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Raquel Lyra garante mais de R$ 1 bilhão para as áreas de ciência, tecnologia e inovação de Pernambuco

Por André Luis

Durante lançamento do programa, a gestora assinou um novo contrato de gestão com o Porto Digital que mais do que triplica os repasses estaduais para o ecossistema de tecnologia e inovação

Pernambuco receberá o maior investimento em ciência, tecnologia e inovação da história. O Governo do Estado vai destinar R$ 1,04 bilhão para promover a inovação, estimular a pesquisa científica, apoiar o desenvolvimento de soluções tecnológicas e fomentar o empreendedorismo inovador. O anúncio foi feito pela governadora Raquel Lyra nesta sexta-feira (20), no Palácio do Campos das Princesas, durante lançamento do programa Inova PE, uma iniciativa estratégica voltada para o desenvolvimento da competitividade de Pernambuco por meio do fortalecimento da política de CTI. A vice-governadora Priscila Krause também esteve presente.

“O Inova PE é um grande programa de investimentos em ciência, tecnologia e inovação no nosso Estado, feito de maneira transversal, abrangendo diversos setores do governo e da nossa economia. Ele foi desenvolvido em parceria com a academia, com o Porto Digital e com as organizações da sociedade civil, para que tenhamos um Estado com um polo tecnológico forte, mas que também garanta que a inovação seja mais presente. Estamos trazendo novas startups, fortalecendo esses novos negócios e garantindo investimentos”, pontuou a governadora Raquel Lyra. 

Do montante destinado ao programa, que é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), R$ 393 milhões são para formação e fixação de talentos em Pernambuco; R$ 320,2 milhões para excelência em pesquisa e inovação; R$ 112,7 milhões são voltados à melhoria das infraestruturas e ambientes de conhecimento e inovação; R$ 40,5 milhões irão para o apoio a ações de difusão do conhecimento; e R$ 170,7 milhões seguem para o fomento ao empreendedorismo inovador. 

Dentre os compromissos firmados pelo governo nesta sexta consta a triplicação do investimento estadual no contrato de gestão com o Porto Digital, que chega agora a R$ 44,5 milhões; o lançamento do novo edital do Cientista Arretado, iniciativa que terá R$ 10,5 milhões em recursos estaduais; e o reajuste nas bolsas da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) e da Universidade de Pernambuco (UPE), por exemplo. Do valor anunciado, R$ 210 milhões já foram usados pelo governo em 2024.

A secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Mauricélia Montenegro, enfatizou que o Inova PE é um dos maiores programas de CTI do Nordeste. “Estamos vivendo um momento histórico para Pernambuco, investindo e garantindo que a ciência e a tecnologia sejam ferramentas essenciais para a transformação social e econômica do nosso Estado”, destacou a titular da pasta. 

PORTO DIGITAL – O contrato de gestão assinado no valor de R$ 44,5 milhões com o Porto Digital, maior distrito de inovação do Brasil, inaugura uma nova fase para o ecossistema de tecnologia e inovação no Estado. A parceria tem como objetivo implementar políticas públicas voltadas à promoção do empreendedorismo inovador, à transformação digital de cadeias produtivas e à criação de infraestruturas de suporte à inovação, expandindo o impacto das iniciativas para diversas regiões de Pernambuco.

A iniciativa faz parte de um plano estratégico de longo prazo do Porto Digital para fortalecer sua liderança como referência nacional em inovação e tecnologia. Um dos destaques deste contrato é a modernização da unidade em Caruaru, que contará com espaços avançados para promover o empreendedorismo inovador no interior do Estado. 

“Viramos a chave do nosso empreendedorismo, passamos a olhar o interior do Estado e levar ele para fora do país. Esse contrato de gestão tem uma relevância tão grande que nos obrigou a nos reposicionar. Sempre falávamos “estamos numa ilha, no Bairro do Recife”, mas agora não, nós estamos nos espalhando pelo mundo. O Porto Digital é um patrimônio do mundo, um patrimônio de Pernambuco”, frisou o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena. 

