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Pressão da sociedade por melhorias no Ruy de Barros é a boa notícia da semana

Por Nill Júnior

Destaquei no Jornal Itapuama desta sexta-feira (21) a repercussão da passagem do senador Humberto Costa por Arcoverde.

Após entrevistas na Itapuama, o parlamentar foi abordado por representantes da sociedade civil que pediram intervenção urgente do Estado diante das constantes queixas sobre o atendimento no Hospital Regional Rui de Barros Correia.

Lembrei que outras unidades geridas pelo Hospital do Tricentenário, como Serra Talhada e Afogados da Ingazeira, apresentam resolutividade superior — o que reforça a necessidade de ajustes na gestão local. Para ele, o gesto da população é simbólico e fundamental: cidadania ativa, que exige melhorias independentemente de vínculos políticos.

Reforço ainda que prefeitura, Câmara e lideranças locais também têm papel central nessa cobrança, já que a governadora Raquel Lyra foi eleita com o compromisso de melhorar a saúde pública. Em Arcoverde, essa demanda se tornou urgente e inadiável.

Outras Notícias

Opinião: água e saneamento básico são direitos, não uma mercadoria

Heitor Scalambrini Costa* Virou palavrão falar em privatização, depois das promessas não cumpridas com a privatização da distribuidora de energia elétrica, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), atual Neoenergia. Nem houve modicidade das tarifas, pelo contrário; nem ocorreu a melhoria da qualidade na prestação dos serviços e nem houve os investimentos milionários prometidos. Diante desta […]

Heitor Scalambrini Costa*

Virou palavrão falar em privatização, depois das promessas não cumpridas com a privatização da distribuidora de energia elétrica, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), atual Neoenergia. Nem houve modicidade das tarifas, pelo contrário; nem ocorreu a melhoria da qualidade na prestação dos serviços e nem houve os investimentos milionários prometidos.

Diante desta realidade, tentar convencer os pernambucanos de que não é privatização e sim concessão, como está sendo propalado para o caso da Companhia Pernambucana de Água, Esgoto e Saneamento (Compesa), de fato não irá convencer ninguém de que a parceria com a iniciativa privada vai melhorar os serviços e que isso não representará aumento na tarifa.

Os defensores do Estado mínimo, os privatistas defensores de seus negócios e interesses pessoais, os políticos oportunistas, fogem como o diabo foge da cruz, quando se fala da privatização da Compesa. Até seu presidente afirmou em entrevista à mídia “que a Compesa é imprivatizável”.

Todavia o que está decidido, desde o início do mandato da governadora Raquel Lyra (PSDB), é que a última grande joia da coroa do Estado seria privatizada, com o objetivo alegado de atender às diretrizes do Marco Legal do Saneamento Básico, cujas metas aponta para a universalização dos serviços de água e de coleta e processamento de esgoto até 2033. E sem dúvida para o governo fazer caixa com os recursos arrecadados com o leilão.

O estudo de como seria a participação dos investimentos privados na empresa foi encomendado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no início de maio de 2023. Já o relatório final foi apresentado em meados de março de 2024, contemplando 3 propostas: a de concessão total, a de concessão parcial, e a de conceder ao capital privado somente os serviços de coleta e tratamento de esgoto. Se fala em concessão, que é uma maneira de privatização, já que a empresa ganhadora da licitação ficará 35 anos à frente dos negócios. E, dependendo do contrato assinado entre as partes, poderá até constar uma cláusula com renovação automática.

A decisão tomada pelo governo foi a privatização parcial, ou seja, a Compesa (empresa de economia mista, com o Estado o maior acionista) continuará atuando na captação e tratamento da água e a iniciativa privada ficará com a distribuição da água e a coleta e tratamento dos esgotos. Um dos aspectos de questionamento a este modelo é que ele tem pouca flexibilidade para mudar durante sua execução. Depois que começar é muito difícil parar, é pouco adaptável ao longo do tempo.

A situação no Estado sobre as condições de abastecimento de água e saneamento, segundo levantamento realizado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), para o ano de 2022 (último ano disponível da série histórica), mostra que 87% dos pernambucanos tinham acesso à água tratada e apenas 34% tinham acesso à coleta de esgoto. Com um índice de perda na distribuição de água de cerca de 46%. No Brasil, as perdas de água tratada chegam a 39% em média, e 85% da população é abastecida com água potável. A proporção de domicílios com acesso à rede de coleta de esgoto chega a 63%.

