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Prefeito briga contra a construção de universidade em Salgueiro

Por André Luis

A construção da sede definitiva da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Salgueiro, está sendo pauta de uma grande polêmica em todo o Sertão Central. O prefeito de Salgueiro, Marcones Libório, no exercício do terceiro mandato, bateu o pé e não permite a execução do projeto físico (definitivo) do Campus da Univasf no município, numa pendenga desgastante que prejudica a população local e dos municípios vizinhos que integram o Sertão Central.

O projeto de implantação do Campus Salgueiro vem de 2017, na gestão do então ministro da Educação, Mendonça Filho. A Universidade, visando a construção do campus que atenderá todo Sertão Central, visitou 5 terrenos, inclusive em localidades pertencentes a municípios circunvizinhos. Após diversas análises e estudos, os técnicos da Universidade decidiram que o terreno da estação ferroviária era o mais adequado e solicitaram a doação da área ao ex-gestor, Clebel Cordeiro.

A doação foi oficializada em dezembro de 2018. No termo de doação, uma cláusula obrigava a Univasf a construir dentro de dois anos. A Universidade, apesar de estar trabalhando em todo o projeto e de já ter realizado licitação para construção, não conseguiu iniciar no prazo estabelecido por conta da pandemia e, por isso, em dezembro de 2020, pediu a renovação por mais dois anos ao atual prefeito, Marcones Sá.

O prefeito não renovou a doação justificando que só a faria se houvesse dinheiro em conta para iniciar as obras. Em 2022, o montante chegou, quando a Univasf recebeu R$ 6,5 milhões do Governo Federal. Foi quando o próprio Marcones enviou à Câmara um projeto que pedia autorização aos vereadores para realizar a renovação da doação do terreno da antiga estação ferroviária.

Com o dinheiro em conta, o reitor da Universidade à época, professor Julianeli Tolentino, emitiu, em março deste ano, uma Ordem de Serviço autorizando a empresa a iniciar as obras. A empreiteira responsável chegou a Salgueiro ainda em março, com toda mão de obra, materiais e equipamentos necessários para iniciar a primeira etapa de cercamento.

Mas o prefeito, numa inusitada e injustificável iniciativa, enviou dois secretários municipais para ameaçar os funcionários responsáveis pela obra. Segundo os funcionários, a ordem era parar a obra, caso contrário, as máquinas da prefeitura passariam por cima de tudo que estivesse ali.

Segundo o gestor, o terreno era da prefeitura e a Universidade não tinha direito de cercar ou construir no local. Posteriormente, durante uma entrevista à rádio Asa Branca FM, quando perguntando sobre a ameaça de atropelar com trator os trabalhadores da empresa responsável pelo cercamento, o prefeito desconversou e alegou que o serviço ia cercear o direito de ir e vir dos salgueirenses.

Com um orçamento de R$ 30 milhões, a construção do Campus Salgueiro da Univasf vai movimentar a economia do município e região, gerando emprego e renda. Somente no início da obra, paralisada pelo prefeito, serão investidos quase R$ 4,6 milhões. As demais etapas vão injetar mais R$ 25 milhões no município.

Quando a obra for inaugurada, Salgueiro terá um monumental campus, cujo projeto arquitetônico ficou em 1° lugar na edição 2022 do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE).

Informações de bastidores dão conta que a senadora Teresa Leitão (PT) e o deputado Federal Pedro Campos (PSB) já receberam a atribuição de convencer o novo reitor, Télio Nobre, que tomou posse em abril, a não construir o campus no terreno da antiga estação ferroviária.

Dizem também que o senador Humberto Costa (PT) aconselhou a senadora a não se envolver na disputa, porém, Teresa defende o apoio à luta dos aliados políticos e que o seu aliado, Marcones Libório (PSB), precisa que a Univasf não seja construída nesse local, já que o terreno havia sido doado pelo ex-prefeito Clebel.

Mesmo com a forte investida, o professor afirmou que não fará essa mudança. “Eu tenho responsabilidade com as contas públicas. Como eu vou justificar ao Tribunal de Contas que foram gastos mais de R$ 300 mil em projetos e licitações e agora, sem nenhuma justificativa, eu vou mudar o local? Quem vai arcar com esse custo? Eu tenho responsabilidade”, teria questionado o novo reitor.

Na última quarta-feira (30), estudantes participaram de um protesto contra a decisão do prefeito. Os manifestantes mostraram vários cartazes cobrando um posicionamento da reitoria da Univasf. O protesto terminou em frente à sede da prefeitura, com professores reivindicando o reajuste de 14,95% do piso do magistério.

Um dos principais articuladores do protesto, Alysson Monteiro (da União dos Estudantes de Pernambuco) lamentou o posicionamento do chefe do Executivo, uma vez que toda a sociedade salgueirense está favorável à construção do campus na área cedida pela prefeitura.

Segundo ele, “é uma briga de vaidades”, criticou. Alysson informou que a ideia de Marcones é tirar o campus de uma área bem localizada no Centro da cidade para outra, pertencente ao DNIT, bem mais distante. “Isso iria dificultar a logística dos estudantes”, argumentou.

