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Obra da barragem da Ingazeira vai exigir desmatamento

Por Nill Júnior
Foto: Bruno Lopes, para a Folha de Pernambuco

Folha de Pernambuco

Promessa de garantia de água para o Sertão do Pajeú, a continuidade das obras da Barragem de Ingazeira, retomadas em julho do ano passado, exigirá o desmatamento de 18 trechos de floresta atlântica às margens do rio Pajeú, consideradas Áreas de Preservação Permanente (APPs) pelo Código Florestal. Somadas, as matas equivalem a 54,48 hectares, distribuídas nos municípios de Ingazeira, Tabira, São José do Egito e Tuparetama.

O pedido do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, enviado por meio de projeto de lei à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), vem com a ressalva de que a supressão deverá ser iniciada antes do período rigoroso de chuvas, uma vez que a elevação do nível do rio encheria a bacia, o que impossibilitaria a conclusão da obra. Com 65% da barragem concluída, o empreendimento, que está sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), beneficiará aproximadamente 36 mil moradores da região quando pronta.

Entre as considerações, Paulo Câmara assegura que “a execução de qualquer obra ou serviço no local onde haverá supressão de vegetação permanente será iniciada somente depois de ultimado o licenciamento por parte da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que acompanhará todas as fases técnicas da obra”.

Porém, na avaliação do geógrafo e coordenador de projetos do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), Joaquim Freitas, embora se trate de uma obra de utilidade pública – justificativa que, pela lei, flexibiliza o desmatamento de vegetação nativa -, a pergunta mais importante a se fazer é: Como e onde serão feitos os processos de reposição da vegetação suprimida?

“Claro que a compensação ambiental não terá a mesma capacidade de gerar os mesmos benefícios ambientais que um ecossistema de APP naturalmente existente na região, e frágil por definição, possui. Mas, se definir essas compensações em áreas-chave para a manutenção de serviços ambientais hidrológicos, pode-se tentar amortizar esses efeitos”, comenta o geórgrafo.

Para Freitas, o ideal seria que a fase de licenciamento de uma obra desse porte venha atrelada a uma compensação florestal que seja inteligente e que venha a ser funcional. “O que acontece por vezes é uma implantação tardia dessas compensações em processos que demoram bastante. Essas recomposições vegetais precisam ser céleres e estar atreladas à execução do empreendimento”, observa.

Qualquer vegetação presente ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água é reconhecida, pelo Código Florestal, como de preservação permanente que, como o nome diz, devem ser mantidas intactas para garantir a preservação dos recursos hídricos. As APPs se destinam a proteger solos e, principalmente, as matas ciliares. Esse tipo de vegetação cumpre a função de proteger os rios e reservatórios de assoreamentos, evitar transformações negativas nos leitos, garantir o abastecimento dos lençóis freáticos e a preservação da fauna aquática.

A Folha de Pernambuco teve acesso ao termo de compromisso assinado entre a CPRH e o Dnocs. Em relação aos 54,48 hectares para a construção da barragem, a compensação a ser feita será de 108,96 hectares, ou seja, o dobro do que será desmatado, entre os municípios de Tabira e Afogados da Ingazeira. Os relatórios de implantação e de monitoramento da barragem deverão ser enviados ao órgão estadual ambiental durante os três primeiros anos a partir de julho de 2018. O descumprimento pode gerar multa de R$ 20 mil ou suspensão da autorização de supressão de vegetação nativa pela CPRH. A reportagem tentou contato com o Dnocs, mas não obteve êxito.

Empreendimento
Orçada em cerca de R$ 40 milhões, a previsão do Ministério da Integração é de inaugurar a Barragem de Ingazeira em maio deste ano. Segundo dados do Dnocs, a capacidade da barragem é de 49 milhões metros cúbicos de água. Cerca de 60 toneladas de concreto por dia são preparadas na usina no canteiro de obras, o que exige 300 mil litros de água para preparar essa quantidade de concreto, água essa retirada de alguns poços tubulares perfurados exclusivamente para obra.

Outras Notícias

SANTA CRUZ: prefeitura entrega fardamento escolar para 2 mil alunos

O Prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde, Tássio Bezerra, entregou cerca de dois mil kits com fardamento escolar a dois mil alunos da rede municipal de ensino. O investimento foi de aproximadamente R$ 56 mil, dos recursos próprios do município. “Todos os esforços foram feitos para a aquisição desse fardamento escolar. Buscamos economizar, enxugando […]

O Prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde, Tássio Bezerra, entregou cerca de dois mil kits com fardamento escolar a dois mil alunos da rede municipal de ensino. O investimento foi de aproximadamente R$ 56 mil, dos recursos próprios do município.