No caso do abastecimento de água tratada os dados divulgados não refletem de fato a realidade presente na maioria dos municípios, que sofrem com o racionamento, com rodízio no fornecimento, com o desabastecimento mesmo com água disponível nos reservatórios, além dos efeitos da seca hidrológica, cuja tendência com as mudanças climáticas é de serem intensificados. Não será a privatização quem vai resolver estes problemas.

Segundo experiências em várias regiões do país e no mundo, que já passaram pela privatização, a situação é bem diferente dos argumentos de quem apoia a privatização: de que as contas de água ficarão mais baratas, que o serviço será prestado de forma mais eficiente e que as cidades atingirão rapidamente a universalização.

Grande parte do funcionamento desta iniciativa, inclusive de como será a remuneração da empresa privada, a tarifa paga pelo consumidor, será conhecida depois da contratação da empresa vencedora do certame. É (re)conhecido que os contratos de privatização costumam ser extremamente favoráveis, lenientes e permissíveis com as empresas privadas.

E a quem caberá a fiscalização da empresa privada em relação aos compromissos estipulados no contrato de privatização? Hoje, segundo o portal da Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE), ela é quem atua em relação aos aspectos técnico-operacionais na fiscalização dos sistemas de abastecimento de água, de esgotamento sanitário, no controle da qualidade da água distribuída, no controle da eficiência do tratamento dos esgotos e que, ainda, monitora os indicadores técnicos operacionais. Também fiscaliza assuntos relacionados ao segmento comercial, referente aos serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto.

O processo, encaminhado pela Secretaria de Recurso Hídricos e Saneamento (SRHS), entrou em sua fase final em relação às formalidades exigidas antes do leilão da empresa. O fato de não ser considerada legalmente uma privatização, com a transferência de ativos da empresa pública para a iniciativa privada, alienando os bens da empresa pelo governo Estadual, este processo de “concessão” desobriga a aprovação do negócio pela Assembleia Legislativa do Estado (ALEPE).

Todavia a Constituição Federal de 1988, exige a realização de audiências públicas. Em nome de uma pseudo transparência e de participação popular, um calendário com 5 audiências públicas foi definido pela SRHS nos municípios: Recife, Caruaru, Petrolina, Salgueiro e Serra Talhada.

As audiências públicas que deveriam ser um instrumento de participação popular, um espaço em que se expõe e debate, propiciando à sociedade o pleno exercício da cidadania, acaba sendo uma mera formalidade, uma palestra de tecnocratas, cujo conteúdo é de difícil apropriação dos poucos representantes da sociedade presentes.

Com a compreensão de relativizar as audiências públicas pois não têm o poder de vincular a decisão estatal, a finalidade das audiências públicas seria de trazer subsídios para dentro do processo decisório, fazendo parte da sua instrução e, assim, a capacidade de aproximar o político da sociedade.

O que de fato tem-se verificado nestas audiências esvaziadas, com escassa presença dos maiores interessados, os que serão impactados pela decisão política adotada, não foi um efetivo intercâmbio de informações com a Administração Pública, e sim um monólogo.

Se pode afirmar que a privatização (mesmo chamando de concessão de 35 anos) de serviços essenciais, como água e saneamento, não resolverá os problemas de acessibilidade e qualidade enfrentados pela população. O que se tem verificado é a tendência que esses serviços se tornem mais caros, e mais difíceis de serem acessados, principalmente pelas populações mais vulneráveis. Por uma simples razão, que está na essência do setor privado, o lucro, e assim maximizar o retorno aos seus acionistas. A empresa privada só irá investir se a região a ser atendida der lucro.

Água e saneamento básico é um direito, não uma mercadoria.

*Heitor Scalambrini Costa é Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

População de Afogados se mobiliza para ajudar desabrigados

A população afogadense está dando uma belíssima demonstração de generosidade e solidariedade para com os milhares de desabrigados pelas fortes chuvas que atingiram o agreste e a mata sul do Estado no último final de semana. Comerciantes, instituições, igrejas, Prefeitura e a população tem contribuído doando alimentos não perecíveis, água potável, roupas, cobertores e diversos […]

A população afogadense está dando uma belíssima demonstração de generosidade e solidariedade para com os milhares de desabrigados pelas fortes chuvas que atingiram o agreste e a mata sul do Estado no último final de semana.

Comerciantes, instituições, igrejas, Prefeitura e a população tem contribuído doando alimentos não perecíveis, água potável, roupas, cobertores e diversos outros itens. Nesta terça (30), a Secretaria municipal de Assistência Social coordenou um grande mutirão pelas principais ruas de Afogados para arrecadar donativos para os desabrigados.