A atitude de Marcones é tão absurda que até os apoiadores do prefeito entendem a vontade do gestor como mero capricho, mas não veem outra alternativa, senão defendê-lo, na tentativa de recuperar a já desgastada aprovação de Marcones. A transferência do campus seria uma espécie de vitória para o gestor municipal, visto que nem mesmo os aliados de primeira hora acreditam mais no sucesso da empreitada. As informações são do blog do Magno.

Outras Notícias

Exclusivo: dos 17 municípios do Pajeú, 7 estão sem delegados titulares

Iguaracy, Santa Terezinha, Solidão, Ingazeira, Quixaba, Triunfo e Calumbi estão sem delegados titulares. Agente da área de segurança pública afirma que situação ajuda a gerar impunidade e aumento de delitos. Por André Luis Partindo de um levantamento do Ronda JC, que mostra um deficit de delegados em 34 cidades do interior de Pernambuco, resolvemos investigar […]

A delegacia de Iguaracy é uma das que estão sem delegado titular.

Iguaracy, Santa Terezinha, Solidão, Ingazeira, Quixaba, Triunfo e Calumbi estão sem delegados titulares.

Agente da área de segurança pública afirma que situação ajuda a gerar impunidade e aumento de delitos.

Por André Luis

Partindo de um levantamento do Ronda JC, que mostra um deficit de delegados em 34 cidades do interior de Pernambuco, resolvemos investigar como anda a situação no Sertão do Pajeú e confirmamos que dos dezessete municípios da região, sete estão atualmente sem titulares, sendo que nesses, há um delegado de outra cidade que acaba acumulando duas delegacias.

Em contato telefônico com as delegacias da região chegamos ao seguinte cenário:

O delegado de Tuparetama, Alysson Nunes, acumula a delegacia de Iguaracy, o de São José do Egito, Paulo Gil, também responde por Santa Terezinha, o de Itapetim, Rodrigo Passos, se divide entre o município e Solidão,  já o delegado de Brejinho, Antônio Júnior, atende também em Ingazeira, mesma situação enfrenta o delegado de Carnaíba, Guilherme Augusto, que atende também Quixaba, Já o delegado Germano Ademir, atende além de Betânia, Calumbi e a delegada Jessica Zui, titular da delegacia de Flores, acumula a delegacia de Triunfo.

Ouvimos um agente da área de segurança pública, que pediu para que seu nome fosse preservado. Ele nos explicou os efeitos práticos que a falta de delegado em uma cidade pode ocasionar.

Segundo o agente, essa problemática da inexistência de delegados nas cidades acaba por diminuir as investigações e consequentemente aumenta a impunidade. “Aumenta a impunidade porque só vai existir um trabalho de imediatismo, não vai haver um trabalho investigativo duradouro, para trazer a verdadeira responsabilidade daquele infrator”, explica.

Ele ainda explica que quando se leva ocorrências para cidades diferentes daquela onde o fato aconteceu, as funções da pena não são valorizadas. “Principalmente aquela função ressocializadora e a de dizer a sociedade de que as suas instituições estão em funcionamento, no caso específico a persecução penal, a Delegacia de Polícia, Promotoria…”

Outro ponto negativo apontado pelo agente é que a inexistência de delegados nas cidades, gera impunidade e que consequentemente isso colabora para o aumento nos delitos. “Vão praticar delitos em forma progressiva, começando com um simples furto, havendo a impunidade vai avançar para o roubo e assim por diante, sem se falar que o tráfico de drogas está em todas as cidades dificultando o trabalho da polícia”, pontuou.

Pedro Alves confirma agenda com Raquel em Serra Talhada

Afirmando que tem sido alvo de “jogo baixo” de setores da política em Iguaracy, o prefeito Pedro Alves confirmou ao blog que estará na agenda da governadora Raquel Lyra em Serra Talhada nesta terça-feira. A governadora estará na Capital do Xaxado para participar da etapa local do Circuito Literário de Pernambuco 2026. O evento, que […]

Afirmando que tem sido alvo de “jogo baixo” de setores da política em Iguaracy, o prefeito Pedro Alves confirmou ao blog que estará na agenda da governadora Raquel Lyra em Serra Talhada nesta terça-feira.

A governadora estará na Capital do Xaxado para participar da etapa local do Circuito Literário de Pernambuco 2026. O evento, que acontece a partir das 9h no Sesc Serra Talhada, terá como tema central “Educação para a Cidadania Digital e Midiática: Formando Cidadãs e Cidadãos Críticos e Responsáveis”.

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, entrou em contato com o blog para rebater a informação publicada na Coluna do Domingão, segundo a qual ele estaria se aproximando do palanque de João Campos. O prefeito afirmou que “não procede de forma alguma” a especulação sobre seu afastamento da governadora Raquel Lyra.

Segundo o prefeito, ele “segue alinhado com a governadora Raquel Lyra” e inclusive “estará cumprindo agenda com ela em breve”. Ele explicou que não participou das últimas agendas da governadora “por questões de foro íntimo e outras agendas”, mas reforçou que “não há qualquer desentendimento ou rompimento”.