FACEPE – Por meio da Facepe, o Governo do Estado divulgou o aumento dos valores de quatro modalidades de bolsas da Fundação para desenvolver atividades de pesquisa. O reajuste, que entra em vigor a partir de janeiro de 2025, passa a valer para processos novos e vigentes, contemplando as Bolsas de Incentivo Acadêmico (BIA), Iniciação Científica (BIC), Pós-graduação (BPG) mestrado e doutorado, além das Bolsas de Fixação de Pesquisador (BFP). O investimento total chega a R$ 74,2 milhões.

Com o aporte, os valores pagos pela BIA e a BIC passarão de R$ 700 para R$ 800. A BPG – mestrado terá aumento de R$ 2.100 para R$ 2.400, e a de doutorado passará de R$ 3.100, para R$ 3.410. Já a bolsa de Fixação de Pesquisador – BFP, nível 1, passa de R$ 5.200 para R$ 6.200.

Com relação ao Programa Cientista Arretado, o primeiro edital foi lançado em maio de 2024, contemplando dez desafios, com aporte de R$ 10,5 milhões, e o novo edital dará continuidade ao programa, com mais dez projetos desenvolvidos por meio de um pesquisador sênior e sua equipe. 

UPE – A partir da Universidade de Pernambuco, o Governo do Estado anunciou a expansão dos cursos de graduação, com oferta da Licenciatura em Química e Física nos campi Garanhuns e Mata Norte. Os cursos incluem a vivência dos seus estudantes em escolas estaduais, com investimento total de R$ 15,8 milhões. Também foi apresentada a expansão das vagas nos cursos de mestrado e doutorado nos campi da UPE localizados no interior, totalizando o investimento de R$ 5,4 milhões.

Também será realizada a construção do novo campus Caruaru e a implantação do curso de Medicina na cidade do Agreste de Pernambuco. A proposta contempla a construção de dois blocos térreos e espaço de convivência, com área de 2.700m2, para atender aos cursos existentes e ao curso de Medicina, com investimento de R$ 16 milhões. 

Ainda em relação à infraestrutura, foi anunciada a instalação da nova sede da Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP), com transferência do curso a partir de janeiro de 2025. O espaço passará a atender a graduação e pós-graduação, pesquisa, inovação e extensão, bem como assistência, além dos laboratórios e clínicas do curso de Terapia Ocupacional, totalizando um investimento de R$ 10 milhões. Também serão reajustados os valores das bolsas ofertadas pela UPE (graduação, mestrado, doutorado, monitoria, extensão, etc) pelos Programas de Fortalecimento Acadêmico da instituição, priorizando o suporte aos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com Investimento de R$ 33,2 milhões.

“Os investimentos anunciados são extremamente importantes para a universidade cumprir o seu papel na formação de recursos humanos e de cidadãos, possibilitando a criação de novos cursos na graduação e pós-graduação no interior de Pernambuco”, disse Maria do Socorro de Mendonça Cavalcanti, Reitora da UPE.

ESPAÇO CIÊNCIA – Para garantir um espaço acolhedor, atrativo e moderno ao Espaço Ciência, o Governo de Pernambuco vai investir R$10,1 milhões na requalificação do Museu. Em fase de construção do seu projeto arquitetônico e conceitual, a iniciativa prevê a modernização de diversos espaços e a atualização dos experimentos do Museu.

Presente na solenidade, a deputada estadual Simone Santana parabenizou a iniciativa do Governo de Pernambuco. “Saio impactada e muito feliz com o que ouvi. Pernambuco vai avançar ainda mais nos próximos anos. Esse é um programa que vai chegar nas escolas e universidades dando a oportunidade aos nossos estudantes de se familiarizar com o tema de ciência, tecnologia e inovação, ajudando-os a se inserir no mercado de trabalho”, ressaltou a parlamentar.

O lançamento do Inova PE contou com a presença dos secretários estaduais coronel Hercílio Mamede (Casa Militar), Fernando Holanda (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais), Ana Luiza Ferreira (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha), Rodolfo Costa Pinto (Comunicação), Guilherme Cavalcanti (Desenvolvimento Econômico) e Simone Nunes (Desenvolvimento Urbano e Habitação). 