Tudo o que foi arrecadado pelas demais secretarias municipais, por escolas, postos de saúde e instituições parceiras, seguiram para a sede da assistência social. A Prefeitura de Afogados adotou o município de Jaqueira. Para garantir um maior volume de donativos, o caminhão seguirá apenas nesta quarta (31), para Jaqueira.

“Quero agradecer a todos, sem distinção, pelo compromisso e pela solidariedade com nossos irmãos de Jaqueira que estão, nesse momento, passando por enormes dificuldades. Em meio a tanta coisa ruim que nos acostumamos a ver, exemplos como esse do povo de Afogados nos dá força para seguir em frente e acreditar em um mundo melhor,” destacou o Prefeito José Patriota.

Após encontro com Lula, Humberto anuncia retomada das obras da BR-104 e duplicação da BR-423

Vice-presidente nacional do PT, o senador Humberto Costa se reuniu com o presidente Lula, no Palácio da Alvorada, na tarde desta sexta-feira (28). Ele foi convidado por Lula para acompanhar o encontro com o presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña.  Além disso, Humberto também aproveitou o momento para conversar reservadamente com Lula sobre a conjuntura […]

Vice-presidente nacional do PT, o senador Humberto Costa se reuniu com o presidente Lula, no Palácio da Alvorada, na tarde desta sexta-feira (28). Ele foi convidado por Lula para acompanhar o encontro com o presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña. 

Além disso, Humberto também aproveitou o momento para conversar reservadamente com Lula sobre a conjuntura política e assuntos do interesse de Pernambuco. Saiu de lá com a garantia de novos investimentos para o estado, como a retomada das obras da BR-104 e da duplicação da BR-423.

“O presidente Lula segue trabalhando por Pernambuco. Ele já autorizou o anúncio da retomada das obras da BR-104, que liga Caruaru a Campina Grande, passando pelo Polo de Confecções do Agreste. A obra, que estava parada, agora vai ser concluída e será um importante vetor de desenvolvimento da atividade econômica da região. O presidente também me informou que já autorizou a ordem de serviço para a duplicação da BR-423, que vai ligar São Caetano a Garanhuns, integrando uma área que tem uma forte influência da atividade turística”, explica o senador. 

Humberto aponta que “são duas conquistas importantíssimas para Pernambuco e que atestam o trabalho sério que vem sendo realizado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. O presidente também me confidenciou que quer vir a Pernambuco para anunciar as duas ações”, afirmou.

Membro do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o senador também destacou o encontro entre Lula e o presidente eleito do Paraguai. Lula e Peña debateram pautas de interesse dos dois países. 

“Foi uma reunião extremamente relevante para o Brasil, o Paraguai e o Mercosul. Falamos sobre o processo de constituição da hidrovia Paraná-Paraguai e os novos termos da relação do Brasil e do Paraguai, inclusive, no que diz respeito a Itaipu Binacional. Com Lula, o Brasil voltou a dialogar com o mundo e o encontro de hoje mostra isso. O presidente Lula segue apostando no fortalecimento do Mercosul e no desenvolvimento de toda região”, pontuou Humberto.

“Entre ruas” leva o frevo para as vias do Recife

Estreia da circulação de Entre Ruas prevê apresentações e oficinas em vários locais do Recife Com estreia marcada para a primeira sexta-feira de outubro (5), a temporada do espetáculo “Entre Ruas”, do Studio Viegas de Dança, vai levar o passo, a história e a trajetória do frevo às praças e ruas que fazem parte da […]

Estreia da circulação de Entre Ruas prevê apresentações e oficinas em vários locais do Recife

Com estreia marcada para a primeira sexta-feira de outubro (5), a temporada do espetáculo “Entre Ruas”, do Studio Viegas de Dança, vai levar o passo, a história e a trajetória do frevo às praças e ruas que fazem parte da memória da dança centenária na cidade do Recife durante os finais de semanas de outubro e novembro.

As ruas Velha, da Imperatriz, do Bom Jesus e do Apolo serão palco para o espetáculo, que também passará pelo Pátio do Terço, Largo de Santa Cruz e pelas praças do Diário e Maciel Pinheiro, onde aconteciam os concursos de passistas que revelaram mestres da dança do frevo como:  Nascimento do Passo, Sete Molas, Egídio Bezerra e Coruja, referências para vários passistas da atualidade. “Entre Ruas, é o frevo de ontem e de hoje. É nossa história cada vez mais viva e vivida pela cidade”, conta o diretor da peça Junior Viégas. Todas as apresentações serão gratuitas.

