Pernambuco amplia horário de funcionamento em igrejas e demais templos religiosos
Por Nill Júnior
Nesta quinta-feira (23), o Governo de Pernambuco anunciou, em coletiva de imprensa, a flexibilização nos horários de funcionamento de igrejas e atividades religiosas a partir da próxima segunda-feira (27).
Segundo o governo estadual, a partir de agora as igrejas e demais templos religiosos vão poder ficar abertos das 5h à 1h da madrugada, em dias de semana e nos finais de semana e feriados.
Igrejas e templos religiosos: a capacidade máxima pode chegar a 2,5 mil presentes ou 80% do local, o que for menor, mas a partir de 300 pessoas, será necessário o controle seguro do esquema vacinal, sendo destinados 90% das vagas para pessoas com a segunda dose da vacina ou com uma dose, no caso de vacina de dose única.
Os outros 10% dos lugares serão destinados a pessoas com a primeira dose, e com exame RT-PCR feito 48 horas antes ou teste de antígeno realizado 24 horas antes da celebração. Obrigatório uso da máscara. Vão poder funcionar, das 5h à 1h da madrugada, em todo o Estado, durante a semana e nos finais de semana e feriados.
O secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou durante a coletiva que as medidas de flexibilização no Plano de Convivência anunciadas nesta quinta-feira só estão sendo possíveis graças às ações de proteção, adoção do cuidado pela população e, fundamentalmente, ao avanço da vacinação em Pernambuco.
“Cada vez fica mais claro que as vacinas, além de extremamente seguras, são peças-chave para superarmos o vírus. Esta pandemia só será vencida, e, consequentemente, só poderemos retomar integralmente todas as atividades, quando a maioria de nossa população estiver vacinada. E vacinada com o ciclo completo”, disse.
“A oposição tem que ser transparente, mostrando o que podemos fazer e como fazer, sempre dialogando com a sociedade, assim também na segurança, aonde o governo cruzou os braços e hoje Pernambuco vive um clima de guerra, superando até mesmo o Rio de Janeiro”. A declaração foi dada pelo Deputado Júlio Cavalcanti, em São José […]
“A oposição tem que ser transparente, mostrando o que podemos fazer e como fazer, sempre dialogando com a sociedade, assim também na segurança, aonde o governo cruzou os braços e hoje Pernambuco vive um clima de guerra, superando até mesmo o Rio de Janeiro”. A declaração foi dada pelo Deputado Júlio Cavalcanti, em São José do Egito, sábado passado, durante entrevista na Rádio Gazeta FM, ao lado do deputado federal Zeca Cavalcanti.
A declaração deve-se ao recorde de homicídios registrados em Pernambuco no ano de 2017, quando 5.427 pessoas foram vítimas de mortes violentas. Somente este ano, o número já chega a 483 homicídios no estado. Os números ultrapassam a marca de 50 homicídios a cada 100 mil habitantes. No Rio de Janeiro, o número foi de 40 por cada 100 mil.
O parlamentar também criticou o abandono dos pequenos municípios que estão reféns da bandidagem que todo dia arrombam ou explodem algum banco, citando o exemplo recente de Carnaíba, no Sertão do Pajeú, que teve uma agência explodida e incendiada.
Sobre as propostas que a oposição tem para governar Pernambuco, o parlamentar trabalhista disse que os oposicionistas não “vão fazer milagres, mas sim trabalhar com responsabilidade para, não com mentiras ou propaganda enganosa como fez o governador durante a campanha eleitoral, que prometia dobrar os salários do professor e até hoje eles nunca tiveram ao longo de todos esses anos nem 15% de aumento”.
Para Júlio Cavalcanti, o novo Pernambuco precisa ter uma saúde com médicos valorizados e hospitais preparados para atender a população; professor qualificado e com melhor salário, o desenvolvimento precisa voltar e a segurança tão abandonada nos últimos anos precisa ser repactuada. Ele também criticou o governador Paulo Câmara que retirou da saúde, educação e segurança mais de R$ 1,5 milhão para fazer “política com o FEM dos Prefeitos” e outros R$ 8 milhões da habitação para fazer propaganda.
O deputado defendeu o nome do senador Armando Monteiro Neto (PTB), como o melhor nome para representar o grupo da oposição que une partidos como o PMDB, PSDB, DEM, PV, PRB e Podemos. Para ele, “o grupo da oposição tem liderança, transparência e experiência para colocar Pernambuco de volta aos trilhos, mas sem milagres e sim com muito trabalho. Queremos um Pernambuco seguro, com justiça social e econômica”.
