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Prefeitos se livram de punições por não aplicarem mínimo em educação durante pandemia

Por André Luis

Para procurador, deve ser mantida a transparência sobre o destino dos recursos em 2020 e 2021

O Congresso Nacional promulgou, nesta quarta-feira (27), a emenda à Constituição Federal que impede a punição a gestores municipais que não aplicaram os percentuais mínimos de gastos com educação em 2020 e 2021. Antes, o mínimo das receitas que deveriam ser aplicadas em educação era 25% das receitas de cada ano. 

Para o procurador do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO), Cristiano Pimentel, a emenda não pode livrar os gestores de prestar contas do destino dos recursos da educação em 2020 e 2021. 

“Muitos prefeitos alegam que gastaram os recursos da educação em saúde, com o enfrentamento da pandemia. Acho que esta destinação deve ser demonstrada com transparência, quando os tribunais de contas de todo o país analisarem as respectivas contas. Há risco de recursos da educação terem sido indevidamente aplicados em despesas desnecessárias e adiáveis, como obras eleitoreiras e pagamento de dívidas previdenciárias. Caso não tenha sido gasto o mínimo em educação, deve ser demonstrado para onde foram os recursos”, alerta o procurador Cristiano Pimentel. 

A justificativa para a aprovação da emenda é que a pandemia da covid-19, que obrigou a suspensão de aulas presenciais, e, ao mesmo tempo, o redirecionamento de verbas para a área da saúde, impediu prefeitos de investirem em educação a porcentagem mínima prevista em lei. 

Por conta da suspensão de aulas presenciais, gastos com transporte escolar e merenda não foram necessários.

“A interrupção ou redução das aulas presenciais acarretaram a redução significativa dos gastos relacionados à logística e aos espaços físicos dos sistemas de ensino, inclusive aqueles relacionados ao transporte escolar dos alunos”, disse o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), durante solenidade de promulgação da emenda.

“A execução dessas despesas se tornou, dessa forma, temporariamente desnecessária ou diminuída, com paulatina recomposição, paralelamente aos movimentos de aquisição de vacinas e mitigação do isolamento social. Ignorar tais circunstâncias e culpabilizar o gestor, que está na ponta, significaria enviar um péssimo sinal para toda comunidade envolvida com a educação pública brasileira”, acrescentou o senador Pacheco.

A Constituição determina que a União aplique em educação pelo menos 18% e estados e municípios pelo menos 25% do total de receitas vindas de impostos. 

Se a emenda não tivesse sido aprovada no Congresso, os gestores que não aplicaram o mínimo previsto poderiam sofrer penalidades cíveis ou criminais, além de sanções administrativas. 

“Em último caso, os gestores que não aplicaram o mínimo em educação poderiam ser enquadrados na Lei de Ficha Suja. Agora, com esta emenda, ficam livres nos anos de 2020 e 2021”, diz o procurador Cristiano Pimentel. 

Com a promulgação da emenda, essas penalidades estão afastadas.

A emenda exige que seja feita uma compensação dos recursos que não foram gastos até o exercício financeiro de 2023.

“Os órgãos de controle, como tribunais de contas e Ministério Público irão fiscalizar se a compensação será feita pelos atuais prefeitos”, explica Cristiano. 

Os tribunais de contas de todo o país fiscalizam as contas dos prefeitos, emitindo um parecer prévio. O julgamento definitivo das contas cabe às Câmaras de Vereadores. 

LEIA O TEXTO DA EMENDA:

“Art. 119. Em decorrência do estado de calamidade pública provocado pela pandemia da Covid-19, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e os agentes públicos desses entes federados não poderão ser responsabilizados administrativa, civil ou criminalmente pelo descumprimento, exclusivamente nos exercícios financeiros de 2020 e 2021, do disposto no caput do art. 212 da Constituição Federal.

Parágrafo único. Para efeitos do disposto no caput deste artigo, o ente deverá complementar na aplicação da manutenção e desenvolvimento do ensino, até o exercício financeiro de 2023, a diferença a menor entre o valor aplicado, conforme informação registrada no sistema integrado de planejamento e orçamento, e o valor mínimo exigível constitucionalmente para os exercícios de 2020 e 2021″.

Outras Notícias

Incêndios e infestação de pulgas expõem fragilidades na manutenção da UFPE

Uma infestação de pulgas no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e três incêndios registrados em um intervalo de oito dias ampliaram a atenção sobre as condições de manutenção e segurança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. A ocorrência mais recente envolve o CFCH, onde foram identificadas pulgas em espaços entre o […]

Uma infestação de pulgas no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e três incêndios registrados em um intervalo de oito dias ampliaram a atenção sobre as condições de manutenção e segurança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife.

A ocorrência mais recente envolve o CFCH, onde foram identificadas pulgas em espaços entre o térreo e o quarto andar. A direção chegou a anunciar a suspensão das atividades presenciais a partir da próxima segunda-feira (19), mas a universidade informou posteriormente que o funcionamento será retomado na própria segunda, após medidas de controle.

