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Projeto de Gonzaga Patriota prevê contratação de médicos brasileiros formados no exterior

Por André Luis

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) apresentou o Projeto de Lei n° 1936/21, que autoriza a contratação excepcional de médicos brasileiros formados no exterior, mesmo que não tenham prestado o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida), para atuarem no Programa Mais Médicos, enquanto durar o estado de emergência de saúde do coronavírus.

De acordo com a proposta, a revalidação desses diplomas será feita pelas Faculdades Federais, de forma imediata, após a sanção e publicação da Lei, oriunda deste Projeto. Além disso, a proposta ainda informa que a contratação do profissional poderá ser feita pela União, Estado, Município e Instituições Privadas de Saúde, que mantenham convênios com o SUS – Sistema Único de Saúde.

Para Patriota, a aprovação do projeto vai ajudar a diminuir a sobrecarga do sistema de saúde brasileiro.

“Este momento de calamidade, sem precedentes, mostrou a defasagem de profissionais de saúde, especialmente médicos, para que possamos atender a demanda de atendimento à população, para o combate à pandemia da Covid-19. Esta defasagem poderia ser amenizada se fosse absorvida a mão de obra de aproximadamente 15 mil médicos brasileiros formados no exterior, que se encontram disponíveis no Brasil. No entanto, o governo federal parece insistir em ignorar a existência desses profissionais, que historicamente demonstram disposição em atender nas localidades mais pobres e distantes do país”, como faziam os cubanos, explica Patriota.

O parlamentar ainda lembra que os Estados e os Municípios, estão dispostos a contratar esses profissionais de saúde para atuarem na linha de frente do combate à Covid-19.

“Salientamos que a experiência do Programa Mais Médicos pelo Brasil abona os currículos dos médicos brasileiros formados no exterior, que já se provaram valiosos na missão de levar a medicina a todos os cantos do país. São profissionais que estão prontos, restando apenas serem autorizados para integrarem as forças de combate à Covid-19. Também é importante destacar que já existe disposição de Estados e Municípios em contratar esses profissionais de saúde, tendo alguns, inclusive, buscado essa contratação por meio judicial, o que, em casos emergenciais, já vêm sendo sanados por decisões judiciais”, diz Patriota.

Apesar de ser um exame obrigatório para a validação dos diplomas de médicos, emitidos por universidades de fora do Brasil, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida), não tem sido realizado com a regularidade estabelecida na Lei n° 13.959, de 2019. O Exame de 2020, que teve sua 1ª fase aplicada no final de 2020, só tem previsão de realização da 2ª fase, agora no final de maio de 2021.

Esta falta de regularidade e demora na finalização do exame, mantém inúmeros médicos formados no exterior, impossibilitados de exercer a profissão e, consequentemente, colaborar de maneira significativa na linha de frente do combate à Covid-19.

Outras Notícias

Temer diz que vai verificar até sexta se tem votos para aprovar reforma

G1 O Presidente Michel Temer afirmou neste sábado (2) que “até quinta ou sexta-feira” o governo vai “verificar” se tem o apoio necessário para realizar a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A declaração do presidente foi dada em Limeira, no interior de São Paulo, onde ele participou da entrega de unidades […]

G1

O Presidente Michel Temer afirmou neste sábado (2) que “até quinta ou sexta-feira” o governo vai “verificar” se tem o apoio necessário para realizar a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

A declaração do presidente foi dada em Limeira, no interior de São Paulo, onde ele participou da entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também acompanhou a cerimônia.

Após o evento, Temer conversou com jornalistas. O presidente demonstrou otimismo para a votação da reforma da Previdência. A intenção do Palácio do Planalto é tentar levar a proposta ao plenário da Câmara entre os dias 12 e 14 de dezembro.

“Até quinta ou sexta-feira vamos verificar se temos os votos. Acho que nós poderemos sensibilizar [a Câmara]”, afirmou o presidente.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma da Previdência precisa passar por duas votações na Câmara e no Senado. Na Câmara, são necessários os votos de ao menos 308 dos 513 deputados.