“Todos os esforços foram feitos para a aquisição desse fardamento escolar. Buscamos economizar, enxugando a maquina, evitando o desperdício e planejando o investimento”, disse o prefeito

Sônia Melo, Secretária de Educação de Santa Cruz, também destacou o impacto positivo no orçamento das famílias.

“O fardamento tem um impacto positivo no orçamento das famílias dos nossos alunos, mas mais que isso, nos ajuda a oferecer mais dignidade a estes alunos, sobre tudo os mais carentes. É uma ação que faz parte das metas que visam garantir a melhoria da qualidade de ensino oferecido nas escolas municipais”.

Xadrez para arrumar espaços de Jucá e Patriota

Blog do Finfa Informações chegadas a este blogueiro, confirmam, que o PSB Estadual está trabalhando para concluir um organograma eleitoral na região do Pajeú e Moxotó. O trabalho é árduo, tentar dividir os municípios para apoiar os pré-candidatos José Patriota e Paulo Jucá, sem prejudicar os deputados estaduais já votados nos municípios pajeuzeiros. Segundo uma […]

Blog do Finfa

Informações chegadas a este blogueiro, confirmam, que o PSB Estadual está trabalhando para concluir um organograma eleitoral na região do Pajeú e Moxotó.

O trabalho é árduo, tentar dividir os municípios para apoiar os pré-candidatos José Patriota e Paulo Jucá, sem prejudicar os deputados estaduais já votados nos municípios pajeuzeiros.

Segundo uma fonte palaciana, socialistas estão trabalhando neste xadrez, a conta não é fácil, mas com a experiência eleitoral que membros do PSB estadual tem, pode não ser impossível. “Oxalá que o comando estadual consiga esta façanha e que todos os socialistas envolvidos, fiquem satisfeitos”, finalizou a fonte.

Caso Duque: Câmaras devem ser fiéis às recomendações do TCE, independente do nome

A Câmara de Vereadores de Serra Talhada se prepara para votar as contas de 2019 do ex-prefeito e Deputado Luciano Duque. Nos bastidores,  a todo momento há especulações sobre a possibilidade de a bancada governista possa usar o episódio para a inelegibilidade do político. Isso porque, assim como aconteceu com Carlos Evandro,  que não pôde […]

A Câmara de Vereadores de Serra Talhada se prepara para votar as contas de 2019 do ex-prefeito e Deputado Luciano Duque.

Nos bastidores,  a todo momento há especulações sobre a possibilidade de a bancada governista possa usar o episódio para a inelegibilidade do político.

Isso porque, assim como aconteceu com Carlos Evandro,  que não pôde disputar em 2020 e indicou a mulher, Socorro Brito, a rejeição de contas pela Câmara joga o político para as consequências da Lei da Ficha Limpa.

Em fevereiro de 2014, em sessão extraordinária, a Câmara de decidiu manter a decisão do TCE que rejeitou as contas de 2008 do ex-prefeito Carlos Evandro.

Foram nove votos pela manutenção da decisão  contra cinco contrários. Votaram pela manutenção da decisão do TCE os vereadores José Raimundo, Agenor de Melo Lima, Sinézio Rodrigues, Manoel Enfermeiro, Gilson Pereira, Márcio Oliveira, Cicero Fernandes (Cição), Francisco Pinheiro e Leirson Magalhães.

Foram Contrários ao parecer Edmundo Gaia, Nailson Gomes, Vera Gama, Jaime Inácio e Dedinha Inácio. O vereador Antonio Rodrigues faltou à sessão extraordinária.

A questão é diferente da de hoje, pois lá a Câmara respeitou a orientação do TCE. Aí reside a minha defesa no comentário de hoje: que em linhas gerais,  as Câmaras aprovem quando a recomendação for de aprovação com ou sem ressalvas, e reprovem quando o parecer indicar rejeição. Isso deveria valer para Duque, Carlos, Márcia e cia.

Hoje, muitos prefeitos que tiveram indicação de rejeição são salvos pelas Câmaras,  onde costumam ter maioria, o que é remendar o que não se remenda, dada a tecnicidade desses pareceres.

Da mesma forma, apesar de crer que em política tudo pode acontecer,  ainda mais em Serra Talhada,  não acredito que a prefeita Márcia Conrado incorrerá nesse tipo de artifício contra o ex-aliado.

