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Pelo padrão Lava Jato, Queiroz já teria sido preso

Por Nill Júnior

Kennedy Alencar

Pelo padrão estabelecido pela Lava Jato no Judiciário e no Ministério Público nos últimos anos, já teria sido decretada a prisão temporária ou preventiva de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar e dublê de motorista e segurança de Flávio Bolsonaro, deputado estadual fluminense e senador eleito.

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) rastreou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em conta bancária de Queiroz no período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Funcionários da Assembleia Legislativa e uma ex-assessora do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) fizeram depósitos na conta de Queiroz. Nathalia, ex-assessora do presidente eleito, é filha de Queiroz.

Em entrevista concedida ao SBT anteontem, o ex-assessor parlamentar não deu explicação específica sobre essa movimentação, afirmando que o faria em depoimento futuro ao Ministério Público. Ele faltou a quatro depoimentos alegando ter grave problema de saúde.

O caso Queiroz sugere uma série de perguntas às autoridades.

Como o Judiciário e o Ministério Público vão agir num imbróglio que envolve a família Bolsonaro?

A falta de explicação de Queiroz fragiliza a sua situação jurídica e eleva a suspeita de que ele seria um laranja para arrecadar parte de salários de servidores da Assembleia Legislativa do Rio e também de uma então funcionária do gabinete do deputado federal Jair Bolsonaro. Nessa hipótese, houve extorsão da parte dele ou existiu esquema com autorização superior?

É fundamental que o Ministério Público ouça os funcionários que abasteceram a conta de Queiroz. Quantos depoimentos já foram tomados ou estão marcados?

Outra pergunta: a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tomará alguma providência em relação à ex-assessora de Bolsonaro e filha de Queiroz? Afinal, há dinheiro federal depositado na conta do ex-assessor parlamentar.

A Procuradoria Geral da República fez denúncia recente contra o senador José Agripino Maia (DEM-RN) por associação criminosa e peculato, acusando-o de ter mantido um funcionário fantasma durante 7 anos.

Houve vazamento da investigação do Coaf e alerta para as exonerações de Queiroz e sua filha Nathalia? Pai e filha foram demitidos no mesmo dia, 15 de outubro, dos gabinetes de Flávio e Jair Bolsonaro. Se ocorreu um vazamento, poderia ser apontada eventual obstrução de Justiça?

Todo político deve satisfações à opinião pública.

Um político que se elegeu presidente com o discurso de combate a corrupção e de moralidade no trato da coisa pública não pode deixar de dar mais explicações sobre as atividades da ex-assessora Nathalia Queiroz em seu gabinete.

Integrantes do futuro governo buscam minimizar a importância de um caso com potencial explosivo. É negativo que uma nova administração comece com tamanha nuvem de suspeita.

O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, disse em entrevista em 11 de novembro ao “Fantástico”, da Rede Globo, que também teria a função de auxiliar Bolsonaro a avaliar eventuais casos de corrupção. Moro disse que seria possível fazer “juízo de consistência” sobre tais acusações e agir, eventualmente demitindo ministros.

O caso Queiroz parece merecer mais atenção do ex-juiz Moro.

Como figuras importantes da Lava Jato agiriam nessa situação? Alguma medida preventiva já teria sido tomada, por exemplo, para evitar eventual contato de Queiroz com quem fez depósitos na sua conta bancária?

Ontem, o Ministério Público do Rio de Janeiro divulgou nota afirmando que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro comprovou a gravidade de seu quadro de saúde e que daria o depoimento após eventual cirurgia para retirar um tumor do intestino.

Ao longo da Lava Jato, operação que serve de inspiração para o Judiciário e o MP de todo o país, houve medidas duras contra investigados que estavam gravemente doentes, como conduções coercitivas a quem não havia sido intimado a depor e até prisões temporárias e preventivas.

