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Republicanos fecha apoio à pré-candidatura de Miguel Coelho

Por André Luis

Após receber, nesta semana, o apoio do PSDB, DEM, Cidadania e PV, o prefeito Miguel Coelho (MDB) se reuniu com dirigentes do partido Republicanos para oficializar a adesão de mais uma legenda para marchar na pré-campanha à reeleição. 

O encontro ocorreu no final da tarde desta sexta-feira (21) e teve a participação de um grupo de pré-candidatos a vereador de Petrolina.

Miguel agradeceu a confiança dos representantes do Republicanos e falou sobre os desafios da cidade para o futuro. 

“Tenho dito que mais do que nunca precisamos da união de forças por conta dessa pandemia que causou tanta dor. Felizmente, Petrolina é um exemplo de enfrentamento ao coronavírus com a menor mortalidade do Nordeste. Mas para superarmos isso totalmente é necessário ter apoio das pessoas, de lideranças. Nessa etapa antes do calendário eleitoral, estamos somando cada vez mais forças como a dos representantes do Republicanos para construir um projeto de cidade segura para os desafiadores anos que virão”, salientou. 

Ainda na fase de articulações da pré-campanha, Miguel acredita que terá, no mínimo, 15 legendas para dar sustentação ao projeto de reeleição de mandato. 

“Já temos mais de 10 partidos confirmados, mas temos a confiança de superar um total de 15 siglas apoiando nossa futura candidatura. Estamos conversando, ouvindo propostas para a construção do plano de governo e na hora certa vamos apresentar todo o time que fará parte desse projeto coletivo que tem resgatado o tempo de desenvolvimento de Petrolina”, destacou Miguel.

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Dicas de Segurança no WhatsApp

No Debate das Dez da Rádio Pajeú desta quarta-feira (28), o Major Marcus José Magalhães Ferreira – Subcomandante do 23º BPM e Marcos Antônio – Escrivão  Especial de Polícia – Chefe Cartorial, falaram sobre os vários golpes que tem sido aplicados nestes tempos de pandemia, utilizando, principalmente, o WhatsApp como principal ferramenta. Veja abaixo como se proteger […]

No Debate das Dez da Rádio Pajeú desta quarta-feira (28), o Major Marcus José Magalhães Ferreira – Subcomandante do 23º BPM e Marcos Antônio – Escrivão  Especial de Polícia – Chefe Cartorial, falaram sobre os vários golpes que tem sido aplicados nestes tempos de pandemia, utilizando, principalmente, o WhatsApp como principal ferramenta. Veja abaixo como se proteger destes golpes.

Hoje, o aplicativo de mensagens WhatsApp não é mais usado apenas para manter contato com a família ou amigos. Também é usado para se comunicar com colegas, superiores, até com marcas e para fazer pagamentos pelo app. Portanto, é importante evitar que sua conta seja hackeada. Pode ter consequências terríveis ou apenas ser enfadonho. Explicamos como evitar que isso aconteça.

Ative a verificação em duas etapas

A primeira coisa a fazer para evitar que sua conta do WhatsApp seja hackeada é fortalecer sua segurança. A maneira mais fácil de fazer isso é ativar a verificação em duas etapas . Isso torna possível reforçar a segurança da sua conta, pois você terá que inserir o código PIN que escolheu em intervalos regulares, a fim de verificar se você é realmente o proprietário da conta.

Para ativar a opção, acesse as configurações do WhatsApp, opção Conta e selecione “Verificação em duas etapas“. Em seguida, você precisará inserir um código de 6 dígitos e seu endereço de e-mail. Dessa forma, se você esquecer o código de 6 dígitos, o WhatsApp pode enviar um e-mail para redefini-lo.

Bloqueio por impressão digital

Para aumentar a segurança da sua conta, você também pode habilitar o desbloqueio por impressão digital . Desta forma, ninguém conseguirá acessar suas conversas no WhatsApp, pois será necessário escanear sua impressão digital para acessar o aplicativo de mensagens.

Sua ativação é muito simples, basta acessar as Configurações do aplicativo, opção Conta, depois Privacidade. Na parte inferior, selecione “Bloqueio de impressão digital” e escolha o bloqueio automático “imediatamente”. Dessa forma, você terá que escanear sua impressão digital para abrir o aplicativo e acessar suas conversas. Observe que ainda será possível atender ligações no WhatsApp, mesmo se o aplicativo estiver bloqueado.

Em alguns smartphones, também é possível usar o reconhecimento facial para proteger sua conta.

