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Porque não absolvo Airton Freire

Por Nill Júnior

Da Coluna do Domingão

Jornalismo nem sempre representa o sentimento do que pensam a maioria das pessoas. Também não deve ter a finalidade de agradar a todos. Em muitos momentos, foi o papel do jornalismo que garantiu direitos na plenitude, cidadania, democracia, mesmo que isso tenha custado até a vida de quem esteve nessa gratificante e ao mesmo tempo árdua trincheira.

Jornalismo também é se posicionar em temas espinhosos, por sua convicção, dando o direito ao contraditório e levando a sociedade a fazer seu juízo.

Dito isso, essa semana foi notícia a absolvição em primeira instância do Padre Airton Freire, idealizador da Fundação Terra, pelo crime de estupro contra a personal stylist Sílvia Tavares. O juiz Felipe Marinho dos Santos não diz que não houve o abuso. Ele afirma que há “elementos conflitantes” nas provas e depoimentos que não dão 100% de certeza.

“Não se está aqui afirmando seguramente que os acusados não tenham praticado crime em face da vítima, mas apenas que o acervo probatório se revelou inconclusivo, maculado por dúvida razoável”, escreve.

In dubio pro reo é um princípio jurídico que significa “na dúvida, a favor do réu”, determinando que, se as provas forem insuficientes para uma condenação no processo penal, o juiz deve absolver o acusado. Derivado da presunção de inocência (Art. 5º, LVII, CF), ele exige certeza absoluta para punir, garantindo que a dúvida favoreça a liberdade. Ou seja, em um tipo de crime complexo como o estupro, com episódios que remetem a mais de três anos atrás, é difícil juntar todas as peças do quebra-cabeça. E, para condenar alguém com o poder e influência do Padre Airton Freire, há de se ter convicção probatória plena. Isso não quer dizer que o crime não ocorreu, mas que era necessária convicção técnica para condenação.

Por lacunas técnicas, falhas na colheita de depoimentos, erros periciais e tantas outras janelas no direito, já vimos assassinos, estupradores, assaltantes, saindo pela porta da frente.

Outra questão é que há outros casos registrados, a ponto de motivar uma operação em 2023, que fez o Ministério Público de Pernambuco oferecer denúncias em dois inquéritos policiais relacionados a supostos crimes contra a dignidade sexual que foram concluídos pela Polícia Civil. Esses inquéritos fizeram parte da Operação Amnom, uma investigação que tem como foco apurar práticas de crimes sexuais envolvendo o padre. Só na época, havia cinco investigações abertas sobre estupros e outros crimes, de acordo com a Polícia Civil. Esse número teria aumentado com a divulgação de canais para denúncia.

A equipe que atuou nas investigações foi 100% técnica, sem nenhuma ligação com Arcoverde ou o entorno do caso. Elas tiveram acesso a detalhes sórdidos de como eram feitas vítimas nesses episódios. Após a absolvição, uma das autoridades que conduziu as investigações desabafou, reservadamente. “Não me surpreende (a absolvição). Lamento pelas vítimas”, disse. “Vítimas”, no plural. O Fantástico trouxe detalhes do volume de denúncias.

Uma estratégia da defesa que deu certo foi exatamente “isolar” o caso de Sílvia Tavares, gerando a percepção de tratar-se apenas dele. Isso fez com que seguidores de Freire invadissem as redes, a acusando de “louca”, “extravagante”, “querendo holofotes”. Em um país machista, até a forma como ela se expressava era questionada. As outras vítimas, para não serem expostas, raramente tinham voz. Outra jogada inteligente era usar o trabalho realizado pela Fundação Terra, criada pelo sacerdote, e tantos que através dela saíram da pobreza, para dizer que o trabalho estava ameaçado. Óbvio, o importante trabalho social realizado ali não dá permissividade para os crimes dos quais ele foi acusado.

No mais, a defesa cega de parte da opinião pública é parte do delírio coletivo em que nos enfiamos. João de Deus lá atrás, Edir Macedo, RR Soares, Pastor Valdomiro, Silas Malafaia, também se alimentam desse apagão coletivo para defesa de seus interesses. Esse adoecimento chegou à política. Não seria diferente com Airton Freire.

Não se sabe o que vai acontecer daqui pra frente, se o MP vai recorrer, se os outros processos terão o mesmo fim, o que vai continuar acontecendo enquanto estivermos com outros assuntos na pauta. Aliás, nossa fraca memória coletiva também joga a favor do Padre. No fundo, muito provavelmente acredito na absolvição do sacerdote, por tudo aqui argumentado.

Mas, como a fé e a cristandade em que acredito também pressupõem a luta por justiça, no meu veredito, por tudo que ouvi das investigações, não absolvo o Padre Airton Freire. E tenho dentro de mim que mais a frente, Deus também não. Claro, respeitando o contraditório.

