Notícias

Para um Brasil melhor, não venda seu voto

Por André Luis

Por Heitor Scalambrini Costa*

“Nada é mais incompreensível do que ver homens livres admirando regimes que negam a própria liberdade” 

Raymond Aron (filósofo, sociólogo, historiador e jornalista francês)

Neste ano acontecerão eleições para o Legislativo Estadual, Federal e para Presidente. Cinco escolhas caberão ao eleitor(a): deputado estadual, deputado federal, 2 senadores e presidente da República. A escolha refletirá o espelho da sociedade que queremos. Essas eleições apontarão rumos significativos para nossa democracia, pois desde a Constituição de 1988, as instituições democráticas nunca estiveram tão ameaçadas.

Está nas mãos do eleitor(a) elevar o nível ético e da representatividade do Poder Legislativo de nossos parlamentos, em seus diversos níveis, e eleger pessoas dignas, honestas e comprometidas com a construção de um país democrático, mais justo, igualitário e sustentável. Recente pesquisa Datafolha mostrou que de cada 10 eleitores, 6 não se lembram em quem votou nas últimas eleições. Não sabem o que o político fez, assim não dá para reclamar do resultado. A culpa é de quem vota.

Uma das distorções nas eleições, que reflete na nossa democracia, é o costume ainda recorrente, da compra e venda de votos. Ao longo do tempo está pratica atualizou, cristalizou, desde o voto de cabresto as emendas parlamentares, o orçamento secreto.

Infelizmente em todas as regiões do país este ataque a escolha democrática do representante popular é cultural, mesmo se constituindo em crime. Segundo o código eleitoral, Lei no 4.737, de 15 de julho de 1965, que instituiu normas destinadas a assegurar a organização e o exercício de direitos políticos essencialmente os de votar e ser votado, no capítulo II- Dos crimes eleitorais, o artigo 299  determina “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”, a pena é  reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.

Segundo a Lei 9.504/97 de 30 de setembro de 1997, conhecida como a Lei das Eleições, constitui compra de votos, “a doação, o oferecimento, a promessa, ou a entrega, pelo candidato, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, de bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição.” Se a irregularidade for reconhecida por sentença judicial, há a cassação do registro ou do diploma e a aplicação de multa.

A Lei 9.840/99, conhecida como a “Lei Contra a Compra de Votos”. é um marco da iniciativa popular no Brasil que combate a corrupção eleitoral, proibindo doações ou vantagens de candidatos a eleitores em troca de votos e o uso indevido da máquina pública, com pena de multa e cassação do registro ou diploma. Fruto de mais de 1 milhão de assinaturas, ela alterou a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), acrescentando o Art. 41-A e modificando o Art. 73, e foi essencial para criar o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Permitiu a Justiça Eleitoral um instrumento contra o crime de uso do poder político e econômico praticado por aqueles que aspiram participar do poder Legislativo e Executivo. Esta lei combate à corrupção eleitoral no Brasil, proibindo candidatos de doarem bens ou vantagens em troca de votos e o uso indevido da máquina administrativa (como dar empregos ou brindes), prevendo para os infratores multa e cassação do registro ou diploma.

Leis existem não somente para candidatos que oferecem dinheiro ou bens em troca de votos, mas também para o eleitor que recebe dinheiro ou qualquer outra vantagem. Mas a legislação só poderá ser aplicada se o cidadão, o eleitor se rebelar contra esta pratica, decidir denunciar, não aceitar que seu voto seja comprado.

O momento histórico que estamos vivendo, exige de todos nós escolher candidatos com história, com coerência, que respeitam e estejam do lado do povo, e não quem o iluda. Devemos evitar eleger parlamentares espertalhões que compram ou sequestram votos para serem eleitos, querem se tornar “políticos” – uma das “profissões” mais cobiçadas – para enriquecer sem maiores sobressaltos, defendendo seus próprios interesses e os dos que financiam suas campanhas.

Para escolher seus candidatos que irão representa-lo, sugiro que antes de votar responda algumas perguntas:

Votaria em candidato que apoiou a tentativa de golpe de Estado e a PEC da Blindagem/Bandidagem?

Votaria em candidato que derrubou os vetos presidenciais ao PL da Devastação, atacando o principal instrumento de proteção ambiental do país, a lei do licenciamento ambiental?

Votaria em candidato que apoia os jogos de azar, cassinos no país?

Votaria em candidato envolvido em escândalos financeiros, em sonegação de impostos?