Evite responder a números desconhecidos

Infelizmente, não é possível bloquear mensagens de números desconhecidos. Desde que alguém tenha seu número de telefone, ele pode entrar em contato com você pelo WhatsApp – se você tiver uma conta, é claro. E isso obviamente representa um risco. Muitas campanhas de phishing também são disseminadas por SMS e, portanto, via WhatsApp. Alguns hackers não hesitam em tocar no acorde sensível para iscá-lo, para se passar por uma pessoa querida para fazer você clicar em um link, enviar dinheiro ou fornecer informações pessoais. O objetivo é obviamente enganar você.

Isso é particularmente bem executado, pois se disfarça como uma mensagem de autenticação SMS contendo um código de 6 dígitos. Um contato entrará em contato com você para solicitar a transferência deste famoso código que foi enviado a você por engano. Se você fizer isso, poderá deixar sua conta para trás. O telefone do seu contato foi realmente hackeado e uma pessoa mal-intencionada pede o código PIN que é realmente seu.

Em geral, tome cuidado com os números desconhecidos que entram em contato com você, mesmo que sejam (supostamente) do WhatsApp. Você pode fazer uma pesquisa na web para verificar a boa fé do número.

Evite manter seus bate-papos na nuvem

O WhatsApp oferece aos seus usuários o salvamento de suas conversas online, na nuvem. Um recurso muito prático que permite transferir facilmente suas discussões de um smartphone para outro quando você muda de telefone ou se conecta à versão web do aplicativo. Infelizmente, essa opção tem um grande problema: ela não leva em consideração a criptografia de ponta a ponta.

Portanto, se sua conta do Google Drive ou iCloud for hackeada, suas conversas no WhatsApp serão expostas. A melhor maneira de evitar isso é desligar o backup de seus bate-papos na nuvem. Tudo depende do que você prefere; a confidencialidade de suas trocas no WhatsApp ou a simplicidade de transferência de suas conversas. Observe que você pode muito bem salvar suas conversas na nuvem antes de mudar de smartphone. Você pode então desativar e excluir seu backup no WhatsApp.

Para desligar o backup de seus bate-papos do WhatsApp para a nuvem, acesse as configurações do aplicativo, opção Discussões e, em seguida, Backup de bate-papo. Em seguida, selecione “Salvar no Google Drive / iCloud” e toque em “Nunca” ou “Somente quando pressiono salvar”, por exemplo.

Verifique o código de segurança

Um dos pontos fortes do WhatsApp é que as conversas são criptografadas de ponta a ponta. Isso garante total confidencialidade das mensagens trocadas, a menos que o código de segurança de uma conversa seja exposto ou diferente para os diferentes participantes.

Ao criar um bate-papo no WhatsApp, um código de segurança de 60 dígitos é criado. Isso prova que a conversa é criptografada de ponta a ponta. Se os participantes da mesma discussão tiverem os mesmos códigos, suas trocas serão seguras. Se este não for o caso, sua conversa não é segura, o que expõe suas mensagens a possíveis hackers.

Se o seu contato instalou novamente o aplicativo de mensagens ou mudou o smartphone, é normal que o código não seja o mesmo, mas sua conversa não é mais totalmente segura. Para corrigir isso, basta enviar a ele uma nova mensagem ou escanear seu código QR para proteger sua conversa e, assim, encontrar a criptografia de ponta a ponta.

Você também pode verificar se o seu código de segurança é o mesmo digitalizando o código QR da conversa que você tem com um contato. Para fazer isso, vá para a conversa, opção Mostrar contato e, em seguida, Criptografia.

Se vocês não estiverem próximos um do outro, podem enviar o código de 60 dígitos ao seu contato – por mensagem de texto ou e-mail – para verificar se você tem o mesmo. Do contrário, sua conversa não está segura com criptografia de ponta a ponta por um motivo ou outro. Portanto, não é recomendado trocar informações confidenciais por meio desta conversa.

Obviamente, não é recomendável compartilhar os códigos de segurança de suas conversas. Se não for suficiente hackear um thread, pode torná-lo mais fácil para os hackers.

Espero que tenha gostado das nossas dicas. Para mais detalhes, acesse tudo no site WatsGP.

