Protesto organizado por Fetape e moradores de Santa Rosa interdita PE 320
Por Nill Júnior
Eles querem rapidez nas indenizações das famílias que lá residem e denunciam problemas respiratórios por exploração do calcário além de outros riscos causados por fábrica de cimento Pajeú
Um protesto organizado por Fetape, moradores da comunidade de Santa Rosa, município de Carnaíba e com apoio de instituições como a Paróquia de Santo Antonio interdita neste momento a PE 320, entre Carnaíba e Flores, no trecho paralelo à Fábrica de Cimento Pajeú, do grupo Petribú. Os trabalhadores queimaram pneus na pista e gritam palavras de ordem.
Segundo o presidente da Fetape, Doriel Barros, falando à Rádio Pajeú a pouco, o processo de instalação da fábrica foi mal administrado por fábrica, município e Estado. “É inadmissível que antes de instalar a fábrica não tenha se resolvido de forma correta a situação de moradores que estão aqui a muito mais tempo”, criticou.
Mayara Lima, que encabeça com a comunidade o movimento, relatou o que está motivando a revolta das famílias. “Já há crianças sofrendo com problemas respiratórios por conta da poeira fruto da exploração dos calcários. Famílias estão assustadas com as explosões das rochas, pois pedras estão voando na direção das casas”.
Daqui a pouco, uma reunião vai discutir se o movimento na estrada continuará ou se os trabalhadores seguirão para a Prefeitura.
Entenda o caso : a comunidade de Santa Rosa fica ao lado da Fábrica de Cimento Pajeú, do Grupo Petribú. Com o anúncio da instalação da fábrica feito pelo governo do Estado e Prefeitura, era certo que teriam, que ser realocados por conta da área de exploração de calcário que fica em uma área no entorno da comunidade.
Mas segundo eles, o que era para ser administrado com rapidez e justiça, vem sendo feito com lentidão. As cartas de indenizações traziam valores que não garantiriam a mudança para outro local. Houve promessa de lideranças de Carnaíba e do então governador Eduardo Campos de que eles não sairiam sem indenizações justas. O problema se arrasta sem solução definitiva para todos. Apenas algumas famílias receberam indenizações.
O empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, medido pela pesquisa Genial/Quaest, é resultado de mudanças na composição do eleitorado, com crescimento do senador em grupos estratégicos e redução da vantagem do presidente em bases tradicionais. A avaliação é do […]
O empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, medido pela pesquisa Genial/Quaest, é resultado de mudanças na composição do eleitorado, com crescimento do senador em grupos estratégicos e redução da vantagem do presidente em bases tradicionais.
A avaliação é do diretor da Quaest, Felipe Nunes, em entrevista ao Estúdio i.
Segundo ele, “pela primeira vez, Flávio aparece numericamente à frente do presidente Lula”, embora o cenário ainda esteja dentro da margem de erro.
Entre os principais movimentos identificados está a mudança no comportamento por gênero.
“Neste momento o Flávio tem uma vantagem no público masculino e lentamente a gente vai vendo o presidente Lula perder vantagem no público feminino”, afirmou Nunes.
Na análise de Nunes, as mulheres foram um dos principais pilares da vitória de Lula em 2022, e a redução dessa diferença ajuda a explicar o equilíbrio atual na disputa.
A pesquisa também aponta crescimento do senador em diferentes faixas etárias.
“Os jovens de 16 a 34 anos têm 46% de intenção de voto em favor do Flávio contra 38% do Lula”, disse Nunes.
Entre os eleitores de 35 a 59 anos, o movimento também aparece. “A gente também está vendo uma tendência de queda do presidente Lula ao longo do tempo e de crescimento e consolidação do nome do Flávio”, afirmou.
Já entre os eleitores com 60 anos ou mais, Lula mantém vantagem. “É o único segmento em que o Lula está vencendo”, acrescenta.