Outras Notícias

Em nota, Luciano Pacheco rebate questionamentos

Caro jornalista Nill Júnior, Embora a matéria sobre minha participação na sessão legislativa dia 28.04.25 de forma remota do Estado do Rio de Janeiro, nos favoreça, pois apenas demonstra nossa responsabilidade como vereador deste município, prestamos aqui mais algumas informações. Não é fazer “duas funções” numa versão que não fecha. É, mesmo estando fora do […]

Caro jornalista Nill Júnior,

Embora a matéria sobre minha participação na sessão legislativa dia 28.04.25 de forma remota do Estado do Rio de Janeiro, nos favoreça, pois apenas demonstra nossa responsabilidade como vereador deste município, prestamos aqui mais algumas informações.

Não é fazer “duas funções” numa versão que não fecha.

É, mesmo estando fora do município, mas cumprindo o dever de vereador, participando da sessão remotamente.

Quantos colegas fazem a sessão da Colômbia, das compras de São Paulo, das faculdades, das praias, das próprias casas, etc. qual o problema?

Sei que o objetivo é requentar a matéria mesmo sem a população aderir a esse plano de perseguição para cassar nosso mandato parlamentar dado pelo povo de Arcoverde.

A sessão da câmara é a noite, nada impedindo que eu participe de forma remota.

Portanto, esse é um discurso que já está cansando a população, ao invés de serem apresentadas propostas e ações em prol do nosso povo.

Eduíno Filho confirma pré-candidatura a deputado federal ao lado de Raquel Lyra

Após uma entrevista na Rádio Cidade de Caruaru, o engenheiro e ex-candidato a vice-prefeito nas eleições de 2020 em Arcoverde, Eduíno Filho, confirmou sua pré-candidatura a Deputado Federal ao lado da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, pré-candidata a governadora pelo PSDB.  Na entrevista, ele defendeu um projeto de soerguimento da economia pernambucana criando oportunidades para […]

Após uma entrevista na Rádio Cidade de Caruaru, o engenheiro e ex-candidato a vice-prefeito nas eleições de 2020 em Arcoverde, Eduíno Filho, confirmou sua pré-candidatura a Deputado Federal ao lado da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, pré-candidata a governadora pelo PSDB. 

Na entrevista, ele defendeu um projeto de soerguimento da economia pernambucana criando oportunidades para os jovens entrarem no mercado de trabalho. 

“Temos que ter um novo olhar para Pernambuco, principalmente para as regiões mais carentes de oportunidades, criando meios de implementar equipamentos que levantem novamente nosso estado, criem mecanismos de qualificação e oportunização da juventude e de todos os cidadãos que hoje sofrem um dos maiores níveis de desemprego do País. É preciso olhar para dentro de Pernambuco e das necessidades de seu povo. Esse é nosso grande desafio como pré-candidato e em Brasília, se Deus e o povo assim quiser. Estamos pronto para os desafios”, afirmou. 

Eduíno Filho defendeu o nome de Raquel Lyra para o governo do estado, como “uma candidata competente suficiente para discutir Pernambuco, enfrentar as dificuldades da população; sabe as necessidades do povo e tem um trabalho exemplar à frente da prefeitura de Caruaru, que levou a vários prêmios, inclusive internacionais. É um currículo forte e que a credencia para levantar Pernambuco”. 

Destacou que Raquel vai unir as regiões do estado e por fim as divisões que só prejudicam o desenvolvimento de Pernambuco.

Na noite deste sábado (12), Eduíno Filho esteve participando do Encontro do PSDB em Capoeiras, quando foram realizadas novas filiações a legenda da região do Agreste Meridional. 

Um dos oradores do evento, ele destacou o papel transformador que o movimento Levanta Pernambuco vem promovendo em todas as regiões do estado e defendeu um novo Pernambuco com mais desenvolvimento, empregos e oportunidades para seu povo.

Covid-19: São José do Egito chega ao vigésimo caso confirmado

Na noite desta segunda-feira (25), a Secretaria de Saúde de São José do Egito, confirmou em seu boletim, mais um caso confirmado da Covid-19. Segundo o boletim, a paciente apresentou sintomas característicos e nesta segunda-feira, realizou o teste, tendo resultado positivo. Ainda segundo o boletim, a mesma se encontra com estado de saúde preservado e […]

Na noite desta segunda-feira (25), a Secretaria de Saúde de São José do Egito, confirmou em seu boletim, mais um caso confirmado da Covid-19.

Segundo o boletim, a paciente apresentou sintomas característicos e nesta segunda-feira, realizou o teste, tendo resultado positivo.

Ainda segundo o boletim, a mesma se encontra com estado de saúde preservado e segue em isolamento domiciliar.

A Secretaria ainda informou que na segunda (25), também foi notificado mais um caso suspeito e outro caso descartado da doença.

