Destaque, Notícias

Raquel Lyra acompanha caso de tiros contra secretária no Cabo

Por André Luis

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, afirmou na noite desta quinta-feira (26) que está acompanhando de perto o caso envolvendo a secretária executiva da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, Aline Melo, cujo veículo foi atingido por disparos de arma de fogo.

Segundo a nota divulgada pela governadora, o episódio já está sendo apurado com rigor pelas autoridades competentes. De acordo com a nota, a determinação é garantir que todos os envolvidos sejam devidamente identificados e responsabilizados.

Ainda conforme a nota, Raquel Lyra ressaltou a importância do respeito às mulheres que ocupam espaços de poder e atuam na defesa de outras mulheres. A governadora também enfatizou que Pernambuco não tolera esse tipo de violência.

De acordo com a nota, as forças de segurança do Estado já estão mobilizadas e atuando para dar uma resposta rápida e exemplar ao caso.

O episódio será investigado pelas autoridades policiais. Até o momento, não há informações oficiais sobre suspeitos ou a motivação do ataque.

Outras Notícias

Mauro Cid confirma bastidores das articulações golpistas após eleições de 2022

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (9) a fase de interrogatórios dos réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Os depoimentos são presenciais e conduzidos na Primeira Turma do STF pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do […]

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (9) a fase de interrogatórios dos réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Os depoimentos são presenciais e conduzidos na Primeira Turma do STF pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.

Entre os principais depoimentos, o do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, joga luz sobre as movimentações nos bastidores do governo e das Forças Armadas nos dias que se seguiram ao segundo turno. Em sua fala, Cid detalha pressões para um golpe, articulações financeiras para sustentar manifestações antidemocráticas e o monitoramento ilegal de autoridades, entre elas o próprio Moraes.

Encontros, dinheiro vivo e acampamentos

Cid revelou que participou de uma reunião no dia 12 de novembro de 2022, na casa do então ministro da Defesa, General Braga Neto, ao lado dos coronéis de Oliveira e Ferreira Lima. Segundo ele, o encontro foi convocado para discutir a insatisfação com o processo eleitoral e a atuação das Forças Armadas. Cid permaneceu no local por cerca de 15 minutos e foi retirado antes da parte considerada mais sensível: as “medidas operacionais”.

Dois dias depois, o então Major de Oliveira o procurou solicitando recursos financeiros para “trazer pessoas do Rio de Janeiro”, em referência às manifestações em frente aos quartéis. O tesoureiro do PL, partido de Bolsonaro, se recusou a fornecer o dinheiro, e Braga Neto então entregou pessoalmente uma quantia em espécie a Cid, dentro de uma caixa de vinho, no Palácio da Alvorada. O dinheiro foi repassado ao militar no mesmo dia. Segundo Cid, a origem provável dos recursos seria o agronegócio.

Pressões por um decreto e caos social

O ex-ajudante de ordens revelou ainda que havia pressão constante para que Bolsonaro assinasse um decreto de estado de sítio ou estado de defesa, o que abriria caminho para uma intervenção militar. A ideia, segundo Cid, era provocar “caos social” com manifestações massivas, criando o clima para o decreto. Os debates aconteciam em reuniões e grupos de WhatsApp, inicialmente vistos por ele como bravatas, mas com o tempo ganharam força.

Entre os mais radicais, Cid citou o General Mário Fernandes, que insistia para que generais como Freire Gomes e Jorel Arruda apoiassem uma ação militar. Bolsonaro, segundo relato, acreditava que qualquer medida poderia ser tomada até 31 de dezembro — data em que deixaria o cargo, e não apenas até a diplomação de Lula, em 12 de dezembro.

Tentativa de manipular relatório das Forças Armadas

Outro ponto sensível do depoimento foi a tentativa de Bolsonaro de influenciar o relatório da Comissão de Transparência Eleitoral do Ministério da Defesa. O documento técnico original não apontava fraude, mas o então presidente queria algo “mais político”. O resultado foi um texto ambíguo: não afirmava fraude, mas dizia que “não foi possível auditar” completamente o processo eleitoral.

Monitoramento ilegal de Alexandre de Moraes

Mauro Cid também confirmou que recebeu ordens de Bolsonaro para monitorar o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE e relator dos inquéritos no STF. Em um caso, o presidente queria confirmar um suposto encontro entre Moraes e o então vice-presidente Hamilton Mourão. Em outro, o pedido veio do Major de Oliveira. As ordens foram repassadas ao Coronel Câmara. Cid, no entanto, disse não saber se houve retorno.

Forças especiais infiltradas e expectativas de fraude

O militar relatou ainda que as Forças Armadas infiltraram agentes de inteligência e forças especiais nos acampamentos antidemocráticos, com a missão de levantar informações sobre vulnerabilidades e possíveis ações. Cid também intermediou, a pedido de Bolsonaro, uma reunião com o General Estevan Theophilo, apontado como alguém que poderia “fazer” se recebesse uma ordem — embora fosse legalista e dependente da anuência do Comandante do Exército.