Em Brasília, Gilson Bento busca recursos para Brejinho

O prefeito de Brejinho, Gilson Bento, encontra-se em Brasília esta semana, em uma série de encontros para alinhar recursos e garantir investimentos que impulsionem ações e obras voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população brejinhense. Durante o dia, o gestor municipal se reuniu com importantes lideranças políticas. Entre os encontros, destacam-se as […]

O prefeito de Brejinho, Gilson Bento, encontra-se em Brasília esta semana, em uma série de encontros para alinhar recursos e garantir investimentos que impulsionem ações e obras voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população brejinhense.

Durante o dia, o gestor municipal se reuniu com importantes lideranças políticas. Entre os encontros, destacam-se as reuniões com o deputado estadual Gustavo Gouveia (PE), que se encontra em Brasília, o deputado federal Túlio Gadêlha, o presidente do Republicanos em Pernambuco, Samuel Andrade,  Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho pré-candidato ao senado em 2026, Carlos Costa pré-candidato a deputado federal, deputado federal Fernando Monteiro e o senador Humberto Costa.

As conversas tiveram como foco a captação de recursos e a viabilização de projetos que possam fortalecer a infraestrutura e os serviços públicos de Brejinho.

Além das reuniões individuais, Gilson Bento também marcou presença no evento “Encontro dos Novos Prefeitos”, que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento foi uma oportunidade para os gestores municipais discutirem políticas públicas e estreitarem relações com o governo federal em busca de apoio para suas administrações.

“Nossa missão é garantir que Brejinho receba os investimentos necessários para avançar no desenvolvimento. As reuniões de hoje foram fundamentais para fortalecer parcerias e buscar recursos que vão beneficiar nossa população”, declarou Gilson Bento.

Chuva: moradores da Mata Sul vivem sob temor de enchente

Nos períodos de chuva, o som das badaladas do sino da igreja matriz de Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, serve aos moradores de alerta para o perigo das enchentes Da Folha PE Nos períodos chuvosos, o som que ecoa das badaladas do sino da Paróquia de São Miguel, igreja matriz situada a […]

Barreiros, na Mata Sul de Pernambuco. Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Nos períodos de chuva, o som das badaladas do sino da igreja matriz de Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, serve aos moradores de alerta para o perigo das enchentes

Da Folha PE

Nos períodos chuvosos, o som que ecoa das badaladas do sino da Paróquia de São Miguel, igreja matriz situada a 107km do Recife, no ponto mais alto do centro de Barreiros, na Mata Sul pernambucana, tornam-se um sinal de alerta para que as famílias recolham seus pertences e deixem suas casas. O aviso, também expandido pela Defesa Civil do município com a ajuda das rádios locais, é feito com uma antecedência de pelo menos 18 horas – prazo julgado suficiente para que as pessoas se organizem e sigam para casa de parentes e amigos ou se desloquem para abrigos improvisados pela gestão municipal. Uma realidade que não tardará a acontecer não só em Barreiros, mas em toda a Mata Sul, uma vez que maio, junho e julho são, historicamente, os meses mais chuvosos e já estão batendo à porta.

No recorte estadual, para a Zona da Mata (tanto Sul quanto Norte) é esperada uma precipitação de 614 milímetros para o trimestre. Significa dizer que só na região choverá 47%, ou seja, quase metade do que é estimado para o ano todo conforme a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). Um cenário que tende a se agravar diante da possibilidade de a situação do ano passado se repetir: choveu o equivalente a 811 milímetros, superando a média histórica em 197 milímetros. A situação de calamidade pública chegou a tanto, que o Governo de Pernambuco decretou estado de emergência para 24 municípios, entre eles Barreiros, durante 180 dias. A medida foi necessária para garantir o repasse de verba federal às cidades.

Ainda assim, a Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado considerou serem menores os danos do que os contabilizados em 2010, quando a enchente deixou centenas de pessoas desabrigadas e destruiu 68 cidades da Mata Sul. A situação de Barreiros, inclusive, é ainda mais delicada, à medida que a própria Defesa Civil do município reconhece ser incontável o número de pontos de risco porque 70% do território está na parte baixa da cidade, colocondo-o como um dos municípios mais castigados pelas chuvas todos os anos.

A incerteza sobre como serão as chuvas deste ano tem sido uma preocupação diária para o aposentado Aurino de Oliveira, 76 anos. Como muitos, ele viu tudo o que construiu nos 18 anos que mora no bairro Maria Amália, em Barreiros, ser levado pelas águas em questão de minutos. “Dá medo viver tudo de novo, né? Ainda estou me reerguendo e tentando recuperar tudo. O jeito é agarrar a mão de Deus e pedir proteção. Nunca perder a esperança na vida”, desabafa. Seu Aurino mora nas proximidades do rio Una, numa das áreas consideradas de risco.

