Projeto proíbe condenados por crimes de assumirem funções públicas
Por André Luis
Restrição é para crimes de violência doméstica e contra crianças, adolescentes e idosos
O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB/PE) protocolou na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (14), o Projeto de Lei nº 2556/2021, que cria mecanismos para impedir que pessoas que estejam sob medidas cautelares ou condenadas por crimes de violência doméstica, bem ainda, contra crianças, adolescentes e idosos de tomem posse em cargos públicos e contratem com a Administração Pública Direta e Indireta.
Segundo Patriota, não se pode admitir que qualquer indivíduo que esteja com sua liberdade sob restrição imposta pelo Estado possa atender a sociedade. Para ele, é flagrante que uma pessoa nestas condições não está apta a ser empossada como agente público, bem como a contratar com a Administração Pública.
Gonzaga Patriota menciona em seu Projeto de Lei os casos trágicos ocorridos recentemente: o do menino Henry Borel, em que o vereador Dr. Jairinho está preso preventivamente, acusado da morte do enteado, como também o outro triste episódio do DJ Ivis, que agrediu covardemente sua esposa Pamella Holanda, diante da filha de apenas 9 meses.
O parlamentar apurou que, de acordo com os dados consolidados pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça, os Tribunais de Justiça dos Estados também perceberam acréscimo significativo no número de processos pendentes de julgamento, relacionados à violência contra a mulher.
O deputado justificou que sua iniciativa irá preservar a aplicabilidade dos Princípios da Moralidade e Eficiência no âmbito da Administração Pública, para romper com a onda de impunidade destes crimes tão repugnantes e nocivos à sociedade.
Quase duas mil pessoas segundo a organização participaram de uma caminhada de Armando Monteiro (PTB), candidato a governador pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, pelas ruas do bairro da Iputinga, no Recife, na manhã deste sábado (12). Ao lado dos candidatos a vice, Paulo Rubem Santiago (PDT), ao Senado, João Paulo (PT), e de diversas […]
Quase duas mil pessoas segundo a organização participaram de uma caminhada de Armando Monteiro (PTB), candidato a governador pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, pelas ruas do bairro da Iputinga, no Recife, na manhã deste sábado (12).
Ao lado dos candidatos a vice, Paulo Rubem Santiago (PDT), ao Senado, João Paulo (PT), e de diversas lideranças políticas, Armando garantiu que vai ampliar a oferta de qualificação profissional e aumentar a geração emprego e renda para os jovens de Pernambuco. O dia do petebista começou com um café da manhã e uma visita ao Mercado de Casa Amarela, onde ouviu as demandas de comerciantes e da população da zona norte do Recife.
À população, Armando Monteiro reforçou seu compromisso com a educação e a qualificação profissional, destacando dois planos de ação. “Falar para o jovem é falar para o futuro, falar de esperança. Nosso compromisso se situa em dois planos: a educação profissional e a geração de emprego e renda”, declarou, ressaltando a sua experiência no comando do Sistema S, que congrega o Senai e o Sesi. O petebista frisou ainda políticas que foram implantadas no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), como o Pronatec, que, até o final deste ano, terá matriculado mais de 8 milhões de brasileiros em cursos técnicos profissionalizantes gratuitos.
“O Pronatec foi fruto da parceria do Sistema S com o governo. Mais de 300 mil de pernambucanos puderam se matricular nesses cursos. Dirigi o Senai, me dediquei a esses temas. E o ex-presidente Lula, que é ex-aluno do Senai, me falou que a cidadania dele nasceu lá no Senai, quando ele fez um curso”, cravou Armando.
Em entrevista à Live do Finfa, Paulo disse que a defesa do seu nome é coletiva e com a bênção de Paulo Câmara e PSB O Secretário de Saúde e Planejamento de Saúde de São José do Egito, Paulo Jucá (PSB), deixou claro que não está em uma aventura com sua pré-candidatura a Deputado Estadual. […]
Em entrevista à Live do Finfa, Paulo disse que a defesa do seu nome é coletiva e com a bênção de Paulo Câmara e PSB
O Secretário de Saúde e Planejamento de Saúde de São José do Egito, Paulo Jucá (PSB), deixou claro que não está em uma aventura com sua pré-candidatura a Deputado Estadual.
Falando à live do blogueiro Júnior Finfa, Paulo disse que seu projeto não é pessoal, que nasceu de uma convocação de prefeitos e lideranças e tem a bênção do governador Paulo Câmara.