Outras Notícias

MP fiscaliza falhas de segurança e higiene no Salgueirão

Promotoria recomenda que FPF não autorize público no estádio até que laudos reprovados sejam regularizados A 2ª Promotoria de Justiça de Salgueiro instaurou o Procedimento Administrativo nº 01939.000.601/2025 para acompanhar de perto as condições de infraestrutura do Estádio Cornélio de Barros Muniz, o Salgueirão. A medida busca garantir a segurança dos torcedores após órgãos de […]

Promotoria recomenda que FPF não autorize público no estádio até que laudos reprovados sejam regularizados

A 2ª Promotoria de Justiça de Salgueiro instaurou o Procedimento Administrativo nº 01939.000.601/2025 para acompanhar de perto as condições de infraestrutura do Estádio Cornélio de Barros Muniz, o Salgueirão. A medida busca garantir a segurança dos torcedores após órgãos de fiscalização apontarem diversas irregularidades técnicas e sanitárias na praça esportiva.

A investigação fundamenta-se na reprovação do Laudo de Segurança emitido pela Polícia Militar e em vistorias do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária que detalham o estado precário do local.

Diagnóstico de irregularidades

O documento do Ministério Público lista uma série de pendências que precisam de atenção imediata da administração do estádio e do poder público:

  • Segurança e Incêndio: O Corpo de Bombeiros identificou extintores vencidos, falta de manutenção em sinalização de emergência e ausência de laudos técnicos para o gerador e para o sistema de para-raios (SPDA). O Auto de Vistoria (AVCB) também está vencido.
  • Questões Sanitárias: A APEVISA informou que o estádio não possui condições sanitárias adequadas para funcionamento, necessitando de reparos urgentes em postos médicos, vestiários e salas de arbitragem.
  • Gestão e Obras: O Salgueiro Atlético Clube, administrador do espaço, manteve-se inerte após notificações anteriores. Além disso, embora a prefeitura tenha relatado reformas em andamento no final de 2025, a conclusão das obras ainda não foi comprovada.

Recomendação à Federação

Diante do cenário, o Ministério Público recomendou à Federação Pernambucana de Futebol (FPF) que não autorize a realização de partidas — sejam oficiais ou amistosas — com a presença de público no Salgueirão enquanto não forem apresentados os quatro laudos técnicos obrigatórios (Segurança, Engenharia, Incêndio e Sanitário) devidamente aprovados e vigentes.

Próximas diligências

O Promotor de Justiça determinou a notificação pessoal do Presidente do Salgueiro Atlético Clube para prestar esclarecimentos sobre a falta de respostas anteriores. O Ministério Público também aguarda um posicionamento da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras de Salgueiro, previsto para fevereiro de 2026, para verificar o estágio real das reformas estruturais.

Anchieta e Albérico defendem João e disparam críticas contra gestão Raquel Lyra

Em entrevista ao Debate das Dez, da Rádio Pajeú, nesta segunda-feira (8), os ex-prefeitos Anchieta Patriota (Carnaíba) e Albérico Rocha (Iguaracy) reafirmaram a candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo de Pernambuco em 2026. Ambos defenderam o legado do PSB no estado e lançaram duras críticas à governadora Raquel Lyra (PSD), acusando […]

Em entrevista ao Debate das Dez, da Rádio Pajeú, nesta segunda-feira (8), os ex-prefeitos Anchieta Patriota (Carnaíba) e Albérico Rocha (Iguaracy) reafirmaram a candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo de Pernambuco em 2026. Ambos defenderam o legado do PSB no estado e lançaram duras críticas à governadora Raquel Lyra (PSD), acusando sua gestão de não cumprir promessas e de falhar em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Candidatura consolidada

Segundo Anchieta Patriota, não há dúvidas sobre a disposição de João Campos em disputar o governo. “Ele tem vontade, tem energia e realiza uma extraordinária administração no Recife”, afirmou. O ex-prefeito destacou o foco de Campos em ações voltadas aos mais pobres e a parceria com o governo federal.

Albérico Rocha reforçou a fala: “João é determinado, trabalhador, acorda cedo e dorme tarde. Fará uma belíssima campanha.”

