Priscila Krause empossa Ivete Lacerda como secretária de Esportes
Por André Luis
Pasta foi criada para fortalecer as políticas esportivas no Estado e titular assume com o compromisso de ampliar as ações do setor
A governadora em exercício Priscila Krause empossou, nesta quinta-feira (27), Ivete Lacerda como secretária de Esportes de Pernambuco. A cerimônia ocorreu no Palácio do Campo das Princesas e reuniu autoridades e representantes do setor esportivo. Durante o evento, a gestora destacou o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento das políticas públicas voltadas para o esporte.
“O Governo de Pernambuco reconhece a importância que o esporte tem no desenvolvimento social e na formação cidadã. Um estado como Pernambuco merece ter o esporte na primeira agenda do governo para que as políticas que já vêm sendo desenvolvidas sejam ampliadas. Temos uma expectativa muito alta porque Ivete já faz parte da equipe, tem uma ampla experiência na administração pública e agora, empresta a sua experiência e competência para levar as políticas de esporte adiante”, ressaltou a governadora em exercício Priscila Krause, que, em seu discurso, agradeceu pela dedicação do ex-secretário executivo de Esportes, Luciano Leonidio.
A Secretaria de Esportes foi recriada pela governadora Raquel Lyra com o objetivo de ampliar e fortalecer programas voltados ao esporte de alto rendimento. Ao assumir a pasta, Ivete Lacerda reforçou a meta de expandir as ações esportivas por todo o Estado. “Assumo o compromisso de ampliar e fortalecer as políticas esportivas para toda a população. Pernambuco vive um novo momento com investimentos recordes em diversas áreas, do social à infraestrutura. E com o esporte não é diferente. O nosso papel é garantir que mais oportunidades cheguem a todos os pernambucanos”, destacou.
O Governo do Estado investe atualmente R$ 11 milhões em mais de mil bolsas para atletas e treinadores, por meio de programas como Bolsa Atleta, Bolsa Técnico e Time PE. Além disso, em 2024, foram investidos R$ 9 milhões por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, e para 2025 já estão garantidos R$ 8 milhões no Edital de Fomento.
Durante a solenidade, autoridades ressaltaram a importância do esporte como ferramenta de transformação social. “Ivete vai assumir uma pasta que é muito importante. Eu tenho absoluta convicção de que a missão que ela traçar a partir de hoje será desempenhada com uma lógica de integração permanente com a área educacional”, afirmou o deputado federal Mendonça Filho. Já o deputado estadual Romero Sales Filho destacou o impacto do investimento no setor. “Falar de esporte, realmente, é falar de transformação. Qualquer investimento sendo feito no esporte, sabemos que estamos tirando jovens da situação de vulnerabilidade. É isso que precisamos fazer enquanto Estado para ajudar a todos aqueles que estão na ponta”, comentou.
PERFIL – Advogada com especialização em Gestão Pública, Gerenciamento de Projetos e Neurociência aplicada ao Comportamento, Ivete Lacerda atuava como diretora de Operações e Negócios da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE). Ela também já passou pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e pelas pastas de Esportes e Turismo do Estado, acumulando experiência na área de gestão e políticas públicas.
Prestigiaram a cerimônia de posse os secretários estaduais Carlos Braga (Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas), Joanna Figueiredo (Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência), Túlio Vilaça (Casa Civil), Juliana Gouveia (Mulher), João Salles (Assessor Especial da governadora em exercício) e a presidente da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), Angella Mochel. Também estiveram presentes os deputados estaduais Renato Antunes, Socorro Pimentel, Débora Almeida, Joel da Harpa e Luciano Duque e os prefeitos Israel Ferreira (Vertentes), Luciele Laurentino (Bezerros) e Gilvandro Estrela (Belo Jardim), além do superintendente do Sebrae em Pernambuco, Murilo Guerra.
Aproveitando a data da sua convenção, o pré-candidato Danilo Simões é o convidado do Debate das Dez do programa Manhã Total, na Rádio Pajeú. Danilo responde a perguntas sobre o momento de sua pré-campanha e o embate com o prefeito e candidato à reeleição, Sandrinho Palmeira. Na pauta política, a relação com a governadora Raquel […]
Aproveitando a data da sua convenção, o pré-candidato Danilo Simões é o convidado do Debate das Dez do programa Manhã Total, na Rádio Pajeú.