Veja o meu comentário para o Sertão Notícias, da Cultura FM:

Tuparetama: oposição critica prefeitura por sinalizar não ingressar no SAMU

Prezado Nill Júnior, Com grande pesar esta Bancada de Oposição tomou conhecimento, através da matéria jornalística publicada pelo Blog do Nill Júnior no dia de ontem (17/11) que o município de Tuparetama não irá aderir ao consórcio de regulamentação do Sistema de Atendimento Médico de Urgência – SAMU. Segundo a matéria jornalística, o gasto aproximado […]

Prezado Nill Júnior,

Com grande pesar esta Bancada de Oposição tomou conhecimento, através da matéria jornalística publicada pelo Blog do Nill Júnior no dia de ontem (17/11) que o município de Tuparetama não irá aderir ao consórcio de regulamentação do Sistema de Atendimento Médico de Urgência – SAMU.

Segundo a matéria jornalística, o gasto aproximado do município de Tuparetama com a manutenção do serviço seria de R$ 4.492,00, ou seja, R$ 0,55 (cinquenta e cinco centavos) por pessoa.

A leitura é de que,  para o governo do município a vida dos habitantes não vale nem mesmo a quantia de R$ 0,55 (cinquenta e cinco centavos).

Por isso esta Bancada de Oposição vem externar sua preocupação com os rumos da saúde municipal e o descaso por parte do gestor do Poder Executivo.

Consideramos gravíssima a atitude tomada pelo prefeito, que caracteriza um verdadeiro ataque aos direitos do cidadão tuparetamense desrespeitando a legislação que garante o acesso a saúde, atitude esta tomada sem discussão democrática e de forma arbitrária, colocando-nos à mercê de grupos de interesses não coincidentes com os interesses da maioria da população.

É inaceitável que o município de Tuparetama – que hoje oferece um serviço de saúde precário e com uma administração caótica, penalizado com a falta de profissionais e de medicamentos, sem atendimento digno e humanizado para os cidadãos – não participe do Consórcio de Regulamentação do Sistema de Atendimento Médico de Urgência – SAMU retirando a possibilidade de salvamento, por exemplo, de vidas em casos de acidentes graves, pelo valor de cinquenta e cinco centavos por habitante.

O posicionamento do prefeito de Tuparetama é uma afronta ao povo e este grupo de vereadores não se omitirá em defender os direitos da população Tuparetamense. Como representantes legítimos do povo, exigimos a urgente retratação do gestor municipal.

Danilo Augusto Oliveira Pereira Nunes
Evaldo Davi da Silva
Jefferson Plécio Silvestre Galvão
José Orlando Ferreira
Priscilla Leite de Menezes

Guardas municipais de Tabira recebem treinamento

Enquanto algumas guardas municipais engatinham, definham ou são extintas, Tabira vai nos surpreendendo, graças ao Secretário Flávio Marques e à carta branca do prefeito Sebastião Dias. Pois o contingente de 30 novos guardas municipais iniciou Curso de Formação e Aperfeiçoamento da Guarda Municipal para o Nivelamento em Ambiente de Caatinga, em preparação para encarar a […]

Guarda municipal inicia treinamento para operações na caatinga

Enquanto algumas guardas municipais engatinham, definham ou são extintas, Tabira vai nos surpreendendo, graças ao Secretário Flávio Marques e à carta branca do prefeito Sebastião Dias.

Pois o contingente de 30 novos guardas municipais iniciou Curso de Formação e Aperfeiçoamento da Guarda Municipal para o Nivelamento em Ambiente de Caatinga, em preparação para encarar a missão para a qual foram designados.

O curso de nivelamento em ambiente da Caatinga é uma iniciativa pioneira em Tabira. Pela primeira vez uma corporação de Guarda Municipal terá o privilégio de passar por esse treinamento. Além dos policiais militares de Pernambuco, a formação contará com o auxílio de policiais militares dos Estados da Bahia e Ceará.

As atividades se estenderão durante toda a semana e o objetivo é proporcionar aos alunos e futuros Agentes um vasto conhecimento para ações desenvolvidas no bioma Caatinga.

Além disso, graças à movimentação de Flávio, ao ponto de ganhar a fama de “pidão institucional”, a Guarda ganhará mais dois carros e uma moto, que somam-se à estrutura já existente, inclusive com uma moderna central de monitoramento.

Só falta o início das operações do processo pleno de municipalização, que Flávio diz ter atrasado pela mudança no Comando do DETRAN. O convênio promete ser fechado na solenidade de 70 anos da Cidade das Tradições.  A ação é fundamental para dar fluidez ao trânsito.

O exemplo que vem de Tabira merece registro.