“Tentam criar uma narrativa de rompimento, mas não vão conseguir. Estou e continuarei ao lado de Raquel Lyra”, declarou.

UVP é alvo de operação. “Não é comigo”, diz Léo do Ar

A Polícia Civil está realizando na manhã desta sexta-feira (2), a Operação Cimeiras II, que tem como alvo a União dos Vereadores de Pernambuco (UVP). A investigação foi iniciada em maio de 2021, com o objetivo de identificar e desarticular organização criminosa voltada à prática dos crimes de peculato e apropriação indébita. Estão sendo cumpridos […]

A Polícia Civil está realizando na manhã desta sexta-feira (2), a Operação Cimeiras II, que tem como alvo a União dos Vereadores de Pernambuco (UVP).

A investigação foi iniciada em maio de 2021, com o objetivo de identificar e desarticular organização criminosa voltada à prática dos crimes de peculato e apropriação indébita.

Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar e sequestro de bens e valores. Ao todo, 30 policiais civis participam da operação. Os mandados estão sendo cumpridos no Recife, Cumaru e Timbaúba.

De acordo com o atual presidente, vereador Léo do Ar, ao Blog Cenário, a operação está ligada à antiga gestão. O presidente anterior era Josinaldo Barbosa, vereador de Timbaúba.

Os detalhes serão divulgados pela assessoria de comunicação da Polícia Civil ao longo do dia.

TCE-PE multa Marcones Sá por não envio de informações do Consórcio do Sertão Central

Primeira mão A Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) homologou, nesta segunda-feira (28), Auto de Infração contra Marcones Libório de Sá, presidente, à época, do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável do Sertão Central. A decisão foi unânime entre os conselheiros. De acordo com o processo nº 241012752, relatado pelo conselheiro […]

Primeira mão

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) homologou, nesta segunda-feira (28), Auto de Infração contra Marcones Libório de Sá, presidente, à época, do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável do Sertão Central. A decisão foi unânime entre os conselheiros.

De acordo com o processo nº 241012752, relatado pelo conselheiro Ranilson Ramos, a infração se deu pela sonegação de processo, documento ou informação, devido ao não envio da remessa do sistema Sagres Módulo EOF, referente ao mês de agosto do exercício financeiro de 2024.

Com a decisão, o TCE-PE responsabilizou Marcones Libório de Sá e aplicou multa, nos termos do voto do relator.

Sertânia: Prefeito solicita intervenção do Estado com o Governo Federal para perenização do Rio Moxotó

O prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, participou na última segunda-feira (30) da reunião dos gestores municipais do Sertão do Estado com a governadora Raquel Lyra, no Palácio do Campo das Princesas.  Ângelo aproveitou o momento para levar demandas regionais e locais, como a questão do abastecimento de água na Zona Rural do município, povoados e […]

O prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, participou na última segunda-feira (30) da reunião dos gestores municipais do Sertão do Estado com a governadora Raquel Lyra, no Palácio do Campo das Princesas. 

Ângelo aproveitou o momento para levar demandas regionais e locais, como a questão do abastecimento de água na Zona Rural do município, povoados e vilas. Uma das solicitações é a ação do Estado junto ao Governo Federal para perenizar o Rio Moxotó, a partir das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). 

“Sertânia tem quatro barragens da Transposição e uma que fica no Ramal do Agreste. A partir das últimas barragens da Transposição, poderia ser liberada água para o leito do Rio Moxotó que, por gravidade, naturalmente chegaria até Ibimirim, para o açude de Poço da Cruz”, explica o prefeito. 

Segundo ele, o projeto poderia se apresentar como uma redenção econômica para aquela região. Isso porque, com a irrigação, haveria geração de emprego e renda, além do incremento na produção agrícola e pecuária, tanto no município de Sertânia, como na vizinha Custódia. O Rio Moxotó divide os dois municípios, em significativo trecho. 

Ibimirim também seria beneficiado, no percurso e até o açude de Poço da Cruz, que possui 504 milhões de metros cúbicos de capacidade de armazenamento. A iniciativa, prevendo ainda a modificação no sistema de irrigação do perímetro do Dnocs, traria um grande avanço para toda região. 

O Projeto de Integração do Rio São Francisco estabelece que seja distribuída água em todas as casas existentes num raio de 5 km do canal. Sertânia é o município mais cortado pelos canais da Transposição, no Estado. 

Ângelo Ferreira discorreu ainda sobre a continuidade das obras da Compesa, que estão licitadas para Sertânia. “Há uma intervenção de R$ 6 milhões que já possui empresa contratada. Pedimos a manutenção disso para melhorar o sistema de abastecimento de água da cidade”, disse. 

“Além de outras intervenções que já estão em andamento, na Zona Rural, como na vila de Albuquerque Né, a partir da Adutora do Pajeú, e um projeto também com água do São Francisco lá da Barragem de Moxotó, para Algodões, que é a mesma adutora que vai para Arcoverde”, completou. 

O município possui convênios com a Compesa para melhorar o abastecimento da Zona Rural, fortalecidos pelo Sistema Integrado de Saneamento Rural, o Sisar, o que deve propiciar novos convênios, para levar água para outras localidades.