Recentemente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu que “falta muito voto” para garantir a aprovação da reforma. Ele destacou que só pretende pautar a proposta no plenário da Casa quando tiver a certeza de que o Planalto dispõe do apoio para aprovar a PEC, que seguiria ao Senado. Sem os votos, a apreciação do projeto pode ficar para 2018.

O planejamento do governo prevê uma maratona de conversas ao longo da semana com lideranças dos partidos que integram a base de apoio de Temer no Congresso Nacional.

Neste domingo (3), por exemplo, presidente deve reunir em um almoço ministros e aliados para discutir a reforma e o cenário político. À noite, Temer tem a previsão de participar de um jantar na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O encontro também tratará sobre a reforma.

Zeca Cavalcanti mira os 110 mil votos em 2018

O Deputado Federal Zeca Cavalcanti e o estadual Júlio estiveram no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú falando da agenda nos municípios da região e das perspectivas das eleições de 2108. Zeca falou inicialmente de emendas para Afogados da Ingazeira, como perfuração de poços, apoio na construção de uma academia da saúde e R$ 250 […]

O Deputado Federal Zeca Cavalcanti e o estadual Júlio estiveram no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú falando da agenda nos municípios da região e das perspectivas das eleições de 2108. Zeca falou inicialmente de emendas para Afogados da Ingazeira, como perfuração de poços, apoio na construção de uma academia da saúde e R$ 250 mil para calçamentos.

Sobre esta última, Zeca disse ter sido convidado pelo Prefeito José Patriota para participar da inauguração da obra e garantiu que vem. “Temos que separar a política partidária da relação institucional”.

Júlio voltou a questionar a situação de segurança no Estado. “O Estado está acéfalo na segurança”. Na saúde, criticou a transição para as Organizações Sociais (OS) como no HR Emília Câmara. “As OS não tem dado grande contribuição, como em Arcoverde”. Também criticou as estradas.

Zeca falou sobre a realidade política no país. “O que queria era que Dilma tivesse continuado. Agora, com Temer a situação é ruim, mas temos que pensar no que é melhor para o país. Se Temer é vítima de impeachment vamos ter  o atual presidente da Câmara assumindo, também investigado. Vamos ficar com o país muito instável sem presidente ou com eleição indireta. Uma eleição direta só ocorreria em um ano em cima da outra”.

Ele garantiu ser contra as reformas trabalhista e da previdência. Questionado sobre a ausência na votação da trabalhista, que lhe rendeu críticas da CUT, Zeca afirmou ter votado contra a urgência da primeira.  “Tinha compromisso pessoal e familiar com minha mãe de 80 anos e nos 100 anos do santuário de Fátima. Não se programa uma viagem inteira em três dias”.

Sobre 2018, Zeca fez uma previsão otimista quanto à sua reeleição, dizendo que a busca de apoios é uma gangorra, onde durante o período de ganha e se perdem apoios. “Arcoverde não influencia por conta do poder municipal. Até porque quando prefeito saí com quase 90% de aprovação. A candidatura da minha esposa não foi bem sucedida, mas teve 40% dos votos válidos, contra tudo e contra todos, inclusive a  máquina do Governo”. Ele disse que poderá chegar aos  110 mil votos. Julio também mostrou confiança em melhorar sua votação.

O vereador Zé Negão, presente ao debate, confirmou que estará na inauguração do calçamento ao lado de Patriota, já ir a emenda é de Zeca e de seu grupo. E disse estar no pé dos Deputados solicitando apoio para o município.

Teresa continua suspeitando da facada

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) participou do debate entre os postulantes ao Senado Federal por Pernambuco, na manhã desta terça-feira (6), promovido pela Rádio Maranata (103,9 FM), maior emissora do segmento evangélico no Grande Recife. Durante embate direto com o candidato Gilson Machado Neto (PL), Teresa duvidou da veracidade da facada sofrida pelo presidente […]

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) participou do debate entre os postulantes ao Senado Federal por Pernambuco, na manhã desta terça-feira (6), promovido pela Rádio Maranata (103,9 FM), maior emissora do segmento evangélico no Grande Recife.