Estratégia eleitoral

Questionado sobre a dificuldade de conciliar a gestão do Recife com a campanha estadual, Patriota disse que Campos manterá o equilíbrio até o “momento exato” de intensificar a agenda no interior, possivelmente em abril, quando poderá se afastar da prefeitura.

Críticas a Raquel Lyra

Os ex-prefeitos acusaram a governadora de gastar excessivamente com publicidade, não entregar obras prometidas e falhar em áreas sensíveis. Patriota ironizou: “Está aparecendo mais Raquel do que Odete Roitman na televisão.”

Entre as cobranças, destacaram:

Creches: promessa de 250 unidades sem execução;

Saúde: problemas no Hospital da Restauração, falta de novos hospitais e caos em unidades como o Hospital da PM;

Educação: nenhuma escola técnica entregue, atraso na merenda e no programa Ganhe o Mundo;

Gestão política: isolamento de aliados e aproximação com o bolsonarismo;

Recursos hídricos: críticas à possível privatização da Compesa e à falta de política hídrica estruturada.

Defesa do legado do PSB

Os ex-prefeitos exaltaram as gestões socialistas: nove hospitais construídos, salto de escolas técnicas de 8 para 50, expansão do ensino integral e programas como o Ganhe o Mundo. Lembraram também obras de infraestrutura, como a adutora do Pajeú e a reforma da PE-275.

Albérico Rocha ressaltou que Paulo Câmara deixou o estado equilibrado financeiramente, possibilitando novos empréstimos à atual gestão. Já Patriota comparou a popularidade de João Campos à de Lula, defendendo que o “povo é quem quer” sua candidatura.

Prioridades para 2026

Segundo Albérico, um eventual governo de João Campos deve priorizar tecnologia, educação com experiências internacionais, expansão das UPAs e uma política hídrica consistente para o Sertão.

Os dois ex-prefeitos encerraram reforçando confiança na pré-candidatura de Campos e defendendo a volta do PSB ao comando do estado.

SAMU é criticado por excesso de protocolos em caso de jovem que morreu

Ouvintes da Rádio Pajeú criticaram o excesso de protocolos do SAMU para atendimento de urgência e emergência da na região. No episódio que culminou na morte de Diolinda Manoela Gomes, a Manu, 17 anos, pessoas que tentaram acionar o SAMU reclamaram do excesso de perguntas sobre a identidade da jovem. Na hora, o caso exigia […]

Ouvintes da Rádio Pajeú criticaram o excesso de protocolos do SAMU para atendimento de urgência e emergência da na região.

No episódio que culminou na morte de Diolinda Manoela Gomes, a Manu, 17 anos, pessoas que tentaram acionar o SAMU reclamaram do excesso de perguntas sobre a identidade da jovem. Na hora, o caso exigia ação rápida e como ela estava sozinha e sem documentos, era impossível passar detalhes.

Resultado: os próprios populares a socorreram em estado muito grave para o Hospital Regional Emília Câmara. ”O estado dela era gravíssimo, mas uma abordagem correta poderia ao menos aumentar sua chance de sobreviver”, disse Jeffersson Almeida, do Afogados Conectado, à Rádio Pajeú.

Divisa Integrada: Pernambuco e Paraíba unem forças no combate à criminalidade

Órgãos de segurança pública dos estados vizinhos se reuniram para traçar estratégias da 2ª edição da Operação Divisa Integrada Mais uma vez, Pernambuco e Paraíba unem forças e consolidam a parceria no combate à criminalidade interestadual na região da divisa. Na última terça-feira (14), autoridades e gestores dos órgãos de segurança pública dos estados vizinhos […]

Órgãos de segurança pública dos estados vizinhos se reuniram para traçar estratégias da 2ª edição da Operação Divisa Integrada

Mais uma vez, Pernambuco e Paraíba unem forças e consolidam a parceria no combate à criminalidade interestadual na região da divisa. Na última terça-feira (14), autoridades e gestores dos órgãos de segurança pública dos estados vizinhos se reuniram para traçar estratégias, compartilhar informações e definir o detalhamento da 2ª edição da Operação Divisa Integrada. A 1ª edição, realizada em maio de 2024, resultou numa mega-operação com a presença de 695 agentes de segurança, que efetuaram diversos mandados de prisão e de busca e apreensão.