Folha de São Paulo O procurador da República Deltan Dallagnol fez uma palestra remunerada no valor de R$ 33 mil para uma empresa que havia sido citada em um acordo de delação em caso de corrupção na própria força-tarefa da Lava Jato, mostram mensagens e documentos obtidos pelo The Intercept Brasil e analisados em conjunto […]
O procurador da República Deltan Dallagnol fez uma palestra remunerada no valor de R$ 33 mil para uma empresa que havia sido citada em um acordo de delação em caso de corrupção na própria força-tarefa da Lava Jato, mostram mensagens e documentos obtidos pelo The Intercept Brasil e analisados em conjunto com a Folha.
A firma do setor de tecnologia Neoway, que contratou Deltan, foi mencionada pela primeira vez em um documento de colaboração que foi incluído em um chat dos procuradores da operação em março de 2016, dois anos antes da palestra.
Além de participar do evento remunerado da companhia, em março de 2018, Deltan aproximou membros da Procuradoria e representantes da Neoway com o objetivo de viabilizar o uso de produtos dela em um trabalho da força-tarefa, da qual é coordenador em Curitiba.
O procurador também gravou um vídeo para a firma no qual enaltece a utilização de ferramentas tecnológicas em investigações, além de ter acionado um dos assessores do Ministério Público para avaliar seu desempenho na gravação.
Procurado, o Deltan disse à Folha que, antes de dar palestra remunerada para a empresa Neoway, não teve conhecimento de que a companhia já havia sido citada na Lava Jato. “Não reconheço a autenticidade e a integridade dessas mensagens, mas o que posso afirmar, e é fato, é que eu participava de centenas de grupos de mensagens, assim como estou incluído em mais de mil processos da Lava Jato. Esse fato não me faz conhecer o teor de cada um desses processos”.
Quatro meses após a palestra, em um chat, Deltan afirmou a outros procuradores que havia descoberto a citação à empresa na delação premiada do lobista do MDB Jorge Luz, que atuava em busca de vantagens em contratos da Petrobras e subsidiárias.
“Isso é um pepino pra mim. É uma brecha que pode ser usada para me atacar (e a LJ), porque dei palestra remunerada para a Neoway, que vende tecnologia para compliance e due diligence, jamais imaginando que poderia aparecer ou estaria em alguma delação sendo negociada”, afirmou o procurador na conversa.
As mensagens são reproduzidas tal qual aparecem nos arquivos obtidos pelo Intercept, mantendo eventuais erros de digitação e normas da língua portuguesa.
A situação levou Deltan e outros procuradores que haviam mantido contato com a Neoway a deixarem as investigações relativas a Jorge Luz.
Os diálogos examinados pela Folha e pelo Intercept também mostram outras ocasiões em que convites recebidos por Deltan levaram a discussões sobre potenciais conflitos de interesses.
O procurador chegou a perguntar aos colegas sobre eventual participação em um evento organizado pela Odebrecht Ambiental, empresa do grupo que fez a mais extensa delação da Lava Jato. Deltan foi advertido pelos procuradores e não aceitou o convite.
Em outra oportunidade, o procurador teve que cancelar a presença em um evento organizado pela empresa distribuidora de combustíveis Raízen, logo após ler a notícia de que a companhia havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa o Recurso Especial Eleitoral (Processo nº 0600136-96.2020.6.17.0055) que trata da inelegibilidade do prefeito indígena eleito da cidade de Pesqueira (PE), Cacique Marquinhos Xucuru (Republicanos), que venceu as eleições municipais na cidade com 51% dos votos válidos. Como num jogo de futebol, o primeiro gol foi a favor dos que […]
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa o Recurso Especial Eleitoral (Processo nº 0600136-96.2020.6.17.0055) que trata da inelegibilidade do prefeito indígena eleito da cidade de Pesqueira (PE), Cacique Marquinhos Xucuru (Republicanos), que venceu as eleições municipais na cidade com 51% dos votos válidos.
Como num jogo de futebol, o primeiro gol foi a favor dos que defendem a legitimidade da cassação do seu mandato.
O relator do caso no TSE, ministro Sérgio Banhos, votou contra o recurso apresentado pelo candidato.
