Notícias

Paciente e médico confirmam denúncias contra a Prevent Senior

Por André Luis

Tadeu Frederico Andrade, que permaneceu 120 dias internado em hospital da Prevent Senior e quase morreu de covid-19, e o ex-médico da operadora de planos de saúde Walter Correa de Souza Neto ratificaram denúncias contra a empresa em depoimento à CPI da Pandemia nesta quinta-feira (7).

Imposição de “tratamento precoce”, ministração de medicamentos experimentais sem consentimento de familiares e indicação de tratamento paliativo a pacientes que estavam em unidade de terapia intensiva (UTI) foram algumas das irregularidades apontadas pelos depoentes.

Emocionado, declarando-se um sobrevivente, Tadeu Frederico Andrade esclareceu os percalços dos 120 dias em que permaneceu internado. Assim como denúncia que fez ao Ministério Público de São Paulo, que investiga denúncias contra a Prevent Senior com o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Estado de São Paulo, ele detalhou à CPI a luta de sua família contra a empresa que o “condenou” a cuidados paliativos para morrer “de forma confortável”.

“Sou testemunha viva da política criminosa dessa corporação e de seus dirigentes. Quero aqui ressalvar vários profissionais da saúde, verdadeiros heróis, mas a diretoria tem uma política diferente e de imposição para os médicos que lutam pelos seus pacientes”, afirmou Andrade.

Associado há oito anos da Prevent, Andrade foi atendido inicialmente no dia 24 de dezembro de 2020, quando apresentou os primeiros sintomas da covid-19. Ele recebeu o primeiro atendimento de uma médica por telemedicina, que determinou o envio de medicamentos do “kit covid” para sua residência, a ser tomado durante cinco dias.

Não melhorou, como piorou. Assim, em 30 de dezembro, Andrade teve de procurar o pronto-socorro da Prevent, quando confirmou que estava com a covid-19 e com pneumonia bacteriana.

“Um atendimento médico no primeiro dia talvez tivesse combatido minha pneumonia. Fui internado e intubado, inicialmente, por 30 dias”, informou.

Tratamento paliativo

Foi quando a médica Daniela de Aguiar Moreira da Silva, segundo Andrade, ligou para sua filha, informando que ele seria transferido para um leito híbrido, onde receberia tratamento paliativo, teria “mais conforto” e lá morreria em poucos dias.

Com a não aceitação do fato pela família, que ameaçou buscar uma liminar judicial e procurar a mídia para denunciar o caso, a Prevent Senior recuou e o manteve na UTI, onde foi acompanhado inclusive por um médico particular, contratado pelos familiares para fiscalizar os procedimentos da continuidade do tratamento.

Além de apresentarem erroneamente à família um quadro que não era o seu, Andrade relatou aos senadores que os médicos da Prevent argumentaram que seu caso não tinha mais solução.

“seria mais confortável para o paciente morrer, vir a óbito, com bomba de morfina”. O paciente expôs ainda que acabou recebendo tratamento experimental, já que em seu prontuário constou uso de medicação para câncer de próstata.

A pedido do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o senador Otto Alencar (PSD-BA) esclareceu sobre o tratamento paliativo.

“Atividade praticada para aqueles pacientes que não tem mais nenhum tratamento curativo. Geralmente pacientes com câncer terminal, mas isso é feito por um grupo biopsicossocial. Não é uma coisa simplória, como quiseram fazer com ele”, explicou Otto.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) enfatizou que Andrade teve uma doença inflamatória aguda, que com tratamento é possível a reversão.

“Não era um processo degenerativo terminal. Que produziu lesões temporárias reversíveis, por isso, jamais poderia ser proposto o tratamento paliativo. Praticaram o “paliativismo” para eliminar doentes que poderiam ficar mais tempo internado e gerar mais custos”, destacou Carvalho.

Segundo Andrade, sua família soube que outros pacientes da Prevent foram encaminhados para os chamados cuidados paliativos. Ele relatou o caso de uma senhora, acompanhado por sua filha, que foi retirada da UTI e acabou indo a óbito.

“Kit covid”

Munido de habeas corpus, o médico plantonista Walter Correa de Souza Netto, que trabalhou por quase oito anos na Prevent, confirmou o depoimento da advogada Bruna Mendes Morato, representante de 12 médicos da Prevent, que à CPI afirmou que os médicos não tinham autonomia e que os pacientes recebiam um “kit-covid” com “receita pronta” para tratamento da covid-19.

