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Quem são os favoritos para suceder o Papa? Conheça os cardeais mais cotados

Por André Luis

Do jornal O Globo

Com a morte do Papa Francisco, a Igreja Católica agora se vê diante do processo de escolha de seu novo líder, num ritual conhecido como conclave. O Colégio Cardinalício, composto por cardeais de todo o mundo, é o responsável por eleger esse sucessor, que assumirá o papel de orientar a Igreja em uma época de grandes desafios globais.

Saiba quem são os possíveis sucessores de Francisco, segundo especialistas em Vaticano:

Cardeal Pietro Parolin – Itália

Pietro Parolin, nascido em 1955 em Schiavon, Itália, é o atual secretário de Estado do Vaticano, ocupando o segundo posto mais importante na hierarquia da Santa Sé desde 2013. Foi o primeiro cardeal nomeado pelo Papa Francisco, em 2013. Diplomata experiente, Parolin ingressou no serviço diplomático da Santa Sé em 1986, aos 31 anos, e serviu em países como Nigéria, Venezuela e México, além de atuar em negociações sensíveis envolvendo China, Vietnã e Oriente Médio.

Ordenado sacerdote em 1980, Parolin é formado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana e é reconhecido como um articulador discreto e eficaz, qualidades que o tornaram uma figura influente no Vaticano. Parolin fala italiano nativo, inglês, francês e espanhol.

Parolin se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril de 2024, durante sua visita ao Brasil.

Cardeal Matteo Zuppi – Itália

Matteo Maria Zuppi, nascido em 1955 em Roma, é arcebispo de Bolonha desde 2015 e também foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco em 2019. Conhecido por sua postura progressista e sua proximidade com o Pontífice, Zuppi é presidente da Conferência Episcopal Italiana e membro da Comunidade de Sant’Egidio, um movimento católico dedicado à paz e ao diálogo inter-religioso. Também é o enviado especial do Papa para o conflito na Ucrânia, tendo visitado Kiev, Moscou, Washington e Pequim nessa função.

O cardeal é reconhecido por seu foco em questões sociais, como a inclusão dos marginalizados e o cuidado com os pobres. Defensor de uma Igreja acolhedora e ativa, ele também está à frente de esforços de reconciliação, como o diálogo com a comunidade LGBTQIA+.

Cardeal Pierbattista Pizzaballa – Itália

Nascido em 1965, em Cologno al Serio, Itália, Pizzaballa é o Patriarca Latino de Jerusalém e foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco em 2023. Como líder da Igreja Católica no Oriente Médio, o italiano é frequentemente elogiado pelo trabalho em prol do diálogo inter-religioso entre cristãos, judeus e muçulmanos. Embora mantenha laços estreitos com líderes judeus, também tem sido um defensor vocal dos palestinos durante o conflito em Gaza, tendo visitado o enclave no final do ano passado.

Franciscano por formação, ele tem ampla experiência pastoral e administrativa, tendo servido como Custódio da Terra Santa entre 2004 e 2016.

Cardeal Jean-Marc Aveline – França

Nascido em 1958, em Sidi Bel Abbès, na Argélia, Aveline é o arcebispo de Marselha, França, e citado por alguns especialistas (sobretudo franceses) como o “favorito” de Francisco a sucedê-lo, sendo considerado o mais “bergogliano” dos bispos do país. Foi nomeado pelo Pontífice em 2022, e é conhecido por sua dedicação a questões de imigração e diálogo inter-religioso.

Cardeal Péter Erdo – Hungria

Conhecido por sua postura conservadora e formação acadêmica sólida, o cardeal húngaro Peter Erdo, 72 anos, arcebispo de Esztergom-Budapeste, foi durante muito tempo o cardeal mais jovem da Europa. Recebeu o título de cardeal em 2003, pouco depois de completar 50 anos, e, desde 2006, preside a Conferência Episcopal Europeia.

É muito ativo na chamada nova evangelização, que luta contra a secularização em defesa do diálogo interreligioso. Dada a localização na Hungria, onde o Oriente se encontra com o Ocidente, não é surpresa que Erdo seja o líder das relações católicas com as igrejas ortodoxas — ele também mantém contato com líderes da comunidade judaica.

Cardeal José Tolentino de Mendonça – Portugal

José Tolentino de Mendonça, nascido em 1965 na Ilha da Madeira, Portugal, é cardeal e atual prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, cargo que ocupa desde 2022. Poeta, teólogo e intelectual renomado, ele também foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco, em 2019. É da ala “progressista” da Igreja, com grande afinidade com o Pontífice.