Classe média e renda mais alta puxam mudança
O recorte por renda mostra um dos pontos mais relevantes da análise. Segundo Nunes, Lula mantém vantagem entre os mais pobres. “O Lula tem um desempenho muito favorável na população com até dois salários mínimos, isso continua se repetindo”, afirmou.
Mas a situação se inverte nas demais faixas. No público de 2 a 5 salários mínimos, Flávio tem 47% e Lula, 36%. Nunes destaca que esse é justamente o grupo em que o governo esperava maior impacto de medidas econômicas.
“É exatamente no público em que o governo apostava que haveria uma grande repercussão da isenção do Imposto de Renda”, afirmou.
Luís Nassif, em artigo publicado originalmente no GGN Está chegando ao fim, no Brasil, a era em que poucos grupos nacionais de comunicação conseguiam se apresentar como intérpretes naturais da nação, árbitros da respeitabilidade pública e fiadores do regime político. Esse ciclo está se esgotando por razões econômicas, tecnológicas e históricas. A publicidade migrou fortemente […]
Luís Nassif, em artigo publicado originalmente no GGN
Está chegando ao fim, no Brasil, a era em que poucos grupos nacionais de comunicação conseguiam se apresentar como intérpretes naturais da nação, árbitros da respeitabilidade pública e fiadores do regime político.
Esse ciclo está se esgotando por razões econômicas, tecnológicas e históricas. A publicidade migrou fortemente para o ambiente digital — que já representava 60% da receita publicitária total no Brasil em 2024, com projeção de chegar a 70% em 2029 —, enquanto o consumo de notícias se fragmentou e o engajamento com TV, impresso e sites jornalísticos tradicionais segue em queda. No Brasil, a confiança nas notícias medida pelo Reuters Institute ficou em 42% em 2025, num patamar estabilizado, mas longe da autoridade quase sacerdotal que os grandes grupos exerceram por décadas.
Democracias precisam de uma imprensa forte. O problema brasileiro foi outro: a formação de um sistema altamente concentrado, cartelizado, familiar, patrimonialista e politicamente orgânico às classes dominantes do momento, apesar de a própria Constituição de 1988 vedar monopólio e oligopólio nos meios de comunicação social.
Sempre me intrigou o fato da mídia jamais ter se proposto a ser a voz de novos grupos que surgiam no país, como resultado de mudanças econômicas e sociais.
Sempre minimizou a era das grandes indústrias, deixou de lado os movimentos de apoio às pequenas e médias empresas, ignorou por muito tempo a própria revolução agrícola.
Conspirou contra o segundo governo Vargas e denunciou diuturnamente o governo JK, usando para ambos denúncias de corrupção — que se revelaram totalmente falsas.
Ora, ambos os governos estavam lançando as bases de uma nova elite empresarial e social. Havia uma demanda por otimismo excepcional. O papel de qualquer mídia inteligente seria captar esses movimentos e se tornar seu porta voz. No curto período em que entendeu essa dinâmica, na campanha das diretas, a Folha de S.Paulo tornou-se o jornal mais influente do país.
Mas se a fórmula funcionou, porque em todos os demais momentos históricos, a mídia preferiu apostar no velho e matar o novo?
Em vários momentos da história, colocou-se contra qualquer projeto de soberania nacional ou de inclusão social.
A razão é simples. O imediatismo e a falta de visão estratégica da imprensa, a impede de apostar no novo. Ela aposta no poder imediato. E o poder imediato sempre é o poder de ontem, até que seja desbancado pelo novo. Ela só adere ao novo, depois que este se torna poder.
Desse modo, ela atua como estratificadora de todas as eras político-econômicas de um país. O novo sempre terá dificuldades, devido à resistência da mídia. Só depois que ele consegue se impor, apesar da mídia, ele passará a receber seu apoio.