Votaria em candidatos que apoiam a manutenção de seis dias trabalhados, mesmo sendo reconhecido que a atual norma padrão 6×1 limita a convivência familiar, reduz o tempo disponível para estudo e aumenta riscos de adoecimento?

Votaria em candidato que responde processos na justiça?

Votaria em candidato que defende agrotóxicos proibidos em outros países, que fazem mal a saúde das pessoas e contamina o meio ambiente?

Votaria em candidato que nega a ciência quando ela afirma que a destruição da natureza causa as mudanças no clima, o aquecimento global?

Votaria em candidato que utiliza e manipula a fé para seus objetivos políticos?

Votaria em candidato que ataca a democracia, e conclama militares a tomarem o poder?

Votaria em candidato que propõe comprar seu voto com favores e benefícios?

Faça sua escolha e bom voto. O Brasil merece.

*Heitor Scalambrini é professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, físico, graduado na Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, com mestrado em Ciências e Tecnologia Nuclear na UFPE, e doutorado na Universidade de Marselha/Comissariado de Energia Atômica-França. É integrante da Articulação Antinuclear Brasileira.

Outras Notícias

Fernando Monteiro comemora avanço para a recuperação de rodovia  entre Inajá a Águas Belas

Pouco mais de um mês após comparecer a Inajá, junto ao governador Paulo Câmara, para a assinatura da autorização para a abertura do edital de contratação das obras de reestruturação da PE-300, o deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE) comemorou a publicação, nesta quinta-feira (21), do aviso de licitação para a contratação da empresa que fará […]

Pouco mais de um mês após comparecer a Inajá, junto ao governador Paulo Câmara, para a assinatura da autorização para a abertura do edital de contratação das obras de reestruturação da PE-300, o deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE) comemorou a publicação, nesta quinta-feira (21), do aviso de licitação para a contratação da empresa que fará a obra.

A rodovia, entre a cidade do Sertão do Moxotó e Águas Belas, no Agreste Meridional, em um trecho de mais de 96 quilômetros, contará com recursos da ordem de R$ 88 milhões, beneficiando mais de 680 mil pessoas da região. A reestruturação da estrada também vai melhorar a logística do escoamento da produção agrícola do município, como o cultivo de melão, banana, goiaba, melancia, maracujá e acerola.

“Estou muito feliz por esta conquista, prefeito Marcelo de Alberto. Foi muito bom ter contribuído com a articulação necessária, junto ao Governo do Estado, para levar a Inajá este reforço para o incremento de sua economia”, comemorou Fernando Monteiro.

Gestão Luciano Torres chega a 93% de aprovação, diz Múltipla

Mais uma pesquisa de avaliação do terceiro mandato do prefeito de Ingazeira,  Luciano Torres,  do PSB, mostra alto grau de aprovação, maior até que a divulgada em 2021, quando há um ano chegou a 88,2%. É o que diz mais uma pesquisa do Instituto Múltipla. Quando a população é chamada a avaliar a gestão,  93% […]

Mais uma pesquisa de avaliação do terceiro mandato do prefeito de Ingazeira,  Luciano Torres,  do PSB, mostra alto grau de aprovação, maior até que a divulgada em 2021, quando há um ano chegou a 88,2%.

É o que diz mais uma pesquisa do Instituto Múltipla. Quando a população é chamada a avaliar a gestão,  93% dizem aprovar o governo,  contra apenas 4% que desaprovam e 3% que não opinaram.

Quanto a população é chamada a classificar a gestão, Torres tem 84% de ótimo e bom. Apenas 13% consideram o governo regular e 3%, ruim ou péssimo. Quando a população é chamada a atribuir uma nota ao governo, a média é 9.

O Múltipla ouviu 220 pessoas dia 22 de agosto, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro para mais ou menos de 6,6%.

Perfil da amostra: Masculino 50,9%; feminino 49,1%. De 16 a 24 anos 15,9%; de 25 a 34 anos 20,0%; de 34 a 44 anos 18,6%; de 45 a 59 anos 23,6% e com 60 anos ou mais 21,9%.

Localidades pesquisadas: Centro, COHAB, Vila São José, Conjunto Miguel Arraes, Santa Rosa, Caiçara, Tabuado, Xique Xique, Riacho Fundo, Riacho do Boi, Assentamento Jorge, Assentamento Miguel Arraes, Barrocas, Canivete, Santana, Barrenta, Bom Sucesso, Lagoa da Mata e Cachoeirinha.