Documentos encontrados com Cid também foram esclarecidos: o chamado “Plano de Fuga” era, segundo ele, uma estratégia de defesa caso Bolsonaro fosse alvo de um golpe. Já o documento “Copa 2022”, recebido do Major de Oliveira, trazia apenas logística de viagem para Brasília, sem planos operacionais.

O “Plano 142”, que previa anulação das eleições e a permanência de Bolsonaro no poder, não foi reconhecido por Cid, que também negou ter recebido qualquer ordem para desmobilizar os acampamentos. Para ele, o grande estopim desejado pelos radicais seria a descoberta de fraude nas urnas — algo que não ocorreu.

Enfim, o silêncio da cúpula militar

O depoente reforçou que o General Freire Gomes, então comandante do Exército, jamais foi criticado por Bolsonaro, embora se recusasse a apoiar qualquer aventura golpista. Cid afirmou que a postura de Freire Gomes foi correta, pois qualquer ação fora da Constituição levaria o país a uma crise sem precedentes.

Um retrato da conspiração

O depoimento de Mauro Cid, feito sob risco de prisão e rompimento do acordo de colaboração, traça um retrato minucioso da conspiração golpista que se formou dentro e fora do Palácio do Planalto, revelando como alas militares, civis e políticas se articularam em torno da ideia de subverter a ordem democrática.

Com o início dos interrogatórios no STF, o Brasil aprofunda sua investigação sobre os que buscaram romper com o resultado das urnas e a legalidade institucional — um processo que poderá redefinir os limites entre o poder civil e militar no país.

TSE define tempo de rádio e TV dos candidatos à Presidência; Lula terá maior espaço

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu a distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para os candidatos à Presidência da República. Os programas do primeiro turno serão exibidos entre 28 de agosto e 1º de outubro. A coligação Brasil Pronto para Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), […]

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu a distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para os candidatos à Presidência da República. Os programas do primeiro turno serão exibidos entre 28 de agosto e 1º de outubro.

A coligação Brasil Pronto para Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá o maior tempo: 5 minutos e 31 segundos. A aliança reúne PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e Federação PSOL/Rede.

Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a eleição sem coligação com outras legendas, terá 4 minutos e 20 segundos.

O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, contará com 2 minutos e 2 segundos, enquanto Augusto Cury, do Avante, terá 35 segundos.

Tempo de cada candidatura

  • Lula (PT): 5 minutos e 31 segundos;
  • Flávio Bolsonaro (PL): 4 minutos e 20 segundos;
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2 minutos e 2 segundos;
  • Augusto Cury (Avante): 35 segundos.

Os demais candidatos à Presidência não terão participação no horário eleitoral gratuito porque suas legendas não atingiram os critérios de desempenho exigidos para acesso à propaganda no rádio e na televisão.

A legislação considera a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados para calcular a divisão. No caso das coligações, são consideradas as bancadas das legendas que integram a aliança.

A coligação de Lula reúne partidos que somam 127 deputados. O PL possui 98 parlamentares; o PSD, 42; e o Avante, sete.

Inserções ao longo da programação

Além dos programas eleitorais, as candidaturas terão inserções distribuídas durante a programação das emissoras.

A coligação de Lula terá 433 inserções. O PL ficará com 339, o PSD terá 159 e o Avante, 47.

Também foi sorteada a ordem de exibição para o primeiro dia de propaganda. O Avante abrirá a programação, seguido por PSD, PL e pela coligação Brasil Pronto para Mais. A ordem será modificada nos dias seguintes por meio de rodízio.

O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. Caso nenhum candidato à Presidência obtenha mais de 50% dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

Da redação do Blog do Nill Júnior
Fonte: Agência Brasil | Imagem: Divulgação

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

Novos promotores iniciam atividades nas comarcas do Estado na quinta-feira

Nove dos dez Promotores e Promotoras de Justiça empossados há cerca de um mês no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) assumem as atividades nas comarcas do Sertão do Estado no próximo dia 2 de maio. Na última sexta-feira (26), eles encerraram a participação na primeira etapa do curso de ingresso e vitaliciamento, que somou 153 […]

Nove dos dez Promotores e Promotoras de Justiça empossados há cerca de um mês no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) assumem as atividades nas comarcas do Sertão do Estado no próximo dia 2 de maio. Na última sexta-feira (26), eles encerraram a participação na primeira etapa do curso de ingresso e vitaliciamento, que somou 153 horas de aulas teóricas e práticas, incluindo participação em Tribunal do Júri. Uma Promotora está cumprindo licença-maternidade e só posteriormente assumirá suas atividades.

Nos próximos 18 meses, tempo do estágio probatório, os novos membros vão atuar com apoio de preceptoria, uma inovação incorporada ao processo. Para o Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho, o reforço será fundamental numa região com muitos desafios. 

“O Sertão de Pernambuco tem suas peculiaridades, começando pela distância entre os municípios e muita diversidade, incluindo populações tradicionais, como indígenas e quilombolas. Temos a tecnologia, que possibilita audiências remotas nos exercícios simultâneos, mas a presença física é muito importante, sobretudo na atuação extrajudicial”, comentou. O PGJ participou do encerramento da primeira etapa preparatória, concedendo certificado a cada um dos novos membros.