Também participaram os reitores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José de Sena; e do Instituto Federal do Sertão, professor Jean Carlos; a pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Gabriela Falcão; o diretor do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), Marcelo Carneiro Leão; a presidente da Facepe, professora Fernanda Pimentel; e os vereadores do Recife Doduel Varela, Ronaldo Lopes e Davi Muniz.

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Cadê a Michelle Bolsonaro? Senadora eleita “desaparece” da campanha de Flávio no segundo turno

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal, chegou à véspera do segundo turno da eleição presidencial sem participar de atos de campanha ao lado do enteado, Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de ter declarado apoio à candidatura, Michelle concentrou suas atividades em Brasília e em cidades próximas, priorizando também a campanha de Celina […]

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal, chegou à véspera do segundo turno da eleição presidencial sem participar de atos de campanha ao lado do enteado, Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de ter declarado apoio à candidatura, Michelle concentrou suas atividades em Brasília e em cidades próximas, priorizando também a campanha de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal.

Segundo reportagem de O Globo, publicada neste sábado (24), a ausência chamou a atenção de aliados que esperavam uma participação mais ativa da ex-primeira-dama na reta final da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A expectativa era de que Michelle percorresse quatro ou cinco capitais brasileiras para participar de atos em apoio ao enteado, especialmente em regiões consideradas importantes para a mobilização do eleitorado feminino e evangélico. Manaus, Salvador e João Pessoa estavam entre os destinos cogitados, mas o roteiro não foi executado conforme o planejamento inicial.

Até mesmo a presença de Michelle no último debate presidencial, realizado pela TV Globo nessa sexta-feira (23), chegou a ser articulada por aliados. A proposta era que ela acompanhasse Flávio na chegada à emissora e assistisse ao confronto na plateia. A participação, entretanto, não ocorreu.

Nas redes sociais, a presença do candidato presidencial também foi limitada. A última publicação feita diretamente por Michelle no Instagram pedindo votos para Flávio ocorreu em 7 de outubro, três dias depois do primeiro turno.

Levantamento citado por O Globo aponta que, entre 23 de julho, quando houve a reconciliação entre os dois, e 15 de outubro, Michelle realizou 107 publicações em seu perfil. Desse total, apenas cinco deram maior destaque ao senador, o equivalente a 4,7% das postagens.

A relação entre Michelle e Flávio passou por desentendimentos durante a pré-campanha. Meses antes, a ex-primeira-dama havia divulgado vídeos nos quais acusava o enteado de desrespeitá-la e de desconsiderar suas posições políticas. Após a repercussão, Flávio pediu desculpas publicamente, e os dois retomaram a aproximação em julho.

Em agosto, chegaram a gravar material de campanha juntos, utilizado na propaganda eleitoral. No início do segundo turno, Michelle também sinalizou que ampliaria sua participação e defendeu o envolvimento das mulheres nas atividades eleitorais do PL.

Apesar da ausência nos principais eventos ao lado do enteado, Michelle participou de compromissos de apoio à candidatura presidencial em Palmas, no Tocantins, acompanhada da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e na Cidade de Goiás (GO).

No Distrito Federal, esteve presente em carreatas realizadas em Brasília, Ceilândia e Taguatinga. Também se dedicou à campanha de Celina Leão, candidata ao governo local e aliada política da ex-primeira-dama.

Um dos fatores apontados para a permanência de Michelle na capital federal é a situação do marido, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. De acordo com a reportagem, a condição do ex-presidente dificulta ausências prolongadas da esposa.

A previsão é de que Michelle acompanhe a apuração dos votos neste domingo (25) em casa, ao lado de Jair Bolsonaro.

Com a participação mais restrita da ex-primeira-dama, outras lideranças bolsonaristas assumiram maior presença na mobilização nacional. Entre elas está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorreu diferentes regiões do país realizando atos de apoio a Flávio, incluindo compromissos no Nordeste.

Uma aliada de Michelle ouvida por O Globo avaliou que a atuação de Nikolas e de outras lideranças femininas ajudou a compensar a ausência de uma agenda nacional conduzida pela ex-primeira-dama.