O Una é um dos rios que banham Barreiros junto ao Carimã. Hoje cada um está no seu nível normal, que é de 2,5 metros cada. Tudo alaga quando o Una ultrapassa dos 7 metros e o Carimã dos 5 metros. Só em fevereiro deste ano, cerca de 140 famílias ficaram desalojadas, de acordo com a Defesa Civil. A 22 km de Barreiros, a situação não é diferente em Rio Formoso.

Mesmo passados exatos oito anos, muitas famílias ainda se recuperam do traumático ano de 2010. E temem por mais um evento extremo de chuvas como a do ano passado. Porém, a falta de educação ambiental das pessoas também contribui para piorar o cenário. Muitas desmatam as matas ciliares, como são chamadas as vegetações às margens de qualquer curso d’água, para fazer ocupações. Essas plantas têm a função de segurarem o solo e, assim, evitar assoreamento.

Alegando não ter para onde ir, o casal Cícera Maria da Conceição, 31, e José Alexandre de Souza, 42, levantaram uma casa às margens de um manguezal. No quintal, dividem o espaço com tocas de aratu e siris. Ano passado, o transbordamento do rio Formoso fez a água atingir mais de um metro da parede de sua casa. “Assusta saber que pode acontecer a mesma coisa do ano passado, mas a gente volta porque é o jeito. Dinheiro de auxílio-moradia num dá para nada. Fica nessa situação mesmo de sair e só voltar quando a água baixar”, conta. Na cheia do ano passado, perdeu o pouco que tinha: roupa, televisão, geladeira e fogão. “O que eu resgatei foi tudo por meio de doação”.

Embora seja o decreto de estado de emergência a garantir o repasse de verba federal aos municípios atingidos pelas chuvas, a Casa Militar de Pernambuco esclareceu que “o Poder Executivo Federal poderá reconhecer o decreto do prefeito, governador do Estado ou Distrito Federal quando for necessário estabelecer uma situação jurídica especial para execução das ações de socorro e assistência humanitária à população atingida, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas atingidas por desastre. O reconhecimento federal, que tem prazo máximo de 180 dias a contar de sua publicação, se dá por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União”.

De acordo com a Secretaria Executiva de Defesa Civil do Estado, em 2017 a região com maior número de municípios atingidos foi a Mata Sul. Durante o período foi registrado um pico de 55.176 pessoas afetadas, entre desalojados (52.095) e desabrigados (3.081) em todo Estado. Na época, foram liberados R$ 20,05 milhões pelo Governo Federal para as ações da Operação Prontidão, sendo R$ 14,51 milhões para ações assistenciais (aquisição de cestas básicas e de pronto consumo, água, kits de higiene pessoal e limpeza, rolos de lona e colchões) e R$ 5,54 milhões para ações de restabelecimento (máquinas e limpeza das cidades).

Já o total investido pelo Governo do Estado foi de R$ 22,63 milhões. Todos esses recursos foram aplicados diretamente pelo Governo do Estado em ações emergenciais e de restabelecimento, ou seja, não houve nenhum repasse aos municípios. Enquanto não se tem uma sinalização sobre um novo decreto, a previsão de chuvas intensas a partir de maio na região, tem deixado as Defesas Civis dos muncípios da Mata Sul em estado de atenção e trabalhando em regime de plantão, com monitoramento constante dos níveis dos rios, o que as levará, em caso de enchente ou alagamentos, emitir alertas com até 18 horas de antecedência. Muitas, inclusive, atualizaram seus Planos de Contingência a fim de reduzir riscos de desastres nos municípios.

A de Rio Formoso, por exemplo, assemelha-se com a de Barreiros. Entre as metas, ações de prevenção, de preparação para emergências e desastres, de resposta aos desastres e de reconstrução. De acordo com a coordenadora da Defesa Civil de Rio Formoso, Ana Maria de Holanda, o Plano de Contigência é a ferramenta mais importante para a Defesa Civil, uma vez que nesse plano estão reunidas as ações conjuntas de todas as secretarias, dando as diretrizes em situações de calamidade.