Danilo responde a perguntas sobre o momento de sua pré-campanha e o embate com o prefeito e candidato à reeleição, Sandrinho Palmeira.
Na pauta política, a relação com a governadora Raquel Lyra, os demais apoios e os temas que permeiam sua pré-candidatura. A convenção de Danilo Simões acontece hoje, às 19 horas, no Cine Teatro São José.
O Debate vai ao ar às 10h na Rádio Pajeú, dentro do programa Manhã Total.
Você pode ouvir e fazer perguntas sintonizando FM 99,3 e ligando para (87) 3838-1213, pela Internet no www.radiopajeu.com.br ou em celulares com Android, pelo aplicativo da emissora disponível no Google Play, ou Apple Store, para iPhone. Basta procurar Pajeu e baixá-lo. Para participar pelo zap, o número é (87) 9-9956-1213. Você ainda pode assistir pelo YouTube e Facebook.
Na manhã de sexta-feira (14.02), a Prefeitura de Carnaíba promoveu o aulão inaugural do módulo I do Programa Mãe Coruja de Carnaíba, com o tema: “A importância da mulher na sociedade”. Participam do evento, representantes das Secretarias de Saúde, Educação e Assistência e Inclusão Social; Conselho Tutelar, Casa da Juventude e Cadastro Único. Erlan Santos […]
Na manhã de sexta-feira (14.02), a Prefeitura de Carnaíba promoveu o aulão inaugural do módulo I do Programa Mãe Coruja de Carnaíba, com o tema: “A importância da mulher na sociedade”.
Participam do evento, representantes das Secretarias de Saúde, Educação e Assistência e Inclusão Social; Conselho Tutelar, Casa da Juventude e Cadastro Único.
Erlan Santos (Coordenador da Casa da Juventude e Mobilizador de Jovens), apresentou aos participantes, o grupo de Capoeira, Ginga Carnaíba. As coordenadoras Graciete Daniele da Silva, do CREAS; e Alice Moura da Silva, do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família), explanaram sobre o tema.
Além das atividades e palestras, foram realizadas exposições de artesanatos que forma confeccionados pela “mãe coruja” Maria José. Ao final as atividades foram encerradas com aula de aeróbica, sob a orientação da professora da Academia da Saúde, Samara Lopes.
O domingo surpreendeu com queda de temperaturas e chuva em boa parte do interior do Estado e áreas da região metropolitana. Foram registradas chuvas em Recife, Caruaru, Arcoverde, Gravatá, Vitória e Afogados da Ingazeira. Em Buíque, as chuvas cancelaram a programação do Festival Pernambuco Meu País. “Devido às intensas chuvas que atingem o município de […]
O domingo surpreendeu com queda de temperaturas e chuva em boa parte do interior do Estado e áreas da região metropolitana.
Foram registradas chuvas em Recife, Caruaru, Arcoverde, Gravatá, Vitória e Afogados da Ingazeira.
Em Buíque, as chuvas cancelaram a programação do Festival Pernambuco Meu País.
“Devido às intensas chuvas que atingem o município de Buíque, o Palco Pernambuco Meu País não terá apresentações neste domingo (3)porque equipamentos imprescindíveis para os shows foram danificados e não podem ser utilizados com a segurança necessária”, diz a nota.
Dessa forma, as apresentações do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, Xamã e Hungria não poderão acontecer.
Por André Luis Januário Cunha Neto, 35 anos, presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), fez um relato duro e verdadeiro da situação em que vive o estado do Amazonas, que tem trazido imagens preocupantes e que mostram como a situação pode ficar, caso se chegue ao limite de leitos em […]
Januário Cunha Neto, 35 anos, presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), fez um relato duro e verdadeiro da situação em que vive o estado do Amazonas, que tem trazido imagens preocupantes e que mostram como a situação pode ficar, caso se chegue ao limite de leitos em outros estado do país. Ele falou por telefone ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú, nesta quinta-feira (23).