Antes de assumir seu papel no Vaticano, Tolentino foi arquivista e bibliotecário da Santa Sé, além de reitor da Pontifícia Universidade Católica Portuguesa. Ele fala português e italiano fluentemente e inglês razoável, além das línguas clássicas hebraico e grego antigos.

Cardeal Mario Grech – Malta

Nascido em 1957 em Rabat, Malta, Grech é o atual secretário-geral do Sínodo dos Bispos, cargo que ocupa desde 2020. Ordenado sacerdote em 1984 e nomeado bispo de Gozo em 2005, também por Francisco, Grech é conhecido por sua abordagem pastoral e pelo foco em questões relacionadas ao diálogo inter-religioso e justiça social.

Com uma formação teológica sólida, tendo um doutorado em direito canônico pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, Grech tem sido uma figura importante no desenvolvimento do Sínodo, órgão consultivo do Papa para discutir questões cruciais para a Igreja.

Cardeal Luis Antonio Tagle – Filipinas

Luis Antonio Tagle, nascido em 1957 em Manila, nas Filipinas, é o atual cardeal-arcebispo de Manila. Foi nomeado cardeal pelo Papa Bento XVI em 2012. Tagle é conhecido por seu compromisso com a justiça social, o combate à pobreza e a defesa dos direitos humanos, além de ser defensor do diálogo inter-religioso.

O cardeal de 67 anos foi presidente da Caritas Internacional, organização humanitária da Igreja, e tem se destacado por sua habilidade em articular questões teológicas e sociais de forma acessível. O filipino é frequentemente apontado como um dos principais possíveis sucessores de Francisco, tendo sido um de seus “favoritos”, apesar de não ter sido nomeado pelo Pontífice.

Cardeal Robert Francis Prevost – EUA

O cardeal Robert Francis Prevost nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, em 1955, e é bispo emérito de Chiclayo, no Peru. Em 2023, foi nomeado prefeito do Dicastério para os Bispos, substituindo o cardeal Marc Ouellet. Sua função principal é auxiliar nas nomeações e transferências de bispos. Naquele mesmo ano, foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco. É frei, religioso da Ordem de Santo Agostinho.

Cardeal Wilton Gregory – EUA

Wilton Gregory, nascido em 1947 em Chicago, Estados Unidos, é o atual arcebispo de Washington D.C.. Em 2020, ele se tornou o primeiro cardeal afro-americano da Igreja, tendo sido nomeado por Francisco.

Gregory é conhecido por seu compromisso com questões de justiça social, igualdade racial e por seus esforços para combater o abuso sexual clerical. O cardeal ainda tem defendido fortemente ações contra as mudanças climáticas.

Cardeal Blase Cupich – EUA

Blase Cupich, nascido em 1949 em Omaha, Estados Unidos, é o arcebispo de Chicago desde 2014 e cardeal desde 2016, também nomeado pelo Papa Francisco. Conhecido por sua abordagem pastoral inclusiva e seu foco em questões sociais, Cupich é visto como um líder progressista e um defensor de uma Igreja mais acolhedora e voltada para as necessidades dos marginalizados.

Cardeal Fridolin Ambongo Besungu – República Democrática do Congo

Fridolin Ambongo Besungu, nascido em 24 de janeiro de 1960 em Boto, República Democrática do Congo, é arcebispo de Kinshasa desde 2018. Em 2019, o Papa Francisco o elevou ao cardinalato. Além de suas responsabilidades arquidiocesanas, o cardeal tem se destacado como defensor da paz e da justiça social na RDC.

Cardeal Leonardo Ulrich Steiner – Brasil

Anunciado pelo Papa como cardeal da Igreja Católica em maio de 2022, Steiner tornou-se o primeiro cardeal da Amazônia brasileira. Nascido em Forquilhinha (SC), ele fez sua profissão religiosa na Ordem dos Frades Menores em 1976, ainda aos 25 anos, e foi ordenado sacerdote dois anos depois. Nomeado bispo em 2005 pelo Papa João Paulo II (1920-2005), ele tomou posse como arcebispo de Manaus em janeiro de 2020, após assumir o cargo ocupado por Dom Sergio Castriani desde 2012.

