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Prédios públicos devem R$ 41,6 milhões à Compesa e governo ainda pede reajuste, diz Priscila Krause

Por Nill Júnior

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) apelou, na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe) para que o governo de Pernambuco desista do processo de revisão tarifária solicitada pela sua principal estatal, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), enquanto a própria administração estadual não encontrar condições de bancar as contas de água e esgoto dos seus prédios públicos.

O débito soma R$ 41,6 milhões. A solicitação da Companhia foi enviada à Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) em 22 de janeiro de 2019 através de ofício protocolando “proposição de reposicionamento tarifário de 17,66%”, assinado pelo diretor de Articulação e Meio Ambiente da Companhia, José Aldo dos Santos.

Equipamentos públicos como sedes de secretarias, autarquias, atendimento ao público, escolas, batalhões, quartéis, hospitais, unidades prisionais e espaços de grandes eventos tem recebido o serviço da Compesa mesmo sem que as faturas sejam pagas. A sede do Poder Executivo, o Palácio do Campo das Princesas, tem penduradas cinco contas – julho e agosto de 2017, julho, agosto e setembro de 2018 -, totalizando R$ 64,4 mil em valores não atualizados.

No discurso, Priscila informou que tem acompanhado o processo de revisão tarifária, previsto para ser anunciado pela Arpe nos próximos dias. “Estava previsto para o dia onze de abril, não saiu, mas está tramitando. E aí o consumidor vai pagar a conta duas vezes. A conta de uma revisão tarifária de um serviço muito aquém do desejado e a conta do próprio governo do Estado, que não paga suas obrigações”, acrescentou.

Do ponto de vista administrativo, além do Palácio também podem ser exemplificadas as faturas não pagas da própria sede da Secretaria da Fazenda, na Rua Imperial (Recife|), que deve 48,0 mil, a Secretaria de Administração (Pina), também na capital, com dívida no valor de R$ 42,4 mil e o Instituto de Recursos Humanos, no Derby, com contas penduradas num total de R$ 159 mil.

Na lista de todos os prédios públicos, destacam-se as dívidas do Hospital da Restauração (R$ 2,28 milhões), Hospital Otávio de Freitas (R$ 2,01 milhões), Complexo Prisional do Curado (R$ 1,56 milhão), Quartel do Derby (R$ 682,6 mil), Cotel (R$ 598,4 mil), Centro de Convenções (R$ 546,8 mil), Hospital Regional do Agreste (R$ 425,2 mil) e Arena Pernambuco (R$ 224,5 mil).

Outras Notícias

Município sertanejo tem audiências de custódia para diminuir superlotação em presídios

Desde ontem, a Comarca de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão, passou a contar com o projeto Audiências de Custódia. Criado pelo Conselho Nacional de Justiça, o programa pretende reduzir o índice de presos provisórios ainda não julgados e, consequentemente, diminuir a população carcerária do estado. A audiência de custódia consiste na apresentação de […]

Fórum de Santa Maria da Boa Vista
Fórum de Santa Maria da Boa Vista

Desde ontem, a Comarca de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão, passou a contar com o projeto Audiências de Custódia. Criado pelo Conselho Nacional de Justiça, o programa pretende reduzir o índice de presos provisórios ainda não julgados e, consequentemente, diminuir a população carcerária do estado.

A audiência de custódia consiste na apresentação de pessoas presas em flagrante a um juiz, que irá avaliar se o cidadão precisa continuar preso, aguardar o julgamento em liberdade ou ainda adotar medidas cautelares, como o monitoramento através de tornozeleiras eletrônicas.

No município, as audiências serão realizadas pelo juiz Elder Cruz de Souza, na sala de audiências do Fórum de Santa Maria da Boa Vista, à tarde. O magistrado terá o auxílio de três servidores.

Parceria: 
A implantação do projeto de audiências de custódia em Santa Maria da Boa Vista surgiu de uma parceria firmada entre o Judiciário local, o Ministério Público estadual e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco. Participam também da iniciativa as Polícias Militar e Civil. O projeto foi instalado no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) em agosto deste ano

Bolsonaro diz que investigação contra ele é política e ‘suprema humilhação’

“Nunca pensei em sair do Brasil ou ir pra embaixada”, disse O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou como política a investigação que o levou a ser alvo de uma nova operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (18) e resultou na imposição de medidas restritivas por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele colocou uma tornozeleira eletrônica e não poderá […]

“Nunca pensei em sair do Brasil ou ir pra embaixada”, disse

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou como política a investigação que o levou a ser alvo de uma nova operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (18) e resultou na imposição de medidas restritivas por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele colocou uma tornozeleira eletrônica e não poderá se aproximar de embaixadas.