Nos anos 1990, a mídia atingiu seu apogeu, não apenas econômico como político. Eram quatro grandes diários, no eixo Rio-São Paulo, que faziam a pauta nacional. O que diziam era reproduzido por agências de notícias, se espraiavam pelo noticiário de rádio e pela imprensa regional.
Cada tiro era uma bomba
Vivi esse período e percebi, no espaço de uma coluna que mantinha na Folha, o enorme poder transformador da mídia, desperdiçado, deixado de lado. Na minha coluna, ajudei a disseminar os programas de qualidade total, as políticas científico-tecnológicas, a importância da indústria cultural, da digitalização do Judiciário, da criação de uma indústria de defesa.
Ficava imaginando o que seria possível se, em vez de uma coluna, o jornal inteiro abraçasse uma visão modernizante para o país. Acelerariam em décadas o grande salto nacional.
Mas foi inútil. Até o Estadão, que em priscas eras representou uma elite conservadora culta, o jornal que trouxe a USP, perdeu totalmente seu clã modernizador.
A própria Constituição de 1988 vedava monopólio e oligopólio nos meios de comunicação social. O texto constitucional também determina finalidades educativas, culturais, informativas e estímulo à produção independente e regional; o país, porém, jamais regulou de forma efetiva esse mandamento. O resultado foi um espaço público sequestrado por poucos conglomerados, capazes de confundir liberdade de imprensa com liberdade de empresa — e interesse público com interesse acionário.
Agora, com a vinda das redes sociais e das grandes plataformas, há o fim de uma era e a entrada de uma nova era, com todos os vícios da anterior: concentração da propriedade, direcionamento do discurso, falta de controle social.
Tem-se um país sem rumo e com a bússola, em vez de organizar o trajeto, montando armadilhas para jogar o navio em direção ao iceberg.
Luís Nassif é jornalista, diretor e fundador do Jornal GGN.
Em entrevista à Rádio Cultura FM 92,9, o repórter Orlando Santos conversou com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, sobre o andamento das obras e a implantação de voos comerciais no aeroporto de Serra Talhada. Ele esteve ao lado da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado. Durante a entrevista, o ministro informou que […]
Em entrevista à Rádio Cultura FM 92,9, o repórter Orlando Santos conversou com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, sobre o andamento das obras e a implantação de voos comerciais no aeroporto de Serra Talhada. Ele esteve ao lado da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado.
Durante a entrevista, o ministro informou que a parte burocrática do processo já foi concluída, incluindo o leilão e a assinatura do contrato. Segundo ele, a concessionária terá até 90 dias para assumir oficialmente a gestão do Santa Magalhães, um dos aeroportos regionais de Pernambuco contemplados na primeira fase do Programa Ampliar.
A agenda teve início neste sábado (18), no Aeroporto Comandante Mairson Rodrigues Bezerra, localizado na zona rural de Araripina, às margens da BR-316. Ainda hoje, às 15h30, o ministro segue para o Aeroporto Regional Santa Magalhães, na zona rural de Serra Talhada.
O Programa Ampliar prevê investimentos em aeroportos estratégicos, buscando melhorar as condições operacionais e ampliar a oferta de voos em diversas regiões do país.
O aeroporto de Serra Talhada passará a ser administrado pela GRU Airport, dentro de pacote que inclui terminais de Garanhuns e Araripina. Só o terminal de Serra Talhada receberá R$ 40,5 milhões, maior valor entre os três. O objetivo é modernizar a estrutura e ampliar a operação.
Após esse período, a empresa terá prazo de três anos para concluir toda a estrutura prevista.
Sobre a chegada de voos comerciais, Tomé Franca destacou que a presença de companhias aéreas dependerá da demanda regional. Ele afirmou que o papel do governo é garantir a estrutura necessária para que o crescimento econômico da região atraia novas operações.
Serra gera expectativa de ser um hub de maior apelo comercial, com possibilidade da chegada de rotas com a aeronave ATR-72, também operada pela Azul, em substituição ao modelo Gran Caravan, de novembro lugares.