“A Secretaria de Assistência Social, por exemplo, define locais de abrigamento e instala abrigos temporários, a de Meio Ambiente e Serviços Urbanos realiza a limpeza do terreno e o recolhimento de lixo, a de Saúde limpa, descontamina e desinfecta o ambiente e a de Infraestrutura Urbana isola áreas de circulação em risco e define roteiros alternativos para o trânsito”, detalha a gestora. A partir de 60 milímetros de precipitação de chuva contínua é deflagrado o alerta máximo para atuação do Plano de Contingência. Nestes casos, as secretarias dos municípios e os órgãos públicos trabalham em ação coletiva, distribuindo as tarefas em situação de emergência para controlar casos de alagamentos e desabamentos em tempo hábil.

Justiça rejeita acusação de fraude de gênero em Ingazeira

PRIMEIRA MÃO A Justiça Eleitoral da 050ª Zona Eleitoral de Tabira/PE julgou improcedente, nesta terça-feira (2), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que acusava o PSB de Ingazeira e diversos candidatos de cometer fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. O foco da denúncia era a candidatura de Antiel Silva de […]

PRIMEIRA MÃO

A Justiça Eleitoral da 050ª Zona Eleitoral de Tabira/PE julgou improcedente, nesta terça-feira (2), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que acusava o PSB de Ingazeira e diversos candidatos de cometer fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. O foco da denúncia era a candidatura de Antiel Silva de Sá, conhecida como “Pepi”, mulher trans que concorreu a vereadora.

A ação foi movida pela Federação PSDB/Cidadania, que alegava que a candidatura de Antiel teria sido lançada apenas para cumprir artificialmente o percentual mínimo de 30% de mulheres exigido pela legislação eleitoral.

Segundo a parte autora, a suposta fraude estaria demonstrada pela votação inexpressiva de Antiel — apenas quatro votos —, pela pouca movimentação financeira, por pretensa ausência de campanha e pelo uso de pronomes masculinos em redes sociais, o que colocaria em dúvida sua autodeclaração de gênero.

Preliminares rejeitadas e exclusões do processo

De acordo com a sentença, o Juízo rejeitou a alegação de coisa julgada apresentada pela defesa. O magistrado destacou que, embora outro processo (RCAND) tenha reconhecido a validade da autodeclaração de gênero da candidata, a AIJE tem escopo diferente — apura eventual intenção fraudulenta na formação da chapa.

O Juiz também acatou parcialmente a preliminar de ilegitimidade passiva, extinguindo o processo, sem julgamento de mérito, em relação a Claudineide de Sousa Barbosa, Jaison Ferreira de Andrade e ao Diretório Municipal do PSB. Segundo a decisão, não havia elementos que demonstrassem participação direta ou benefício eleitoral destes investigados.

Testemunhos, documentos e ausência de fraude

Ao analisar o mérito, o magistrado aplicou os critérios da Súmula 73 do TSE, que exige avaliação conjunta de elementos como votação inexpressiva, ausência de campanha e inexistência de despesas.

A sentença reconhece que a votação foi baixa, mas destaca que esse fato, isoladamente, não caracteriza fraude — especialmente diante de fatores como o preconceito estrutural enfrentado por pessoas trans, sobretudo em cidades pequenas.

A acusação também foi afastada quanto à ausência de despesas: Antiel declarou R$ 710,00 em materiais impressos, o que comprova algum nível de investimento. Já sobre a suposta falta de campanha, o Juízo considerou o contrário: testemunhas relataram participação da candidata em arrastões, feiras livres, distribuição de material gráfico, além de inserções em rádio local. Registros digitais reforçaram esses atos.

Segundo a sentença, Antiel demonstrou engajamento real, chegando a externar tristeza pela votação recebida — comportamento que o Juiz classificou como “incompatível com candidatura fictícia”.

Além disso, a decisão destacou que Antiel é Secretária do Movimento da Diversidade e LGBT do PSB e é socialmente reconhecida por seus nomes afetivos (“Dorinha”, “Petra”), reforçando a legitimidade de sua identidade de gênero e de sua candidatura.

Decisão final

Diante das provas, o magistrado concluiu que não houve dolo nem tentativa de manipular a cota de gênero. Para o Juiz, o caso revela muito mais os desafios enfrentados por pessoas trans na política do que qualquer indício de ilicitude eleitoral.

Ao final, o Juízo julgou improcedentes todos os pedidos da ação, reconhecendo a plena regularidade da candidatura de Antiel Silva de Sá e dos demais investigados.

A decisão mantém intactos os resultados das eleições de 2024 no município de Ingazeira. Leia aqui a íntegra da decisão.