A maior participação de Michelle havia sido incentivada pelo próprio Jair Bolsonaro, que, impossibilitado de comparecer aos eventos eleitorais, estimulou familiares e aliados a reforçarem a campanha do filho.

Fonte: O Globo
Foto:  Brenno Carvalo

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Live de Janones em apoio a Lula supera 600 mil aparelhos conectados após 13 horas de transmissão

A transmissão ao vivo organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou a marca de 600 mil aparelhos conectados no início da tarde deste sábado (24). A audiência foi registrada após mais de 13 horas de programação ininterrupta no YouTube. Intitulada “Live da […]

A transmissão ao vivo organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou a marca de 600 mil aparelhos conectados no início da tarde deste sábado (24). A audiência foi registrada após mais de 13 horas de programação ininterrupta no YouTube.

Intitulada “Live da Virada”, a transmissão começou na madrugada deste sábado, após o último debate presidencial realizado pela TV Globo, e tem duração prevista de 24 horas. A programação é exibida no canal oficial de Lula na plataforma.

Depois que a transmissão atingiu a marca de 500 mil aparelhos conectados, Janones telefonou para o presidente, que cumpria compromissos de campanha na região Sudeste. Durante a conversa, Lula pediu que os apoiadores convidassem outras pessoas para participar do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

O canal, administrado por Janones e utilizado para mobilização digital em favor da candidatura petista, já reunia quase 11 milhões de seguidores, segundo as informações divulgadas durante a transmissão.

Na ligação, Lula brincou ao se referir ao deputado como “general Janones” e afirmou que a mobilização deveria ocorrer de maneira pacífica. O presidente também pediu a ampliação da participação dos apoiadores nas atividades digitais da campanha.

Outro número registrado neste sábado foi o crescimento do canal oficial de Lula no YouTube, que alcançou a marca de 3 milhões de inscritos durante a programação.

A transmissão acontece na véspera do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Lula enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Toffoli defende novas regras para evitar ataques pessoais em debates e propagandas eleitorais

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu neste sábado (24) que a Justiça Eleitoral estabeleça novas regras para reduzir ataques pessoais durante debates e propagandas políticas. Segundo ele, a polarização tem afastado as campanhas da discussão de propostas e políticas públicas, substituídas por confrontos entre candidatos. […]

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu neste sábado (24) que a Justiça Eleitoral estabeleça novas regras para reduzir ataques pessoais durante debates e propagandas políticas. Segundo ele, a polarização tem afastado as campanhas da discussão de propostas e políticas públicas, substituídas por confrontos entre candidatos.

A declaração foi feita durante um encontro com representantes e observadores internacionais, realizado na sede do TSE, em Brasília, na véspera do segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Para Toffoli, a Justiça Eleitoral precisa enfrentar o desafio de fazer com que o debate político volte a tratar de questões relacionadas à administração pública, ao funcionamento do Estado e às propostas apresentadas pelos candidatos.

“Nós temos que fazer com que a política volte a discutir política, e esse é um grande desafio, eu penso não só no Brasil, mas para grande parte do mundo democrático”, afirmou.

O ministro criticou especialmente a utilização do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para ataques entre adversários. Ele lembrou que as emissoras recebem compensações fiscais pela cessão do espaço, o que representa um custo indireto para a sociedade.

“Não pode ser pago pelo cidadão brasileiro para ouvir ofensas entre candidatos”, declarou.

Toffoli também chamou atenção para o ambiente digital. Segundo o magistrado, é necessário estabelecer critérios capazes de distinguir a atuação política legítima de práticas que envolvam impulsionamento irregular de conteúdos, uso de robôs e outras formas de interferência tecnológica na comunicação eleitoral.

Apesar de defender mudanças, o ministro não apresentou uma proposta específica de regulamentação nem anunciou a edição imediata de novas normas pelo TSE. A discussão foi apresentada como um desafio para as próximas eleições.

As declarações ocorrem depois de uma campanha presidencial marcada por acusações entre as candidaturas, disputas judiciais envolvendo conteúdos nas redes sociais e questionamentos sobre a atuação das plataformas digitais.