O ministro também ressaltou que, mesmo antes do funcionamento comercial completo, o aeroporto já terá papel importante no desenvolvimento regional, com apoio ao transporte aeromédico, transplantes, chegada de investidores, escoamento de produtos e deslocamentos emergenciais.
Considerado estratégico, o aeroporto de Serra Talhada deve atender não apenas o Sertão pernambucano, mas também cidades da Paraíba, Ceará e Bahia.
A pré-candidata a deputada estadual, Regina da Saúde, participou, na última sexta-feira (17), da 2ª edição da Festa da Agricultura Familiar (SemeAgro), realizada em Caruaru. Na ocasião, Regina defendeu o fortalecimento de ações como o acesso ao crédito e assistência técnica para potencializar a agricultura familiar no estado. “Precisamos ampliar o acesso ao crédito, à […]
A pré-candidata a deputada estadual, Regina da Saúde, participou, na última sexta-feira (17), da 2ª edição da Festa da Agricultura Familiar (SemeAgro), realizada em Caruaru. Na ocasião, Regina defendeu o fortalecimento de ações como o acesso ao crédito e assistência técnica para potencializar a agricultura familiar no estado.
“Precisamos ampliar o acesso ao crédito, à assistência técnica e às políticas públicas que valorizem quem vive e trabalha no campo, pois quando apoiamos o pequeno produtor, estamos fortalecendo a economia do interior e promovendo desenvolvimento com dignidade”, ressaltou Regina da Saúde.
A pré-candidata destacou ainda o papel fundamental da agricultura familiar para as economias regionais e para a segurança alimentar da população. “Fortalecer a agricultura familiar é investir diretamente nas famílias que vivem da terra e contribuem diariamente para o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.
Regina da Saúde participou da atividade ao lado da vice-prefeita de Caruaru, Dayse Silva, além de apoiadores como o ex-prefeito de Águas Belas, Luiz Aroldo, e lideranças políticas da região. O evento reuniu agricultores, produtores rurais e lideranças de várias localidades, com o objetivo de valorizar a agricultura familiar e ampliar os marcados intermunicipais.
O Governo Municipal de Itapetim (PE), por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, divulgou na noite deste sábado (18) a programação oficial do São Pedro 2026, um dos eventos mais aguardados pela população do município e de toda região. A programação foi divulgada pela prefeita Aline Karina em suas redes sociais. De acordo com […]
O Governo Municipal de Itapetim (PE), por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, divulgou na noite deste sábado (18) a programação oficial do São Pedro 2026, um dos eventos mais aguardados pela população do município e de toda região.
A programação foi divulgada pela prefeita Aline Karina em suas redes sociais.
De acordo com a gestão municipal, a grade principal foi definida com a participação da população, “reforçando a proposta de valorizar a cultura popular e atender às preferências do público”.
A programação no palco principal será realizada nos dias 26, 28, 29 e 30 de junho. No dia 26, acontece a tradicional noite religiosa com Padre Fabrício. Já no dia 28, sobem ao palco Flávio Leandro e Walkyria Santos. No dia 29, a animação fica por conta de Gleydson Gavião, Aduíllio Mendes & Kátia, e, encerrando a programação, no dia 30, se apresentam Calcinha Preta e Rey Vaqueiro.
Além dos shows, o município promoverá o Circuito Junino, que contará com 30 dias de atividades, de 1º a 30 de junho. A programação inclui os arraiás das escolas da rede municipal, a festa de Santo Antônio, o Palhoção Junino com valorização dos artistas da terra, o Itarrasta, show de calouros e festival de sanfoneiros.
“Durante todo o período, Itapetim se consolida como um dos principais polos de festejos juninos do Sertão pernambucano, reunindo cultura, tradição e muita animação no que é considerado o maior São Pedro do Pajeú”, diz a municipalidade em nota.
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