A situação
A situação no Amazonas é muito diferente. O Amazonas é um Brasil diferente dentro do nosso país. Vivemos num estado de dimensões continentais onde as distâncias entre as cidades, os vazios demográficos e os vazios assistenciais, são evidentes. Infelizmente a pandemia do coronavírus veio eviscerar todas as nossas limitações da forma mais cruel possível.
A situação aqui está beirando o caos, está muito próxima do colapso, nós estamos atualmente passando por sérios problemas em relação ao comando dessa situação por parte do governo do Estado. Tivemos uma troca de secretários de saúde recentemente, que ao meu ver não é salutar. Similar ao que aconteceu no Ministério da Saúde. Essas trocas envolvem, trocas de equipes, trocas de questões políticas e isso acaba refletindo negativamente na captação de informações e na operacionalização.
As dificuldades
No Amazonas nós temos municípios que ficam distantes da capital mais de mil quilômetros – são oito dias de barco, 48h de lancha e 2h de avião, então pra se ter uma ideia da questão logística como é desfavorável. E nós temos um agravante muito sério aqui no estado, todo serviço de alta complexidade está condensado na capital, nós não temos um leito sequer de UTI no interior do Estado, ou em cada um dos nove polos que nós temos.
Então qualquer paciente que necessite hoje de UTI, ele tem que ser transferido para Manaus, só que em Manaus, todos os leitos de UTI da rede pública e privada estão lotados, com pacientes precisando de suporte ventilatório do Covid-19 e não estamos conseguindo transferir pacientes apesar de termos, garantia de avião por parte dos municípios, garantia da UTI móvel e aérea.
O colapso
Não estamos conseguindo remover nossos pacientes porque Manaus está com toda capacidade de leitos de UTI neste momento sendo utilizadas e ai nós estamos com problemas muito sérios por ter que manter esses pacientes no nosso município. Então a gente precisa realmente após isso, fazer uma reflexão do nosso sistema de saúde, precisamos realmente verificar capacidade de gestão dos nossos representantes, porque infelizmente a gente tem hoje uma polarização política muito negativa no nosso país. Neste momento a gente não pode envolver política na questão.
Sentiu na pele
Eu me recuperei da Covid-19 no início da semana. Fui acometido pelo Covid e com experiência, eu afirmo que não é uma doença qualquer, eu ainda estou sentindo alguns problemas e acredito que essa doença causa algumas sequelas pulmonares. Não estou conseguindo hiper ventilar, ainda com dificuldades na respiração e sentindo falta de ar ao mínimo esforço. Eu sai do período de transmissibilidade e ainda continuo em convalescência. Tenho 35 anos, ativo, pratico esportes… e nossos idosos? E as nossas pessoas com comorbidades?
A rede funerária e as valas coletivas
O que mais tá chamando a atenção e evidenciando que a nossa crise é grave é a questão do colapso na rede funerária. Em Manaus costumava-se enterrar entre 30 e 40 pessoas por dia, nos últimos dias subiu para mais de 120. Tá tendo fila na porta dos cemitérios para fazer enterro, as valas que estão sendo feitas, são coletivas para dez caixões e isso é verdade, tudo que está acontecendo é verdade.
A gente sabe que hoje existem tribunais nas redes sociais, ganhamos um monte de especialistas no WhatsApp, no Facebook, mas a situação em Manaus e no Amazonas é real, nós já estamos nos municípios realizando a famosa escolha de Sofia – quem vai morrer, quem vai viver. Nos grandes hospitais um cilindro de oxigênio tá servindo para três, quatro pacientes ao mesmo tempo, ou seja, você pega o cateter dá um pouquinho de oxigênio pra um, depois passa pra outro e assim vai, enquanto eles vão tentando melhorar a questão da saturação de oxigênio.
Intervenção, como assim?