Em entrevista à imprensa, após colocar a tornozeleira, Bolsonaro negou que estivesse planejando deixar o país.

“Nunca pensei em sair do Brasil ou ir para embaixada”, afirmou o ex-presidente, em reação às proibições impostas a ele. O ex-presidente disse ainda que as medidas contra ele são uma “suprema humilhação”.

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro também está proibido de sair à noite, de se comunicar com outros investigados, de manter contato com diplomatas e de usar redes sociais. Ele também terá que permanecer em casa entre 19h e 7h, inclusive nos fins de semana.

Segundo Moraes, Bolsonaro agiu em conjunto com o filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para interferir em processos judiciais e fez declarações públicas que associavam sua anistia à suspensão das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Durante a operação, a PF apreendeu cerca de US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie na casa do ex-presidente, além de um pendrive escondido em um banheiro. O material será analisado pela polícia científica.

A defesa do ex-presidente declarou que recebeu as medidas com “surpresa e indignação”, e que Bolsonaro sempre cumpriu as determinações da Justiça. O senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro também reagiram, acusando o ministro Alexandre de Moraes de “abuso” e “ódio político”.

Polícia incinera uma tonelada de maconha e 100 kg de crack e cocaína em Cabrobó

A Polícia Civil de Pernambuco incinerou aproximadamente 1 tonelada de maconha pronta para o consumo, diversos recipientes de sementes de maconha, 100 kg de crack e cocaína e diversas cartelas de comprimidos Nobésio, popularmente conhecidos por “Rebite”. A ação aconteceu na cidade de Cabrobó, no Sertão do São Francisco, sob a coordenação dos delegados José […]

A Polícia Civil de Pernambuco incinerou aproximadamente 1 tonelada de maconha pronta para o consumo, diversos recipientes de sementes de maconha, 100 kg de crack e cocaína e diversas cartelas de comprimidos Nobésio, popularmente conhecidos por “Rebite”.

A ação aconteceu na cidade de Cabrobó, no Sertão do São Francisco, sob a coordenação dos delegados José Olegário Filho e Marcelo Augusto de Medeiros. Para garantir a segurança da operação, foi empregado todo o aparato policial necessário, com várias equipes mobilizadas para escoltar e preservar o material ilícito até o local da incineração. 

Todo o material incinerado era fruto de apreensões realizadas pela polícia pernambucana, e estava sob a custódia da polícia judiciária, sendo determinada a destruição após a emissão de laudos periciais definitivos, com base nas diretrizes da Lei Antitóxicos (Lei n. 11.343/2006), que estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas.

MPPE participa de audiência pública sobre violência policial na ALEPE

Para discutir letalidade policial e os problemas da segurança pública no estado, junto a autoridades governamentais e policiais, assim como representantes de movimentos sociais, sociedade civil e estudiosos do tema, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) se fez presente na audiência pública realizada, na quinta-feira (16), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). Promovido pela Comissão […]

Para discutir letalidade policial e os problemas da segurança pública no estado, junto a autoridades governamentais e policiais, assim como representantes de movimentos sociais, sociedade civil e estudiosos do tema, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) se fez presente na audiência pública realizada, na quinta-feira (16), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE).

Promovido pela Comissão de Cidadania, o debate deu voz a várias pessoas vítimas da violência policial, como mães de jovens mortos em decorrência de abordagens. Para a representante do MPPE na audiência, a Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial, a Promotora de Justiça Helena Martins, a audiência foi momento também de ressaltar a prioridade da gestão do MPPE na atuação do controle externo da atividade policial, através do Grupo de Atuação Conjunta Especializado (GACE) Controle, em que, desde sua criação, os Promotores de Justiça integrantes acompanham os casos de morte decorrente de ação policial desde a investigação até o seu desfecho, o que tem tido resultados efetivos na reversão da impunidade nesses homicídios. 

Foi momento também de destacar a atuação do grupo de Promotores nas duas investigações instauradas pelo Ministério Público na chacina ocorrida em Camaragibe no mês de setembro, o que também foi tema da audiência pública. “Desde as instaurações dos dois Procedimentos de Investigação (PICs), os Promotores do GACE-Controle vêm trabalhando incansavelmente, pois não se trata de uma investigação convencional. Com apoio do GAECO, os Promotores têm lançado mão dos recursos de tecnologia e equipamentos existentes no MP, que são de grande valia na análise dos dados obtidos no decorrer das investigações, de forma que em breve o resultado apontando todos os responsáveis será entregue à sociedade”, revelou Helena Martins.