Na quinta-feira (22), durante sessão do TSE, Toffoli já havia criticado campanhas centradas em acusações pessoais e na associação de adversários e aliados a atividades criminosas. Na ocasião, classificou esse tipo de estratégia como vergonhoso.

Durante o encontro deste sábado, o ministro também elogiou a atuação do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na interlocução com empresas de tecnologia, entre elas Meta, X e TikTok, para o cumprimento das regras eleitorais.

Outro tema abordado foi a participação das mulheres na política. Toffoli defendeu a manutenção da cota mínima de 30% de candidaturas femininas e a criação de uma reserva de cadeiras para mulheres no Congresso Nacional.

Kassio Nunes Marques também participou do encontro e informou que os relatórios preliminares das missões de observação eleitoral não identificaram irregularidades graves nos locais acompanhados durante o primeiro turno.

Fonte: O Globo
Foto:  Cristiano Mariz

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TSE registra recorde de ações na eleição presidencial, com acusações de desinformação e favorecimento digital

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou à véspera do segundo turno das eleições de 2026 com um volume recorde de ações relacionadas à disputa presidencial. Os processos incluem acusações de favorecimento de candidatos por plataformas digitais, supostas redes de desinformação, uso irregular de inteligência artificial e pedidos de cassação das chapas de Lula (PT) e […]

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou à véspera do segundo turno das eleições de 2026 com um volume recorde de ações relacionadas à disputa presidencial. Os processos incluem acusações de favorecimento de candidatos por plataformas digitais, supostas redes de desinformação, uso irregular de inteligência artificial e pedidos de cassação das chapas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Até a noite da última quarta-feira (21), o tribunal havia recebido pelo menos 804 ações relacionadas à eleição presidencial. O número representa um aumento de 147% em comparação com os 325 processos registrados no mesmo período de 2022. Em 2018, haviam sido contabilizadas 388 ações até a etapa equivalente da disputa.

O crescimento das demandas ocorre em meio à intensificação dos conflitos entre as campanhas presidenciais, que recorreram à Justiça Eleitoral para questionar publicações, estratégias de comunicação digital e possíveis irregularidades cometidas pelos adversários.

Uma das principais controvérsias envolve a atuação da Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. A campanha de Lula apresentou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Flávio Bolsonaro e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, alegando abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.

Segundo a coligação petista, os mecanismos de distribuição de conteúdo das plataformas teriam favorecido o candidato do PL e prejudicado publicações ligadas ao presidente. A campanha também aponta falhas no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial e restrições ao alcance de conteúdos eleitorais.

A Meta nega favorecimento político e atribui os problemas identificados a falhas técnicas. As acusações ainda dependem de apuração e julgamento.

Na quinta-feira (22), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que a Meta e a rede social X apresentassem esclarecimentos técnicos sobre a distribuição de publicações políticas, anúncios eleitorais, uso de inteligência artificial e remoção de conteúdos.

O ministro estabeleceu prazo de 24 horas para as respostas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil por empresa em caso de descumprimento injustificado. Cueva ressaltou que os elementos apresentados justificavam a investigação, mas ainda não comprovavam as irregularidades denunciadas.

Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro também acionou o TSE contra Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, sob a acusação de utilização de uma suposta rede coordenada de perfis digitais para divulgar informações falsas ou descontextualizadas contra o candidato do PL.

A ação questiona publicações no Instagram e pede providências contra contas apontadas pela campanha como integrantes de uma estrutura organizada de desinformação. Entre as medidas solicitadas estão a remoção de conteúdos e a cassação da chapa adversária. As alegações também precisam ser examinadas pela Justiça Eleitoral.

Outro episódio que provocou decisões conflitantes envolveu o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones. A campanha de Flávio questionou a utilização do espaço, alegando irregularidades na distribuição de conteúdos políticos. O caso passou por decisões de suspensão e restabelecimento do canal.

O crescimento dos processos levou o TSE a ampliar sua estrutura de julgamentos. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, aumentou para três por semana as sessões virtuais destinadas à análise de processos de propaganda eleitoral até o segundo turno.