“Eu sou pré candidato a Deputado Estadual. Essa não é só uma definição minha. Fui procurado a um tempo já por lideranças dizendo que eu devia ter uma participação maior na política local e regional”.
Ele relatou como nasceu a pré-candidatuta. “Em novembro do ano passado houve uma reunião com prefeitos da região do Alto Pajeú e Moxotó. Nessa reunião foi colocada a importância do Pajeú voltar a ter uma representação na Assembleia Legislativa de Pernambuco”.
Segundo ele, nessa reunião foram colocados nomes a exemplo de Ângelo Ferreira, que Paulo elogiou pela atuação quando Deputado no Pajeú. Disse que Ângelo disse não poder mais ser candidato por disputar a reeleição em Sertânia. “Então se colocou que se estudariam nomes aqui para encabeçar esse projeto. E meu nome foi lançado. A gente vem construindo a partir daí.
Segundo ele, a estratégia é construir unanimidade em torno se apoios no Alto Pajeú. “Não vou citar nomes, mas temos apoios fechados e apoios extremamente próximos, que dependem só de algumas arrumações”.
Paulo disse que não é o momento agora de pensar em número de votos. “Agora é o momento da gente fortalecer politicamente essa pré-candidatura. Estamos tentando dar musculatura a isso”.
Jucá lembrou da reunião que teve em dezembro com o governador Paulo Câmara. “O governador se mostrou bastante entusiasta dessa ideia e colocou a importância das candidaturas regionais para o projeto do nosso grupo que administra Pernambuco”.
Acrescentou que na última semana voltou a reforçar em uma reunião no Palácio esse projeto, inclusive com a presença de Nilton Mota. “A gente mostrou um pouco do mapa político que estamos trilhando e o governador disse que é entusiasta dusso tanto pela importância das candidaturas regionais como da renovação dos quadros.
E apesar de me considerar jovem, com 41 anos, tenho 20 anos de vida pública”..
Paulo disse conhecer a máquina pública e a engenharia política além de se colocar como alguém que soma experiência e juventude.
Paulo chegou a falar de prioridades de um mandato. Fortalecimento da vocação econômica, aproveitando os bons índices na educação e gerar oportunidades, trabalho e renda. Também projetos de reforço da segurança pública, criandobpor exemplo uma Companhia independente em São José do Egito. “Passaríamos de 40 pra 160 homens no mínimo”.
Perguntado enfaticamente sobre como resume a pré-candidatura, Paulo disse que ela é “prego batido e ponta virada”.
“A gente colocou esse posicionamento, recebeu do governador incentivo e encorajamento dele. Vamos colocar essa pré-candidatura pra frente”.
Postulação de Patriota: Paulo defendeu o presidente da AMUPE. “É um amogo nosso. Eu acredito que tem espaço pras que as duas candidaturas prosperem e que tenham êxito. Desejo isso a meu amigo Patriota . Que se for da vontade dele de ser candidato, porque ele exitava um pouco, mas ele está dizendo que é candidato e eu acho importante, pois quanto mais representantes o Pajeú tenha, melhor. Cabem as duas candidaturas”, concluiu.
Blog do Silva Lima A juíza substituta Carla de Moraes Rêgo Mandetta, da comarca de São José do Belmonte, no sertão central do Estado de Pernambuco, negou o pedido feito pelos professores, acerca do rateio dos precatórios do antigo Fundef, hoje denominado de FUNDEB. Segundo a Juíza, ela reconhece que outros municípios fizeram a divisão […]
A juíza substituta Carla de Moraes Rêgo Mandetta, da comarca de São José do Belmonte, no sertão central do Estado de Pernambuco, negou o pedido feito pelos professores, acerca do rateio dos precatórios do antigo Fundef, hoje denominado de FUNDEB.
Segundo a Juíza, ela reconhece que outros municípios fizeram a divisão desses valores (60%). “Porém penso que tal vinculação de recursos, à míngua de lei local que assim dispusesse, se dava à margem da legalidade estrita a que está vinculada a Administração Pública”, disse a magistrada ao julgar o mérito da ação.
Ainda segundo a juiza apenas o fato da Justiça Federal reconhecer o direito do município ao crédito do Fundef garante, apenas ao ente municipal (prefeitura) a possibilidade de cumprir com o dever legal de utilizar a reserva legal de 60% do FUNDEF a fim de custear os salários dos professores e aplicar na valorização da educação.