A repórter mirim que já atua como gente grande

No último dia do ano, recebi a presença da princesinha Maria Alice, dona de um Instagram conhecido em Santa Cruz da Baixa Verde e entorno. Na verdade, eu já conhecia e era fã, vendo suas reportagens para a Terra da Rapadura. Ela foi trazida à emissora pelo amigo blogueiro Júnior Finfa. Pessoalmente mais linda ainda. […]

No último dia do ano, recebi a presença da princesinha Maria Alice, dona de um Instagram conhecido em Santa Cruz da Baixa Verde e entorno.

Na verdade, eu já conhecia e era fã, vendo suas reportagens para a Terra da Rapadura.

Ela foi trazida à emissora pelo amigo blogueiro Júnior Finfa. Pessoalmente mais linda ainda. Ganhou um livro sobre a história da Rádio Pajeú autografo com todo o carinho.

Claro, sonha em ser jornalista e pela primeira vez esteve em uma emissora de rádio. Já entrevistou nomes como Paulo Câmara, Rodrigo Novaes e Irlando parabólicas. Ao contrário de muitos profissionais rodados, nem deu uma tremidinha.

Tem futuro e o mais importante: ama estudar! Que venham mais Marias Alices por aí. A renovação do meio é um dos nossos desejos para o ano novo.

José Amaral critica governo, cobra Prefeito Sebastião Dias e admite romper se não for ouvido

Numa entrevista onde basicamente falaria sobre a segunda etapa da obra de Esgotamento Sanitário de Tabira o vice-prefeito de Tabira José Amaral abriu o verbo e abalou a estrutura do Governo do Poeta Sebastião Dias (PTB). Foi ao radialista Anchieta Santos, no programa Cidade Alerta, da Cidade FM. Sobre o saneamento paralisado a cerca de 6 anos, […]

Numa entrevista onde basicamente falaria sobre a segunda etapa da obra de Esgotamento Sanitário de Tabira o vice-prefeito de Tabira José Amaral abriu o verbo e abalou a estrutura do Governo do Poeta Sebastião Dias (PTB). Foi ao radialista Anchieta Santos, no programa Cidade Alerta, da Cidade FM.

Sobre o saneamento paralisado a cerca de 6 anos, o vice prefeito garantiu que antes mesmo de assumir, no mês de dezembro de 2016 conheceu o Superintendente da Codevasf, Aurivalter Cordeiro, e este lhe prometeu a conclusão da obra.

Amaral reconhece o empenho do ex-Secretário de Planejamento Aristóteles Monteiro e provocado por um ouvinte sobre a ação ter começado com Dinca Brandino quando prefeito, o vice disse que o pai biológico é o ex-prefeito Josete Amaral que idealizou o projeto e viabilizou a conquista do recurso inicial. “Depois de Josete, os outros são pais adotivos”.  Ao todo, R$ 6 milhões, 603 mil reais serão investidos no restante da obra cuja licitação vai ocorrer no dia 08 de dezembro.

Provocado a falar sobre sua atuação como vice-prefeito, José Amaral soltou a língua: “Minha bola é murcha. Não sou chamado pra nada. Secretários não me escutam. Tem Secretário que me odeia. Preciso ser ouvido, tenho experiência. Vou conversar com Sebastião para saber se ficamos juntos até o final da gestão. Vou deixar passar este final de ano e em janeiro até o final quero conversar com o Prefeito pra gente decidir que rumo tomar. Eu coordenei a campanha. Muita gente só votou no 14 por minha causa e hoje esse povo me cobra e não tenho resposta”.

O vice-prefeito deixou um duro recado ao Prefeito Sebastião Dias: “Como aliado já não sou bom e ruim mesmo eu sou como adversário”.

Provocado a falar se Alan Dias, filho do Prefeito, estaria para a gestão, diante de sua forte influência, como o vice-prefeito de fato, Jose Amaral respondeu: “Pra ser um vice sem força como eu? Claro que não. Se for para incorporar, ele vai querer ser o prefeito, que decide, que manda”.

José disse reconhecer que o Prefeito Sebastião Dias precisa chamar a responsabilidade pra si, e daí, buscar solução para o lixo que toma conta da cidade, falta de médicos, ausência de medicamentos, de estradas e cortar e enxugar a máquina.

Questionado se os cortes atingissem suas indicações, Amaral lembrou apenas dois nomes ligados a ele e autorizou o prefeito a afastar sem problemas, desde que o tratamento seja igual para todas as lideranças.

Perguntado sobre possível candidatura a prefeito, José declarou que é muito cedo, e é imbecilidade alguém dizer hoje que quer ser candidato.  “Era pra ter disputado em 2016, mas meu irmão Josete não me apoiou e nem os meus primos”. Amaral esqueceu que participava do grupão onde estavam o ex-prefeito Josete Amaral e Paulo Manú e foi o 1º a sair para apoiar Sebastião Dias.

O vice-prefeito tabirense prometeu voltar a Rádio Cidade até o final de janeiro para decidir o caminho que vai tomar na política tabirense. Tudo vai depender do Prefeito Sebastião Dias lhe ouvir ou não.