Para a Presidente da Comissão de Cidadania, Deputada Dani Portela, os depoimentos de familiares das vítimas demonstram um sentimento de injustiça. A Deputada comentou o aumento da letalidade policial no Estado, apontando que, somente nos primeiros dez meses de 2023, ocorreram 95 mortes em decorrência de ações dos agentes de segurança, um índice 16% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Ela cobrou um posicionamento do Governo sobre esses indicadores. “A maioria tinha só entre 18 e 24 anos, jovens negros, vindos das periferias de todas as partes deste Estado, do Litoral ao Sertão”. 

Solicitante do debate, o Deputado João Paulo criticou a impunidade nos casos dessa natureza. De acordo com o parlamentar, Pernambuco chegou a registrar em um único dia 20 homicídios por arma de fogo. “O levantamento dessas áreas prioritárias, com o maior índice de violência, é essencial para se ter, acima de tudo, não só a presença policial, mas políticas públicas. Educação, saúde, creche, cultura, habitação e água. É possível fazer”, afirmou.

No encontro, Ana Maria Franca, Coordenadora Regional do Instituto Fogo Cruzado, apresentou dados do mapeamento da violência armada na Região Metropolitana do Recife, elaborado periodicamente pela entidade. Segundo ela, os bairros periféricos, que abrigam grandes contingentes de população negra, lideram o ranking da violência. Em pouco mais de cinco anos, 600 jovens foram baleados na Região Metropolitana.

O Secretário Estadual de Defesa Social, Alessandro Carvalho, citou o levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública em 2022, no qual Pernambuco ficou em penúltimo lugar em letalidade policial no Brasil, com um índice de 2,69%, no cruzamento entre os índices de mortes violentas intencionais (MVIs) e de mortes decorrentes de intervenções policiais (MDIPs). O Comandante-Geral da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), Coronel Tibério César dos Santos, afirmou que a corporação não concorda com qualquer forma de violência.

Na avaliação da Coordenadora do CAO Controle Externo, eventos como este são de extrema importância para fomentar o diálogo dos diversos atores envolvidos na pauta de Segurança Pública com a sociedade. Destacou ainda que o MPPE tem desenvolvido diversas ações para aprimorar e intensificar essa interação com a sociedade.

“Momento mágico”, diz Augusto Valadares sobre 1º Ouro Velho com Cristo

Evento superou as expectativas e levou mais de 30 mil pessoas para o Estádio Municipal Por André Luis Augusto Valadares, prefeito de Ouro Velho, município localizado no Cariri paraibano, utilizou suas redes sociais para expressar sua gratidão e celebrar o sucesso do 1º Ouro Velho com Cristo, evento realizado no último domingo (10) no Estádio […]

Evento superou as expectativas e levou mais de 30 mil pessoas para o Estádio Municipal

Por André Luis

Augusto Valadares, prefeito de Ouro Velho, município localizado no Cariri paraibano, utilizou suas redes sociais para expressar sua gratidão e celebrar o sucesso do 1º Ouro Velho com Cristo, evento realizado no último domingo (10) no Estádio Municipal. (Veja fotos no final da matéria. Clique na miniatura para ampliar).

Valadares compartilhou sua alegria e emoção com a comunidade de Ouro Velho, descrevendo a festa como um momento único e uma noite mágica. Ele afirmou que o evento se tornou o maior e melhor da história do município, deixando claro o impacto positivo que teve na região.

“Uma festa linda, um momento único, uma noite mágica. Fizemos o maior e melhor evento da nossa história. 1º Ouro Velho com Cristo”, destacou Valadares.

O prefeito expressou sua gratidão a Deus pela oportunidade de levar as bênçãos divinas ao povo de Ouro Velho através das palavras sábias do Padre Fábio de Melo, que esteve presente no evento. Valadares também agradeceu a todos os envolvidos na organização do evento, reconhecendo o esforço e dedicação de cada um.

O sucesso do 1º Ouro Velho com Cristo foi evidenciado pela presença de mais de 30 mil pessoas, que se reuniram para louvar e agradecer a Deus. A participação massiva da comunidade local e da região demonstra a importância e o significado desse evento para a população.

O prefeito finalizou sua mensagem citando uma frase do Padre Fábio de Melo, que destaca a transitoriedade das dores e a efemeridade das situações. “Você pensa que nunca vai esquecer, e esquece. Você pensa que essa dor nunca vai passar, mas passa. Você pensa que tudo é eterno, mas não é”.

O evento proporcionou um momento de fé, união e celebração para a comunidade de Ouro Velho e região. Além disso, fortaleceu os laços entre os moradores e reforçou a importância da espiritualidade e da religiosidade na vida das pessoas.