Bacharel em Filosofia e Pedagogia pela Faculdade Salesiana de Lorena, o cardeal também obteve a licenciatura e o doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum de Roma. Ainda em 2020, ele disse ter considerado sua nomeação para cardeal como “uma expressão de carinho, acolhida, proximidade e cuidado do Papa Francisco para com toda a Amazônia”. Ele também declarou que a colaboração que pode oferecer ao Pontífice é fazer com que a Amazônia seja lembrada.

Cardeal Sérgio da Rocha – Brasil

Nascido em Dobrada, no interior de São Paulo, o cardeal é mestre em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, também em São Paulo, e doutor pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. Ele foi professor de Teologia Moral na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1989-2001) e colaborou, em Porto Velho (RO), no Projeto Missionário Sul I / Norte I e na Escola de Teologia Pastoral de São Luiz de Montes Belos.

Antes de assumir a arquidiocese de Salvador, Rocha foi arcebispo em Teresina e em Brasília. Em 2021, Dom Sergio da Rocha foi nomeado membro da Congregação para os Bispos pelo Papa Francisco. A Congregação para os Bispos é um dos principais organismos da Cúria Romana, que cuida da criação das dioceses, da nomeação de bispos, das visitas “ad Limina” e dos encontros de bispos novos. Em 2023, foi nomeado como integrante do Conselho de Cardeais.

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Na véspera da votação, Lula faz atos no Rio e em São Paulo; Flávio Bolsonaro passa por Belo Horizonte e pelo Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24), os últimos atos públicos de suas campanhas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Lula participa de caminhadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto Flávio cumpre compromissos em Belo Horizonte […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24), os últimos atos públicos de suas campanhas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Lula participa de caminhadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto Flávio cumpre compromissos em Belo Horizonte e na capital fluminense.

As agendas estão concentradas nos três maiores colégios eleitorais do país. São Paulo reúne aproximadamente 34,1 milhões de eleitores, seguido por Minas Gerais, com 16,4 milhões, e pelo Rio de Janeiro, com 12,9 milhões. Os estados também foram palco de disputas importantes entre os candidatos durante o primeiro turno.

Lula iniciou a programação na manhã deste sábado, com uma caminhada na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A concentração começou por volta das 9h, na altura do Posto 5 da Avenida Atlântica, e a caminhada estava marcada para as 10h.

O presidente chegou ao local por volta das 9h40. O ato reuniu apoiadores, parlamentares, representantes de movimentos sociais e lideranças políticas que participam da campanha à reeleição.

Após a mobilização em Copacabana, Lula segue para São Paulo, onde está prevista sua última caminhada antes da votação. A concentração acontece a partir das 14h, na Avenida Paulista, nas proximidades da Alameda Campinas, com a participação do presidente programada para as 16h.

Entre os aliados esperados estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB).

Flávio Bolsonaro também começou o sábado com uma mobilização de apoiadores. O primeiro compromisso foi marcado para as 9h, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A atividade integra uma série de manifestações organizadas por aliados do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que participa da mobilização política em apoio ao senador.

No período da tarde, Flávio tem outro ato previsto para as 14h, na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A programação poderá incluir um deslocamento até as proximidades do condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato, morou antes de se mudar para Brasília. O trajeto, no entanto, ainda não estava confirmado.

Os compromissos acontecem depois do último debate presidencial entre Lula e Flávio, realizado na noite dessa sexta-feira (23), pela TV Globo. Durante o encontro, os candidatos discutiram economia, segurança pública, programas sociais e trocaram críticas sobre seus históricos políticos.

Pelo calendário eleitoral, caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico podem ocorrer até as 22h deste sábado.

No domingo (25), Lula votará em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e acompanhará a apuração na capital paulista. Flávio Bolsonaro votará no Rio de Janeiro e seguirá para Brasília, onde pretende acompanhar a contagem dos votos.

Fonte: CNN Brasil
Foto: Reprodução

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“Vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, diz Flávio Bolsonaro durante debate na Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar investimentos no Nordeste e governar em parceria com os estados da região, independentemente de alinhamentos partidários, caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante o debate da TV Globo, nessa sexta-feira (23), após Lula (PT) questionar o compromisso do adversário com o desenvolvimento nordestino. O […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar investimentos no Nordeste e governar em parceria com os estados da região, independentemente de alinhamentos partidários, caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante o debate da TV Globo, nessa sexta-feira (23), após Lula (PT) questionar o compromisso do adversário com o desenvolvimento nordestino.