Operação Carro-Pipa deve ser interrompida para cidades no Nordeste

Por Gustavo Uribe e Daniel Carvalho, da Folhapress Por falta de dinheiro, famílias que dependem de carros-pipa no Nordeste devem deixar de receber água potável a partir deste domingo (1º), em meio ao período de seca na região. Segundo relatos feitos à reportagem, a interrupção do serviço, por meio da Operação Carro-Pipa, foi informada por […]

Por Gustavo Uribe e Daniel Carvalho, da Folhapress

Por falta de dinheiro, famílias que dependem de carros-pipa no Nordeste devem deixar de receber água potável a partir deste domingo (1º), em meio ao período de seca na região.

Segundo relatos feitos à reportagem, a interrupção do serviço, por meio da Operação Carro-Pipa, foi informada por integrantes do governo federal a autoridades estaduais e municipais de estados como Bahia e Pernambuco.

A iniciativa, que atende cerca de 850 municípios, prevê que o Exército fiscalize e coordene a distribuição da água em áreas atingidas pela seca.

A reportagem teve acesso a um aviso de um batalhão baiano a motoristas de caminhões-pipa, enviado na quinta-feira (29), especificando que o serviço será interrompido “por falta de recursos para pagamentos diversos”.

Procurado pela reportagem, o Exército não se manifestou até a publicação desta reportagem.

O governo federal tinha conhecimento de que não haveria dinheiro suficiente e pediu a realocação de recursos para que o Exército contratasse carros-pipa. O projeto que autoriza a medida, porém, ainda não foi votado pelo Congresso.

Documento com data de 30 de setembro anexado ao PLN (projeto de lei do Congresso Nacional) nº 30 informa que o crédito em pauta visa possibilitar o atendimento de despesas no Ministério do Desenvolvimento Regional, entre outros.

Ele detalha que os recursos são para o “custeio da Operação Carro-Pipa entre os meses de setembro a dezembro visando garantir o atendimento com água potável à população vitimada pela seca no semiárido brasileiro, entre outras”. O texto é assinado pelo ministro Paulo Guedes (Economia).

Nesta sexta-feira (30), o senador Jaques Wagner (PT-BA) ingressou com requerimento pedindo esclarecimentos ao ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) sobre o fornecimento de água no Norte e no Nordeste.

O documento aponta que a iniciativa envolve cerca de 7.000 veículos, que levam água para 79 mil pontos de abastecimento e cisternas coletivas.

Em São Bento do Una (PE), a 210 km do Recife, a prefeitura disse que há 144 pontos abastecidos pelo Exército.

Com a interrupção do serviço, a prefeita Débora Almeida (PSB) afirmou que entre 30 e 40 famílias ficarão sem água. “É muito ruim. Estamos na seca. A prefeitura não consegue abastecer todo mundo. É impossível”, afirmou Almeida à reportagem.

“Eu nem tenho carro-pipa suficiente. Só tenho três caminhões e temos de abastecer hospital, posto de saúde, e as escolas, mesmo sem estarem funcionando. Não conseguimos chegar no número de pessoas que eles chegam”, afirmou.

A prefeita disse que um de seus secretários recebeu de integrante do Exército mensagem que dizia “informo que na semana que vem a operação vai estar parada até recebermos os créditos do MDR [Ministério do Desenvolvimento Regional]. Estávamos com as OS [ordens de serviço] feitas, porém não chegaram os créditos”.

O presidente da Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco), José Patriota, disse que os prefeitos foram informados do corte apenas nesta sexta, dois dias antes da interrupção do serviço.

No fim da tarde, ele ainda tomava pé da situação e articulava com a bancada nordestina do Congresso uma solução para o problema.

A região passou por sete anos de seca, de 2012 a 2019. Em 2020, voltou a chover, mas agora o momento é de estiagem. “Isso vai dar um rebuliço grande. É o pico da seca de todo o semiárido nordestino”, disse Patriota.

O Ministério do Desenvolvimento Regional informou que solicitou a suplementação de recursos do orçamento para manter as ações da operação carro-pipa, bem como a continuidade de obras essenciais nas áreas de saneamento e segurança hídrica, evitando paralisações.

O remanejamento de recursos está previsto no PLN 30, que aguarda apreciação pelo Congresso Nacional. De acordo com a pasta, para a manutenção da operação carro-pipa até o final do ano são necessários R$ 142 milhões.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse à reportagem que o Congresso fará sessão na quarta-feira (4) para votar todos os 29 PLNs, matérias que abrem espaço no Orçamento, que estão parados sobre sua mesa.