Questionado pelo relator, Renan Calheiros, sobre as declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre o “kit covid”, Souza Netto afirmou que podem sim ter influenciado pacientes. Ele foi enfático em dizer que os estudos comprovam, até agora, que esse tratamento não funciona.

“Pode induzir as pessoas ao erro. É uma desinformação que pode fazer com que as pessoas deixem de tomar outras medidas. Acreditando que há um tratamento inicial eficaz, podem deixar de se proteger, evitar vacinas e outras condições que podem acabar levando a pessoa ao óbito”, afirmou o médico.

Os médicos passaram a ser obrigados a prescrever o “kit covid” a partir de março de 2020. Mesmo com inadequação “crônica” com as políticas da empresa, “em um modelo voltado para os custos e não para o bem-estar que o paciente precisava”.

Souza Netto disse que se manteve na empresa por quase oito anos por necessidade de trabalho. Além disso, preferiu manter-se no atendimento do pronto socorro, e não buscou outra posições para não ter de lidar mais de perto com a política da empresa.

Quanto à prática de tratamento paliativo e redução de custos, o médico afirmou que isso não foi exclusivo do período da pandemia, mas uma política recorrente da empresa.

“Algumas situações não são exclusivas da pandemia. São coisas que acontecem na Prevent de forma crônica e estão inseridas na cultura da empresa. Existe um pequeno número de médicos, muitas vezes envolvidos com a direção, que acaba até induzindo outros médicos ao erro. Pela imposição de não ter autonomia médica, não poder pedir determinado exame. Às vezes, você tinha que negociar com quem era seu superior para fazer determinada coisa e aquilo não era autorizado. Às vezes, o paciente evoluía com gravidade ao óbito. Isso era uma política antiga da empresa”, disse o médico, que relatou outras situações em que teve a autonomia médica desrespeitada por uns dos chamados “guardiões”, que gerenciavam os demais profissionais de saúde.

Fraude

Souza Neto classificou como fraude o estudo desenvolvido na Prevent para justificar a prescrição de medicamentos como a hidroxicloroquina. Ele afirmou que internou pacientes que tomaram o “kit covid” e que ao acompanhar depois o prontuário desses pacientes via que iam a óbito.

“Havia um projeto megalômano de fazer um tratamento no Brasil que seria vendido ao mundo para revolucionar durante muito tempo a Medicina mundial, com o óbvio estímulo do Governo Federal e até mesmo, como aqui foi colocado por um depoente, eu não lembro quem foi, o próprio Ministério da Fazenda. O presidente da República chegou a fazer postagens de resultados desses estudos, da sua eficácia”, disse por sua vez o relator, Renan Calheiros.

O médico denunciou a imposição de chefias para o não uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras, que chegou a ser obrigado a retirar para “não assustar” os pacientes. Disse ainda que viu em prontuários de alguns pacientes várias medicações que seriam aplicadas de forma experimental.

Souza Netto acredita que tenha sido demitido por se recusar a prescrever o “kit covid”, e por não acatar práticas da Prevent, como o modelo de acolhimento dos pacientes, “que não era feito de maneira correta pela empresa”, acompanhados por enfermeiros, que tinham acesso ao sistema de prontuários através da conta dos médicos.

Ele não soube afirmar se havia determinação para alteração da CID — classificação internacional de doença — dos pacientes com covid. Mas confirmou que teve acesso, legalmente, ao prontuário do falecido médico Anthony Wong, que confirma a ocorrência de covid-19, omitida no atestado de óbito.

Durante depoimento à CPI do diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, o relator Renan exibiu mensagens segundo as quais os médicos da Prevent Senior seriam orientados a fraudar os prontuários.

Assim, após 14 dias do início dos sintomas (pacientes de enfermaria/apartamento) ou 21 dias (pacientes com passagem em UTI/leito híbrido), a CID deveria ser modificada para qualquer outra, de forma a identificar os pacientes que já não tinham mais necessidade de isolamento. Os senadores classificaram essa orientação como fraude.

Hostilidade

O médico denunciou ainda que a Prevent tinha um ambiente de trabalho hostil, com clima de “lealdade e obediência”, em uma hierarquia, muitas vezes com assédio moral, num ambiente de obediência hierárquica que nunca encontrou nem quando trabalhou como bombeiro militar e policial civil. Voltar-se contra orientações superiores significava sofrer represálias pela empresa, segundo o depoente.