A gente está com um problema seríssimo aqui e quando se fala na questão de intervenção, eu acredito que a gente tem que ter muito cuidado com a interpretação da palavra. Toda intervenção tem problemas seríssimos…
Como é que o governo federal e isto eu estou falando da área meio do Ministério da Saúde composta por técnicos que ficam lá no Ministério, que não tem convivência diária com o nosso problema, que não entendem a nossa malha de transporte, que não sabem do nosso desenho loco-regional, que não sabem o fluxo de transporte e nem comercial, que não entendem que a questão dos fechamentos de fronteiras e bloqueios de município reduziu a quantidade de embarcações e voos pros municípios e isso afetou diretamente o transporte de insumos de imunobiológicos e hemoderivados para os nossos municípios do interior, que não entendem a dificuldade logística de adquirir medicamentos, Equipamentos de Proteção Individual.
A luta diária
Vou citar um exemplo bem claro – uma caixa de máscaras cirúrgicas, que custava R$5,00, hoje está custando R$250,00. Eu sou gestor do município de Tapauá, que fica distante 750km da capital, todas as compras que estou fazendo, estou submetendo ao judiciário do meu município pra depois não ter problemas. Porque agora o grande problema é que o gestor está sendo demonizado por conta de correntes negacionistas que estão generalizando que todo gestor é corrupto.
O papel do governo
Nós estamos num esforço homérico pra não deixar os nossos profissionais expostos ao Covid-19, infelizmente o mercado não respeita, tem regras próprias, eu acho que ao invés do Governo Federal ficar brincando de quem manda mais, e quem entende mais sobre a questão da liberação ou não do comércio e da indústria, deveria estar preocupado em ajudar quem é pobre.
Estar garantindo alimento ao autônomo, estar diminuindo burocracia na questão da liberação do Auxílio Emergencial. O nosso presidente deveria parar um pouquinho de ficar brincando de ser super herói na rede social e governar pro povo. Nós estamos precisando é disso por parte do Governo Federal que é o ente que mais arrecada. Estamos necessitando de políticas públicas urgentes pra que a gente consiga vencer essa pandemia, estamos precisando de uma séria reflexão sobre o nosso sistema de saúde e infelizmente essas decisões vão ser pagas com vidas. A economia é importante? Não tenha dúvida disso, mas a economia se recupera, a vida não se recupera, por isso nós temos que ter cuidado.
As limitações do interior
No interior do estado nós temos unidades hospitalares que tem sérias limitações até na questão da oferta de oxigênio, o meu município para você ter ideia, leva três dias de barco até a capital Manaus pra levar os cilindros de oxigênio. Se tiver uma pessoa hoje que tenha Insuficiência Respiratória aguda e necessite de suporte ventilatório, em quatro dias uma pessoa acaba o meu estoque de oxigênio no hospital.
Aqui os municípios do estado fizeram o seu dever de casa. Todos montaram o seu plano de contingência, plano de ação, estão fazendo fiscalização de barreiras sanitárias pra evitar a disseminação da doença e a gente está aguardando por parte do Governo do Estado e do Governo Federal a liberação das emendas parlamentares que já foram aprovadas para o combate ao Covid-19. Estamos aguardando por parte do Governo do Estado operações de guerra como foram feitos pelo Maranhão.
Qual a explicação pra tantos casos?
Nós temos primeiro o caso do interior. O transporte entre o interior e a capital e entre o interior e a zona rural das cidades se dá quase que exclusivamente por embarcações. Então imagine você passando três, quatro dias numa embarcação com mais duzentas pessoas, utilizando o mesmo refeitório, o mesmo banheiro… isso é um carreador gigantesco para a transmissão do vírus. O coronavírus está chegando ao interior de barco.
Na capital nós temos uma grande parte, se não a maior parcela da população residindo em zona periférica. São pessoas que não tem acesso a televisão, as redes sociais aos veículos de informação. São pessoas que infelizmente por conta da falta de informação continuam levando uma vida normal, entretanto se expondo muito mais a esse perigo terminante.
A questão da desorganização das agências bancárias, da questão documental do CPF, causou filas quilométricas em Manaus. Nós precisamos buscar uma forma de conversar e chegar até essas pessoas, porque são elas que estão mais suscetíveis ao vírus e são elas que estão sofrendo mais as mazelas pelo atual panorama.
Nós temos um governador que era apresentador de televisão e acredita que a mídia é muito mais importante que o trabalho realmente dito. Isto é uma crítica, mas uma crítica construtiva.