O encontro para o planejamento de nova ação estratégica entre os estados foi realizado no Centro Integrado de Comando e Controle – CICC, no município paraibano de Campina Grande. Estiveram presentes diretores Integrados de Interior I e II das operativas da Secretaria de Defesa Social (SDS) e seus correlatos da Paraíba, além de comandantes das Organizações Militares Estaduais (OMEs) e delegados seccionais, bem como das agências de inteligência. Também participou da reunião o secretário executivo da Segurança e da Defesa Social da Paraíba, Lamark Donato.

“Demos mais um importante passo para a integração entre os estados de Pernambuco e da Paraíba, de modo a alinhar ações e estratégias a serem desenvolvidas, inclusive com a definição de datas. Nossa avaliação é que esta operação é muito positiva e essencial para o combate a grupos criminosos e a alguns tipos específicos de crimes que vêm ocorrendo na região, pois os criminosos não respeitam divisas. As Forças de Segurança, por sua vez, devem estar preparadas para atuar nelas”, pontuou o diretor da Diretoria Integrada do Interior 1 (Dinter 1) da Polícia Civil, delegado Bruno Vital.

“Ano passado realizamos uma operação exitosa e, mais uma vez, nos unimos num objetivo comum, de estabilizar os índices de criminalidade daquela região, por meio de ações como o cumprimento de mandados de prisão, de buscas e apreensão, no combate ao tráfico de entorpecentes, de crimes contra a vida, assaltos a transeuntes, assaltos a bancos, roubos e furtos de veículos e roubo de cargas, dentre outras modalidades criminosas”,  considerou o coronel Adriel Serafim, diretor da Diretoria Integrada do Interior (Dinter I) da Polícia Militar, responsável por unidades da Zona da Mata e Agreste.

Participaram ainda da reunião gestores e comandantes das seguintes áreas integradas de segurança: AIS 11 (Nazaré/Goiana), 16 (Limoeiro/Surubim), 17 (Santa Cruz do Capibaribe), AIS 20 (Afogados da Ingazeira), AIS 19 (Arcoverde) e AIS 21 (Serra Talhada).

Humberto Costa: “Enquanto eu e o senador Armando estamos lutando pelo Estado, Jarbas sobe na tribuna do Senado apenas para criticar”

O senador Humberto Costa (PT) rechaçou as declarações feitas pelo também senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) aos governos da presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). O peemedebista tinha dito que o PT é “benevolente aos atos de corrupção”. Em resposta, o líder do Partido dos Trabalhadores no Senado disse […]

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O senador Humberto Costa (PT) rechaçou as declarações feitas pelo também senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) aos governos da presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). O peemedebista tinha dito que o PT é “benevolente aos atos de corrupção”. Em resposta, o líder do Partido dos Trabalhadores no Senado disse que os episódios de fraudulência ou prejuízo ao erário público foram “tirados debaixo do tapete” pelo Governo Federal.

“Nós (do PT) fortalecemos a autonomia da Polícia Federal. Nós criamos a controladoria-geral da união. Nós fomos responsáveis para desencadear várias dessas operações que identificaram corruptos na máquina pública. A diferença que há hoje é que no tempo que o senador (Jarbas Vasconcelos) apoiava o Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a corrupção existia, mas era escondida, e hoje nós colocamos a corrupção à luz”, disse Humberto, durante a caminhada do senador e candidato do PTB ao Governo do Estado, Armando Monteiro Neto, neste domingo (3), no bairro de Água Fria.

Humberto ainda disse que, enquanto ele e o senador Armando estão lutando pelo Estado, Jarbas sobe na tribuna do Senado apenas para criticar a gestão de Dilma. “Em termos concretos para o nosso Estado ele não traz nada”, disparou.