Disse que passou por constrangimentos, como numa vez, ao cantar o “hino dos guardiões”, médicos que seriam responsáveis por garantir que plantonistas seguissem as normas da empresa.

Ainda segundo o depoente, existia entre os médicos a noção de que “denúncias contra a Prevent não prosperam”, sejam elas feitas ao Conselhos Regional (Cremesp) ou Federal de Medicina (CFM). Havia uma aparente certeza da impunidade, segundo o depoente.

“Eu tentei fazer uma denúncia ao Cremesp na época. Mas as denúncias não podem ser anônimas, e a gente tinha muito medo. (…) Dar materialidade a essas coisas é muito difícil. Como você vai provar? A gente tinha medo de não conseguir provar e de sofrer retaliações pesadas, como eu estou sofrendo”, disse, relatando ameaças do sócio da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, e a difamação que seria promovida pela empresa contra ele.

Para os senadores Rogério Carvalho e Otto Alencar, que são médicos, os depoimentos confirmam integralmente as denúncias contra a Prevent Senior. Já o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), salientou a coragem dos depoentes e apresentou relato sobre o colapso da saúde em Manaus, no começo deste ano. As informações são da Agência Senado.

Outras Notícias

Morte de jovem por leishmaniose em São José do Egito alerta região para dilema dos cães de rua

Rafael Soares tinha 28 anos e morreu em Recife. Número de cães nas ruas das cidades é alvo de debate entre órgãos de controle e defensores dos animais A morte de Rafael de Deus Soares, 28 anos, em São José do Egito nesta quinta, dia 31, levantou o debate sobre as políticas de controle de […]

Rafael Soares tinha 28 anos e morreu em Recife. Número de cães nas ruas das cidades é alvo de debate entre órgãos de controle e defensores dos animais

A morte de Rafael de Deus Soares, 28 anos, em São José do Egito nesta quinta, dia 31, levantou o debate sobre as políticas de controle de cães de rua nas cidades do Pajeú. Ele morreu de leishmaniose visceral, no Hospital Osvaldo Cruz, Recife.

Rafael era dono de um lava jato na cidade, casado e tinha um filho. Desde fevereiro, começou a apresentar os primeiros sintomas, mas a doença foi diagnosticada no Hospital Maria Rafael de Siqueira depois de alguns dias sem um diagnóstico, pelo fato de que a doença não é fácil de ser notificada.

É o segundo caso nos últimos dois anos na cidade. A Vigilância em Saúde emitiu nota, lamentando a morte de Rafael e se solidarizando com a família. “O município de São José do Egito é uma área com um índice elevado de cães infectados pela doença e apesar dos esforços na realização dos testes e exames e posteriormente eliminação dos cães doentes, a doença ainda vitimiza muitas pessoas”, escarece.

“É necessário ter ciência de que o cachorro é tão vítima quanto o humano que adoece e que quando o animal é picado pelo mosquito que está infectado este se torna reservatório da doença. Após o mosquito picar um cão doente e posteriormente picar um humano, o mesmo pode apresentar sinais e sintomas, como febre, crescimento do fígado e do baço, sangramentos, icterícia entre outros”, diz a nota.

A nota acrescenta que a vigilância municipal vem realizando ações de busca e eliminação de cães doentes, e borrifação nas áreas dos casos positivos para assim eliminar o mosquito que possa estar circulando no local, para diminuir ao máximo o surgimento de novos casos.

Nos animais, os sintomas são crescimento das unhas, magreza extrema, perca de pelo e feridas no corpo. O caso alertou os setores de vigilância em saúde e Epidemiológica. Em cidades como Afogados, há registros de aumento no número de animais de rua. Por outro lado, um debate com grupos de defesa dos animais que muitas vezes criticam o sacrifício de cães doentes.

Anchieta Patriota rebate Priscila sobre investimentos para eventos em PE. “Nenhum centavo para Carnaíba”

O ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), criticou uma fala da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, que teve destaque no blog, em que defendeu os investimentos do Estado em todos os eventos e festivais do calendário cultural do Estado. Priscila disse que o Festival de Inverno de Garanhuns recebeu R$ 3 milhões. “Essa é uma realidade […]

O ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), criticou uma fala da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, que teve destaque no blog, em que defendeu os investimentos do Estado em todos os eventos e festivais do calendário cultural do Estado.