Detento liderava grupo desarticulado na operação ‘Hades’ no Sertão de PE

Um presidiário de 40 anos, identificado como Valdeir Brito,  era o líder do suposto grupo criminoso desarticulado na “Operação Hades” no Sertão de Pernambuco. No total, 23 pessoas foram presas – sendo três mulheres – e duas estão foragidas. A informação foi divulgada pela Polícia Civil em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (26), no […]

Parte do material apreendido durante a Operação Hades no Sertão de Pernambuco (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Parte do material apreendido durante a Operação Hades no Sertão de Pernambuco (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Um presidiário de 40 anos, identificado como Valdeir Brito,  era o líder do suposto grupo criminoso desarticulado na “Operação Hades” no Sertão de Pernambuco. No total, 23 pessoas foram presas – sendo três mulheres – e duas estão foragidas. A informação foi divulgada pela Polícia Civil em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (26), no Recife. A coordenação da operação foi do Delegado Ubiratan Rocha, de São José do Egito.

De acordo com a polícia, as investigações tiveram início em dezembro de 2015 com o homicídio de José da Paz, suspeito de envolvimento com o tráfico. e a ação ocorreu nas cidades de São José do Egito, Itapetim, Salgueiro, Verdejante e Arcoverde.

Ainda segundo a Polícia Civil, o líder da organização está recluso no Presídio de Salgueiro e comandava o grupo de dentro da unidade prisional. “As investigações começaram após um suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas ter sido assassinado”, conforme informou a polícia.

O presidiário mandava jovens entre 18 e 25 anos venderem drogas no Sertão do estado, de acordo com a polícia. O suposto líder foi autuado por tráfico, associação para o tráfico de drogas e organização criminosa.

Durante as investigações a polícia apreendeu 104 gramas de crack, 2,1 kg de maconha, R$ 1.142 em dinheiro, uma moto e 16 celulares.

Detentos integravam o grupo: Sete detentos faziam parte do grupo desarticulado pela Polícia Civil na quinta-feira (21). “São pessoas que estão em unidades prisionais de São José do Egito, Verdejante, Arcoverde e Salgueiro. Eles participavam do grupo por meio de celulares”, informou  o delegado Ubiratan Rocha.

O delegado explicou que – com estes novos mandados – as penas dos detentos podem aumentar. “Também será impedido que eles saiam das unidades prisionais. Todos os presidiários já foram identificados”, detalhou.

Retomada do Programa de Aquisição de Alimentos vai à sanção

O Senado aprovou um projeto de lei que restabelece o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), substituindo o Programa Alimenta Brasil implementado durante o governo Bolsonaro. O projeto determina que pelo menos 30% das compras públicas de alimentos sejam direcionadas à aquisição de produtos de agricultores familiares e suas organizações. O projeto também estabelece que […]

O Senado aprovou um projeto de lei que restabelece o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), substituindo o Programa Alimenta Brasil implementado durante o governo Bolsonaro. O projeto determina que pelo menos 30% das compras públicas de alimentos sejam direcionadas à aquisição de produtos de agricultores familiares e suas organizações. O projeto também estabelece que o mesmo percentual de recursos do Programa Cozinha Solidária seja destinado a pequenos agricultores. O projeto agora segue para sanção presidencial.

A relatora do projeto, senadora Teresa Leitão, incluiu a expressão “sempre que possível” para permitir que os gestores fiquem dispensados de cumprir o percentual de 30% em situações específicas, como quando houver condições higiênico-sanitárias inadequadas ou inviabilidade de fornecimento regular. O objetivo do projeto é ampliar o acesso à alimentação saudável e incentivar a produção local, beneficiando a agricultura familiar.

Além disso, o projeto cria o Programa Cozinha Solidária, que tem como objetivo fornecer alimentação gratuita e de qualidade à população em situação de vulnerabilidade e risco social, incluindo a população em situação de rua e com insegurança alimentar.

O projeto também estabelece que, para abastecer a merenda escolar e formar estoques reguladores, o poder executivo poderá comprar diretamente alimentos produzidos pelos beneficiários fornecedores, desde que atendidos requisitos como preços compatíveis com o mercado, controle de qualidade e outras normas estabelecidas.

Os produtos adquiridos pelo PAA serão destinados a programas de segurança alimentar e nutricional, formação de estoques e atendimento a hospitais públicos e entidades socioassistenciais. Além disso, o programa permitirá a compra de alimentos processados, beneficiados ou industrializados, assim como produtos artesanais.

