Para Humberto, Brasil e EUA vão aquecer relações comerciais
Por Nill Júnior
As trocas comerciais entre Brasil e Estados Unidos devem entrar numa nova fase de dinamismo, de acordo com a avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa. O senador petista integra uma missão parlamentar organizada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), que está em Washington desde o último dia 16 até esta quarta-feira (19) com a finalidade de aproximar mais os dois países.
Os congressistas brasileiros tiveram uma grande reunião com representantes do USTR, órgão vinculado à Presidência americana responsável por desenvolver e recomendar políticas de comércio exterior ao presidente Barack Obama. No encontro, foram tratados temas como entraves às relações comerciais e possibilidade de um acordo bilateral Brasil-EUA.
Segundo Humberto, o assistente do USTR para o Hemisfério Ocidental, John Melle, mostrou-se extremamente entusiasmado com a perspectiva de um tratado. “Mas, como integramos o Mercosul, só é possível fechar um acordo dessa natureza se tivermos a concordância de todo o bloco. Nada impede, no entanto, que a gente discuta o tema para avançar nessa agenda”, avaliou o líder do PT.
Na noite dessa terça-feira (18), os três senadores e seis deputados federais que integram a missão foram recebidos na Embaixada do Brasil em um jantar para discutir as relações entre as duas maiores democracias do continente americano.
Embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira ressaltou aos congressistas os históricos laços políticos que unem os dois países e o imenso interesse das empresas americanas pelo Brasil.
Atualmente, o setor privado dos Estados Unidos tem U$ 125 bilhões investidos no Brasil, enquanto que o brasileiro tem U$ 22 bilhões investidos em território americano. A corrente de comércio entre os dois países está, hoje, na casa dos U$ 74 bilhões.
“Para nós, ficou evidente a forte confiança dos americanos na economia brasileira e na nossa solidez. Vamos trabalhar para contribuir com esse clima propício ao aumento de nossa aproximação”, disse Humberto.
LAÇOS – Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil. As relações diplomáticas entre os dois, estabelecidas em 1823, já duram quase 200 anos. O primeiro chefe de Estado brasileiro a pisar naquele país foi o Imperador Dom Pedro II, em 1872. De lá para cá, 17 presidentes brasileiros visitaram os EUA, ao passo que 14 presidentes americanos visitaram o Brasil.
Do O Globo RIO – Responsável por investigar o esquema de corrupção na Petrobras, a força-tarefa da Operação Lava-Jato não conseguiu apenas identificar desvios de, pelo menos, R$ 286 milhões na estatal, mas também, pela primeira vez, amarrar mais de uma dezena de acordos de delação premiada. Dado inédito do Ministério Público Federal (MPF) no […]
RIO – Responsável por investigar o esquema de corrupção na Petrobras, a força-tarefa da Operação Lava-Jato não conseguiu apenas identificar desvios de, pelo menos, R$ 286 milhões na estatal, mas também, pela primeira vez, amarrar mais de uma dezena de acordos de delação premiada. Dado inédito do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná mostra que, até semana passada, foram firmados 12 acordos.
INFOGRÁFICO: Os doze delatores da Lava-Jato
Trata-se da maior quantidade de delações premiadas numa investigação de um grande caso de corrupção recente. Os primeiros acordos — fechados com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e com o doleiro Alberto Youssef — são tidos como fundamentais para o sucesso da investigação e levaram a novas colaborações. Uma vez incriminados, não restou a alguns dos acusados relatar o que sabiam em troca de uma possível redução de pena.
Além deles, os empresários Julio Camargo e Augusto Mendonça, ambos da Toyo Setal; Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras; Carlos Alberto Pereira da Costa, gestor de empresas de Youssef; e Luccas Pace Júnior, assistente da doleira Nelma Kodama, já fizeram acordo. Os demais cinco nomes são sigilosos. Mas não é só. Empresas do grupo Toyo Setal, seis no total, firmaram acordos de leniência com o MP, pelos quais se comprometem a colaborar para tentar evitar punições como a de serem proibidas de firmar novos contratos públicos.
