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PRF multiplicou por até nove as fiscalizações de ônibus no Nordeste

Por André Luis

Diretor do órgão é investigado por sua atuação nas eleições e pela demora em agir contra bloqueios nas estradas após 2.º turno

Do primeiro para o segundo turno das eleições, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) multiplicou por até nove o número de ônibus fiscalizados em Estados do Nordeste, região em que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve maior votação. Além disso, o aumento no controle de coletivos durante o pleito chegou ao triplo do registrado nacionalmente, segundo dados sigilosos do órgão obtidos pelo Estadão.

As informações serão apuradas pelo Ministério Público Federal, que vai investigar se a PRF foi usada por grupo que agiria na cúpula do órgão para dificultar votos em áreas predominantemente petistas. A fiscalização de transporte público chegou a ser proibida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, no domingo passado.

A PRF triplicou as fiscalizações em coletivos no País, segundo mostram as planilhas. Foram 298 ônibus abordados no dia 2 de outubro pelos agentes, e 678 no dia 30 do mesmo mês. 

Em parte dos Estados do Nordeste, o número cresceu significativamente. Em Alagoas, base eleitoral do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), saltou de sete para 90. No Maranhão, foi de dez para 74 a quantidade de ônibus abordados. 

Em Estados com grande votação em Jair Bolsonaro (PL), como Santa Catarina, a abordagem a ônibus subiu, mas os números são menos expressivos – de sete para 28. Segundo revelou a Folha de S. Paulo 49,5% das abordagens no segundo turno foram no Nordeste.

O Estadão obteve também acesso a documentos internos da Operação Eleições 2022 no segundo turno, que mostram as prioridades estabelecidas pela cúpula do órgão e impostas às superintendências estaduais. 

Diz o documento da superintendência do Pará: “Comando de Fiscalização em Ônibus com ênfase no flagrante de crimes eleitorais. Os veículos de transportes coletivos de passageiros são prioridade, porém, na ausência dos mesmos, outros tipos de veículos devem ser abordados”. Foi na BR-316, no Pará, que eleitores filmaram a abordagem na região metropolitana de Belém.

Moraes, porém, afirmou no dia da votação em segundo turno que as operações de trânsito realizadas pela PRF não impediram eleitores de votar. “Esses ônibus (abordados) em nenhum momento retornaram à origem e os eleitores que estavam sendo transportados votaram”, disse o ministro.

Aparelhamento

Bolsonaro foi acusado por aliados e se tornou alvo de inquérito por tentar aparelhar órgãos de investigação, como a Polícia Federal. O presidente trocou duas vezes a cúpula da PF e exonerou pelo menos 20 delegados.

Mas foi na PRF que o bolsonarismo obteve um apoio mais fiel, com manifestações em favor do presidente e mudanças em sua finalidade original: patrulhar estradas. A corporação teve a competência ampliada e participou de operações que resultaram em tiroteios, como em Minas, onde 26 pessoas foram mortas pelos policiais. Quatro agentes que participaram da ação foram promovidos.

Outro caso emblemático foi o da morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, durante uma abordagem da PRF, em Sergipe. Trancado no porta-malas de uma viatura, onde os agentes jogaram gás, ele morreu asfixiado. O Ministério Público Federal denunciou três agentes pela morte de Genivaldo.

O atual diretor-geral da PRF é Silvinei Vasques, nomeado em abril de 2021. Ele é investigado criminalmente por sua atuação nas eleições e pela demora em agir contra bloqueios bolsonaristas nas estradas. 

Nas redes sociais, Vasques tem mais de 20 fotos com Bolsonaro e aliados. Na véspera da eleição, pediu apoio ao presidente e, depois, excluiu a publicação. Sua gestão é marcada pela politização de eventos oficiais. Em um deles, fez a tropa cantar Parabéns Pra Você para o ministro da Justiça, Anderson Torres, a quem entregou uma camisa do Flamengo com o número 22.

O diretor-geral acumula processos disciplinares, todos em sigilo. No início dos anos 2000, foi denunciado pelo Ministério Público por integrar grupo que extorquia empresas de guincho que prestavam serviços à PRF. 