O projeto também prevê medidas para municípios em situação de emergência ou calamidade pública, como a compra de alimentos para ração animal a fim de doá-los aos agricultores familiares e o uso de subvenções econômicas para equalização de preços na venda de produtos do estoque público.

A execução do programa poderá ser feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ou por órgãos estaduais e municipais, e um regulamento detalhará aspectos como o pagamento das despesas de operacionalização, o funcionamento de comitês locais e o valor máximo anual para aquisições de alimentos.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados na forma de um substitutivo do deputado Guilherme Boulos e agora aguarda a sanção presidencial.

Revoltada, Regina Duarte encerra entrevista ao vivo na CNN

Regina Duarte discute com apresentadores da CNN Brasil pic.twitter.com/n7DwI5eeTi — Fábia Oliveira (@OliveiraFabia_) May 7, 2020 A entrevista que a secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, concedeu à CNN Brasil no começo da noite desta quinta-feira (7) terminou em confusão. Ela se recusou a ouvir um apelo da também atriz Maitê Proença e passou a acusar os jornalistas de estarem ‘desenterrando mortos’, alegando […]

A entrevista que a secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, concedeu à CNN Brasil no começo da noite desta quinta-feira (7) terminou em confusão. Ela se recusou a ouvir um apelo da também atriz Maitê Proença e passou a acusar os jornalistas de estarem ‘desenterrando mortos’, alegando que o vídeo era de dois meses atrás. Após o episódio, Regina abandonou o estúdio.

Regina conversava em Brasília com o repórter Daniel Adjuto, que começou abordando temas relacionados ao governo. No entanto, numa determinada parte da conversa, a CNN Brasil exibiu um apelo de Maitê Proença, que reivindicava melhorias para a classe artística, dizendo que os atores ‘tinham sido esquecidos pelo atual governo’. Antes mesmo de a fala ir ao ar, a secretária já demonstrava irritação.

“Acho isso baixo nível. Vai botar uma fala…”, disse Regina, tendo o áudio cortado para a exibição do vídeo de Maitê.

No entanto, a tela ficou dividida entre o vídeo de Maitê e a imagem de Regina Duarte. A chefe da pasta da Cultura continuou fazendo gestos de reprovação e chegou até a tirar o fone, enquanto a sua colega de classe artística falava. Já Daniel Adjuto tentava acalmar Regina.

Aparentemente, o vídeo não foi exibido na íntegra. Após o áudio voltar para Regina, ela começou a desabafar. “Obrigada. Precisei dar um chilique aqui. Desculpem, telespectadores”.

Foi quando os âncoras Reinaldo Gottino e Daniela Lima começaram a tentar justificar a exibição do vídeo, afirmando que era uma reivindicação da classe artística. Regina, mais uma vez, mostrou descontentamento com a exibição.

“Ah, para quê? Estão desenterrando a mensagem da Maitê para quê. Quem é você? Está desenterrando uma fala de dois meses atrás. Desculpa”, esbravejou a secretária especial de Cultura.

Os âncoras rebateram Regina, dizendo que o vídeo havia sido gravado e enviado nesta quinta-feira (7) por Maitê. Neste momento, Daniel Adjuto tenta apaziguar a situação, agradecendo pela entrevista, mas ela continuou desabafando em rede nacional.

“Eu tinha tanta coisa para falar, mas vocês estão desenterrando mortos. Vocês estão carregando um cemitério nas costas. Vocês estão cansados. Fiquem leves”, reagiu Regina.

Daniela Lima respondeu do estúdio. “Não estamos desenterrando mortos. Neste momento, estamos enterrando milhares de brasileiros, inclusive colegas seus”, disparou a âncora.

Instantaneamente, é possível ouvir uma pessoa ao fundo da sala em que se encontrava o repórter da CNN Brasil e Regina Duarte, dizendo que era ‘falta de respeito’ e questionando se havia acabado a entrevista. Mais uma vez, a secretária tomou a palavra.

“Achei que era uma entrevista com você, Daniel (Adjuto, repórter da CNN Brasil). Mas entraram umas pessoas e começaram a desenterrar mortos”, alfinetou.

Diante do comportamento de Regina, a CNN Brasil decidiu, por fim, interromper a conversa, tendo em vista que a entrevista não continuaria. Após a imagem voltar em definitivo para o estúdio, Reinaldo Gottino seguiu a linha de Daniela Lima e rebateu a frase de Regina Duarte.

“Maitê não está morta. Ela gravou e enviou esse vídeo para que a Regina desse uma resposta à classe dela. Uma fala tranquila, inclusive, para que ela dialogasse com a classe.”