COSTA DELATOU 28 POLÍTICOS
Procurador que encabeça a força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol (leia entrevista na pág. 4), de 34 anos, é direto ao explicar a importância da delação:
– A gente não teria chegado aos resultados alcançados sem as colaborações.
Para se ter uma ideia do impacto que os acordos podem ter, apenas Costa delatou 28 nomes de políticos. Segundo o ex-diretor, eles teriam se beneficiado do esquema montado na diretoria de Abastecimento da estatal.
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A lista entregue por ele deve embasar três dezenas de inquéritos, a serem abertos em fevereiro, quando o Judiciário retonar do recesso. Na lista do delator, constam os ex-ministros Antonio Palocci (PT-SP), Gleisi Hoffmann (PT-SC) e Mário Negromonte (PP-BA); o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN); o atual ministro Edison Lobão, da pasta de Minas e Energia; os ex-governadores Eduardo Campos (PSB), morto em acidente de avião, e Sérgio Cabral (PMDB-RJ); o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido; além de senadores e deputados.
Ainda pouco difundida no Brasil, a delação premiada é prevista em lei desde a década de 90, quando a redução de pena do delator passou a figurar na Lei de Crimes Hediondos. No entanto, foi em agosto do ano passado que a delação foi institucionalizada na Lei das Organizações Criminosas. Assim, pela 1ª vez, falou-se em termo de colaboração por escrito e, com isso, foi permitida maior eficácia nas investigações.
BANESTADO, MENSALÃO DO DEM, ALSTON
O doleiro Youssef já havia lançado mão desse instrumento em 2003, quando foi investigado na Operação Farol da Colina, da Polícia Federal. À época, a força-tarefa, que também incluía o procurador Dallagnol, apurou remessas ilegais de dinheiro ao exterior envolvendo agências do Banestado. No acordo, Youssef se comprometeu a abandonar atividades relacionadas à movimentação financeira clandestina. O juiz Sérgio Moro, hoje à frente da Lava-Jato, trabalhou nesse caso. Em 2009, Durval Barbosa, secretário do governo do Distrito Federal, tornou-se o delator da Operação Caixa de Pandora. O caso ficou conhecido como mensalão do DEM e tornou-se notório em razão dos vídeos feitos por Durval, em que aparecia entregando maços de dinheiro a integrantes do governo, entre eles o então governador, José Roberto Arruda.
– Sem esse modelo (de colaboração premiada), não teria sido possível (avançar tanto). Era um sistema de corrupção acobertado por aparência de legitimidade – lembra o juiz Alvaro Ciarlini, destacando que a delação premiada “é uma tendência inexorável em casos que envolvem organizações criminosas”:
– Mas tem uma questão ética. Para ter o perdão judicial, o delator tende a fazer a acusação. O juiz tem que medir o grau de confiança verificando se o depoimento, em tese, está conectado com os demais elementos de provas. Tem que levar em consideração se o delator confessa espontaneamente ou se confessa porque as provas são consistentes, depois de ter sido obstinado em mentir o quanto pôde.
No Brasil, além de Youssef e Barbosa, o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer se tornou delator do Caso Alstom, deflagrado no ano passado. A Alstom é acusada de ter pago R$ 23,3 milhões de propina entre 1998 e 2003 durante os governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, em São Paulo.
No mensalão, que resultou na condenação de 25 acusados, entre elas o ex-ministro José Dirceu (PT) e o operador Marcos Valério, dois réus fizeram acordo de delação: Lucio Bolonha Funaro e José Carlos Batista. Eles foram assistidos pela advogada Beatriz Catta Preta, que hoje está à frente do acordo de Costa.
RESSALVAS À DELAÇÃO PREMIADA
Advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo diz ter feito duas propostas de delação durante a investigação. Agora, ainda que a lei permita que a delação seja feita quando a sentença já está sendo cumprida, Leonardo acredita que essa possibilidade é “mais difícil”. Valério foi condenado a 40 anos de prisão.