Em sua decisão a Juíza da Comarca de São José do Belmonte, ainda condenou aos professores autores a pagarem as custas processuais. Clique aqui e leia a decisão na íntegra
Da decisão de primeira instância, cabe recurso, e os professores já sinalizaram que irão continuar essa luta, recorrendo às instâncias superiores, até não haver mais a possibilidade de recorrer.
Sertânia fez o Grande Campeão da Exposição Nacional da Raça Anglonubiana – Categoria Macho. A competição foi realizada durante a tradicional 73aExposição Nordestina de Animais e Produtos Derivados, realizada de 14 a 23 de novembro, no Parque do Cordeiro, no Recife. Participaram da competição mais de 500 animais de dez estados brasileiros. O animal que […]
Sertânia fez o Grande Campeão da Exposição Nacional da Raça Anglonubiana – Categoria Macho. A competição foi realizada durante a tradicional 73aExposição Nordestina de Animais e Produtos Derivados, realizada de 14 a 23 de novembro, no Parque do Cordeiro, no Recife.
Participaram da competição mais de 500 animais de dez estados brasileiros.
O animal que levou o título foi o de nome Cacimbinha 12026 Da Rafa, que é propriedade dos jovens criadores Arcôncio Lins de A. Neto e André Magalhães Rafael, pecuaristas e empreendedores da agropecuária nordestina.
“Ser Grande Campeão Nacional é muito gratificante e prazeroso, principalmente, quando o animal é nascido e criado em nosso rebanho. Isso mostra que estamos no rumo certo, pois a nossa vitoria foi conquistada por decisão unânime dos três juízes que julgaram a referida raça”, afirmou Arcôncio Neto, proprietário do rebanho Cacimbinha Da Rafa.
Os criadores informam que filhos do animal campeão já estão a venda e, no futuro próximo, doses de sêmen serão comercializadas.
Contatos: (87) 9105-4343/9102-3242
Do Jornal do Commercio Perto de finalizar o primeiro ano como governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) culpou a crise econômica por problemas em áreas estratégicas de sua gestão, como Saúde e Segurança. “Costumo dizer a minha equipe que não foi um ano perfeito, mas fizemos o que era possível”, sintetizou na entrevista concedida aos […]
Perto de finalizar o primeiro ano como governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) culpou a crise econômica por problemas em áreas estratégicas de sua gestão, como Saúde e Segurança. “Costumo dizer a minha equipe que não foi um ano perfeito, mas fizemos o que era possível”, sintetizou na entrevista concedida aos repórteres Felipe Viera, de Cidades, e Franco Benites, de Política. O socialista também cobrou mais diálogo por parte do governo federal e enfatizou que é necessário um esforço nacional para combater o mosquisto Aedes aegypti, transmissor da dengue, chicungunha e zika vírus, esse último associado a inúmeros casos de microcefalia.
JORNAL DO COMMERCIO: Pernambuco hoje está melhor do que como o senhor recebeu?
PAULO CÂMARA: Em termos fiscais, a gente vai terminar o ano melhor do que começamos 2015. Agora, não dá para dizer que está melhor tendo 70 mil desempregados como ocorreu este ano, tendo um PIB que até o terceiro trimestre está decrescendo dois pontos percentuais, com o País nesta confusão que está, sem a população acreditar e ter expectativa de futuro positiva, sem saber como vão estar funcionando as instituições em 2016, ou seja, com a falta de previsibilidade total. Tivemos um ano muito difícil pela falta de previsibilidade. Todas as previsões, todo o planejamento que foi feito em 2014 esbarrou nessa crise econômica sem precedentes que conjugou com a crise política que fazia muito tempo que não se via. Essa conjunção está sendo explosiva e fazendo muito mal ao País.
JORNAL DO COMMERCIO: Quais as principais dificuldades financeiras que o Estado teve?