Segundo o Promotor de Justiça Frederico José Oliveira, Diretor da Escola do Ministério Público de Pernambuco, durante a nova etapa, os novos membros do MPPE vão se reunir em outras ocasiões, dando continuidade ao processo de formação em atividade. Na fase encerrada na última sexta, os módulos do curso trataram da estrutura institucional e gestão organizacional, defesa dos direitos humanos e fundamentais, atuação penal e eleitoral, além de resolutividade no MP.

DE MÃOS DADAS – A Promotora Joana Turton Lopes, que atuará em Buíque, fez um discurso, em nome da nova turma, de agradecimento ao MPPE e à Escola Superior do Ministério Público: “É consenso entre nós que esse curso de formação foi um verdadeiro prazer, com acolhimento essencial para consolidar em cada um de nós a certeza de que estamos no lugar certo. Tivemos a oportunidade de conhecer ainda mais de perto todos os papéis do Ministério Público em suas áreas de atuação. Foram diversas palestras com os Centros de Apoio Operacional às Promotorias, que nos mostraram os problemas sociais que iremos enfrentar e, ao mesmo tempo, nos deram ferramentas para lidar com essas questões, apontando muitas vezes como solução ouvir e acolher a sociedade e a população”.

Segundo a Promotora, nas últimas semanas “cresceu o orgulho de ingressar numa instituição que luta pela concretização dos direitos fundamentais da população brasileira”. 

Joana destacou que todos estão comprometidos em combater as injustiças sociais e serem agentes de transformação. Ela encerrou a fala citando um trecho do poema “De mãos dadas”, de Carlos Drummond de Andrade: “Não serei o poeta de um mundo caduco.Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”.

Os novos membros do MPPE avaliaram positivamente as quatros semanas de curso. “A nossa primeira atividade funcional foi no Tribunal do Júri da capital, uma estreia excelente diante de um juiz e de jurados extremamente experientes”, comentou o PJ Higor Alexandre de Araújo, que ficará em Belém do São Francisco.

Para a Promotora Jéssica Maria Xavier de Sá, lotada em São José do Belmonte, “as matérias estudadas durante o curso, a visão estratégica do Ministério Público para que a gente possa atuar de maneira coordenada e, além do mais, os promotores que trouxeram suas experiências foram primordiais para entender, compreender as realidades locais e como atuar”.

Gestão de Mayco da Farmácia tem 81,4% de aprovação em Solidão, aponta pesquisa

A administração do prefeito de Solidão, Mayco da Farmácia (PSB), é aprovada por 81,4% da população, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Expressão (IPE) nos dias 4 e 5 de julho de 2025. O levantamento, publicado no blog do Itamar França, ouviu 200 pessoas no município, com margem de erro de 5 […]

A administração do prefeito de Solidão, Mayco da Farmácia (PSB), é aprovada por 81,4% da população, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Expressão (IPE) nos dias 4 e 5 de julho de 2025.

O levantamento, publicado no blog do Itamar França, ouviu 200 pessoas no município, com margem de erro de 5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Entre os entrevistados, 11,9% desaprovam a gestão, enquanto 6,7% não souberam ou preferiram não responder.

O estudo também avaliou o desempenho da administração municipal. Para 33,33% dos entrevistados, a gestão é considerada ótima. Outros 45,61% avaliam como boa, enquanto 14,05% classificam como regular. Já 3,51% consideram a gestão ruim e 1,75% apontam como péssima.

O mesmo percentual, 1,75%, não soube ou não quis opinar.

Com mais de 78% das avaliações concentradas entre ótima e boa, os dados indicam um cenário de ampla aprovação popular.

A pesquisa revela que a gestão de Mayco da Farmácia mantém uma imagem positiva junto à maioria da população, o que pode se refletir no fortalecimento político do grupo que está à frente da administração municipal.

Carnaíba: Anchieta Patriota deve definir equipe ainda em dezembro

Durante entrevista ao Programa Manhã Total da Rádio Pajeú na manhã desta 6ª feira (02) o prefeito eleito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), afirmou que pretende anunciar sua equipe de governo entre 25 e 30 de dezembro. “Estamos ouvindo a população para saber o que ela acha para escolhermos o nome certo em cada pasta”, […]

anchieta_patriota-660x330Durante entrevista ao Programa Manhã Total da Rádio Pajeú na manhã desta 6ª feira (02) o prefeito eleito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), afirmou que pretende anunciar sua equipe de governo entre 25 e 30 de dezembro.

“Estamos ouvindo a população para saber o que ela acha para escolhermos o nome certo em cada pasta”, disse Anchieta.

Questionado sobre seu envolvimento na escolha para Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, Anchieta Patriota declarou que está participando do processo sim e quem disser que não participa não está sendo verdadeiro.

“Assim como ouvimos a população ao longo da campanha, também estamos ouvindo o povo, conversando com os vereadores para chegar ao nome de consenso”, frisou.