O assunto surgiu quando os candidatos discutiam obras de infraestrutura, abastecimento de água e políticas públicas voltadas à região. Lula afirmou ter a impressão de que Flávio não gosta do Nordeste e pediu que o senador apresentasse suas propostas para os estados nordestinos.

Em resposta, o candidato do PL rejeitou a crítica e afirmou que pretende manter uma relação próxima com a região.

“Eu vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, declarou Flávio.

O senador afirmou que o Nordeste não deve ser tratado como um problema, mas como parte da solução para o desenvolvimento do país. Ele também prometeu trabalhar com governadores que não integram seu grupo político.

Ao mencionar Pernambuco, Flávio citou a governadora Raquel Lyra (PSD) e disse que pretende estabelecer uma parceria com a gestão estadual para executar obras e enfrentar o crime organizado.

Entre as propostas apresentadas para a região, o candidato anunciou a intenção de construir uma ferrovia que interligue as capitais nordestinas, de São Luís, no Maranhão, até Salvador, na Bahia.

O confronto também envolveu a transposição do Rio São Francisco. Flávio atribuiu ao governo de Jair Bolsonaro a conclusão de obras que permitiram a chegada de água a municípios do Nordeste.

Lula contestou a declaração e reivindicou a execução de etapas do projeto durante seus governos. O presidente também citou a ferrovia Transnordestina, a expansão das universidades e dos institutos federais e investimentos em infraestrutura como exemplos de ações de suas administrações.

Na avaliação apresentada pelo petista, o Nordeste passou por transformações econômicas e sociais desde seu primeiro mandato, iniciado em 2003.

Flávio também mencionou o aumento do Bolsa Família para R$ 600 durante o governo do pai e acusou Lula de permitir o avanço da facção criminosa Comando Vermelho na região. A afirmação foi apresentada pelo senador durante a troca de acusações, sem demonstração de uma relação causal entre a atuação do governo federal e a expansão da organização criminosa.

O debate foi o último encontro entre os dois candidatos antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Instagram

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“Lula coloca Flávio Bolsonaro na defensiva”: imprensa internacional repercute debate da Globo e destaca confronto decisivo

O último debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nessa sexta-feira (23), na TV Globo, repercutiu na imprensa internacional, que destacou a postura mais ofensiva do presidente, os momentos de dificuldade enfrentados pelo senador e as discussões sobre economia, segurança pública e corrupção. O encontro foi tratado por veículos estrangeiros como um […]

O último debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nessa sexta-feira (23), na TV Globo, repercutiu na imprensa internacional, que destacou a postura mais ofensiva do presidente, os momentos de dificuldade enfrentados pelo senador e as discussões sobre economia, segurança pública e corrupção. O encontro foi tratado por veículos estrangeiros como um momento importante da disputa, a dois dias do segundo turno.

O jornal francês Le Monde classificou o debate como crucial e avaliou que Lula adotou uma postura mais incisiva, enquanto Flávio procurou apresentar uma imagem mais moderada em comparação ao confronto anterior, realizado pela Band.

Segundo a publicação, o senador conseguiu desenvolver propostas econômicas e concentrar suas críticas no custo de vida e no endividamento das famílias. No entanto, enfrentou dificuldades após fazer uma referência à deficiência física do presidente.

Durante uma discussão sobre o salário mínimo, Flávio afirmou que Lula concedia benefícios com uma mão e retirava com os nove dedos. O petista reagiu, lembrou que perdeu um dedo em um acidente de trabalho aos 17 anos e exigiu uma retratação.

O senador pediu desculpas e afirmou que não tinha intenção de ofender o adversário.

A cientista política Carolina Botelho, ouvida pelo Le Monde, considerou a declaração de Flávio discriminatória e avaliou que a resposta de Lula permitiu ao presidente recuperar sua trajetória como trabalhador.

Para a especialista, o formato do debate da Globo também dificultou a estratégia de confronto direto utilizada pelo senador na Band. Ela avaliou que Flávio teve dificuldades para responder a alguns questionamentos e apresentar seu histórico parlamentar.

Outro episódio destacado pelo jornal francês foi a cobrança de Lula sobre a atuação de Flávio na defesa de um policial militar acusado de matar Ana Clara, menina de cinco anos atingida por um tiro de fuzil em Niterói, no Rio de Janeiro, em 2021.