Para ele, a condenação em 2ª instância do prefeito eleito Marquinhos Xucuru em 2015, acusado de envolvimento em um incêndio em uma residência em 2003 foi legítimo, mantendo a causa de inelegibilidade.
Restam os votos de Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luiz Felipe Salomão e Mauro Campbell.
O julgamento tem como prazo final o dia 17 de junho. O presidente da Câmara de Vereadores, Sebastião Leite da Silva Neto, conhecido como Bal de Mimoso, foi quem assumiu a prefeitura de forma interina. Tanto o Cacique quanto Bal são do partido Republicanos.
A cidade ainda vive clima tenso depois da morte do secretário de Articulações de Pesqueira, Wellington Guenes, de 39 anos, assassinado na noite da segunda-feira (7), na frente da prefeitura, quando o secretário saiu da comemoração do aniversário do prefeito interino. As causas são analisadas pela polícia.
Pré-candidato ao governo mostra confiança, critica Câmara e diz respeitar, mas não temer candidatura de Marília O pré-candidato ao governo de Pernambuco Armando Monteiro (PTB) disse que não se trata de estilo, perfil ou apelos no plano da emoção não vão determinar o futuro das eleições do Estado. Armando avaliou, respondendo a pergunta de que […]
Pré-candidato ao governo mostra confiança, critica Câmara e diz respeitar, mas não temer candidatura de Marília
O pré-candidato ao governo de Pernambuco Armando Monteiro (PTB) disse que não se trata de estilo, perfil ou apelos no plano da emoção não vão determinar o futuro das eleições do Estado. Armando avaliou, respondendo a pergunta de que deveria empolgar na eleição, que o diagnostico dos problemas do Estado é que determinarão a posição do eleitor. Foi no Debate das Dez e Cidade Alerta de hoje, nas rádios Cidade FM e Pajeú.
Ele fez críticas ao governo Paulo Câmara. “O governo que foi eleito correspondeu às expectativas da população? Ele fez as entregas? Quem não fez no presente pode oferecer futuro a Pernambuco? Isso é que vai estar em discussão. Essa eleição vai ser menos da sedução e do encantamento e muito mais da segurança da população em escolher”, afirmou.
Dentre os questionamentos, Armando citou alguns pontos. “Tivemos graves retrocessos em áreas importantes, como saúde, segurança publica, a infraestrutura deteriorada. O governo não fez sequer a manutenção da malha viária. Um governo que aperta do lado do imposto, a gasolina é 29% de ICMS, o diesel é 18%, o IPVA do homem da moto é lá em cima. De um lado ele aperta e tira muito imposto do cidadão que trabalha e do outro não faz as entregas”.
Sobre promessas não entregues, citou hospitais da região. Aqui no Pajeú tem o Hospital do Sertão em Serra Talhada, o da Mulher no São Francisco. Quantas e quantas promessas que não se cumprem”, questionou.
Sobre as pesquisas, Armando disse ser muito cedo para um diagnóstico concreto mas citou que em todas as divulgadas há grande reprovação do governo. “Essa eleição será da oposição”. Perguntado se há prefeitos do Pajeú que possam se deslocar à sua candidatura, disse que pode haver movimentação, mas destacou o apoio de blocos de oposição. “Embora valorizando muito os prefeitos, e esse conjunto tem prefeituras muito importantes no Pajeú, em todos os municípios tem grupos de oposição que são muito expressivos e que estarão alinhados com essa proposta”.
Perguntado sobre Luciano Duque, prefeito de Serra Talhada, que defende Marília e diz não votar em Câmara, Armando disse esperar seu apoio caso a candidatura própria não vingue no PT. “Primeiro o reconhecimento de que Luciano Duque é uma grande liderança, prefeito que tem se destacado e que tem claramente um posicionamento em Pernambuco: ele é oposição. A depender de como esse quadro venha a se definir ele poderá sim estar nessa frente. Se vier será muito bem vindo”.
Pré-candidato ao Senado, Mendonça Filho negou que vá integrar a vice de Alckimin ou Ciro Gomes, notícias recentemente ventiladas na mídia nacional. “Meu compromisso é um compromisso firme como pré-candidato ao Senado. Fui convocado por essa aliança para disputar o Senado. Essas hipóteses são mais fruto da especulação da mídia nacional. Não deixa de ser um privilégio ser lembrado, mas meu lugar é Pernambuco”. Ele defende a aliança com o PSDB de Alckimin.
