimento de infraestrutura hídrica captará água na barragem Barro Branco, em Sertânia (PE), com desague no reservatório Ipojuca, em Arcoverde (PE).

O Ramal será interligado à Adutora do Agreste Pernambucano – sob a responsabilidade do governo do estado – mas que conta com apoio financeiro da União. Juntos, os dois empreendimentos garantirão o abastecimento regular da região com as águas do Velho Chico.

O Ramal do Agreste tem 70.8 km de extensão. Suas estruturas são compostas por dois Reservatórios, Negros e Ipojuca; cinco aquedutos-sifões que perfazem 3,2km; uma estação elevatória que elevará as águas em 219 m; seis túneis somando 16 km de extensão; uma adutora com 7 km e 42 km de canal revestido em concreto.

Bolsonaro esteve no sertão em outubro. Ele inaugurou a primeira fase da segunda etapa do Sistema Adutor do Pajeú na Estação Elevatória 9 da Transposição entre São José do Egito e Itapetim. Na oportunidade,  a entrega do Ramal do Agreste foi cogitada, mas se tirou a ideia de remarcação.

Câmara aponta estratégias da gestão para o segundo semestre

Hospital do Sertão,  em Serra Talhada,  foi colocado como uma das prioridades  O governador Paulo Câmara comandou, na tarde desta quarta-feira (22), reunião de alinhamento de ações para o segundo semestre com o secretariado, no Palácio do Campo das Princesas. Assim como a vice-governadora, Luciana Santos, parte dos integrantes da equipe participou do momento por […]

Hospital do Sertão,  em Serra Talhada,  foi colocado como uma das prioridades 

O governador Paulo Câmara comandou, na tarde desta quarta-feira (22), reunião de alinhamento de ações para o segundo semestre com o secretariado, no Palácio do Campo das Princesas.

Assim como a vice-governadora, Luciana Santos, parte dos integrantes da equipe participou do momento por videoconferência.

Na ocasião, foi apresentado ainda o esforço sanitário e logístico do Gabinete de Crise que resultou em dois meses seguidos de redução nos óbitos provocados pela doença no Estado.

Além disso, o chefe do Executivo Estadual destacou que o Plano de Convivência com a doença já passou dos 50 dias e que a gestão segue avançando com critério e responsabilidade na flexibilização das atividades restringidas pelo isolamento social.

“Os dados não podem ser motivo para baixarmos a guarda. O trabalho para salvar vidas permanece, temos o desafio diário de manter os índices de contaminação e de vítimas em queda e de, ao mesmo tempo, encarar a nova realidade das relações sociais e econômicas”, disse Paulo Câmara.

O governador abordou ainda como está alinhando algumas atividades para seguir priorizando pontos importantes, como a educação, a saúde e a segurança dos pernambucanos.

“Todos os participantes ficaram cientes de como estamos retomando as atuações em alguns setores, como as reuniões do Comitê Gestor do Pacto pela Vida, a pactuação de metas da Secretaria de Infraestrutura e a conclusão de obras importantes como o Hospital Geral do Sertão, em Serra Talhada, além da implantação de novas estradas, como o acesso ao distrito de Rainha Izabel, em Bom Conselho”, exemplificou Paulo Câmara.

PT do Recife recua no veto à Marília

Em reunião finalizada, há pouco, o diretório do Partido dos Trabalhadores no Recife recuou do veto à candidatura de Marília Arraes à Prefeitura. Uma fonte ligada ao Blog do Magno informa que o PT local optou por recorrer à Executiva Nacional para que reconsidere a candidatura própria na capital pernambucana. A medida do diretório petista […]

Em reunião finalizada, há pouco, o diretório do Partido dos Trabalhadores no Recife recuou do veto à candidatura de Marília Arraes à Prefeitura.

Uma fonte ligada ao Blog do Magno informa que o PT local optou por recorrer à Executiva Nacional para que reconsidere a candidatura própria na capital pernambucana.

A medida do diretório petista no Recife só adia o que já se sabe: que o que vale é a decisão do PT nacional.

Ou seja, Marília Arraes será candidata, a contragosto do grupo político do senador Humberto Costa

Apesar de atraso, Cunha mantém votação para 14h de domingo

G1 Apesar dos atrasos na sessão de discursos dos partidos, que já dura mais de 24 horas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), confirmou neste sábado (16) que está mantida para domingo (17), a partir das 14h, a sessão para votar a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A maratona dos […]

G1

Eduardo-CunhaApesar dos atrasos na sessão de discursos dos partidos, que já dura mais de 24 horas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), confirmou neste sábado (16) que está mantida para domingo (17), a partir das 14h, a sessão para votar a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A maratona dos trabalhos para analisar o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) teve início às 8h55 de sexta-feira (15). Cada uma das 25 legendas com representantes na Casa tem até uma hora para discursar. Até as 10h deste sábado, 18 siglas haviam se pronunciado: PMDB, PT, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTB, PDT, SD, PTN, PCdoB, PSC, PPS, PHS e PV.

A ordem das manifestações é da legenda com maior bancada para a menor.“Sem dúvida nenhuma [está mantida a sessão para as 14h]. A gente vota o requerimento de encerramento de discussão”, afirmou Cunha ao se dirigir para o plenário na manhã deste sábado.

Ainda falta a manifestação de sete partidos. Diante disso, Cunha calcula que a parte do tempo para os partidos terminará por volta das 22h. “Se for isso, até 10 da noite acaba. Aí, começa imediatamente a discussão individual e amanhã de manhã encerra”, afirmou.

A demora para concluir a fase dos partidos se deve às manifestações de deputados que pedem para usar o tempo de liderança para discursar, algo que está previsto pelo regimento.

O resultado é que essa etapa acabou atrasando, empurrando para a frente o cronograma inicial da Câmara, que previa para as 11h deste sábado o início de uma nova sessão para os discursos individuais dos deputados.

No total, a lista de inscritos reúne 249 parlamentares, sendo que 170 se registraram para defender o afastamento da petista e outros 79, para pedir o arquivamento do processo. Cada um terá até três minutos na tribuna.

Pelas regras, ao contrário da fase dos discursos dos partidos, que não pode ser interrompida, a etapa dos debates individuais pode ser encerrada caso se aprove um requerimento no plenário depois de três terem falado contra e outros três a favor.

“[O atraso] Está dentro do previsto. Se, eventualmente, os atrasos se sucederem, esgotando a parte dos partidos, quando começar a discussão individual a gente vai ter um requerimento de encerramento de discussão”, explicou Cunha.