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PP e Podemos formalizam apoio a Raquel Lyra no segundo turno

Por André Luis

O deputado federal Eduardo da Fonte e presidente estadual do Partido Progressista (PP) declarou nesta sexta-feira (14), apoio, em bloco, à candidatura de Raquel Lyra (PSDB) para governadora de Pernambuco. O ato que confirmou a adesão de deputados estaduais e federais e prefeitos foi realizado na sede do PP, no bairro do Pina.

“Mantivemos o mesmo posicionamento, onde o nosso partido está liberado pra presidente. Nossos filiados tem liberdade para votar e praticamente, por unanimidade, declaramos aqui o apoio a futura Governadora do Estado de Pernambuco. Com a certeza que ela é capaz de administrar o nosso estado, cuidar da vida das pessoas e principalmente colocar nosso povo em primeiro lugar”, disse Eduardo.

“Nosso trabalho de unir Pernambuco está conseguindo chegar na alma dos pernambucanos. O desafio que nós temos é construir pontes entre o presente o futuro do nossos estado. Precisamos conquistar essa eleição todos os dias, pedindo voto a voto. E para isso, a gente também conta com o engajamento do partido”, acrescentou Raquel. 

A candidata a vice-governadora, Priscila Krause agradeceu o apoio e destacou que a chapa tem apresentado a verdadeira mudança para o estado. “Eu tenho certeza que a gente segue levando para as pessoas uma mensagem de mudança e de esperança por dias melhores”, finalizou.

O deputado federal e presidente estadual do Podemos, Ricardo Teobaldo, durante reunião no Recife, também afirmou, que está ao lado da postulante neste segundo turno.

O ato reuniu prefeitos e diversas lideranças. “Ouvimos prefeitos, vereadores e muitas lideranças de várias cidades e a maioria decidiu que o nosso caminho é seguir com Raquel Lyra. Essa foi uma decisão acertada e a mudança clara hoje é com Raquel. Aqui somos Lula e Raquel. Ninguém é dono do povo, nem das decisões políticas de ninguém. Nesses próximos dias vamos trabalhar para elegê-la”, declarou o deputado. 

Raquel agradeceu o apoio e destacou que será a governadora que vai unir Pernambuco. “Chegamos no segundo turno com uma mensagem de que somos capazes de unir o nosso estado e, mais do que isso, trabalhar pelas soluções de Pernambuco. O nosso diálogo é para que se construam as pontes que Pernambuco precisa para o futuro, que não depende apenas de mim, mas de cada um de nós”, ressaltou.

Outras Notícias

Desertificação atinge 13% do semiárido brasileiro e ameaça conservação da caatinga

Estimativa é do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis). Processo é causado pela ação humana e por mudanças climáticas. Único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga sofre. O famoso chão rachado faz pensar num ambiente onde a terra dá pouco e pede muito das pessoas que vivem ali. Mas é a própria […]

Foto: Celso Tavares/G1

Estimativa é do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis). Processo é causado pela ação humana e por mudanças climáticas.

Único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga sofre. O famoso chão rachado faz pensar num ambiente onde a terra dá pouco e pede muito das pessoas que vivem ali. Mas é a própria ação humana que tem colocado a caatinga em risco. A ponto de, em algumas áreas, a situação chegar a um estágio quase irreversível: a desertificação.

De acordo com estimativas do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens e Satélites (Lapis), ligado à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), 12,85% do semiárido brasileiro enfrenta o processo de desertificação. Ou seja, considerando uma área total de 982.563,3 km² dessa região, 126.336 km² estão se transformando em deserto – conforme monitoramento realizado entre 2013 e 2017 e divulgado no início de julho.

Esse território, que basicamente é o que conhecemos como o sertão no Nordeste brasileiro, tem quase o tamanho da Grécia. Leia a íntegra da reportagem de Filipe Domingues no G1.