No processo, uma das testemunhas relatou ter sido ameaçada com um “tiro na testa” pelo agente. O caso prescreveu. Como mostrou o Estadão, a União cobra R$ 99 mil de Vasques referentes à indenização que o governo teve de pagar a um frentista por danos morais resultantes de agressão.

Redes

Nas redes sociais, agentes se manifestam politicamente – alguns se licenciaram para se candidatar. Um deles é Silmara Miranda, que foi, nos anos 2000, a “nova loira do Tchan”, quando sucedeu à dançarina Sheila Mello no grupo. Concursada em 2020, recebeu em 2021 um cargo de confiança na sede da PF, em Brasília, e, neste ano, tentou, sem êxito, se eleger deputada. Na campanha, autorizou a entrada de uma van repleta de material pró-Bolsonaro na sede do órgão. 

“Um amigo veio buscar meu carro para levar para o conserto. Não sei o que havia no interior do veículo.”

A PRF não disse se abriu processo disciplinar contra a agente nem se apura a conduta de Vasques. O diretor da PRF não respondeu à reportagem.

Outras manifestações políticas não foram toleradas na corporação. O agente Pedro Guimarães, da superintendência do Rio Grande do Sul, é investigado desde outubro por “desvio funcional”, após publicar nas redes foto com os dizeres: “#forabolsonaro, sou PRF e estou com Lula”. O processo foi aberto pela corregedoria da PRF e, para acompanhá-lo, foi designado um agente de Santa Catarina, subordinado a Deividy Vasques, irmão do atual diretor-geral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Outras Notícias

Escritório de Flávio faturou R$ 13,7 milhões durante mandato de senador, aponta investigação do UOL

O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) emitiu ao menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Parte dos valores foi cobrada de outros escritórios de advocacia, e a maioria dos documentos apresenta descrições genéricas dos serviços prestados. O levantamento analisou 62 […]

O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) emitiu ao menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Parte dos valores foi cobrada de outros escritórios de advocacia, e a maioria dos documentos apresenta descrições genéricas dos serviços prestados.

O levantamento analisou 62 notas fiscais emitidas pela Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, aberta em abril de 2021 e registrada no endereço residencial do senador, no Lago Sul, em Brasília. A empresa tem Flávio como único titular e conta com Letícia Caetano dos Reis na administração.

A maior parte das notas descreve os serviços apenas como “assessoria jurídica”, sem detalhar os trabalhos realizados. Consultas a sistemas judiciais identificaram somente um processo em que Flávio atuou para um dos clientes mencionados nos documentos. A advocacia, entretanto, também envolve consultorias e pareceres que não necessariamente resultam em processos judiciais.

O maior cliente identificado foi o escritório Nilo & Almeida Advogados Associados, que pagou R$ 4 milhões em duas parcelas, em agosto e outubro de 2025. Um dos sócios, Edvaldo Nilo de Almeida, foi nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a Comissão de Ética Pública da Presidência, em 2022.

Edvaldo afirmou que os serviços foram prestados conjuntamente pelos escritórios para clientes privados, sem utilização de recursos públicos.

Outros R$ 3,3 milhões foram registrados em notas destinadas à Simas Industrial de Alimentos. Duas sociedades ligadas ao advogado Otto Medeiros, amigo do ministro Kassio Nunes Marques, aparecem com pagamentos que somam R$ 2,1 milhões. O escritório de Otto informou que contratou serviços de consultoria jurídica privada.

A banca de Daniel Bettamio Tesser, integrante da defesa de Jair Bolsonaro, também aparece entre os clientes, com R$ 970 mil em pagamentos entre dezembro de 2025 e março de 2026.

Os documentos mostram ainda uma nota de R$ 500 mil emitida para a Contábil Correa Contabilidade & Auditoria, empresa ligada à Copenhagen Assessoria e Consultoria, que recebeu recursos do Banco Master. Outras duas notas destinadas à Copenhagen, também de R$ 500 mil cada, foram canceladas.