PAULO CÂMARA: A gente começou o ano com uma projeção. Tivemos que rever com o carro andando, ajustar o nosso orçamento como todos os brasileiros tiveram que ajustar seus salários à nova realidade brasileira com inflação. O ICMS foi a grande frustração nossa. o ICMS nunca cresceu menos que a inflação nos últimos 20 anos. Só isso, o fato de não cobrir a inflação, já dá uma perda de R$ 900 milhões. Também houve uma baixa brutal nos convênios, muitos deles em parceria com o governo federal, e o item que mais caiu foram as próprias operações de crédito. Tivemos uma queda de R$ 86 milhões que afetou de maneira muito clara o investimento do Estado. Tínhamos o projeto de investir R$ 1 bilhão e, até novembro, investimos R$ 1,058 bi. Devemos fechar o ano com 1,1 bi. Costumo dizer a minha equipe que não foi um ano perfeito, mas fizemos o que era possível.
JORNAL DO COMMERCIO: Qual o maior desafio que o senhor deve enfrentar em 2016?
PAULO CÂMARA: O desafio é realmente oferecer serviços públicos dentro das estruturas que a gente tem e que atendam cada vez melhor, que possam dar resultado, que as pessoas vão a um posto de saúde e saibam que vão ser atendidas, que elas possam saber que o número de homicídios vai se reduzir. Esse é um desafio. A gente precisa reduzir o número de homicídios para o próximo ano. Para isso, a gente tem que fazer políticas preventivas, de combate às drogas, de desarmamento, políticas de prevenção para diminuirmos o número de crimes de proximidade, crimes banais, que são frutos de uma perda de cabeça momentânea. São desafios que não são diferentes do que tivemos em 2015. O desafio maior é o Brasil voltar a crescer, a funcionar. Isso vai nos dar possibilidade de também planejar de outra forma, de seguir outro caminho. A meta em 2016 é melhorar a qualidade do serviço oferecido.
JORNAL DO COMMERCIO: Em seu primeiro ano como governador o senhor carrega alguma frustração?
PAULO CÂMARA: A frustração que sinto é não poder contar com aquilo que a gente esperava minimamente. Principalmente no âmbito das receitas. Justamente, no primeiro ano de nosso governo estarmos enfrentando a maior crise econômica que os Estados da federação e os municípios enfrentaram pelo menos nos últimos 20 anos. Converso com os governadores. Alguns iguais a mim, começaram agora, outros foram reeleitos e outros já foram governadores e voltaram agora. Todos são unânimes em dizer que foi o ano mais difícil de se governar os seus Estados. A gente sabe que podia ter feito muito mais se a situação política e econômica tivesse com um mínimo de normalidade. Temos um programa de governo bem pensado, bem embasado, que dialoga com o futuro, que dialoga com a necessidade de Pernambuco e que está hoje sem poder avançar como a gente gostaria em virtude dessas frustrações. Tem a frustruação da Saúde. Com a crise, houve uma demanda de serviços, os municípios fecharam postos de saúde. Sei onde tenho que ampliar, o que tenho que fazer, nossas unidades estão praticamente prontas e poderiam estar funcionando como as UPAes e eu não posso colocar porquê? Preciso da garantia que a federação vai me passar recursos, que os serviços vão ser credenciados no SUS e essa garantia não está sendo dada. Quando abro uma UPAe o município tem que dar sua contrapartida também e o município não tem condições. Isso é uma frustração saber que a gente pode avançar no serviço de saúde e não tem como. Na segurança, a frustração é saber que a gente precisa contratar mais policiais militares e civis e não posso fazer. O concurso até que eu vou fazer, mas não vou poder contratar de imediato a quantidade de pessoas que gostaria porque estamos sem espaço fiscal para isso. Essas frustrações existem porque temos um planejamento bem-feito, sabemos onde devemos atacar, sabemos o foco dos desafios e estamos com a mão atada por falta de recursos.
JORNAL DO COMMERCIO: O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) atrapalhou a sua gestão?
PAULO CÂMARA: A situação econômica e política do País atrapalhou todas as gestões, não foi só a minha não. Atrapalhou os municípios, os Estados. Ficamos sem resolução de muitos desafios que foram colocados à mesa ao longo deste ano e ainda estamos sem porta de saída. A situação política do País qual é? Um processo de impeachment aberto, que não tem prazo de início e de finalização, conduzido por uma pessoa que não tem legitimidade para conduzir. Ou seja, qualquer resultado que der o processo de impeachment vai ser questionado pela forma de condução, se for essa pessoa (o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro) que vai conduzir o processo. Está todo mundo esperando para ver o que vai acontecer, investidores principalmente, e o Brasil parado. Até quando parado? Em plena democracia, a gente está com tantos empecilhos de funcionamento das instituições. É justamente o que Eduardo Campos dizia: o estado do controle está funcioando, mas o estado do fazer não está funcionando. As instituições do fazer, tanto o Executivo quanto o Legislativo, estão sendo colocadas em xeque sem previsibilidade de saída.