– Fiz uma proposta em 15 de julho de 2005, mas o procurador-geral não quis examinar. Depois, em setembro de 2012, o procurador-geral (Roberto Gurgel), também não quis acordo. Agora, depois da pena, é mais difícil. A delação implica em identificar o coautor, em recuperar valores. Então, por enquanto, eu e o Marcos Valério não conversamos sobre isso — diz Leonardo, que acredita que o julgamento pode ter influenciado no grande número de acordos na Lava-Jato: – Com o grupo político do mensalão obtendo prisão domiciliar e ficando presos os do banco e o publicitário…
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Alguns advogados fazem ressalvas em relação à delação. Nélio Machado deixou a defesa de Costa quando o cliente decidiu pela colaboração:
– Minha formação repudia a delação, o Estado reconhece a ineficácia para apurar e a benesse ao delator não contribui para uma sociedade melhor.
– A delação é legítima, mas me preocupa o mau uso. A lei fala que tem que ser algo espontâneo, voluntário. É evidente que tanto juiz, polícia e MP precisam garantir essa liberdade do colaborador. Fico preocupado de que as pessoas sejam submetidas a constrangimentos ou a pressões – diz o criminalista Pierpaolo Bottini. (Colaborou: Cleide Carvalho).
O deputado Jorge Solla (PT-BA) sugeriu chamar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para depor na CPI da Lei Rouanet. Segundo ele, o instituto de FHC está entre os cem maiores utilizadores das verbas da lei Rouanet, com o total de R$ 14,5 milhões captados. De acordo com o que publicou a Folha de S. Paulo, […]
O deputado Jorge Solla (PT-BA) sugeriu chamar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para depor na CPI da Lei Rouanet. Segundo ele, o instituto de FHC está entre os cem maiores utilizadores das verbas da lei Rouanet, com o total de R$ 14,5 milhões captados.
De acordo com o que publicou a Folha de S. Paulo, um requerimento apresentado na comissão propõe ainda a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico da entidade. Só em 2006, por exemplo, quando ainda se chamava Instituto Fernando Henrique Cardoso, a entidade recebeu R$ 500 mil da Sabesp por meio da Rouanet.
CPI da Lei Rouanet: Desde que a CPI foi instalada, parlamentares ligados a partidos do governo, como DEM, já pediram a convocação de artistas alinhados com o PT, como o ator José de Abreu, para depor. E deputados da oposição, por seu lado, querem chamar personalidades do PSDB, como FHC e Bia Doria, mulher do prefeito eleito de SP, João Doria.
O Teatro José Fernandes de Andrade, em Carnaíba, sediou na manhã desta quarta-feira (4) uma palestra com o professor e coreógrafo Marcelo Grangeiro, diretor do quadro Dança dos Famosos, da Rede Globo. A atividade foi promovida pela Prefeitura de Carnaíba, por meio da Diretoria de Cultura. Na ocasião, Marcelo Grangeiro compartilhou aspectos de sua trajetória […]
O Teatro José Fernandes de Andrade, em Carnaíba, sediou na manhã desta quarta-feira (4) uma palestra com o professor e coreógrafo Marcelo Grangeiro, diretor do quadro Dança dos Famosos, da Rede Globo. A atividade foi promovida pela Prefeitura de Carnaíba, por meio da Diretoria de Cultura.
Na ocasião, Marcelo Grangeiro compartilhou aspectos de sua trajetória profissional, destacando a importância da dança em sua vida e o percurso que o levou ao reconhecimento nacional. O evento reuniu um público expressivo, interessado em conhecer a experiência do coreógrafo e empresário.
A programação com Marcelo Grangeiro continua ao longo da semana, com o início de um workshop de dança nesta quinta-feira, a partir das 16h. As oficinas, voltadas para diferentes faixas etárias, serão realizadas diariamente até a próxima semana. O encerramento das atividades está previsto para a segunda-feira (9), com apresentações dos grupos participantes.
“A iniciativa visa promover a formação, estimular a troca de experiências e fortalecer a valorização da expressão artística no município”, destacou a assessoria de comunicação.