As movimentações ganharam atenção em meio a um inquérito da Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Segundo a investigação, uma das contas bancárias indicadas nas notas fiscais do escritório seria compartilhada pelos dois, informação contestada por ambos.

A legislação permite que parlamentares exerçam atividades profissionais paralelas ao mandato, desde que respeitem restrições legais, incluindo impedimentos para atuação em determinadas causas envolvendo o poder público.

O empresário Marcos Antonio Grecco, também identificado entre os clientes, afirmou que contratou formalmente Flávio para atuar em um processo judicial e negou qualquer relação entre os serviços e negócios de suas empresas no setor energético.

A campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada para prestar esclarecimentos, mas não respondeu aos questionamentos até a publicação da reportagem.

Fonte: UOL
Foto: Charles Vieira

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Meio/Ideia: Flávio tem 51,1% e Lula 48,9% dos votos válidos; empate técnico no segundo turno

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% do presidente Lula (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 2,2 pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento. O resultado considera apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e eleitores […]

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% do presidente Lula (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 2,2 pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento.

O resultado considera apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e eleitores indecisos. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, o que caracteriza empate técnico entre os dois candidatos a quatro dias da votação.

No cenário estimulado, que considera o total de entrevistados, Flávio aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46%. Os votos brancos e nulos somam 3,4%, e outros 2,6% não souberam responder.

Na comparação com a pesquisa anterior do instituto, divulgada em 30 de setembro, Lula oscilou de 48,5% para 46%, uma redução de 2,5 pontos percentuais. Flávio manteve os 48% registrados naquele levantamento.

A pesquisa também identificou um aumento nas intenções de voto em branco ou nulo, que passaram de 2,1% para 3,4%. Já o percentual de entrevistados que não souberam responder subiu de 1,5% para 2,6%.

Outro dado apresentado pelo levantamento é o grau de definição do voto. Segundo a Meio/Ideia, 83,7% dos entrevistados afirmaram já ter decidido em quem votar, enquanto 16,3% admitiram a possibilidade de mudar de candidato.

A pesquisa também mediu a rejeição dos presidenciáveis. Lula registra 47,7% de eleitores que afirmam não votar nele de maneira alguma, enquanto Flávio aparece com 46,5%. Os percentuais estão dentro da margem de erro.

O levantamento foi realizado pelo instituto Ideia, contratado pelo Meio, e ouviu 1.500 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 15 e 19 de outubro, em todas as regiões do país.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08251/2026.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: Meio/Ideia; Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

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Palver: Flávio tem 50% e Lula 48% das intenções de voto; candidatos seguem em empate técnico

Pesquisa Palver divulgada nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL), com 50%, e Lula (PT), com 48% das intenções de voto para o segundo turno. O levantamento também mostra que 79% dos entrevistados afirmam que nada os faria mudar de candidato até a votação. Os resultados indicam estabilidade em relação à pesquisa […]

Pesquisa Palver divulgada nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL), com 50%, e Lula (PT), com 48% das intenções de voto para o segundo turno. O levantamento também mostra que 79% dos entrevistados afirmam que nada os faria mudar de candidato até a votação.

Os resultados indicam estabilidade em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 13. Flávio Bolsonaro manteve os 50%, enquanto Lula oscilou de 49% para 48%, variação dentro da margem de erro de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento também analisou o comportamento dos eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno. Entre os que escolheram Renan Santos (Missão), Flávio registra 42% das intenções de voto, contra 39% de Lula.

No grupo que votou em Ronaldo Caiado (PSD), os dois presidenciáveis aparecem com 44%. Já entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), Lula tem 52%, enquanto Flávio registra 43%, apesar de Cury ter declarado apoio ao candidato do PL.

A pesquisa também investigou o grau de certeza dos eleitores em relação ao voto. Ao todo, 79% dos entrevistados afirmaram que nada os faria mudar de opinião. Outros 7% disseram que poderiam reconsiderar a escolha diante de um escândalo grave envolvendo o candidato.