Os negacionistas
Aos negacionistas eu não desejo mal, mas desejo que eles experimentem o que é sofrer na pele as sequelas pulmonares que o cornavírus causa. Porque quando você arrisca a vida por conta da economia, você está sendo irresponsável, no mínimo e essa polarização que nós tivemos no nosso país acaba por lhe transformar em adjetivos que não precisa citar o nome, se você discordar das ideias do presidente. Eu acredito que a gente precisa compreender o momento.
A importância do isolamento – Tempo para agir
Não podemos abrir mão do isolamento e distanciamento social neste momento. Não é fazer maldade não, não é tentar ferir de morte a economia não, é porque não temos leito para todo mundo.
Então esse achatamento da curva nada mais é do que nos gestores de saúde pedindo um tempo da sociedade para nos prepararmos para atendê-los. Estamos pedindo um tempo para tentar organizar aquilo que historicamente é desorganizado, que é o nosso sistema de saúde, nós estamos pedindo um tempo para tentar rever a PEC da morte, que congelou pelos próximos vinte anos o orçamento federal em saúde.
Nós estamos pedindo um tempo da sociedade para corrigir aqui no Amazonas a implantação de leitos de UTI no interior que nunca teve, a gente tá pedindo um tempo pra população, achantando a curva pra gente tentar comprar ventilador mecânico pra garantir suporte ventilatório, a gente está pedindo um tempo da população dentro de casa pra gente conseguir organizar um sistema de guerra pra garantir a saúde da população, e a gente ainda tem que encarar uma tropa de negacionistas, dizendo que isso é mentira, que isso é coisa de comunista.
Uma Medida Cautelar, expedida pelo conselheiro Ranilson Ramos e homologada nesta quinta-feira (26) pela Primeira Câmara do Tribunal de Contas, determinou a suspensão de todos e quaisquer atos relativos ao edital de seleção pública nº 01/2016, realizado pelo Consórcio dos Municípios do Sertão de Itaparica e Moxotó – COMSIM. O processo licitatório (nº 05/2016) previa […]
Uma Medida Cautelar, expedida pelo conselheiro Ranilson Ramos e homologada nesta quinta-feira (26) pela Primeira Câmara do Tribunal de Contas, determinou a suspensão de todos e quaisquer atos relativos ao edital de seleção pública nº 01/2016, realizado pelo Consórcio dos Municípios do Sertão de Itaparica e Moxotó – COMSIM.
O processo licitatório (nº 05/2016) previa a contratação de entidades sem fins lucrativos, como Organizações Sociais, para gerenciar e operacionalizar o sistema de saúde dos municípios que fazem parte do consórcio, com um custo anual de R$ 17 milhões.
Irregularidades – A Medida Cautelar foi sugerida pela equipe do Núcleo de Auditorias Especializadas do TCE, após análise do edital de seleção pública que apontou diversas inconsistências no processo como, basear a seleção pública em leis que não se prestam para a qualificação de Organização Social no âmbito do município; omitir garantia contratual; deixar de informar nomes do gestor e fiscal do contrato e permitir pagamento antecipado de despesa, sendo esta a mais grave irregularidade considerada pelo conselheiro Ranilson Ramos, relator do processo 1604265-7, e que levou à suspensão da licitação.
“Há uma tentativa de terceirizar os serviços de atenção básica de saúde nesses municípios”, afirmou o conselheiro durante leitura do relatório na Primeira Câmara. “E a possibilidade de se fazer o pagamento antecipado das despesas sugere que o interesse do consórcio não era puramente o de melhorar os serviços de saúde prestados à população”, disse ele.
A Medida Cautelar, que foi referendada ontem (25) pelo Pleno do TCE, recebeu a aprovação unânime da Primeira Câmara, em sessão que teve como representante do Ministério Público de Contas a procuradora Germana Laureano.
O voto do relator foi elogiado pelos conselheiros João Campos e Teresa Duere, não só pela importância da decisão, mas também pela sua celeridade, uma vez que a sessão inaugural da seleção pública do Consórcio estava prevista para acontecer na última segunda-feira (23).
Por determinação do Tribunal de Contas, a licitação fica suspensa até que as irregularidades encontradas no edital sejam corrigidas.
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