O o Presidente do Sicoob Pernambuco e Sicoob Central Nordeste, Evaldo Campos, recebeu o título de Cidadão Pernambucano. Natural de Teixeira, Paraíba, Evaldo está há anos estabelecido e radicado no Alto Pajeú, onde iniciou o trabalho de construção do projeto cooperativo. A data de entrega ainda será definida entre ALEPE e o homenageado. A Resolução […]
O o Presidente do Sicoob Pernambuco e Sicoob Central Nordeste, Evaldo Campos, recebeu o título de Cidadão Pernambucano.
Natural de Teixeira, Paraíba, Evaldo está há anos estabelecido e radicado no Alto Pajeú, onde iniciou o trabalho de construção do projeto cooperativo.
A data de entrega ainda será definida entre ALEPE e o homenageado.
A Resolução de número 1.829, de 29 de juno, assinada pelo Presidente da ALEPE, Eriberto Medeiros, foi publicada no Diário Oficial. O título, aprovado por unanimidade, foi iniciativa do deputado estadual Waldemar Borges.
Pesou para a indicação a contribuição determinante de Evaldo para que o Sicoob Pernambuco seja uma das mais respeitadas cooperativas do país.
O Sicoob Pernambuco fechou 2021 em ativos que passaram dos R$ 400 milhões, crescimento de 50%. “Começamos a cooperativa com R$ 36 mil e nosso capital social hoje é de R$ 50 milhões”, comemorou falando á Rádio Pajeú ano passado.
Gestor aproveitou para criticar herança recebida por gestões anteriores, defendeu participação na Marcha dos Municípios e disse que tem município equilibrado O prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde, Irlando Parabólicas esteve no Sertão Notícias, da Cultura FM, falando sobre vários temas. Em mais de um momento, falou na condução em que recebeu a prefeitura […]
Gestor aproveitou para criticar herança recebida por gestões anteriores, defendeu participação na Marcha dos Municípios e disse que tem município equilibrado
O prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde, Irlando Parabólicas esteve no Sertão Notícias, da Cultura FM, falando sobre vários temas. Em mais de um momento, falou na condução em que recebeu a prefeitura da gestão anterior. “Como todos sabem, eu peguei uma prefeitura sucateada. frota acabada, com débito de mais de R$ 23 milhões, totalmente destruída”.
Disse ainda que não havia médicos no PSF, no Hospital. “Peguei duas ambulâncias velhas. Hoje tenho seis ambulâncias zero, mais duas pra buscar na Fiat, mais uma UTI Móvel, fruto de emenda de Rodrigo Novaes e uma máquina do radio X”. Citou ainda dois carros de TFP e casa de apoio. “Não tinha nada e não sobrava dinheiro. Me pergunto onde estava o dinheiro na gestão passada”, dizendo que o problema também se manifesta em outras cidades.
Sobre a participação na Marcha dos Prefeitos, disse só com FPM não se administra. E citou emendas de Pastor Eurico, Carlos Veras, Gonzaga Patriota , Renildo Calheiros e Ana Arraes. Ele reiterou o que disse ao blog, afirmando terem sido R$ 4 milhões em emendas.
Como os demais prefeitos, defendeu a Marcha, mas afirmou que alguns temas precisam avançar, como o custeio do piso dos enfermeiros e dos royalties do petróleo.
Ele defendeu o valor de R$ 380 mil para o cachê do artista, menor que a maioria das estrelas nacionais. “O Tribunal de Contas procura identificar essas questões, mas quando o Tribunal ou qualquer órgão faz esse questionamento, eu vou dizer: não devo nada da Previdência, meus funcionários estão em dia. Se eu for contratar um João Gomes é 400 mil, se eu for contratar um Daniel é 600 mil. O cantor mais barato que eu achei foi esse aí, porque está em turnê aqui pelo Nordeste. Então vou trazer uma atração de peso porque Santa Cruz merece”.
Irlando também afirmou que a Festa da Rapadura tomou proporções que pedem nomes de peso na programação. “A festa já está nacionalmente conhecida. Para quem não sabe, Santa Cruz é o maior produtor de rapadura do mundo. Coloquei a rapadura no livro dos recordes. O Brasil todinho conhece a nossa história hoje”. A festa ocorre em outubro e Irlando afirmou que o tempo entre a contratação e o evento é para ir pagando parceladamente.
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