Durante embate direto com o candidato Gilson Machado Neto (PL), Teresa duvidou da veracidade da facada sofrida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no pleito de 2018.

O embate entre o candidato de Bolsonaro e a candidata de Lula (PT) alimenta a polarização local.

Gilson questionou ela sobre uma possível fala da parlamentar alegando que a “facada de Bolsonaro era fake news”. Teresa respondeu: “Eu nunca vi uma explicação condicente daquela situação, que foi uma situação lamentável. Na época, todos os candidatos lamentaram, mas até hoje falta uma explicação. Não se viu sangue, nem investigação sobre a pessoa que cometeu aquele ato. A investigação não procedeu com um esclarecimento total”, argumentou.

Ao fim da fala, Gilson criticou o fato dela não ter respondido a sua pergunta (se a facada foi de mentira) com “sim” ou “não”. “Candidata, sim ou não? É muito arrudeio. O povo cansou disso, por isso que eu sou diferente. Vocês vão ter o melhor senador que Pernambuco já teve”, completou.

Na tréplica, Teresa foi enfática e direta com o candidato do PL. “Primeiro, me respeite. vossa excelência fez uma oração aqui pedindo para a gente ter um debate proativo e de alto nível”.

Deputados de MG reclamam baixos repasses para Velho Chico no território comparados e PE, BA e AL

Conhecer os detalhes do programa de revitalização do Rio São Francisco no âmbito do projeto de transposição, incluindo o acompanhamento físico-financeiro das obras e, em especial, as ações desenvolvidas em Minas Gerais. Esse é o objetivo do Debate Público Velho Chico: Transposição exige revitalização. Sem Minas não há salvação, que será promovido pela Comissão de […]

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Conhecer os detalhes do programa de revitalização do Rio São Francisco no âmbito do projeto de transposição, incluindo o acompanhamento físico-financeiro das obras e, em especial, as ações desenvolvidas em Minas Gerais. Esse é o objetivo do Debate Público Velho Chico: Transposição exige revitalização. Sem Minas não há salvação, que será promovido pela Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O evento, que contará com a presença do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, será nesta segunda-feira (23), às 14h30, no Plenário. O autor do requerimento é o presidente da comissão, deputado Gil Pereira (PP).

O Velho Chico, como é popularmente conhecido, é um dos maiores rios brasileiros. Ele atravessa cinco Estados (Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco). O projeto de transposição do Governo Federal tem a finalidade de garantir a segurança hídrica para mais de 390 municípios no Nordeste (Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte), onde a estiagem ocorre frequentemente.

Para o deputado Gil Pereira (PP), a maior preocupação são os baixos investimentos realizados até então na revitalização do rio, especialmente em território mineiro. “Os estados de Pernambuco, Sergipe e Alagoas recebem recursos volumosos. Minas Gerais, que contribui com cerca de 70% do volume hídrico, vem recebendo 10 vezes menos recursos em comparação à Bahia, responsável por apenas 30% das águas envolvidas na transposição”, afirma o deputado, advertindo que estão secos pelo menos 80% dos rios e riachos que abastecem o São Francisco no Norte de Minas.

Comissão de Justiça da Alepe modifica projeto sobre equilíbrio fiscal enviado pelo Governo

Na terça-feira (6), a Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou parcialmente o pacote de propostas encaminhado pelo Poder Executivo em junho. Quatro proposições receberam aprovação, enquanto uma foi retirada de pauta. A matéria sobre a adesão ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) foi modificada pelos parlamentares. Adesão ao PEF […]

Na terça-feira (6), a Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou parcialmente o pacote de propostas encaminhado pelo Poder Executivo em junho. Quatro proposições receberam aprovação, enquanto uma foi retirada de pauta. A matéria sobre a adesão ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) foi modificada pelos parlamentares.