Brasil atinge 3.600 mortes por Covid-19 em 24h, um recorde

Com 3.600 óbitos em decorrência da Covid-19 nas últimas 24 horas, o Brasil atingiu um novo recorde de vítimas da doença em um só dia, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. O número equivale a 150 registros por hora ao longo do último dia. O total de mortes pelo novo coronavírus no […]

Com 3.600 óbitos em decorrência da Covid-19 nas últimas 24 horas, o Brasil atingiu um novo recorde de vítimas da doença em um só dia, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

O número equivale a 150 registros por hora ao longo do último dia. O total de mortes pelo novo coronavírus no País chegou nesta sexta-feira, 26, a 307.326.

Dezenove das 20 maiores marcas de mortes da pandemia até aqui foram alcançadas em março. O número de vítimas desta sexta-feira é o segundo a passar da marca de 3 mil, após 3.158 óbitos terem sido registrados na terça-feira, 23.

O Brasil vive o pior momento da pandemia, com avanço nos dados de casos, internações e mortes em decorrência da doença.

A média móvel diária de óbitos ficou em 2.400 nesta sexta-feira. É a maior média de toda a pandemia. O dado leva em consideração registros dos últimos sete dias para avaliar a tendência da curva no Brasil.

A média está acima de 2 mil desde o dia 17 de março. Na prática, o número indica que 16.801 morreram de covid-19 na última semana, o maior número para um período de sete dias desde o surgimento da doença no País.

Os números desta sexta-feira sofreram influência da alta recorde em São Paulo, que registrou 1.193 novos óbitos pela doença.

Anderson mantém estratégia e, com Marília, falta a último debate na TV Jornal

Nível de ataques entre candidatos baixou o nível do último encontro antes das eleições O candidato Anderson Ferreira,  que havia se ausentado dos dois últimos debates,  mas tinha sinalizado mudança de estratégia, manteve a linha de não estar nos embates. Ele faltou ao último debate, na TV Jornal SBT. Assim ele e Marília Arraes,  que […]

Nível de ataques entre candidatos baixou o nível do último encontro antes das eleições

O candidato Anderson Ferreira,  que havia se ausentado dos dois últimos debates,  mas tinha sinalizado mudança de estratégia, manteve a linha de não estar nos embates.

Ele faltou ao último debate, na TV Jornal SBT. Assim ele e Marília Arraes,  que já vinha adotando essa estratégia,  não participaram do encontro.

A estratégia chama a atenção pela briga entre ele e os demais postulantes ao segundo turno, onde há uma disputa voto a voto.

Com dois púlpitos vazios mostrados aos telespectadores e abertura para abrir espaço para perguntas dos ausentes,  Danilo Cabral, Miguel Coelho,  Raquel Lyra, João Arnaldo e Pastor Wellington participaram do encontro.

Em linhas gerais, ele reproduziu os mesmos mantras dos encontros anteriores.

O primeiro bloco foi de perguntas entre os candidatos.  O Pastor Wellington perguntou a Raquel Lyra sobre transporte público.  “Sendo sua família detentora de empresa de transporte, não há conflito de interesses?” Raquel: “A empresa é de transporte intemunicipal. O debate aqui é sobre o debate metropolitano. Quem vai cuidar do transporte do Recife sou eu”. Prometeu diálogo com o futuro presidente e disse que sua história não será maculada. “Aqui não existe combinação com ninguém.  O governo também trata do transporte intermunicipal. O que não pode haver é conflito de interesses”.

Raquel atacou Miguel. “A licitação do transporte de Petrolina foi cancelada por fraude mos documentos”.