Segundo a UFPE, uma primeira etapa da pulverização foi realizada na quinta-feira (15), e uma segunda aplicação está prevista para segunda-feira, a partir das 8h. A Superintendência de Infraestrutura informou que o procedimento não oferece risco para a circulação de pessoas depois da aplicação.

A universidade também investiga a possível origem da infestação. Entre as hipóteses analisadas estão a entrada de animais silvestres no prédio e a presença de cães e gatos nas áreas próximas. O trabalho envolve a Comissão de Bem-Estar Animal da instituição.

A situação ocorre em meio a questionamentos sobre os serviços de controle de pragas. Segundo apuração do Diario de Pernambuco, a UFPE não possuía, até quinta-feira (15), contrato vigente para prestação regular de serviços de dedetização e desinsetização. Uma nova contratação estava em fase final de tramitação. Em janeiro, a dedetização do CFCH foi custeada com recursos do próprio centro.

O episódio se soma a uma sequência de três incêndios registrados na universidade em oito dias. O primeiro ocorreu em 30 de setembro, em um laboratório do Departamento de Física. No dia 4 de outubro, outro incêndio atingiu o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal.

O caso de maior proporção ocorreu em 7 de outubro, quando as chamas atingiram um prédio que abrigava laboratórios e estruturas de pesquisa nas áreas de fármacos, genética e informática. Não houve vítimas.

O reitor Alfredo Gomes estimou em cerca de R$ 100 milhões as perdas de equipamentos, insumos e materiais provocadas pelo incêndio. Pesquisas e dados científicos acumulados ao longo de anos também foram atingidos.

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio de 7 de outubro. Até o momento, não há confirmação oficial de relação entre as três ocorrências.

Após os incêndios, a UFPE informou que iniciou levantamentos e avaliações das condições de segurança nos ambientes de trabalho. A instituição também disse possuir contrato vigente para manutenção de extintores desde maio deste ano.

Entre as medidas anunciadas estão treinamentos específicos para ambientes de maior risco, a elaboração de uma cartilha de prevenção e emergência e a avaliação da retomada das brigadas de incêndio nos prédios da universidade.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

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Datafolha: 50% veem democracia brasileira com grandes defeitos

Metade dos brasileiros considera que o país vive sob uma democracia com grandes defeitos, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17). Outros 23% apontam pequenos problemas, 16% dizem que o Brasil não é uma democracia e 7% avaliam o regime como pleno. A percepção sobre o funcionamento da democracia apresentou poucas mudanças em relação à […]

Metade dos brasileiros considera que o país vive sob uma democracia com grandes defeitos, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17). Outros 23% apontam pequenos problemas, 16% dizem que o Brasil não é uma democracia e 7% avaliam o regime como pleno.

A percepção sobre o funcionamento da democracia apresentou poucas mudanças em relação à última vez em que o Datafolha fez a mesma pergunta, em março de 2024. Naquele levantamento, 46% apontavam grandes defeitos, 28% identificavam pequenos problemas, 16% afirmavam que o país não era uma democracia e 6% consideravam o regime pleno.

Na comparação, a parcela que vê grandes problemas cresceu quatro pontos percentuais, de 46% para 50%, enquanto o grupo que identifica pequenos defeitos caiu de 28% para 23%. O percentual dos que dizem que o Brasil não é uma democracia permaneceu em 16%.

O instituto também havia feito a pergunta em fevereiro de 2014. Na ocasião, 61% consideravam que a democracia brasileira tinha grandes problemas, 21% apontavam pequenos defeitos, 9% não reconheciam o país como uma democracia e 3% avaliavam o regime como pleno.

O levantamento mostrou diferenças na percepção de acordo com a intenção de voto no segundo turno presidencial. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 23% dizem que o Brasil não é uma democracia e 2% consideram o regime pleno. Entre os que declaram voto em Lula (PT), esses percentuais são de 8% e 12%, respectivamente.

O debate sobre a qualidade da democracia também passou a integrar a campanha presidencial. Após o primeiro turno, Flávio Bolsonaro questionou publicamente se o Brasil vive uma democracia plena e anunciou que pretende propor mudanças constitucionais com o argumento de “redemocratizar” o país.

A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 13 e 14 de outubro, com 2.520 entrevistas presenciais em 153 municípios, entre eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Custodio Coimbra

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Papa Leão XIV deve receber alta do hospital neste sábado (17), diz Vaticano

O Papa Leão XIV deve deixar o Hospital Gemelli, em Roma, neste sábado (17), quatro dias após passar por uma cirurgia no pulmão. Segundo o Vaticano, exames realizados pela manhã confirmaram condições clínicas para a alta. Leão XIV está internado desde terça-feira (13), quando foi submetido a uma cirurgia para retirada de um adenocarcinoma pulmonar, […]

O Papa Leão XIV deve deixar o Hospital Gemelli, em Roma, neste sábado (17), quatro dias após passar por uma cirurgia no pulmão. Segundo o Vaticano, exames realizados pela manhã confirmaram condições clínicas para a alta.

Leão XIV está internado desde terça-feira (13), quando foi submetido a uma cirurgia para retirada de um adenocarcinoma pulmonar, com remoção do lobo inferior do pulmão direito.