Adesão ao PEF

O Projeto de Lei (PL) nº 2088/2024 autoriza Pernambuco a aderir ao PEF, uma iniciativa do Governo Federal que visa melhorar a capacidade de pagamento dos estados e municípios, permitindo a retomada de investimentos por meio de operações de crédito garantidas pela União. Para aderir, é necessário implementar pelo menos três de oito medidas indicadas no plano.

Em uma sessão extraordinária realizada em julho, as comissões de Justiça, Finanças, Administração Pública e Meio Ambiente ouviram os secretários da Fazenda e de Planejamento, que ressaltaram a necessidade de Pernambuco obter empréstimos em melhores condições para realizar investimentos.

Durante a reunião, surgiram questionamentos sobre quais exigências do PEF seriam adotadas. Servidores estaduais e deputados de oposição expressaram preocupação de que algumas medidas poderiam afetar o funcionalismo público, como a alienação do patrimônio público e a reforma da previdência.

Garantias adicionais

A Comissão de Justiça aprovou o texto com uma emenda aditiva proposta pelo colegiado. O relator, deputado Sileno Guedes (PSB), explicou que a emenda proíbe o Governo de implementar as medidas previstas nos incisos I, II e IV do § 1º, Art. 2º da Lei Complementar nº 159/2017, que trata do Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e do Distrito Federal. Esses dispositivos incluem a alienação de empresas públicas, a adoção de regras previdenciárias da União e a revisão dos regimes jurídicos dos servidores públicos para reduzir benefícios não previstos.

A matéria foi aprovada por unanimidade. Durante o debate, o deputado João Paulo (PT) elogiou a atuação do relator, enquanto Rodrigo Farias (PSB) e Waldemar Borges (PSB) criticaram o Governo de Pernambuco por encaminhar o pedido de adesão ao PEF antes da aprovação da Alepe.

“É uma falta de respeito com esta Casa, já que o projeto ainda está em discussão nas comissões. O Governo ignora o posicionamento da Alepe e os ritos necessários para a aprovação da lei”, afirmou Rodrigo Farias.

O presidente da comissão, deputado Antônio Moraes (PP), informou que o secretário da Fazenda, Wilson de Paula, garantiu que a movimentação do Executivo visava mostrar que não afetaria os servidores estaduais.

Com as alterações, o PL 2088 foi também aprovado pela Comissão de Administração Pública.

Outras propostas aprovadas

Os PLs 2089/2024 e 2090/2024, que autorizam o Governo a contratar empréstimos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), respectivamente, também foram aprovados.

O deputado Rodrigo Farias sugeriu a retirada de pauta do PL 2089, alegando falta de detalhamento sobre a aplicação dos recursos. O relator, deputado Joaquim Lira (PV), não aceitou o pedido, argumentando que a Comissão de Justiça deve focar na constitucionalidade dos projetos, deixando outros questionamentos para as comissões pertinentes, como a de Finanças.

O PL nº 2086/2024, que autoriza a supressão de 3,35 hectares de vegetação permanente da Caatinga para a duplicação da BR-423, também foi aprovado.

Reajustes salariais retirados de pauta

O Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 2087/2024, que atualiza os vencimentos de diversos cargos públicos, foi retirado de pauta. A proposta incluía reajustes para professores da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), que defendem que os aumentos sigam os concedidos aos professores do Magistério Público.

O deputado Eriberto Filho (PSB) destacou que a Lei Complementar nº 513/2022 já prevê essa equiparação, apontando uma incoerência jurídica na não aplicação da determinação.

A Emenda Modificativa nº 1/2024, que incluía o reajuste dos analistas de saúde, também foi retirada de tramitação. O deputado Waldemar Borges informou que a negociação sobre a defasagem salarial será conduzida diretamente com o Poder Executivo, com a participação do presidente da comissão, deputado Antônio Moraes.