Priscila disse que o Festival de Inverno de Garanhuns recebeu R$ 3 milhões. “Essa é uma realidade recente, esse tratamento aos municípios pernambucanos nesse sentido”. Priscila participou de entrevista à Rádio Sete Colinas, de Garanhuns, ao lado da governadora Raquel Lyra.

Anchieta Patriota, que chegou a votar em Raquel e Priscila no segundo turno, rebateu e afirmou que a festa de Zé Dantas em Carnaíba está no calendário oficial do estado e não recebeu um centavo, nenhum patrocínio do Governo do Estado. “Ela está mentindo ou está mal informada”.

Pra quem reclama que a governadora direciona mais dinheiro estadual para aliados,  quando o papel institucional é apartidário,  políticos socialistas tem apresentado uma constatação: todos os prefeitos agraciados com o Pernambuco Meu País são aliados.

Fabinho Lisandro (Salgueiro), Luciano Bonfim (Triunfo), Túlio Monteiro (Buíque), Lucielle Laurentino (Bezerros), Cacique Marcos (Pesqueira), Padre Joselito (Gravatá), Zeca Cavalcanti (Arcoverde) e Rodrigo Pinheiro (Caruaru), estão no bloco político da governadora.

Partido Verde anuncia apoio ao candidato a prefeito de Arcoverde Wellington da LW

O Partido Verde (PV) anunciou apoio ao candidato a prefeito de Arcoverde Wellington da LW (MDB) e ao vice Delegado Israel (PP). Com propostas muito bem estruturadas em seu Plano de Governo o candidato ganha a cada dia mais admiradores, seja na população ou no meio político. O presidente do Partido em Arcoverde, Arnaldo Tenório […]

O Partido Verde (PV) anunciou apoio ao candidato a prefeito de Arcoverde Wellington da LW (MDB) e ao vice Delegado Israel (PP). Com propostas muito bem estruturadas em seu Plano de Governo o candidato ganha a cada dia mais admiradores, seja na população ou no meio político.

O presidente do Partido em Arcoverde, Arnaldo Tenório (PV), disse que o apoio a Wellington da LW veio pela admiração ao candidato e pelas propostas de campanha, que acredita que levarão a cidade ao caminho do desenvolvimento.

“O apoio do Partido Verde à Wellington da LW se dá por que nós comungamos das mesmas ideias em relação a geração de emprego e renda, a saúde, a segurança, a família, a agricultura familiar e a zona rural, que necessita muito. A gente não quer que Arcoverde volte ao atraso, as perseguições. Arcoverde é uma cidade familiar e essa família não pode deixar a cidade voltar ao passado com o amarelo. Vamos com Wellington por uma Arcoverde melhor, mais sustentável. Nada muda se a gente não mudar. Vamos com o quinze”, disse Arnaldo.

O candidato Wellington da LW (MDB) ficou agradecido pelo apoio e afirmou que ao lado do vice Delegado Israel, vai fazer o melhor por Arcoverde.

“Fico muito feliz em saber que a cada dia a força da nossa campanha aumenta, que a cada dia o número de pessoas que estão conosco sobe. O Partido Verde é um importante aliado nessa luta pelo melhor para a nossa cidade. Não vamos deixar que Arcoverde caia nas mãos de uma política de inverdades, de uma política de vaidade e interesse. Eu tenho decência, vou fazer uma nova política ao lado do Delegado Israel, um política que será histórica em Arcoverde. Vou trazer mais emprego e renda para nossos jovens e para aqueles que necessitam de um trabalho, valorizar nosso turismo e cultura, estruturar a saúde e educação com novas propostas, vou olhar para os mais necessitados e para toda a população. Vou trabalhar para o povo de Arcoverde. Tenho certeza que no dia quinze a vitória será nossa”, disse Wellington da LW.

Datafolha: Tebet se sai melhor no debate; Bolsonaro, pior, mostra pesquisa

Pesquisa qualitativa realizada pelo Datafolha mostra que Simone Tebet (MDB) foi a presidenciável com o melhor desempenho no debate na Band, enquanto Jair Bolsonaro (PL) teve a pior avaliação entre eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco. A senadora foi apontada como a melhor debatedora por 43% dos entrevistados. Na retaguarda, Bolsonaro lidera com […]

Pesquisa qualitativa realizada pelo Datafolha mostra que Simone Tebet (MDB) foi a presidenciável com o melhor desempenho no debate na Band, enquanto Jair Bolsonaro (PL) teve a pior avaliação entre eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco.