O espetáculo, que tem incentivo do Funcultura, foi criado a partir de uma pesquisa com base no filme “Olha o Frevo”, de Rucker Vieira, e em fotografias dos acervos da Fundação Joaquim Nabuco, Casa do Carnaval, Museu da Cidade do Recife e Paço do Frevo. A obra vai preencher os espaços públicos do Recife com muita dança e dará um mergulho no passado, no qual o frevo teve suas primeiras aparições e resistência, enfatizando as décadas de 40, 50 e 60.

Ao todo, serão oito apresentações encenadas pelos bailarinos Arylson Matheus, Bhrunno Henryque, Fiia Cachinhos, Gabriela Carvalho, Jonathan Carneiro, Júnior Souza, Júnior Viégas e Stephany Santiago, que vestem figurino criado por Djalma Rabelo.

“A trilha sonora passeia pela musicalidade que deu origem ao frevo e acompanha a evolução do ritmo, no que se refere à criação dos estilos do frevo”, pontua Alexandre Macedo, que assina a trilha e a coreografia do espetáculo. Assim, as músicas vão do maxixe ao dobrado marcial, passando pela marchinha, frevo de rua, frevo de bloco e frevo canção. Antes do espetáculo, serão oferecidas oficinas de frevo com conteúdo teórico-prático para o público infantil e juvenil, ministradas por Júnior Viégas nos locais das apresentações.

SERVIÇO:

Espetáculo “Entre Ruas”

Outubro

Praça Maciel Pinheiro

5 de outubro, às 17h.

Rua da Imperatriz

6 de outubro, às 10h.

Rua Velha

13 de outubro, às 10h

Praça do Diário

13 de outubro, às 16h

Largo de Santa Cruz

27 de outubro, às 10h

Novembro

Pátio do Terço

10 de novembro, às 10h

Rua do Apolo

10 de novembro, às 16h

Rua do Bom Jesus

18 de novembro, às 16h

Programação Gratuita

Fabiano Queiroz: “nada a ver com envolvido em acidente na PE 320”

O comerciante afogadense Fabiano Queiroz procurou o programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, para dizer que não tem nenhuma relação com os caruaruenses envolvidos no grave acidente com saldo de um morto e um ferido grave na PE 320. Ele disse que a boataria de que ele conhecia a dupla surgiu porque ele foi ajudar […]

O comerciante afogadense Fabiano Queiroz procurou o programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, para dizer que não tem nenhuma relação com os caruaruenses envolvidos no grave acidente com saldo de um morto e um ferido grave na PE 320. Ele disse que a boataria de que ele conhecia a dupla surgiu porque ele foi ajudar a socorrer as vítimas.

“Meu irmão, Alexandro Queiroz estava no local pouco depois da batida e me ligou dizendo que não estava conseguindo falar com os bombeiros e fui ajudar. Quando cheguei lá o Faguinho já estava sem vida e o Lucélio muito pálido. Ainda cnseguikmos ligar para a sogra de Lucenildo. Infelizmente enquanto a gente ajudava muitos só se preocupavam em filmar, a ponto de um ameaçar dar voz de prisão a quem filmava a colisão”, disse.

Segundo Fabiano, quando ele chegou os que estavam no Cruze, não foram mais vistos. “Ou se embrenharam-no mato ou fugiram em outro carro”, disse.

“Cento e noventa e dois quilômetros por hora”: segundo Fabiano, a violência foi tão grande que o Gol que estava em movimento recuou mais de 60 metros. “O ponteiro do Cruze travou em 192 quilômetros por hora”. Ele afirma que uma ultrapassagem indevida causou o acidente.

A Polícia Civil identificou André Fernando da Silva, 29 anos, e Romildo Barbosa, da cidade de Dois Vizinhos, mas residentes em Caruaru, como os que estavam no Chevrolet Cruze, placas OYY 4141, envolvido no acidente. A descoberta de que eles residem em Caruaru, de onde também é a placa do veículo, foi feita pela família das vítimas.

De acordo com levantamento dos próprios familiares, André Fernando estuda Administração na Unopar e trabalha com confecções, além de venda e compra de veículos. Ainda não há convicção se ele guiava o veículo ou era o carona. Eles prometem constituir advogado para acionar André e Romildo nas esferas cível e acompanhar o desenrolar na esfera criminal.

O Delegado Guilherme Andrade falou do caso ao blog. “O Instituto de criminalística fez a perícia do local do crime e no carro. O corpo foi encaminhado p o IML para ser identificado a causa da morte. Estamos esperando os laudos. Foi apurado que o motorista do Cruze forçou uma ultrapassagem o que acarretou a colisão. O motorista fugiu, mas já foi identificado”. Como está de férioas, o caso está nas mãos do Delegado Regional, Marlon Frota Viana.