Segundo levantamento divulgado pela CNN Brasil, a Justiça Eleitoral brasileira já recebeu mais de 100 mil processos relacionados às eleições de 2026. Desse conjunto, 3.591 foram autuados diretamente no TSE ou chegaram ao tribunal por meio de recursos.

No TSE, irregularidades na propaganda, pedidos de direito de resposta e desinformação representam aproximadamente 80% dos processos autuados neste ano.

As ações de investigação judicial eleitoral podem ter consequências que vão além da retirada de publicações. Dependendo das provas e das decisões definitivas, processos dessa natureza podem resultar em sanções eleitorais, incluindo cassação de registro ou diploma e declaração de inelegibilidade, quando presentes os requisitos legais.

Os pedidos apresentados pelas campanhas, entretanto, não significam que as irregularidades tenham sido comprovadas. Mesmo após a votação de domingo (25), processos ainda pendentes poderão continuar em tramitação na Justiça Eleitoral.

Fonte: O Globo
Foto:  Cristiano Mariz

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Brazil Economy|Colectta: Lula tem 50,3% e Flávio 49,7% dos votos válidos; candidatos estão empatados tecnicamente

Pesquisa do Instituto Colectta, contratada pelo Brazil Economy e divulgada neste sábado (24), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 0,6 ponto percentual coloca os dois candidatos em situação de empate técnico, […]

Pesquisa do Instituto Colectta, contratada pelo Brazil Economy e divulgada neste sábado (24), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 0,6 ponto percentual coloca os dois candidatos em situação de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário de votos totais, que inclui brancos, nulos e indecisos, Lula registra 46,5% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 46%. Outros 4,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato. Já 3,1% não souberam ou preferiram não responder.

Apesar da pequena vantagem numérica de Lula nas intenções de voto, a pesquisa identificou uma percepção diferente sobre o resultado da eleição. Para 50,3% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro será o vencedor do segundo turno. Outros 39,7% acreditam na vitória de Lula, enquanto 9,7% não souberam responder.

O levantamento também mediu o grau de definição do eleitorado. Entre os entrevistados que declararam preferência por um dos candidatos, 94,8% afirmaram que não pretendem mudar de voto até domingo (25). Outros 4,9% admitiram a possibilidade de alterar a escolha.

Os índices são semelhantes entre os apoiadores dos dois concorrentes. Entre os eleitores de Lula, 94,8% consideram o voto definitivo. No grupo de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 94,9%.

A pesquisa também investigou a transferência de votos do primeiro turno. Entre os entrevistados que votaram em Lula naquela etapa, 97,1% pretendem manter a escolha. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 96,4% afirmaram que votarão novamente no senador.

O comportamento dos eleitores que não compareceram ao primeiro turno apresenta diferenças. Nesse segmento, Lula registra 51,8% das intenções de voto, contra 34,3% de Flávio. O grupo representa 7,4% da amostra ponderada.

Sobre as motivações do voto, 64,7% dos entrevistados afirmaram escolher o candidato principalmente por identificação com ele. Outros 22,1% disseram votar prioritariamente para impedir a vitória do adversário, enquanto 12,2% atribuíram o voto aos dois fatores.

O levantamento também avaliou o governo federal. A maneira como Lula governa é aprovada por 47% dos entrevistados e desaprovada por 49,7%. Na avaliação qualitativa da administração, 40,6% classificaram o governo como ruim ou péssimo.

Entre os principais problemas do Brasil apontados espontaneamente pelos entrevistados, segurança pública e violência aparecem com 17,9%, seguidos pela saúde, com 16,6%, corrupção, com 12,5%, e economia, com 9,4%.

Quando questionados sobre a primeira medida que deveria ser adotada pelo próximo presidente, 16,2% mencionaram melhorias na saúde pública, enquanto 12,7% citaram o combate à violência.

A pesquisa Brazil Economy/Colectta ouviu presencialmente 3 mil eleitores em 101 municípios das 27 unidades da Federação, na sexta-feira (23). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Editora Brazil Economy e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05601/2026.

Fonte: Brazil Economy/Colectta
Foto: Reprodução

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