Raquel escolheu perguntar a Danilo Cabral.  “O governo de Paulo Câmara deixa um legado muito ruim pra Pernambuco”. Citou fome no estado e a queda no teto da restauração.  Danilo: “o governo Paulo Câmara deixou um legado no pior momento de sua história, com crise econômica, política e social. Bolsonaro é inimigo de Pernambuco e mesmo assim o estado ficou equilibrado.  Na educação,  saiu o Ideb e Pernambuco está entre as melhores escolas públicas do Brasil. Disse que Raquel não abriu leitos. “Você deixou Caruaru quebrada. E Pernambuco está equilibrado”. Prometeu duplicar a BR 232 até Serra.

Raquel: “é feio mentir. Nós cuidamos da saúde de Caruaru,  abrimos leitos de UTI durante a Covid. Vamos poder cuidar de Pernambuco, zerar fila, cuidar da Restauração,  concluir Mestre Dominguinhos e terminar o Hospital do Sertão.  Somos campeões no índice de competitividade de Pernambuco”.

Danilo: “quem tá mantido aqui é você. Deixou rombo de R$ 26 milhões em 2021. Relatório de gestão fiscal. Como Delegada deveria ter honestidade intelectuais. Quem faz segurança é Polícia Militar e Civil. Prometeu entregar creche e não estregou, a Vila Canaã não entregou, deixou Caruaru no chão e tirou Jorge de Altinho do São João”.

Com João Arnaldo, Danilo explorou a ausência de Marília Arraes no debate. Muito triste ver Marília se ausentar, especialmente porque o vice foi aliado de Paulo Câmara,  como Miguel foi e se esquivam pelo desgaste do governador. Quem se fizerem sou eu. Danilo disse que Marília faltou em votações importantes. “Marília está ao lado de ex-aliados de Bolsonaro.

João Arnaldo perguntou a Miguel Coelho sobre a queda dos indicadores sociais em sua gestão.  “Petrolina tem uma das piores atenções básicas de Pernambuco.  Tá provado que você é candidato das fake news”, cutucou. “É um brigando, esculhambando com o outro. Sei que você que me vê está cansado.  Vai no Google ou liga pra um posto, uma farmácia. Continua sendo a melhor educação, que mais gera empregos, melhor pra se viver no Nordeste”. João Arnaldo: “às vezes me pergunto se Miguel acredita nessa mentiras. Ele e o pai estiveram com Paulo Câmara aí quando Paulo cai nas pesquisas aparecem como se fossem o novo”.

No embate com Miguel, Pastor Wellington disse que Anderson Ferreira foi o pior prefeito que Jaboatão já teve. “Queria ver onde ele colocou R$ 200 milhões em investimentos”. E chamou Marília de “candidata abortista”. Completou: “agora vejo ela andando nas igrejas”.

Alepe realiza sessão extraordinária solicitada por Raquel Lyra

Nesta quarta-feira, às 10h, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), promove a reunião de instalação do período extraordinário, que interrompe o recesso parlamentar. A sessão extraordinária foi aprovada na última segunda-feira (15), por 28 deputados. Eram necessários 25 votos para a aprovação, o equivalente à maioria absoluta dos deputados.  Entre as proposições que devem ser […]

Nesta quarta-feira, às 10h, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), promove a reunião de instalação do período extraordinário, que interrompe o recesso parlamentar.

A sessão extraordinária foi aprovada na última segunda-feira (15), por 28 deputados. Eram necessários 25 votos para a aprovação, o equivalente à maioria absoluta dos deputados. 

Entre as proposições que devem ser analisadas no período, está a de número 2088, que busca a adesão do Estado ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), nos termos da Lei Complementar Federal nº 178/2021. Segundo justificou o Governo do Estado, o PEF visa o equilíbrio das contas dos entes federativos.

Além da proposta principal, ainda há matérias que autorizam Pernambuco a contratar duas operações de crédito. 

A primeira, o Projeto de Lei nº 2089/2024, permite que a administração pública contraia um empréstimo de R$ 652 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

A segunda, o Projeto de Lei nº 2090/2024, autoriza um financiamento de até US$ 275 milhões com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), com garantia da União. 