De acordo com comunicado divulgado neste sábado, a decisão sobre a alta foi tomada após a análise de exames de sangue, uma radiografia do tórax e a avaliação do quadro clínico do pontífice.

“Considerando os resultados dos exames de sangue e do controle radiológico do tórax realizados esta manhã, bem como a avaliação do quadro clínico, o Santo Padre foi considerado apto a receber alta hospitalar”, informaram os médicos responsáveis.

A previsão é que o Papa deixe o Hospital Gemelli no início da tarde, no horário de Roma, e retorne ao Vaticano.

Nessa sexta-feira (16), ainda durante a internação, Leão XIV celebrou uma missa em uma sala preparada no décimo andar do hospital. Participaram integrantes das equipes médica e de enfermagem que estavam fora de serviço, além de membros da Gendarmaria do Vaticano.

Durante a celebração, o Papa agradeceu aos profissionais de saúde pelo trabalho desenvolvido no atendimento aos pacientes e pelos cuidados recebidos durante sua internação. O Vaticano também divulgou imagens da missa celebrada no hospital.

Os exames realizados nessa sexta já haviam indicado melhora constante do estado geral de saúde. O Vaticano informou ainda que Leão XIV seguia com sessões de fisioterapia respiratória e conseguia realizar as atividades cotidianas com autonomia.

Neste domingo (18), o pontífice deverá fazer sua primeira aparição pública após a cirurgia. A previsão é que conduza a oração do Angelus da janela do apartamento pontifício, no Vaticano.

Fonte: g1
Foto: Vaticano

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Janones convoca apoiadores de Lula a publicar fotos de verde e amarelo nas redes

O deputado André Janones (Rede) convocou neste sábado (17) integrantes do canal “Exército do Lula” a publicar fotos vestindo verde e amarelo e fazendo o “L” com a mão. A mobilização foi organizada para as redes sociais durante o segundo turno da eleição presidencial. A convocação foi feita pelo deputado, que administra o canal “Exército […]

O deputado André Janones (Rede) convocou neste sábado (17) integrantes do canal “Exército do Lula” a publicar fotos vestindo verde e amarelo e fazendo o “L” com a mão. A mobilização foi organizada para as redes sociais durante o segundo turno da eleição presidencial.

A convocação foi feita pelo deputado, que administra o canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A ação começou às 9h deste sábado.

Em vídeo divulgado aos apoiadores, Janones afirmou que o objetivo era retomar o uso das cores verde e amarela pela esquerda, em referência à associação desses símbolos com apoiadores do bolsonarismo nos últimos anos.

A mobilização também chegou ao X. Segundo o Diário de Pernambuco, apoiadores de Lula levaram aos assuntos do momento as hashtags #OVerdeAmareloENosso, #BrasilInteiro e #RetomamosNossasCores.

O movimento ocorre na reta final do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Iguaracy discute obras de abastecimento para Irajaí e Picos com Governo de Pernambuco

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, se reuniu com representantes do Governo de Pernambuco para tratar de ações de abastecimento de água no município. Entre as pautas estão uma obra estimada em R$ 1,12 milhão para Irajaí e demandas do povoado de Picos e de comunidades rurais. A reunião aconteceu nessa quinta-feira (15), na Secretaria […]

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, se reuniu com representantes do Governo de Pernambuco para tratar de ações de abastecimento de água no município. Entre as pautas estão uma obra estimada em R$ 1,12 milhão para Irajaí e demandas do povoado de Picos e de comunidades rurais.

A reunião aconteceu nessa quinta-feira (15), na Secretaria de Recursos Hídricos e de Saneamento de Pernambuco. Pedro Alves esteve acompanhado do deputado estadual Luciano Duque e foi recebido pelo secretário executivo Artur Paiva Coutinho.

Segundo as informações apresentadas no encontro, o projeto de abastecimento de Irajaí está concluído, tem investimento estimado em R$ 1,12 milhão e já conta com ordem de serviço emitida.

De acordo com Artur Coutinho, o início da obra depende agora da chegada da tubulação necessária para a execução do serviço.

O povoado de Picos também entrou na pauta da reunião. A assessoria municipal informou que foram discutidas ações para melhorar a qualidade da água na localidade, mas não detalhou quais intervenções serão executadas nem apresentou prazo.

As necessidades de comunidades rurais também foram abordadas. Entre as alternativas discutidas estão a implantação de dessalinizadores e a substituição de equipamentos antigos.

Em junho, Artur Coutinho esteve em Irajaí para uma vistoria técnica destinada a avaliar alternativas para o abastecimento da localidade. Entre as possibilidades analisadas estava a implantação de uma Estação de Tratamento de Água.

Pedro Alves também defende que seja estudada a possibilidade de levar água da Adutora do São Francisco para o distrito.

Durante a reunião, o prefeito citou a participação de Luciano Duque nas articulações e o diálogo com o Governo do Estado e com o secretário José Almir Cirilo.

Segundo a assessoria, Duque afirmou que as demandas do município já foram encaminhadas aos setores responsáveis.

Foto: Divulgação

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