A mãe da criança acompanhou o debate na plateia. Ao responder ao questionamento, Flávio manifestou solidariedade à família e afirmou acreditar que o policial não tenha sido o responsável pelo disparo. O militar ainda não foi condenado.

A agência francesa AFP também observou uma mudança de comportamento dos candidatos em relação ao primeiro encontro. A avaliação foi de que o debate teve um tom mais moderado, embora tenha mantido provocações e ataques pessoais.

Na cobertura da AFP, Lula apareceu questionando a experiência política do adversário e defendendo as realizações de seus governos. Flávio, por sua vez, procurou responsabilizar a administração petista pelo custo de vida e pelas dificuldades econômicas enfrentadas pela população.

A agência norte-americana Associated Press (AP) destacou que os candidatos buscaram conquistar eleitores indecisos em uma disputa equilibrada.

A AP apontou três momentos de tensão: a referência de Flávio aos nove dedos de Lula, a reação do presidente ao chamar o adversário de miliciano e o confronto envolvendo a morte de Ana Clara.

A publicação também registrou que o encontro permitiu a apresentação de propostas sobre salário mínimo, segurança pública, financiamento do SUS e incentivos ao agronegócio.

Já a agência Reuters concentrou sua cobertura nos embates sobre custo de vida, programas sociais e acusações de corrupção.

Segundo a Reuters, Lula defendeu a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação e as medidas de combate à fome, enquanto Flávio questionou os preços dos alimentos e os efeitos da política tributária do governo federal.

A agência também destacou o aumento da tensão no último bloco, quando os candidatos trocaram acusações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e investigações relacionadas a pessoas próximas aos dois adversários.

As diferentes abordagens da imprensa internacional mostram que, embora o encontro tenha apresentado mais discussões sobre propostas do que o debate anterior, os ataques pessoais e as controvérsias judiciais continuaram ocupando parte importante do confronto.

A repercussão ocorre na véspera do segundo turno, marcado para este domingo (25). Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22), Lula e Flávio apareceram com 50% dos votos válidos cada, em empate numérico.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Neste sábado (24), Datafolha e Quaest divulgam últimas pesquisas das eleições 2026; saiba os horários

Os institutos Datafolha e Quaest divulgam neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, novos levantamentos sobre a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). As pesquisas foram realizadas na sexta-feira (23) e neste sábado e poderão captar parcialmente as reações dos eleitores ao […]

Os institutos Datafolha e Quaest divulgam neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, novos levantamentos sobre a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). As pesquisas foram realizadas na sexta-feira (23) e neste sábado e poderão captar parcialmente as reações dos eleitores ao último debate entre os candidatos, promovido pela TV Globo.

A divulgação ocorre após uma semana de levantamentos que apontaram empate técnico entre os presidenciáveis. O segundo turno será realizado neste domingo (25).

A pesquisa Quaest tem divulgação prevista para as 10h15 deste sábado, ainda pela manhã. Já os resultados do Datafolha são esperados no início da noite, com transmissão da Folha de S.Paulo a partir das 18h40. Os horários são de Brasília, os mesmos de Pernambuco.

O Datafolha realizou 4.050 entrevistas presenciais entre sexta-feira e sábado. O levantamento foi contratado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-09540/2026.

Na pesquisa anterior do instituto, divulgada na quinta-feira (22), Flávio registrou 47% das intenções de voto, enquanto Lula apareceu com 46%. A diferença de um ponto percentual configurou empate técnico. Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, os dois candidatos tiveram 50% cada, considerando os percentuais arredondados.

A Quaest também realizou entrevistas presenciais na sexta-feira e neste sábado, ouvindo 3.702 eleitores. O levantamento foi contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09158/2026.

Na rodada anterior da Quaest, divulgada na quarta-feira (21), Flávio apareceu com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A diferença também ficou dentro da margem de erro do levantamento.

As novas pesquisas serão divulgadas depois de uma semana marcada por acontecimentos na campanha, incluindo a promulgação do fim da escala de trabalho 6×1, as entrevistas dos candidatos à TV Globo e os debates realizados pela Band e pela própria Globo.

Outro tema que ganhou espaço na disputa foi o futuro do Bolsa Família. A campanha de Lula passou a questionar declarações da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, enquanto o candidato do PL afirmou que pretende manter o programa.

Como parte das entrevistas foi realizada antes do debate da Globo e parte depois, os levantamentos poderão captar apenas parcialmente eventuais mudanças de opinião relacionadas ao encontro.