Também estão no pacote de proposições a serem apreciadas pela Alepe outras duas matérias que propõem a abertura de crédito suplementar em favor do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). 

O MPPE receberá uma suplementação orçamentária de R$ 14,96 milhões, enquanto o TJPE terá um incremento de R$ 15 milhões. O Governo do Estado destacou que o remanejamento de recursos é necessário para atender ao aumento no número de promotores no MPPE e de magistrados no TJPE.

Justiça condena PSB a indenizar família de piloto que levava Eduardo Campos

A Justiça do Trabalho de São Paulo condenou o PSB e os empresários João Carlos Lyra e Apolo Santana Vieira a pagarem débitos trabalhistas, mais indenizações por danos morais e materiais à família do piloto Marcos Martins, que comandava a aeronave em que morreu o candidato à presidência Eduardo Campos, em agosto de 2014. Além […]

imagesA Justiça do Trabalho de São Paulo condenou o PSB e os empresários João Carlos Lyra e Apolo Santana Vieira a pagarem débitos trabalhistas, mais indenizações por danos morais e materiais à família do piloto Marcos Martins, que comandava a aeronave em que morreu o candidato à presidência Eduardo Campos, em agosto de 2014.

Além do candidato e do piloto, morreram no acidente o copiloto e quatro assessores. Já a AF Andrade Empreendimentos e Participações foi condenada a pagar somente indenização por danos morais e materiais. A decisão é do juiz Samuel Batista de Sá e saiu em 21 de outubro.

A Justiça declarou a existência de vínculo de emprego entre o piloto e os réus – PSB e os empresários – entre 28/04/2014 até 13/08/2014, na função de comandante de aeronave e com remuneração mensal de R$ 28 mil. “São os reais e verdadeiros empregadores do falecido, pois tais réus possuíam a posse da aeronave, remuneraram o comandante Marcos Martins e dirigiram a prestação de serviços dele”, disse o juiz na decisão.

“Os reclamados João Lyra e Apolo, legítimos possuidores da aeronave, transferiram para o Partido Socialista Brasileiro [PSB] toda a operação da mesma mediante retribuição pecuniária, ainda que em forma de doação para a campanha eleitoral”, diz o juiz.

O juiz, além dos débitos trabalhistas, entendeu que o PSB e os empresários contrataram os pilotos sem o treinamento necessário para comandar aquela aeronave específica e que devem ser responsabilizados por isso, indenizando a família do piloto por danos morais e materiais.

“Os réus contrataram o comandante Marcos Martins para operar uma aeronave diferenciada e não passaram a ele os treinamentos e a formação necessária para tal finalidade. Vale dizer, o piloto Marcos Martins não estava integralmente qualificado para pilotar a referida aeronave CE 560XLS+ e os seus empregadores nada fizeram a respeito e tal omissão é culposa”, diz a decisão.

Sobre a AF Andrade, o juiz entendeu que não havia vínculo empregatício, isentando assim a empresa dos débitos trabalhistas. No entanto, o juiz entendeu que o contrato de arrendamento da aeronave para Lyra e Santana não foi formalizado e disse que o que prevalece é o que chamou de “responsabilidade solidária”, condenando a empresa a pagar danos morais e materiais.

Já a candidata à vice-presidente de Campos na ocasião, Marina Silva, foi inocentada no processo, porque, segundo o juiz, não tinha vínculo empregatício com o piloto. Na decisão, o juiz afirma que ela utilizou a aeronave somente em algumas ocasiões e sempre acompanhada de Eduardo Campos. Marina comprovou ainda que fez a maioria das viagens da campanha em voos comerciais.

O PSB informou, em nota, que “respeita a decisão da Justiça, mas vai ingressar com recurso no devido prazo”. A Agência Brasil entrou em contato com os advogados de Lyra e Santana, mas não obteve retorno até a conclusão da reportagem. Por telefone, representantes da AF Andrade não foram localizados.