A desistência ou o impedimento de um dos concorrentes foi citado por 4% dos entrevistados como motivo para mudar o voto, enquanto 3% mencionaram possíveis alterações na situação econômica.

A Palver ouviu 5 mil eleitores entre os dias 18 e 20 de outubro, por meio de questionários realizados pela internet. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto, tem margem de erro informada de 2,4 pontos percentuais, nível de confiança declarado de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04612/2026.

Os percentuais de 50% para Flávio e 48% para Lula representam os votos totais. A reportagem da Folha não apresentou resultados específicos para os votos válidos.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: Folha de S.Paulo Foto: Reprodução

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Quaest divulga nova pesquisa presidencial nesta quarta; último levantamento apontou empate técnico entre Flávio e Lula

Nova pesquisa Quaest será divulgada às 10h desta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno. O novo levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de outubro, com 2.154 eleitores entrevistados presencialmente em seus domicílios. A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número […]

Nova pesquisa Quaest será divulgada às 10h desta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno.

O novo levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de outubro, com 2.154 eleitores entrevistados presencialmente em seus domicílios. A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026. A divulgação está prevista para cinco dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

Na última pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro registrou 46% das intenções de voto, enquanto Lula apareceu com 44%. Como a diferença estava dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o resultado indicou empate técnico entre os presidenciáveis.

O levantamento anterior também mostrou que 9% dos entrevistados pretendiam votar em branco ou nulo, enquanto 1% se declarou indeciso.

Em relação à rejeição, Flávio Bolsonaro registrou 54%, e Lula, 53%. Os percentuais também ficaram dentro da margem de erro, indicando equilíbrio entre os candidatos nesse indicador.

A pesquisa divulgada em 14 de outubro ouviu 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 daquele mês. O levantamento teve nível de confiança de 95% e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.

A nova rodada permitirá comparar as intenções de voto com os números da semana anterior, na reta final da disputa presidencial. Os resultados ainda não haviam sido divulgados até a preparação desta matéria.

Foto: Reprodução

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Em Petrolina, Lula diz que Flávio tem “vida podre” e volta a cobrar abertura de sigilos

Presidente questionou a honestidade do adversário e voltou a desafiá-lo a divulgar dados bancários e telefônicos. Em Petrolina, o petista afirmou não acreditar que Flávio aceite a proposta. Ao justificar sua avaliação, declarou que o adversário não teria coragem de abrir os sigilos “porque ele sabe que a vida dele é podre quando se trata […]

Presidente questionou a honestidade do adversário e voltou a desafiá-lo a divulgar dados bancários e telefônicos.

Em Petrolina, o petista afirmou não acreditar que Flávio aceite a proposta. Ao justificar sua avaliação, declarou que o adversário não teria coragem de abrir os sigilos “porque ele sabe que a vida dele é podre quando se trata da honestidade”.

Lula informou que já apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando a divulgação de seus dados bancários, fiscais e telefônicos, condicionada à adoção da mesma medida pelo candidato do PL.

O documento prevê a abertura de informações referentes aos últimos oito anos. A autorização apresentada pelo presidente inclui a primeira-dama Janja Lula da Silva, seus cinco filhos e uma empresa da qual é sócio.

Em contrapartida, Lula propõe que Flávio também disponibilize seus dados, assim como os de sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, de seus pais, Jair e Rogéria Bolsonaro, e dos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan. O pedido também menciona empresas relacionadas aos candidatos.

Entre elas está a Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal. A Polícia Federal investiga suspeitas envolvendo movimentações financeiras e possíveis vínculos do senador com uma conta associada à empresa. Flávio nega irregularidades.

A apresentação do requerimento ao TSE não representa a quebra automática dos sigilos. A proposta de Lula está condicionada à adesão do adversário.

As declarações foram feitas antes da caminhada de campanha que reuniu apoiadores e lideranças políticas de Pernambuco e da Bahia, entre Juazeiro e Petrolina. Participaram da agenda nomes como João Campos, Humberto Costa, Teresa Leitão, Marília Arraes e o governador baiano Jerônimo Rodrigues.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Ricardo Stuckert

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