Os resultados serão conhecidos na véspera da votação e representarão as intenções de voto registradas durante o período de coleta, não uma previsão do resultado das urnas.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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“Pai do bebê”, “dá um Google” e “irmão do Tigrinho”: Lula explora linguagem das redes sociais no debate da Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu a expressões populares nas redes sociais, memes e referências conhecidas do público jovem durante o debate com Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite dessa sexta-feira (23), na TV Globo. A estratégia apareceu em diferentes momentos do confronto, quando o petista citou o jogador Richarlison como “pai […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu a expressões populares nas redes sociais, memes e referências conhecidas do público jovem durante o debate com Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite dessa sexta-feira (23), na TV Globo. A estratégia apareceu em diferentes momentos do confronto, quando o petista citou o jogador Richarlison como “pai do bebê”, pediu que os eleitores pesquisassem informações no Google e chamou o adversário de “irmão do Tigrinho”.

Logo no primeiro bloco, Lula utilizou uma comparação com estudantes que decoram conteúdos para prestar vestibular, mas não conseguem demonstrar conhecimento sobre o assunto, para criticar o desempenho de Flávio. O presidente também sugeriu que os telespectadores pesquisassem na internet informações sobre investimentos realizados durante o governo de Jair Bolsonaro.

A referência ao Google voltou a aparecer quando os candidatos discutiram a região Norte do país. Lula questionou o conhecimento do adversário sobre Manaus e os investimentos federais na Amazônia. Flávio reagiu perguntando se quem governava o Brasil era o presidente ou o Google.

Outro momento ocorreu no quarto bloco, quando Lula mencionou uma disputa envolvendo o jogador Richarlison, atacante da Seleção Brasileira, e uma propriedade em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Ao apresentar o caso, o presidente utilizou dois apelidos associados ao atleta na internet. Primeiro, lembrou a comemoração de gols em que Richarlison imita um pombo. Depois, chamou o jogador de “pai do bebê”, expressão popularizada nas redes sociais.

O apelido surgiu de vídeos publicados por Dudu Daibert, cunhado do atacante, que passou a se apresentar como “tio do bebê” ao brincar com o nome do filho de Richarlison. A expressão ganhou repercussão entre seguidores do jogador e de sua família.

No debate, Lula questionou Flávio sobre a disputa por uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. O presidente mencionou a versão apresentada por Richarlison, segundo a qual o jogador teria enfrentado dificuldades para regularizar a ocupação do imóvel, enquanto pessoas ligadas ao advogado Willer Tomaz teriam obtido documentação em prazo menor.

As circunstâncias da disputa são contestadas pelas partes envolvidas. Flávio nega participação direta no negócio, enquanto o advogado afirma que a aquisição dos direitos sobre a propriedade ocorreu legalmente.

A linguagem das redes também apareceu na discussão sobre os jogos de apostas online. Flávio chamou Lula de “pai do Tigrinho”, responsabilizando o governo petista pela regulamentação dessas atividades.

O presidente rebateu a acusação, atribuiu ao governo Jair Bolsonaro parte da responsabilidade pela expansão das apostas e chamou o ex-presidente de “pai do Tigrinho”. Em seguida, classificou Flávio como “irmão do Tigrinho”, em uma referência à relação familiar entre os dois.

A disputa sobre a responsabilidade pela regulamentação das apostas envolve decisões tomadas em diferentes governos. As apostas de quota fixa foram autorizadas por legislação de 2018, durante a gestão Michel Temer, tiveram novas medidas durante o governo Bolsonaro e foram regulamentadas posteriormente pelo governo Lula.

Apesar das referências bem-humoradas e das expressões populares, o debate também teve momentos de confronto pessoal. Flávio afirmou que Lula dava benefícios com uma mão e os retirava com “nove dedos”, fazendo referência à amputação sofrida pelo presidente em um acidente de trabalho.

Lula reagiu à declaração, relembrou as circunstâncias em que perdeu o dedo mínimo da mão esquerda, aos 17 anos, e chamou o adversário de miliciano. Flávio pediu desculpas pela referência à deficiência física do presidente.

A utilização de expressões populares ocorreu após orientações da equipe de campanha para que Lula adotasse uma postura mais tranquila e concentrasse suas intervenções nas realizações do governo e nas propostas para um eventual novo mandato.

O confronto foi o último debate presidencial antes do segundo turno, marcado para este domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Ricardo Stuckert

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