JORNAL DO COMMERCIO: Diante da crise econômica, o senhor pensa em promover um corte de secretarias como foi cogitado anteriormente?
PAULO CÂMARA: Estamos sempre nos adaptamos. Quando iniciei o governo, peguei uma estrutura razoavelmente enxugada por Eduardo, estruturada, com diminuição de cargos comissionados, do número de secretarias. Pernambuco hoje, pode fazer esta pesquisa, é o Estado que deve ter menos cargos comissionado do Brasil. O valor desses cargos comissionados com certeza é o menor do Brasil, em termos de remuneração de secretários, diretores, gerentes. Nunca descarto fazer ajustes na máquina pública, mas hoje o que a gente vê é que precisa aperfeiçoar muita coisa ainda que ficou pelo meio do caminho por causa do dinheiro. A gente está precisando avançar muito em muitas áreas e em cada secretaria e para isso vai exigir ainda um esforço muito grande.
JORNAL DO COMMERCIO: Em relação à segurança pública, qual a meta do governo estadual para 2016?
PAULO CÂMARA: A gente tem que continuar o trabalho que iniciou. Acho que 2015 poderia ter sido melhor nesta área de segurança, poderíamos ter avançado mais diante do que fizemos. Começamos o ano com um aumento muito grande de violência. Janeiro e fevereiro foram os piores meses do número de homicídios em Pernambuco. Isso foi sendo reduzido. Chegamos a junho e julho, quando começaram as negociações salariais, e aí tivemos um pouco de desequilíbrio nas ações. Isso fez com que os meses de setembro e outubro fossem muito ruins. Outubro, principalmente quando ficou aquela discussão sobre o ciclo completo, uma discussão que não cabia ser feita aqui porque não tem governança no âmbito do Estado. Tivemos que fazer remanejamento de pessoas, mudança de equipe atá para dar um freio de arrumação porque a gente identificou que podia melhorar. O trabalho continua e é incansável. Vamos conseguir reduzir os homicídios, não tenho dúvidas disso. O Pacto pela Vida é uma política reconhecida, acertada, que ao longo da sua trajetória salvou mais de dez mil vidas. Esse momento de inflexão está acontecendo em todo o Brasil como já estava acontecendo antes. Pernambuco, na verdade, é um ponto fora da curva e agora ficou um ponto igual a todos. Mas a gente vai voltar a ser um ponto fora da curva ou voltar a cair junto com outros Estados brasileiros. Isso vai voltar a cair porque é uma situação que não se sustenta, que a gente não admite como governantes. Os policiais estão incomodados também.
JORNAL DO COMMERCIO: O ano de 2016 é de eleições. Como vai ser a postura do senhor onde houver mais de um candidato da base aliada?
PAULO CÂMARA: Tenho uma aliança muito grande, mas vou dar equilíbrio em 2016. Iremos apoiar quem nos ajudou. Se tiver lugar em que mais de uma força nos ajudou a gente vai saber dar o equilíbrio necessário para isso também. Agora, apesar de estarmos pertinho de 2016, está muito longe para começar a se discutir eleição municipal. Estamos em um momento em que se não se resolver o Brasil vamos ter as eleições municipais mais complicadas no âmbito político. O Brasil precisa ser resolvido. Esse processo de impeachment está aberto. Ninguém vai discutir eleição com o Brasil pegando fogo. O povo não quer nem discutir isso, quer que o Brasil volte a crescer, a gerar emprego, que os serviços públicos funcionem.
JORNAL DO COMMERCIO: O senhor sentiu de alguma forma a comparação com o ex-governador Eduardo Campos?
PAULO CÂMARA: Eduardo faz muita falta, não apenas para Pernambuco, mas para o Brasil no momento que nós vivemos. Eduardo, quando saiu do governo federal em 2013, e decidiu que era hora de encontrar um novo caminho, nuita gente questionou. Mas Eduardo estava certo. Tudo aquilo que ele dizia que ia acontecer com o Brasil está acontecendo agora. Acontecendo da maneira que ele pensou e previu, mas ele ainda foi conservador. Está acontecendo pior do que ele previu.
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