Discursos diferentes sobre Lula e o PT: Armando e Mendonça deixaram claras divergências de pensamento sobre questões relacionadas ao ex-presidente Lula, Dilma e ao PT. Armando fez uma defesa do legado do ex-presidente Lula e reafirmou que, se for candidato, terá seu voto. “Pernambuco deve muito a Lula. Quando olho pras coisas importantes que aconteceram em Pernambuco quase tudo tem relação com o ex-presidente. Agora, se Lula não for candidato, com candidatura do partido dele eu já não tenho compromisso.”
Mendonça por outro lado, rechaçou o discurso de que Armando se aliou a Ministros de Temer com a pecha de golpistas. “Esse discurso está superado. Não cabe mais. Quem colocou Temer duas vezes na vice foi o PT. E agora estão se aliando aos que chamavam de golpistas, como Renan em Alagoas e Eunício no Ceará”. Ele citou também a posição de parte do PT em buscar aliança com o PSB que votou majoritariamente pelo impeachment de Dilma. Disse ainda que seu período no Ministério foi mais produtivo que os treze anos do PT no poder. “Pode comparar”, disse.
Sobre a candidatura de Marília Arraes, Armando disse que não há o que temer. “Marília é alguém que se colocou o espaço da oposição defendendo de maneira combativa a defesa de candidatura própria, sempre acentuando sai condição de oposicionista no plano estadual. Estamos preparados para qualquer cenário, com apenas um candidato de oposição ou dois nesse grupo. Tenho boa relação com a vereadora. Ela me apoiou em 2014. Agora, o PT está rachado. Há lideranças que defendem o alinhamento com o PSB. Mas essa eleição é da oposição”.
Voto na reforma trabalhista: Armando disse que estão fazendo do seu voto a favor da reforma tributária um cavalo de batalha. “A primeira pergunta é a seguinte: qual foi o direito que essa reforma tirou do trabalhador: o 13º as férias, qual direito? Essa reforma atingiu os Sindicatos, os patronais e o dos empregados. O cidadão trabalhava um dia por ano ao Sindicato. Tem sindicato e sindicato. O sindicato que não presta serviço à categoria não gostou. O mundo inteiro faz reformas trabalhistas, atualiza a legislação”.
Concluiu com um desafio: “se me provarem amanhã que foi pior, que mudou pra pior, que isso foi ruim, eu me apresento para me penitenciar publicamente por ter me alinhado com essa mudança, evidentemente que pensando em algo melhor”.
O debate foi conduzido por Anchieta e este blogueiro, com participações de Júnior Finfa, Anderson Tennens, Cauê Rodrigues, Adriano Roberto e Mário Martins.
O Senador Humberto Costa falou esta manhã ao programa Primeira Página, da Rádio Pajeú, que continua trabalhando por uma aliança entre PT e PSB no estado. A novidade é que o petista admite espontaneamente, sem ser provocado, que está disposto a aceitar caso passe a candidatura própria. A entrevista foi concedida a Aldo Vidal. “Estamos […]
O Senador Humberto Costa falou esta manhã ao programa Primeira Página, da Rádio Pajeú, que continua trabalhando por uma aliança entre PT e PSB no estado.
A novidade é que o petista admite espontaneamente, sem ser provocado, que está disposto a aceitar caso passe a candidatura própria. A entrevista foi concedida a Aldo Vidal.
“Estamos numa discussão que só deve se concluir na próxima semana. Tenho me aliado a discussão do PT nacional de alinhamento com o PSB para uma aliança que se extenda a Pernambuco. Mas não vou deixar de apoiar caso haja decisão pela candidatura própria”.
Humberto rebateu as críticas de que estaria buscando apoiar aliança com um partido que apoiou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele usou o exemplo de aproximação de Marília Arraes com o PROS, sem citar nomes.
“Muita gente arrependeu-se da posição em 2016. As pessoas erram. Agora o PSB está conosco, defendendo o ex-presidente Lula e contra projetos como as reformas trabalhista e previdenciária. O próprio PT tem se reunido com o PROS e o João Fernando Coutinho votou pelo impeachment. Não podemos dividir o país entre golpistas e nao golpistas”.
Humberto voltou a defender a candidatura do ex presidente Lula. Seu nome só faz crescer apesar de preso e injustamente condenado. Temos outros exemplos de candidatos que registraram candidatura, ganharam e exerceram seu mandato”.
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