A senadora foi apontada como a melhor debatedora por 43% dos entrevistados. Na retaguarda, Bolsonaro lidera com folga o ranking dos candidatos com pior desempenho, com 51%, seguido de Lula (PT), com 21%.

O levantamento, qualitativo (quando grupos menores de eleitores são entrevistados sem objetivo de refletir toda a população), entrevistou 64 pessoas divididas em três salas virtuais.

Todos os participantes avaliaram a performance dos candidatos bloco a bloco e no final elegeram quem se saiu melhor. A pesquisa não é representativa da população brasileira e visa mostrar a percepção de eleitores indecisos sobre seu voto ou que pretendem votar em branco ou nulo em outubro.

A atuação de Tebet recebeu a melhor avaliação nos três blocos do evento. A candidata emedebista recebeu 43% dos votos, seguida de Ciro Gomes (PDT), com 23%. O petista Luiz Inácio Lula da Silva e Bolsonaro empataram na terceira posição, com 10%.

A senadora Soraya Thronicke (União Brasil) recebeu 2% dos votos e Felipe D’Ávila (Novo), com 8%.

Pior participação. Cinquenta e sete pessoas votaram na pesquisa do Datafolha sobre qual candidato se saiu pior no debate presidencial. O vencedor, com 51% dos votos, foi Bolsonaro. Lula ocupou a segunda posição, com 21%, e Soraya, com 14%.

Felipe d’Ávila (Novo) teve 7% dos votos, enquanto Simone Tebet (MDB) recebeu 5%. Já Ciro Gomes (PDT) reuniu 2% dos votos dos participantes.

“Há um ano sabia que seria rifado”, revela Delegado Israel

O Delegado Israel Rubis (PP) disse já ter certeza há um ano de que seria rifado na gestão do prefeito Wellington Maciel. Foi na Quarta com Live, no Instagram do Blog. Israel comentou os eventos que antecederam sua carta de exoneração da  Secretaria de Serviços Públicos, afirmando que tinha sinais de que seria tolhido do […]

O Delegado Israel Rubis (PP) disse já ter certeza há um ano de que seria rifado na gestão do prefeito Wellington Maciel. Foi na Quarta com Live, no Instagram do Blog.

Israel comentou os eventos que antecederam sua carta de exoneração da  Secretaria de Serviços Públicos, afirmando que tinha sinais de que seria tolhido do seu trabalho como Secretário e vice.

“Só sabia que eu ia ser secretário e o nome de algumas pessoas pela boca do povo. Nem no anúncio da equipe eu pude sentar à mesa”, reclamou.

Rubis disse que sua participação só serviu para que seu perfil fosse explorado na campanha. “Muitos diziam que eu tinha data de validade”. Outro momento foi com um decreto assinado por LW quando já era secretário limitando suas atribuições, apelidado de “decreto corta asas nos bastidores”.

Israel disse que algumas pessoas alimentaram negativamente o prefeito. Em mais de uma oportunidade, fez referência à primeira dama Rejane Maciel. Dentre episódios que colocou como determinantes de que ela dá cartas na gestão, citou o anúncio da programação da iluminação de Natal por ela e não pelo gestor. Também a interação de Rejane na última sessão da Câmara sobre o episódio em que cobra um gabinete para trabalhar. “Ela foi comentar que as pessoas procurassem o Google para saber  se eu teria direito, porque admiradores meus se pronunciaram. Ela fomentou esse afastamento”.

Apesar de dizer respeitar seu modo de agir, deixou nas entrelinhas o sentimento de que ela influencia as decisões do gestor. Fez referência a uma conversa onde Wellington afirmou que ele não poderia aparecer mais que o prefeito e vice-versa. “Chegaram a me dizer que eu estava agindo como uma Ferrari enquanto ele como um Fusca”. Disse que LW é pessoa de bom trato, mas foi alimentado por pessoas que estavam a seu redor.

Afirmou que mesmo que tenha o gabinete de vice negado, não deixará de atender, mesmo que em um espaço privado. Também que hoje admite ter cometido um “erro estratégico”, mas que não se arrepende da decisão de integrar a chapa.

Aproveitou para afirmar que ainda não fechou nomes que terão seu apoio em 2022, à exceção de Erick Lessa, que apoia para Estadual. Ele revelou ter recebido convites para disputar um mandato federal e que, apesar de dizer não até agora, o futuro na política não lhe permite cravar se será ou não.